29 setembro 2006

matinhos beach - cap. final (política)


Esse cartaz estava em uma das sacadas da praia de Guaratuba. Podia resumir toda a campanha eleitoral 2006, porque o que tinha de caboclo chato na praia no feriado de 7 de setembro era brincadeira.

Depois do fim do horário eleitoral e após os debates da Globo ficou uma sensação de vazio. Não sei bem porque, mas acho que essa campanha foi a mais sem graça que já presenciei. Nos debates, como sempre, o Requião deu o seu show... ninguém sabe debater no Paraná... Esta é a oposição mais fraca que já vi. Os caras tinham um caso como o do Rasera nas mãos... e não fizeram NADA. Meu Deus... no debate o Osmar Dias teve duas chances de abordar o assunto, mas nada fez. Tocar no assunto em horarios eleitorias, sem chance de réplica do adversário, é MUITO fácil. Outra... a pergunta era sobre Funcionalismo Público... e ninguém perguntou sobre o Nepotismo para o Requião... não entendo mais nada.

Já no debate dos presidenciáveis, o Lula escapou de uma boa. Se tivesse ido ao confronto, como eu acho que deveria, ia tomar paulada de tudo quanto é lado. Ficaram os outros três trocando gentilezas e sendo "políticos"... chegou até a irritar. Bonito mesmo, de coração, foi ver a Heloísa se emocionando na hora de dar "tchau lilica". Gosto da HH... mas não vai dar pra ela.

Acho que o negócio é votar no Pedro Lauro para deputado federal... CA$$INOS no Brasil hehehe.

... e segue o baile.

22 setembro 2006

haikai II

SEMPRE
conserve são
o louco
que vive
em ti

18 setembro 2006

o direito ao FODA-SE

Sinceramente não sei se o texto é mesmo de autoria do Millor Fernandes, mas esse é o crédito que veio nele. Eu já o conhecia, mas tornei a recebe-lo hoje através da minha mãe (é, aquela mãe mesmo... que tem uma tatuagem. Uma não... duas hehe). É hilário... tenho certeza de que todo mundo já usou uma dessas palavrinhas para resumir um sentimento. Divirtam-se.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não''! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ''Não, absolutamente não!'' o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porranenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".

O direito ao ''foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE. Millor Fernandes

... e segue o baile!

14 setembro 2006

matinhos beach - cap.02

Bem... voltando ao assunto Matinhos Beach. Depois da história sobre o senhor Esterlio, trago para vocês um causo não menos curioso que o do cabo eleitoral do candidato Gomyde.

Passeando com meu possante pela selvagem Aveninda Atlântica, pude ver diversas coisas curiosas e presenciar fatos pitorescos. Em um destes casos avistei dois ou três moçoilos- de-peitos-nús, lei-a "Tigrada sem camisa" distribuindo adesivos da candidata a deputada federal Renata Bueno.

Para quem não sabe, a senhorita Renata é filha do insistente candidato a governador Rubens Bueno. Enfim... Os caboclos distribuíam adesivos para as raparigas transeuntes no calçadão, mas, da mesma forma, esticavam seus braços seboros e tatuados para entregar o "mimo" dos adesivos aos motoristas.

Até aí, tudo normal. Quando eu passava por um dos quebra-molas da rua, um dos piás esticou o braço e me entregou um dos adesivo da candidata, entre os muitos que ele segurava. Até, de novo, tudo normal. Só que junto com o adesivo veio uma frase no mínimo curiosa: "Aí parceiro! Não vota nela não. Essa Renata é mó nojenta".

Não sei bem o que pensei na hora, mesmo porque o riso era incontrolável, mas no mesmo instante lembrei do Senhor Esterlio e seu "candidato" Ricardo Gomyde (para quem não lembra, leia o post alí embaixo". O que está havendo? Será que a situação está tão ruim assim que nem os cabos eleitorais acreditam em seus candidatos? Claro que não... sei que o senhor Esterlio falou aquilo de coração, mas o cara que me deu aquele adesivo da Renata Bueno no mínimo era um frustrado que que não conseguiu alguns minutos de prazer com ela.

Mas sei lá... dá pra perder uns 48 segundos pensando nessas duas situações.

Adesivos, parte 2.

