Talvez um dos caras mais injustiçados do meio artístico brasileiro seja o Moacyr Franco. Para quem aprecia o gênero romântico da verdadeira música popular brasileira, foi este homem que escreveu as mais belas canções da dupla João Mineiro e Marciano, como "Ainda ontem chorei de saudade", também é o autor de "Tudo vira bosta", sucesso com a roqueira Rita Lee, além de assinar a composição de "Balada n° 7", em homenagem ao craque Garricha e fez sucesso "Balada para um louco", maluquice brilhante que fala sobre o amor.
A lista de música compostas por Franco é enorme. É um artista completo, que foi redator de programas de TV de sucesso nas décadas de 70 e 80, compôem desde 60 e até hoje se presta a vestir personagens como o Jeca Gay, da Praça é Nossa, apenas por amor à arte, às luzes e câmeras.
Homem presente na lembrança de todos, mestre ao falar do "esquecer". Compôs "Eu nunca mais vou te esquecer" com a mesma elegância que tornou conhecida a música "Se eu não puder te esquecer". Ah, também mandou ver com "Seu amor ainda é tudo", mai suma vez cantada por João Mineiro e Marciano.
É um cara que eu teria um prazer absurdo de entrevistar um dia. Quando eu ainda era estudante, tentei, via e-mail, mas não consegui. Agora certamente tenho muito mais chances de conseguir isso e, por que não, em breve não consiga. Só temo silenciar diante de tanto talento e sabedoria adquiridos ao longo de uma carreira brilhante.
Provavelmente o leitor mais ocasional, que não me conheçe, pode pensar: "Meu Deus, Moacyr quem? Olha o tipo desse piá falando bem do Moacyr Franco".
Se permita ler a letra de Balada para um louco e procure encontrá-la nesse nosso mundão virtual para ouvi-la. É sensacional.
ps: ouvi essa música a primeira vez por recomendação da minha véia. Sabe das coisas essa minha véinha
xxxxx
Balada Para Um Louco (Moacyr Franco, Astor Piazzolla e Horácio Ferres)
Num dia desses ou, numa noite dessas
você sai pela sua rua ou, pela sua cidade ou,
ou, sei lá, pela sua vida, quando de repente,
por detrás de uma árvore, apareço eu!!!
Mescla rara de penúltimo mendigo
e primeiro astronauta a pôr os pés em vênus.
Meia melancia na cabeça, uma grossa meia sola em cada pé,
as flôres da camisa desenhadas na própria pele
e uma bandeirinha de táxi livre em cada mão.
Ah! ah! ah! Você ri... você ri porquê só agora você me viu.
Mas eu flerto com os manequins,
o semáforo da esquina me abre três luzes celestes.
E as rosas da florista estão apaixonadas por mim, juro,
vem, vem, vamos passear. E assim meio dançando, quase voando eu
te ofereço uma bandeirinha e te digo:
Já sei que já não sou, passei, passou.
A lua nos espera nessa rua é só tentar.
E um coro de astronautas, de anjos e crianças
bailando ao meu redor, te chama:
vem voar.
Já sei que já não sou, passei, passou.
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou.
E vendo-te tão triste, te pergunto: O que te falta?
...talvez chegar ao sol, pois eu te levarei.
Ah! Ah! Ah! Ah!
Louco, louco, louco! Foi o que me disseram
quando disse que te amei.
Mas naveguei as águas puras dos teus olhos
e com versos tão antigos, eu quebrei teu coração.
Ah! Ah! Ah! Ah!
Louco, louco, louco, louco, louco! Como um acróbata demente saltarei
dentro do abismo do teu beijo até sentir
que enlouqueçi teu coração, e de tão livre, chorarei.
Vem voar comigo querida minha,
entra na minha ilusão super-esporte,
vamos correr pelos telhados com uma andorinha no motor.
Ah! Ah! Ah!
Do Vietnã nos aplaudem: Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
E um anjo, o soldado e uma criança repetem a ciranda
que eu já esqueci...