Só pra eu não esquecer. Passeando por Guaratuba ganhei outro adesivo de um grupo de cabos eleitorais do Requião. Divertido foi ver que nos adesivos constava o nome de Hermas Brandão como vice de Requião. O TRE anulou a coligação PMDB/PSDB há semanas, mas mesmo assim os adesivos estão nas ruas... será que faltou dinheiro para novos adesivos? hehehe... na verdade os velhos encalharam... (sem qualquer referência aos cabelos brancos do Hermas).

... e segue o baile.

haikai...

A merda
é que você
fede

11 setembro 2006

matinhos beach - cap. 01

O primeiro capítulo dessa história conta a história do sábio Senhor Esterlio.

Logo que cheguei na controversa Matinhos Beach, que mistura veranistas em busca de paz com aventureiros atrás de agito, fui dar uma volta pela cidade.

Movimentada por causa da MatinFest (evento que reuniu apresentações culturais, shows e comidas típicas) e pela enxurrada de cabos eleitorais dos mais variados tipos, a cidade litorânea estava, por incrível que pareça, atraente. Pelo calçadão principal estavam dispostas “mesas de botecos” em todos os espaços livres. Era difícil até para andar. No passeio tive a agradabilíssima companhia dos meus amigos Tina e Tino, além de minha mãe e minha vó. Mergulhamos naquele mar de gente.

Lá pelas tantas, na entrada de um espaço onde expositores mostravam produtos artesanais fabricados na região, me deparei com um senhor de baixa estatura e bem vestido. Nas mãos, o senhor de nome curioso, Esterlio, tinha um maço de jornais que continham propaganda política do candidato a deputado federal Ricardo Gomyde. Com um sorriso nos lábios me ofereceu um exemplar.

Tal fato não teria muita importância se o gesto do senhor Esterlio não viesse acompanhado de uma frase que resume grande parte dos políticos brasileiros. Sem nomear ninguém, já que não tenho embasamento de provas para tal, mas o que aquele senhor com seus 60 e poucos anos disse devia ter me deixado com vergonha, não ter me feito rir.

“Vote nesse guri aqui. Ele é muito bom. É jovem... e AINDA não aprendeu a roubar”.

Não é o Gomyde o foco da questão. É a história política do Brasil que me preocupa. Foi isso que motivou o senhor Esterlio a proferir tais palavras.

É uma verdade, que devia nos envergonhar, mas que nos faz rir.

e como eu ri...


(ps. só uma explicação, não que eu precise fazer isso. Não tenho absolutamente nada contra o Gomyde, pelo contrário. Acho que é um cara novo que ainda pode crescer. Espero.)

09 setembro 2006

prévia...

Meus caros... tenho algumas imagens interessantes e informações curiosas sobre minha atual aventura em Matinhos Beach. Mas... esqueci, pra variar, o cabo da minha máquina fotográfica. Assim fica complicado a dar a dinâmica que eu gostaria de dar a esse blog. Enfim... posso garantir que a enxurrada de aventureiros políticos é no mínimo nauseante.

Aguardem com fé... abreijos... segue o baile.

02 setembro 2006

"eu volteeeei. agora pra ficar"

Minha gente... e não é que o homem está vivo, e ainda por cima serelepe? A Folha de São Paulo Online publicou uma matéria hoje (sábado) falando que o ex-presidente Fernando Collor de Mello está na disputa por uma vaga no senado de Alagoas.

Olha que acho que ele tem muita chance de ganhar hein? Não se esqueçam que para a prefeitura de Maceió ele quase levou.

Collor estréia no horário eleitoral e pede para não ficar só

O candidato ao Senado Fernando Collor de Mello (PRTB) estreou hoje no horário eleitoral gratuito de Alagoas com velhos bordões da época em que foi presidente da República. Ele iniciou sua fala com o "minha gente" e encerrou pedindo ao eleitorado: "Não me deixem só".

Com espaço de 25 segundos diários, o programa de Collor hoje foi o último a ser exibido no bloco da tarde do horário eleitoral de TV.Apesar do tempo escasso, ele conseguiu dizer que hoje era o dia do reencontro dele com o "povo, com a esperança e a fé" e que decidiu disputar a vaga para o Senado por insistência de seus aliados. Leia a matéria completa no site da Folha Online.

É meus irmãos... como diria Humerto Gessinger, "Os tempos são outros, os erros os mesmos".

abraços e... Segue o baile.

29 agosto 2006

acreditar em quem? balanço do debate

Assistindo integralmente ao primeiro debate entre os postulantes ao cargo de governador do Paraná, promovido na noite desta segunda-feira pela Rede Bandeirantes, cheguei a uma conclusão: Como é que podemos confiar nossos votos em candidatos que não respeitam nem regras simples para se conduzir um programa de TV?

Sinceramente é impressionante a falta de respeito que a maioria – que na verdade eu creio que sejam todos – dos candidatos seja tão mal educado a esse ponto. Independente do fato de o tempo fornecido para perguntas, respostas, réplicas, tréplicas e direitos de resposta ser curto.

O fato dele descumprirem essas regrinhas ridículas de simples, e que todos os assessores concordaram em reunião prévia, me deixa preocupado e temeroso em relação a quais mãos tomaram conta do meu querido estado nos próximos quatro anos.

Durante o debate foram pedidos nove direitos de respostas por supostas agressões pessoais. A organização do debate só concedeu dois destes direitos ao candidato do PDT Osmar Dias, quando o atual governador Roberto Requião citou a fazenda que Dias possui no estado de Tocantins levantando suspeitas sobre os valores declarados ao Tribunal Regional Estadual. Mas falo mais disso logo abaixo.

As pérolas e curiosidades.

É claro que não poderiam faltar as pérolas soltadas pelos candidatos, os momentos curiosos e peculiaridades de cada um. Algumas frases e e informações me chamaram a atenção.

- Primeiro Osmar Dias chamou o candidato do PSL, Antônio Forte, de ventríloquo. Forte fez acusações contra o vice de Osmar, Derli Donin (ex-prefeito de Toledo), alegando que ele tem vários processos contra si. Osmar ficou nervoso e deixou a impressão de não saber de tais processos, mas replicou atacando forte dizendo que Forte é despreparado, nervoso e um ventríloquo de outras pessoas (não as citou).

- Luís Adão, do PSDC, disparou a seguinte frase quando falava da educação para a família de presidiários: “É natural que filhos de presos sejam um dia criminosos”.

- Destaque para as perguntas ácidas de Mello Vianna, do PV. Na primeira disse a Rubens Bueno, do PPS: “Quantos litros de água sanitária você gasta para manter o Voto Limpo?”, em alusão a coligação PPS e PFL que colocou Bueno e Taniguchi (muito criticado por Bueno nas eleições passadas para a Prefeitura de Curitiba) no mesmo barco. Mais tarde Mello perguntou se Flávio Arns, do PT, se ele não tinha vontade de vomitar vendo as denúncias de corrupção no governo Lula. Mais tarde ainda perguntou se o fato dele, Dias, não citar em nenhum momento o nome do seu partido (PDT) era discordar das decisões dele?

Aliás, Mello deitou e rolou. Afirmou que a campanha de Arns ao senado em 2004 foi financiada pela Máfia do Lixo, escândalo de corrupção em São Paulo. Disse também que a campanha de Dias foi financiada por grandes empresas. Perguntou a Dias se ele não tinha vergonha de ver o seu partido coligado com os partidos de Maluf, José Janene e Roberto Jefferson, nomes envolvidos em escândalos. Dias respondeu e disse que será ELE quem vai governar e lamenta por ter nomes envolvidos em escândalos na sua coligação.

- Antônio Forte (que é caminhoneiro) disse que todos que estão envolvidos no caso do Pedágio deviam ir para a cadeia e que só virou candidato porque não conseguiu comprar um caminhão, graças a alta nos preços. Também foi um dos mais nervosos e despreparados. Na primeira pergunta ele levou 20 segundos para ajeitar os óculos e começar a falar. Em seguida demorou quase 1 minuto para perguntar, quebrando as regras do debate (que previam 30 segundos para a pergunta).

Mas a melhor do candidato veio nas considerações finais. Forte disse, ao citar as mães que tem filhos presos e que são reféns do PCC a seguinte frase: "Vou soltar os presos para socializá-los no mercado de trabalho”.