Vem, eu te ofereço a multidão, rostos brilhando, sorrisos brincando.
Que sou eu? sei lá, um... um tonto, um santo, ou um canto a meia voz.
Já sei que já não sou, nem sei quem sou.
Abraça essa ternura de louco que há em mim.
Derrete com teu beijo a pena de viver.
Angústias, nunca mais!!! Voar, enfim, voaaaarrr!!!
Ama-me como eu sou, passei, passou.
Sepulta os teus amores vamos fugir, buscar,
numa corrida louca o instante que passou,
em busca do que foi, voar, enfim, voaaaarrr!!!
Ah! Ah! Ah! Ah!...
Viva! viva os loucos!!! Viva! viva os loucos que inventaram o amor!
Viva! viva! viva!
17 Dezembro 2009
09 Dezembro 2009
...vida real
Hoje, depois de ler o comentário que minha prima Juliana me deixou no posto anterior, me enchi de inspiração. Peguei ainda um pouquinho do que o Zé falou e resolvi: "Hoje vou escrever algo bala".
Perdi uns 15 minutos, reescrevi uma frase oito vezes (para, por fim, deixá-la de lado), passei os olhos pela tela e vi que horas eram. Largo tudo agora e vou temperar um frango para o almoço.
Paciência. Vida real é foda.
Perdi uns 15 minutos, reescrevi uma frase oito vezes (para, por fim, deixá-la de lado), passei os olhos pela tela e vi que horas eram. Largo tudo agora e vou temperar um frango para o almoço.
Paciência. Vida real é foda.
19 Novembro 2009
O amor. é foda!
A gente flagra demonstrações de amor nos lugares mais inusitados as vezes. Na rua, na chuva na fazenda. Ou numa casinha de sapé. Ou numa borracharia. Ou dentro de nós mesmos.
Ontem, mais uma vez, fui na borracharia do Baiano. Em toda minha vida automobilística, dois “calcanhares de Aquiles” (afinal temos duas pernas, certo?) me acompanharam desde que tirei minha permissão de dirigir (lá se vão dez anos). Pneus, amortecedores e escapamentos. É, percebi que citei três “coisas”, mas é que achei a comparação com os calcanhares bem legal.
Enfim, de todos os carros eu precisei trocar pneus, amortecedores e escapamentos. Dos dois últimos, várias vezes, inclusive no mesmo carro. Ou em partes, como o silenciador traseiro, o catalizador e a parte central do escapamento, ou por unidades, como o amortecedor traseiro direito ou o dianteiro esquerdo.
Neste sábado foi o pneu. Um buraco lá em Ponta Grossa formou uma corcova no meu pneu da frente, o direito, e o volante tremia demais quando eu andava. Lá no Baiano, troquei por um outro que meu pai guardava em casa. Pronto, serviço feito.
Mas nesse meio tempo veio a prosa. Já meu amigo, visto que o prestigiei em seu estabelecimento várias vezes, Baiano desandou a falar. Contou sobre sua casinha, seu filho e sua mulher. Aqui é que eu queria chegar.
Poucas vezes vi alguém falar da “sua véia” com tanto carinho e admiração. Narrou suas atividades diárias, de como ela limpa, lava, cozinha, passa costura e cuida do jardim e das suas coisinhas com uma admiração ímpar. Disse que ela é capaz de varar a noite só para ter aquela sensação gostosa do dever comprido.
Contou, com um largo sorriso no rosto, que faz graça com as irmãs dela e diz que mesmo que morresse e nascesse de volta, casaria com sua “Rumilda”. Opa, corrigiu-se, “Romilda”. “Se eu falar que é Rumilda, ela fica louca. Pode alguém registrar uma pessoa com nome de Rumilda? Ela deve ser a única do mundo. Coisa de escrivão mesmo”, disse. Mas, retomando o assunto, disse que as cunhadas se rasgam de ciúme dos seus gracejos quando elogia Romilda.