- Requião soltou uma pérola interessante. Ao ser questionado por Osmar Dias sobre suas promessas não cumpridas, ele respondeu: “Eu cumpri compromissos. Promessas quem faz é o santo da sua devoção”.

- Arns e Requião foram políticos e na hora das perguntas só bateram papo, falando de suas propostas. O mesmo entre Requião e Mello Viana.

- Já o clima pesou entre Requião, Osmar e Bueno. Os dois últimos atacaram o atual governador a todo tempo, mas Requião sempre manteve a calma e usou todo o tempo possível para falar das suas “realizações”.

- Uma certa hora Requião chamou Flávio Arns de Oswaldo Arns. Oswaldo foi professor e reitor da PUC por 12 anos.

- Requião chamou dois dos candidatos (que acredito serem Bueno e Dias) de dupla dinâmica, Batman e Robin.

- Requião falou e interrompeu outros candidatos como quis. Faltou ao mediador, o respeitado jornalista José Wille, peitar o governador brecar suas atitudes que foram deselagantes.

- Osmar x Requião. O atual governador afirmou que Dias está no mesmo grupo "lernista" que vendeu o Banestado, tentou vender a Copel e implantou o pedágio. Dias respondeu dizendo que Requião está no grupo de Greca, Stephanes e Algaci Túlio (que eram todos do mesmo grupo). Em seguida Requião atacou dizendo que Osmar estava com a cabeça em outro estado, precisamente em Tocantins, onde tem uma fazenda que, segundo ele, vale R$ 20 milhões, e que Dias teria declarado apenas R$ 2,5 mi. Ao fundo das palavras de Requião, ouvia-se Dias falando: “Pare de mentir... pare de mentir”. Mais tarde Dias ganhou o direito de resposta e explicou que a área foi adquirida em leilão, sem margens para suspeitas. Depois, em um segundo direito de resposta, disse que Requião comprou uma chacará em Almirante Tamandaré com dinheiro do Iap e disse: "você (Requião) terá tempo para falar sobre isso, já que vou lhe processar por calúnia".

- O candidato Luís Adão soltou um “cidadães” no meio dos seus discursos.

- Antônio Forte é visivelmente um homem simples e acho que deve ter boa intenção, mas é visivelmente despreparado. Não apresentou propostas e teve dificuldades até para articular frases inteiras.

- Luis Felipe Bergmann (PSOL) também apresentou muita dificuldade na dicção e suas idéias eram de difícil compreensão.

Considerações dos candidatos

Arns – “Agradeço e quero dizer que faremos um Paraná transparente, a exemplo das minhas contas de campanha.

Forte – “Agradeço o espaço e somos prejudicados pelo tempo de TV, já que temos só 30 segundos”.

Luis Felipe Bergamann – “Agradeço ao apoio que o Paraná vem dando à Heloisa Helena”.

Osmar Dias – “Quero ganhar a eleição falando a verdade. Se o Paraná estivesse igual a propaganda, não me candidataria”.

Requião – “Seguia ‘Carta de Puebla’, compromisso com os pobres”.

Luís Adão – “Agradeço por estar entre os cinco melhores da pesquisa RPC/Ibope ao governo”.

Mello Viana – “Precisamos gerar riqueza. Meio ambiente, cidadania, paz, saber geração de riqueza e bem estar social”.

Bueno – “A campanha começa hoje”.


Bom... agora é esperar para ver o que virá nas próximas semanas.
Segue o baile... e boa sorte a todos os eleitores.

26 agosto 2006

Vitória de Bueno e "O Vassourão"

Por muito pouco um dos melhores momentos do atual Horário Eleitoral não foi tirado do ar. A peça publicitária conhecida como “Família Waltsons”, da coligação “Vote Limpo” (PPS/PFL) - que mostra luzes do Palácio Iguaçu se apagando e ao fundo “parentes” do governador Roberto Requião dando “Boa Noite” uns aos outros – continuará a ser veiculada.

O Tribunal Regional Eleitoral garantiu nesta quinta-feira a licitude de qualquer um chamar o candidato à reeleição Requião de NEPOTISTA. A decisão do juiz auxiliar Renato Lopes Paiva continha o seguinte texto: “O spot, mais do que bem-humorado, é jocoso. Sarcástico, mas não ofensivo e muito menos degradante”. Concordo com a decisão do juiz, já que a peça publicitária é hilária. A frase final “dorme mulher!” é impagável.