Aquela mulher é sensacional. Dia desses, narrou, desandou a brigar comigo porque resolvi tirar uns matos do jardim com uma enxada. “Você ta louco. Larga isso, que você não sabe fazer nada direito. Olha as toceiras de terra que você arranca junto com os matos?”. Parei na hora, disse ele, mas fiz só para irritá-la mesmo, brincou. “Parei, pois discutir com ‘Alêmoa’ é uma desgraça. Eles falam demais”, concluiu.
Baiano, durante toda a prosa, ria com um orgulho danado. Coisa de quem ama mesmo. Fiquei feliz só em saber que alguém era amado com tanta intensidade, mesmo depois de 47 anos de casamento.
Lembrei da minha muié, que me abandonou durante o fim de semana, e o peito se apertou. Pensei nela o tempo todo e não vejo a hora de abraçá-la de volta. A hora esta chegando. Graças a Deus.
Ontem, mais uma vez, fui na borracharia do Baiano. Em toda minha vida automobilística, dois “calcanhares de Aquiles” (afinal temos duas pernas, certo?) me acompanharam desde que tirei minha permissão de dirigir (lá se vão dez anos). Pneus, amortecedores e escapamentos. É, percebi que citei três “coisas”, mas é que achei a comparação com os calcanhares bem legal.
Enfim, de todos os carros eu precisei trocar pneus, amortecedores e escapamentos. Dos dois últimos, várias vezes, inclusive no mesmo carro. Ou em partes, como o silenciador traseiro, o catalizador e a parte central do escapamento, ou por unidades, como o amortecedor traseiro direito ou o dianteiro esquerdo.
Neste sábado foi o pneu. Um buraco lá em Ponta Grossa formou uma corcova no meu pneu da frente, o direito, e o volante tremia demais quando eu andava. Lá no Baiano, troquei por um outro que meu pai guardava em casa. Pronto, serviço feito.
Mas nesse meio tempo veio a prosa. Já meu amigo, visto que o prestigiei em seu estabelecimento várias vezes, Baiano desandou a falar. Contou sobre sua casinha, seu filho e sua mulher. Aqui é que eu queria chegar.
Poucas vezes vi alguém falar da “sua véia” com tanto carinho e admiração. Narrou suas atividades diárias, de como ela limpa, lava, cozinha, passa costura e cuida do jardim e das suas coisinhas com uma admiração ímpar. Disse que ela é capaz de varar a noite só para ter aquela sensação gostosa do dever comprido.
Contou, com um largo sorriso no rosto, que faz graça com as irmãs dela e diz que mesmo que morresse e nascesse de volta, casaria com sua “Rumilda”. Opa, corrigiu-se, “Romilda”. “Se eu falar que é Rumilda, ela fica louca. Pode alguém registrar uma pessoa com nome de Rumilda? Ela deve ser a única do mundo. Coisa de escrivão mesmo”, disse. Mas, retomando o assunto, disse que as cunhadas se rasgam de ciúme dos seus gracejos quando elogia Romilda.
Aquela mulher é sensacional. Dia desses, narrou, desandou a brigar comigo porque resolvi tirar uns matos do jardim com uma enxada. “Você ta louco. Larga isso, que você não sabe fazer nada direito. Olha as toceiras de terra que você arranca junto com os matos?”. Parei na hora, disse ele, mas fiz só para irritá-la mesmo, brincou. “Parei, pois discutir com ‘Alêmoa’ é uma desgraça. Eles falam demais”, concluiu.
Baiano, durante toda a prosa, ria com um orgulho danado. Coisa de quem ama mesmo. Fiquei feliz só em saber que alguém era amado com tanta intensidade, mesmo depois de 47 anos de casamento.
Lembrei da minha muié, que me abandonou durante o fim de semana, e o peito se apertou. Pensei nela o tempo todo e não vejo a hora de abraçá-la de volta. A hora esta chegando. Graças a Deus.
04 Novembro 2009
O preço da felicidade...
Na quinta-feira encarei uma micro-crise no meu relacionamento. Ferrado de grana, propus “pular fora” de uma viagem à Ponta Grossa para participar das festividades do cumpleaños do meu cunhado e aproveitar o feriado. A mulher queria matar a saudade de parentes e amigos e eu ia no embalo, pensando em descansar e fugir dos problemas (financeiros) que surgem na nossa vida.
Foi uma choradeira. A mulher, embora tenha concordado que as dificuldades financeiras têm sido um complicador nas nossas vidas, se rebelou e disse que não iria se eu não fosse (a ideia era ela ir de ônibus e eu ficar por aqui para reduzir os custos da viagem). Depois da “discussão”, satisfeito por ter passado para ela que a coisa não estava nada boa, cedi e fomos para lá na sexta-feira.
Se eu soubesse (suspeitava) que tudo seria como foi, não teria criado essa micro-crise. Na ponta do lápis, o custo foi praticamente o mesmo indo de carro do que ela ter ido sozinha de busão. Só gastamos com gasosa e pedágio. SÓ. Lá, tudo bancado pelo irmão (que não é rico, longe disso mesmo), mas é magnata de amigos. Numa força tarefa, locaram uma chácara e forneceram a carne. O povo que ia para lá (nos três dias de festa, típica de polaco) só precisava levar a bebida.
Gente muito boa, música boa (tinha um violeiro no sábado a noite que era sacanagem. Tocava muito), clima agradável por demais, comida e bebida da melhor qualidade e descanso merecido. Barraca armada em local estratégico, perto de um “córgo” (córrego, para quem não manja do linguajar caboclo), pescaria (120 lambaris de saldo por um dia de pesca), duzentas picadas de butucas e “porvinhas” e um sorriso largo, de orelha a orelha.
Baterias recarregadas (após levar uma canseira das priminhas fofinhas da patroa), alma lavada. Cheiro de peixe nas mãos, mas cabeça leve. As contas vencidas seguem atrás de mim, mas terão mais trabalho do que nunca para me derrubar. Sou feliz... simples, mas feliz. Seja você também.
Boa semana.
Foi uma choradeira. A mulher, embora tenha concordado que as dificuldades financeiras têm sido um complicador nas nossas vidas, se rebelou e disse que não iria se eu não fosse (a ideia era ela ir de ônibus e eu ficar por aqui para reduzir os custos da viagem). Depois da “discussão”, satisfeito por ter passado para ela que a coisa não estava nada boa, cedi e fomos para lá na sexta-feira.
Se eu soubesse (suspeitava) que tudo seria como foi, não teria criado essa micro-crise. Na ponta do lápis, o custo foi praticamente o mesmo indo de carro do que ela ter ido sozinha de busão. Só gastamos com gasosa e pedágio. SÓ. Lá, tudo bancado pelo irmão (que não é rico, longe disso mesmo), mas é magnata de amigos. Numa força tarefa, locaram uma chácara e forneceram a carne. O povo que ia para lá (nos três dias de festa, típica de polaco) só precisava levar a bebida.
Gente muito boa, música boa (tinha um violeiro no sábado a noite que era sacanagem. Tocava muito), clima agradável por demais, comida e bebida da melhor qualidade e descanso merecido. Barraca armada em local estratégico, perto de um “córgo” (córrego, para quem não manja do linguajar caboclo), pescaria (120 lambaris de saldo por um dia de pesca), duzentas picadas de butucas e “porvinhas” e um sorriso largo, de orelha a orelha.
Baterias recarregadas (após levar uma canseira das priminhas fofinhas da patroa), alma lavada. Cheiro de peixe nas mãos, mas cabeça leve. As contas vencidas seguem atrás de mim, mas terão mais trabalho do que nunca para me derrubar. Sou feliz... simples, mas feliz. Seja você também.