Vassourão

Outra piada é a propaganda do candidato a Deputado Estadual Barrichelo. Alguns devem até se lembrar dele em programas de qualidade duvidosa em redes como a Record (TV Independência) e CNT. Agora, considerando estar com prestígio e visibilidade estadual, ele se lança na candidatura a um cargo na Câmara dos Deputados.

Candidato pelo PSDC (Partido Social Democrata Cristão), Barrichelo relembra Jânio Quadros e utiliza uma vassoura como o “mote” principal da sua campanha. Só que a abordagem do candidato paranaense no ano 2006 é bem mais interessante. Ele começa o spot dizendo algo assim... “Sou candidato pela primeira vez. Eu preciso de 200 mil votos então solta a música maestro”. Daí entra o jingle mais ou menos assim: “Limpa, Limpa Barrichelo. Limpa, Limpa Vassourão. O povão já está cansado de tanta pizza, sanguessuga e mensalão”.

22 agosto 2006

Lost in "my" space

Falando um pouco de entretenimento... O que foi o capítulo final do seriado Lost?

Eu não costumo acompanhar seriados capítulo por capítulo. Primeiro porque não costumava ter TV a cabo e segundo porque dificilmente algo me seduzia a esse ponto. Comecei mesmo nessa "aventura televisiva" com a série Smallville, que reconta (na verdade conta, porque são histórias novas e que nunca foram tratadas por esse lado) a juventude do Superman. Acompanhava sempre pelo SBT e fui refém das mudanças de humor de Sílvio Santos (que já fez o programa flutuar por todos os horários e dias possíveis na grade de programação), vi o seriado ser tratado como mera ferramenta para sustentar audiências (como tudo que passa na TV). Como gostei muito da história, dos personagens e da produção, decidi iniciar um investimento que nunca havia feito: comprei a 1.ª temporada completa em DVDs.

A partir dali pude assistir todos os capítulos em sequência e passei a gostar ainda mais do seriado (tanto que já comprei, no prazo de um ano, as três primeiras temporadas). Vivo aguardando pelas promoções de sites como o Submarino e Americanas.com para comprar os boxes de DVDs por um preço mais acessível. É um hobby bacana, principalmente pelas facilidades que o cartão de crédito pode dar ao caboclo.

Finalmente retomo o assunto Lost.

Quando foi anunciado que a Globo passaria a série, não dei muita bola. Nunca tinha ouvido falar nela, mas pelos trailers vínculados e tudo mais... assisti o primeiro capítulo no verão passado. A partir daquele dia, até hoje (21/08/2006), perdi apenas um episódio dos quase 50 que passaram (cerca de 20 e poucos na Globo e o restante no AXN, da Net).

Depois de uma série de teorias e uma porção de enigmas e mistérios, o capítulo final da 2.ª temporada foi exibido e deixou em todos os espectadores uma sensação de vazio. Mas não vazio por ter sido um episódio ruim, mas um vazio por saber que teremos que esperar pelo menos uns 5 meses para que o canal AXN volta a exibir o seriado (sabemos que ele estréia nos EU no começo de outubro, mas há um delay de pelo menos dois meses). Esse episódio foi recheado de respostas e novas perguntas, fórmula básica de sucesso de audiência.

A expectativa é ainda maior para os que gostam de cinema e bons talentos, já que o brasieliro Rodrigo Santoro vai integrar o elenco na temporada vindoura. Para piorar (ou melhorar, é claro) no último episódio dois personagens apareram num ambiente totalmente fora do atual contexto da série (no pólo norte, ou coisa assim) falando português.

Até agora a série foi sensacional. Com poucos momentos de enrolação, a trama é bem construída e totalmente diferente do que já assisti. Espero que a próxima temporada seja igualmente diferente e interessante. Acho que valerá a pena esperar. É uma prova de que criatividade e ousadia (por parte de produtores e redes de televisão) ainda têm vez no mundo da televisão.

Abraços a todos... e segue o baile.

19 agosto 2006

Musiquinha "chiclé"

Uma das grandes estratégias utilizadas por políticos e seus marqueteiros são as musiquinhas e vinhetas. Cheias de palavras rimando e um refrão grudendo que dificilmente sai da cabeça. Ultimamente nenhuma tem marcado. Mesmo assim eu sofro, já que tenho um sério problema e decoro facilmente músicas, comerciais e similares. Para uns é falta do que fazer, para outros um dom... sei lá.

A bola da vez é a vinhetinha do candidato à presidência da república José Maria Eymael, do PSDC (Partido Social Democrata Cristão). É mais ou menos assim: “Ey Ey Eymaeeell. O Democrata Cristãooo”. Enfim, não tem nada a ver, mas é um negócio que gruda na cabeça do caboclo.

e segue o baile...

18 agosto 2006

o bom e velho HE

Caramba... eu adoro o Horário Eleitoral. Tá certo que eu prefiro quando eles são candidatos a câmara municipal, mas os candidatos a deputados não ficam atrás em termos de bizarrices. Vamos ver por onde eu começo.

As figuras

De folga na labuta diária estava eu sozinho em casa. Após meu almoço improvisado, num pão com margarina e salame velho e seco que estava na geladeira, assisti ao primeiro horário político televisionado do dia (como se não bastasse eu ainda vi a reprise do horário noturno). Analisando as “figuras” gostaria de destacar dois momentos.

O primeiro é a “qualidade” da propaganda do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). O partido, que já teve o ex-presidente Fernando Collor de Mello como seu presidente e o lendário Jamil “Chega dos Mesmos” Nakad como candidato à prefeitura de Curitiba (nestas eleições nosso querido Jamil “Rico-faz-xixi-de-graça-no-aeroporto-e-pobre-tem-que-pagar-na-rodiviária” Nakad é um dos candidatos do Partido Verde a deputado) abusa do amadorismo.

Os rostos dos candidatos são apresentados em seqüência com seus nomes e números na tela num tempo de aproximadamente três ou quatro segundos. O divertido é que não são imagens estáticas (fotos) dos postulantes a uma vaga na Assembléia e/ou Câmara, mas sim imagens em vídeo. Para entender melhor, eu ligo a câmera e falo para você: “Faz cara de paisagem aí fulano”.

Por três ou quatro segundos você aparece na telinha. Pisca, sorri, mexe a cabeça, abre a boca. Uma piada. Um deles, que me lembro agora, é o candidato a deputado federal chamado Menino. Ele aparece com a boca aberta, mas de repente fecha como se alguém desse a ordem e faz cara de paisagem. Hilário. Como se só isso não bastasse, eles conseguem alternar essas imagens posadas em vídeo com fotos (estáticas) de qualidade duvidosa (muitas em preto e branco).

xxx

Já o segundo momento que eu destaco é sobre um candidato (o único, se não me engano) a deputado federal pelo Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional). O sujeito de chama Felinto e já apareceu nas propagandas ao lado do folclórico Enéas Carneiro, presidente do partido, que sem barba conseguiu ficar ainda mais estranho do que já era.

Além de fazer uma curiosa relação entre os políticos que não defendem os interesses do país com os jogadores da seleção na Copa 2006 (que eles não teriam sido patriotas e honrado a camisa) ele encerra a sua participação de maneira inusitada.

Ao fundo fala-se algo como: “Vote em Felinto, vote 56. Cinco e seis”. Na tela podemos ver Felinto com os braços esticados e mostrando com os dedos o número do seu partido. Como poderia, já que até me provem o contrário temos cinco dedos em cada mão? Simples. Não é que colocaram um “sexto” dedo na mão esquerda do caboclo?

Eu morro e, certamente, não vejo tudo...

(Quer saber tudo de política? Clique aqui caboclo!)

17 agosto 2006

palavras...

Revirando velhos escritos topei com isso aqui. Que mulher linda (de corpo e alma) era essa!

Laura

Quero pôr meu futuro na segurança das tuas mãos...
E depositar minhas esperanças nos acordes da canção.
Afogar minhas magoas no aconchego do teu colo
Matar essa angústia sem sofrer, sem dolo.
Curtir minha alegria na beleza do teu riso
Viver o seu carinho e te servir se for preciso.
Sustentar minha devoção na ternura da tua fala
No aconchego dos teus braços o meu viver se instala.