Boa semana.
19 Outubro 2009
simprão assim...
As coisas simples da vida tem um valor inigualável. As vezes nos preocupamos com coisas sem a mínima importância e quando nos damos conta do quão superficiais e materialistas nos tornamos, ruborizamos de vergonha.
Passei um domingo agradável demais em Campo Largo, quase Campo Magro, quase Bateias, por pouco Balsa Nova. Lá, no meio de morros e "montanha", minha tia Neli tem um sítio, que para mim é uma chácara e bem podia ser uma fazenda. Pode não ser tudo isso, mas certamente é uma casa no campo. Igual aquela da música cantada pela Elis.
A tia Neli é irmã do meu pai. Gente boníssima, carinhosa e extremamente trabalhora e guerreira. Ela e o marido, o Maurício, sempre moraram em Santa Felicidade, mas desde que me conheço por gente eles tem uma chácara. Tiveram uma em Piraquara, outra em Quatro Barras e agora essa. Pais do inteligentíssimo Gil, do gêniozinho Alexandre e da exuberante e querida Juliana.
Na sexta foi aniversário da tia Neli e ontem fomos na sua casa de campo para comemorar. Um bom barreado, um saboroso pudim de leite e uma variedade enorme de licores (degustados pela minha muié, pois não sou de beber), todos feitos com frutas plantadas ali mesmo, sem nada artificial. Gente boa, que há muito não via, gente alegre e faladeira. Almoço feliz, corrida triste (porra Rubinho, uma hora até eu desisto de você) e cochilada padrão estirado sob a sombra de uma árvore, no colo da minha nêga.
Depois disso, alimentar as vaquinhas do local (eu parecia um retardado, pois não dava de comer para uma vaca faz um bom tempo), colher os últimos limões (já meio secos) e ameixas (que insistem em chamar de nésperas. Eu me nego, para mim é ameixa. Assim como mortANdela é mortANdela).
Na despedida, já no cair da tarde (que demorou a virar noite graças ao horário de verão), abraçops calorosos e um pudim de leite para viagem (pedido especial deste gordo que vos fala. O pudim da minha tia é sacanagem. Feito com ovo caipira e cozido no forno a lenha). Nem a estrara esburacada (que me tirou a paciencia na vinda) foi capaz de tirá-la na volta.
Já em Curitiba, missa às 19h (catolicismo tradicional cada vez mais entediante), pão com manteiga caseira, pudim de leite e cama. Desfecho feliz para mais um fim de semana qualquer.
Segue o baile...
.
Passei um domingo agradável demais em Campo Largo, quase Campo Magro, quase Bateias, por pouco Balsa Nova. Lá, no meio de morros e "montanha", minha tia Neli tem um sítio, que para mim é uma chácara e bem podia ser uma fazenda. Pode não ser tudo isso, mas certamente é uma casa no campo. Igual aquela da música cantada pela Elis.
A tia Neli é irmã do meu pai. Gente boníssima, carinhosa e extremamente trabalhora e guerreira. Ela e o marido, o Maurício, sempre moraram em Santa Felicidade, mas desde que me conheço por gente eles tem uma chácara. Tiveram uma em Piraquara, outra em Quatro Barras e agora essa. Pais do inteligentíssimo Gil, do gêniozinho Alexandre e da exuberante e querida Juliana.
Na sexta foi aniversário da tia Neli e ontem fomos na sua casa de campo para comemorar. Um bom barreado, um saboroso pudim de leite e uma variedade enorme de licores (degustados pela minha muié, pois não sou de beber), todos feitos com frutas plantadas ali mesmo, sem nada artificial. Gente boa, que há muito não via, gente alegre e faladeira. Almoço feliz, corrida triste (porra Rubinho, uma hora até eu desisto de você) e cochilada padrão estirado sob a sombra de uma árvore, no colo da minha nêga.