14 agosto 2006

Barulho e Beleza no AIC

Nesse fim de semana que passou tive o prazer de acompanhar de perto a etapa curitibana do Campeonato Brasileiro de Stock Car. Pela primeira vez na minha curta vida fui ao Autódromo Internacional de Curitiba (AIC) para acompanhar esta que é a principal categoria do automobilismo nacional.

Sinceramente... adorei. Para quem sempre quis viver do esporte, a emoção de estar nos locais aonde o esporte realmente acontece é indescritível. Seja na sala de imprensa abarrotada por repórteres de todo o país, no sol escaldante que brilhava na capital paranaense, entre as muitas (muitas) belíssimas modelos (com “aspas” ou não) que circulavam pelos boxes ou pelo ensurdecedor barulho dos motores multi-marcas dos carros (que segundo a amiga Zuca se ouvia lá do Mirante da Serra), foi uma experiência incrível.

Vou disponibilizar aqui neste espaço, quando encontrar o maldito cabo para descarregar as fotos que tirei no último domingo, diversas fotos dos bastidores da corrida. Junto com elas, devo mandar um textículo falando sobre essa aventura, na qual tive a companhia do meu querido irmão Fernando. Aguardemos então...

12 agosto 2006

Boa música nas terças

Recomendo o OVERPASS Whisky e Pilsen Beer Pub a todos que gostam da boa música pop/rock nacional nas noite de terça-feira. O som é garantia de qualidade assinada por Guilherme Scheffer, vocalista da Banda Agente X, irmão do meu irmão Vinícius Scheffer 9por consequência meu irmão também). O show é um violão e uma voz de muito bom gosto.

Quem quiser passa lá. Toda terça-feira, a partir das 22h.

Av. Sete de setembro, 1630 - Cristo Rei. É bem no começo (ou final) da 7 de setembro. Logo depois que você passa pelo viaduto, a esquerda. Dá pra deixar o carro no posto da Texaco.

Política Paranaense

Nesta sexta-feira o cenário político do Paraná foi bastante agitado. Após a Justiça Eleitoral ter barrado a coligação “surreal” entre PMDB e PSDB nesta semana, o partido do atual governador Roberto Requião aceitou a decisão e confirmou que o atual vice-governador Orlando Pessuti como candidato à vice na chapa da coligação “Paraná Forte”. Assim, Requião e Pessuti repetirão a parceria que elegeu o atual governador em 2002.

Além disso, um boato fortíssimo correu nesta sexta dando conta que o candidato do PPS Rubens Bueno, que atualmente soma 7% das intenções de voto na última pesquisa Ibobe abriria mão da sua candidatura ao governo. Atento ao quadro político, Rubens tentaria uma vaga no Senado, já que Álvaro Dias levaria fácil e sozinho se as eleições fossem hoje de acordo com a pesquisa Ibope. Na sondagem, Dias teria 54% e a segunda colocada seria Gleisi Hoffmann (PT) com 2% da intenções de voto.

Particularmente, apesar de ser boato, acho que essa seria uma grande sacada – mesmo que tardia - de Rubens Bueno. Essa ânsia de ser logo governador do estado acaba atrapalhando uma evolução gradual do político na vida pública. Deputado Estadual e Federal em vários mandatos, acho que essa seria uma hora boa para que o candidato do “Voto Limpo” tentasse uma cadeira como senador da república.

Conheço o trabalho do Rubens há algum tempo, já que parte da minha família é “pé vermeia” de Campo Mourão, cidade na qual ele foi prefeito e deixou o cargo com uma aprovação invejável. Acho uma boa pedida para qualquer eleição, mas se continuar na disputa pelo governo lamento que vá novamente ser derrotado, sem oferecer maiores resistências.

Confira a cobertura completa das Eleições 2006 no site especial da Gazeta do Povo Online

10 agosto 2006

relembrando...

Esses escritos eu fiz para a penúltima mulher que amei. A Loirão. Foi um tempo bom... por vezes lembro dela e sorrio. Valeu a pena esperar tanto tempo.


Na tarde fria de um natal qualquer
A noite sublime cai macia
O vento resvala no lago
Águas migram sem covardia.