Depois disso, alimentar as vaquinhas do local (eu parecia um retardado, pois não dava de comer para uma vaca faz um bom tempo), colher os últimos limões (já meio secos) e ameixas (que insistem em chamar de nésperas. Eu me nego, para mim é ameixa. Assim como mortANdela é mortANdela).
Na despedida, já no cair da tarde (que demorou a virar noite graças ao horário de verão), abraçops calorosos e um pudim de leite para viagem (pedido especial deste gordo que vos fala. O pudim da minha tia é sacanagem. Feito com ovo caipira e cozido no forno a lenha). Nem a estrara esburacada (que me tirou a paciencia na vinda) foi capaz de tirá-la na volta.
Já em Curitiba, missa às 19h (catolicismo tradicional cada vez mais entediante), pão com manteiga caseira, pudim de leite e cama. Desfecho feliz para mais um fim de semana qualquer.
Segue o baile...
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06 Outubro 2009
Qual é o preço da simpatia?
Tá ai um negócio que eu não entendo. O mau humor de quem milita no comércio me assusta as vezes. Poderia citar uma série de exemplos e divagar sobre o assunto, dando o ponto de vista do consumidor, mas também o de quem já esteve (e voltará, quem sabe em breve) para o outro lado do balcão. Contudo, vou me focar num ramo só de negócios: as pastelarias.
Primeiro gostaria de entender como funciona a "máfia" da pastelarias em Curitiba. Você certamente já se perguntou porque todas as pastelarias da cidadade tem como proprietários pessoas orientais, invariavelmente chineses. É raro encontrar algum estabelecimento deste tipo sem um oriental no comando. Quando voce encontra, cedo ou tarde (cedo, normalmente) ela migra de mãos e passa para o controle da turma dos olhinhos puxados.
Perto da firma, dia desses, abriu uma pastelaria nova. Um senhor simpático, bigodudo e educado. Atendia sempre com um sorriso, conversava sobre amenidades e oferecia produtos de boa qualidade. Estranhávamos até. Um belo dia, eis que entro no local e dou de cara com mais uma turma oriental. Todos sisudos, quietos e "mecânicos". A qualidade dos produtos caiu e a clientela, que já ia se tornando fiel, diminuiu muito.
Fui comer um Chesse Salada dia desses lá, pois não tinha outras opções, afinal era domingo. (aqui cabe um parentêses. Esse povo não tem vida, pois trabalha TODOS os dias, inclusive domingos e feriados. E vão até tarde, por volta das 21h30, quando todo o comércio já fechou). A mulher que me atendeu não esboçou nenhuma simpatia, começou a fazer o sanduiche de cara fechada e quando a lembrei de me preparar o lanche sem maioneses, ela resmungou algo em seu idioma original.
Esse é outro ponto irritante e extremamente desagradavel. Eles sempre conversam entre si em chinês, cantônes ou sei la o que. Podem estar falando sobre as "flores do jardim de nossa casa", mas sempre acho que estão falando de mim. Falam e nos olham com olhar de desprezo. Muito mau humor. O sanduiche vem com uma microfatia de queijo (transparente) embolada em outra de apresuntada (presunto não, é claro. Encheu o bucho, mas deixou uma sensação de vazio.
Vazio de humanidade, de calor, de simpatia. De um povo que apenas trabalha, parece não viver e não fazer questão alguma de compartilhar qualquer sentimento que seja com os viventes que ali passam. Estaria aí a fonte da ridícula fama que tentam impor ao curitibano de mal-humorado? Me faz mal, sinceramente. Não custa nada um sorriso, um obrigado e um bom dia. Talvez se custasse, as pessoas dessem mais valor.
Simpatia vendida
Um oriental que vendia simpatia era o dono da pastelaria Aristocrata. "Seo" Dante era gente boníssima, oferecia produtos de qualidade no seu comércio (ja havia conquistado inclusive a indicação de melhor pastel da cidade, pelo Guia Revista Veja), sempre em fartura e preços competitivos. Depois de muitos anos de mercado, Dante decidiu se aposentar e vendeu o ponto adivinha para quem? Um oriental com cara de mau. O movimento caiu. A qualidade diminuiu um pouco e a alegria do seo Dante... essa não volta mais.
Primeiro gostaria de entender como funciona a "máfia" da pastelarias em Curitiba. Você certamente já se perguntou porque todas as pastelarias da cidadade tem como proprietários pessoas orientais, invariavelmente chineses. É raro encontrar algum estabelecimento deste tipo sem um oriental no comando. Quando voce encontra, cedo ou tarde (cedo, normalmente) ela migra de mãos e passa para o controle da turma dos olhinhos puxados.
Perto da firma, dia desses, abriu uma pastelaria nova. Um senhor simpático, bigodudo e educado. Atendia sempre com um sorriso, conversava sobre amenidades e oferecia produtos de boa qualidade. Estranhávamos até. Um belo dia, eis que entro no local e dou de cara com mais uma turma oriental. Todos sisudos, quietos e "mecânicos". A qualidade dos produtos caiu e a clientela, que já ia se tornando fiel, diminuiu muito.
Fui comer um Chesse Salada dia desses lá, pois não tinha outras opções, afinal era domingo. (aqui cabe um parentêses. Esse povo não tem vida, pois trabalha TODOS os dias, inclusive domingos e feriados. E vão até tarde, por volta das 21h30, quando todo o comércio já fechou). A mulher que me atendeu não esboçou nenhuma simpatia, começou a fazer o sanduiche de cara fechada e quando a lembrei de me preparar o lanche sem maioneses, ela resmungou algo em seu idioma original.
Esse é outro ponto irritante e extremamente desagradavel. Eles sempre conversam entre si em chinês, cantônes ou sei la o que. Podem estar falando sobre as "flores do jardim de nossa casa", mas sempre acho que estão falando de mim. Falam e nos olham com olhar de desprezo. Muito mau humor. O sanduiche vem com uma microfatia de queijo (transparente) embolada em outra de apresuntada (presunto não, é claro. Encheu o bucho, mas deixou uma sensação de vazio.
Vazio de humanidade, de calor, de simpatia. De um povo que apenas trabalha, parece não viver e não fazer questão alguma de compartilhar qualquer sentimento que seja com os viventes que ali passam. Estaria aí a fonte da ridícula fama que tentam impor ao curitibano de mal-humorado? Me faz mal, sinceramente. Não custa nada um sorriso, um obrigado e um bom dia. Talvez se custasse, as pessoas dessem mais valor.
Simpatia vendida
Um oriental que vendia simpatia era o dono da pastelaria Aristocrata. "Seo" Dante era gente boníssima, oferecia produtos de qualidade no seu comércio (ja havia conquistado inclusive a indicação de melhor pastel da cidade, pelo Guia Revista Veja), sempre em fartura e preços competitivos. Depois de muitos anos de mercado, Dante decidiu se aposentar e vendeu o ponto adivinha para quem? Um oriental com cara de mau. O movimento caiu. A qualidade diminuiu um pouco e a alegria do seo Dante... essa não volta mais.
23 Setembro 2009
vamos levando...
Qual é o sentido em em não atualizar o "O Simprão" e vir aqui divulgar o que escrevo no "Diário Leite Quente"? Sinceramente, eu não sei. De qualquer forma, espero que os amigos que sempre me prestigiaram neste espaço, façam o mesmo com o DLQ.
Não sei como eu poderia diferenciar o que escrevo (e pretendo) escrever aqui, com o que escrevo lá. Enquanto não acho uma solução... vamos levando.
Obrigado pelo carinho de todos, SEMPRE
Acesse - www.diarioleitequente.blogspot.com
Não sei como eu poderia diferenciar o que escrevo (e pretendo) escrever aqui, com o que escrevo lá. Enquanto não acho uma solução... vamos levando.
Obrigado pelo carinho de todos, SEMPRE
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