O natal cinza que tua ausência me causa
Me põe triste a repensar
Se o meu sofrer cobre o preço
Que pago diariamente por te amar.

Sentimento doído que tenho no peito
Lembro de tua boca e sinto tua carícia
Minha vida ganha novo sentido
Amar-te, incondicionalmente, patrícia.


Malucos na boléia

Salve...

Palavrões à parte, esse texto criativo e engraçado me foi enviado certa vez. Dúvido que alguém não tenha passado por uma dessas situações e/ou não pensou em fazer e dizer algo como isso.

Dicas rápidas para não foder (sic) os outros motoristas que sabem dirigir no caótico trânsito de Curitiba.

1. No sinaleiro, deixe a porra da primeira marcha engatada e quando o sinal abrir arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.
2. Você dirige um carro e não uma jamanta, certo? Portanto, você não precisa usar a pista da esquerda antes para virar para a direita.
3. Quando um outro motorista der pisca avisando que precisa entrar na pista que você está, deixe de ser filho da puta e deixe o cara passar. Certamente vai acontecer com você um dia.
4. Faixas no asfalto das rápidas e ruas com mais de uma pista não são para enfeite, e se você não tem inteligência suficiente para saber onde estão as rodas do seu carro, melhor andar de bicicleta que as rodas são vistas de onde você está sentado.
5. Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade para parar num estacionamento e não foda a vida de quem tá com pressa. Ah! Se você não gosta do seu carro, problema seu. Isso não quer dizer que os outros motoristas acham legal que fiquem dando totó nos seus carros para estacionar.
6. Largue de ser cavalo e aprenda que se a merda da placa do radar diz 60Km/h, é 60 de verdade, e não é 20Km/h disfarçado, pôrra !!!!!
7. A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelo centrão a 30Km/h, faça isso as 05h00 da manhã.
8. Essa é boa !!! Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem algum motorista esperando sua importante escolha?
9. Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você o vê, portanto, dê tchau e suma do carro !!!!
10. Essa é pra você, frustrado sexual que adora botar o rabo numa Harley: Por que você não bota a orelha na merda do escapamento aberto e acelera ? Todo mundo sabe que o barulho da sua moto é inversamente proporcional ao seu tato com as mulheres.
11. Nossa, um acidente !!! Qualé, nunca viu uma lanterna quebrada ? Então você não precisa ficar olhando com cara de otário pra qualquer coisinha que acontece no trânsito e andando como se estivesse num cortejo fúnebre.
12. Só pra descontrair: Saiba que todo mundo tira você pra comédia quando te vêm com a cara colada no volante. Assim não precisa nem usar o cinto de segurança. Num acidente a sua cara e o painel vão virar a mesma coisa com ou sem cinto.
13. Especial para nossos amigos da Polícia Rodoviária: Se é dia de movimento intenso, que tal sair da frente da pôrra do seu postinho já que é só pra ficar embaçando ? Que tal desligar a luzes da viatura se não tem nada acontecendo ? Que tal cuidar de quem anda pelo acostamento ao invés de ficar revirando o carro dos outros pra achar uma ponta de baseado e dizer: Ahaaaaa !!!! Como que a gente "acertamos agora ?"

Abelão merece

Gosto do Abelão. As suas passagens pelo futebol paranaense foram excepcionais, tanto que ergueu a taça de Campeão Estadual por duas vezes. Em 1998 pelo Atlético e em 1999 pelo arqui-rival do Rubro-Negro, o Coritiba.

Sua característica vibrante e singular, no futebol do século 21, o treinador saltou de um simples coadjuvante na enorme lista de treinadores de futebol no Brasil para um verdadeiro astro. Abel Braga é o “paizão” dos jogadores. Mas não aquele pai banana. Dá bronca, e como, sempre que preciso.

Ver a vitória no Internacional sobre o São Paulo na noite desta quarta-feira, em jogo válido pela 1.ª partida da decisão da Copa Libertadores 2006, foi gratificante. Não por preferência por um ou outro clube.

Só acho que ele é um profissional que merece total reconhecimento da crônica especializada, já que para os torcedores do Colorado ele não precisa provar mais nada.

Quem você acha que vai ser o campeão da Copa Libertadores 2006? Clique aqui e vote!