25 março 2007

alegria...

Hoje é domingão. Resolvi passar por aqui e devolver ao meu BRÓG aquele tom romântico e meloso que tinha há alguns posts. Só queria dizer que sinto que estou realmente amando. No momento ela está longe de mim e isso faz com que meu coração se aperte no peito.

Queria agradecer a todos que falaram com sinceridade - a até aqueles que falavam só para se livrar do problema. Lembro que muitos diziam que quando eu menos esperasse, alguém apareceria na minha vida. Alguém especial, que me amasse como sou (com manias e tudo mais). Alguém que tenha beleza em todos os sentidos, exterior, interior... superior.

Elá é engraçada, simpática, carinhosa, tiradora de sarro, parceira e companheira. Faz uma falta danada e está se tornando essencial. Essa é a Daniele. Meu presente. Amor... obrigado por voce existir. Feliz 2 meses de namoro.

21 março 2007

o fim...

... depois de alguns dias de expectativa o resultado: "MATARAM O LEÃO". Na verdade espero que não matem mesmo. A gente tem o costume de meter o pau e criticar a Coca-Cola e outras multinacionais - principalmente as estadunidenses - mas a maioria de nós é refém deles. E nem reclama. Até gosta.

Espero que o interesse da Coca na Leão Júnior seja pela vontade de ter em seu rol de produtos (que com a aquisição da empresa paranaense chegará a 100 produtos) a qualidade centenária do nosso bom e velho Matte Leão. Tomara que não seja apenas para matar nosso Matte e deixar o campo livre para o Nestea. Se bem que seria uma tremenda burrice, já que além da tradição, o Matte Leão é muito mais gostoso e tem inúmeras variedades.

Sorte e juízo pra Coca... Tomara que não acabem com um dos meus orgulhos, o bom e velho Matte Leão. E segue o baile...

obs: É crendice ou chá matte realmente é broxante? hehehe. Sabe Deus...

06 março 2007

fernandinho, fernandinho...

E o Beira-Mar viajando pelo Brasil de avião... É engraçado. O problema não é o Beira-Mar... quem sabe ele até seja um bom pai de família. O que me preocupa e me revolta é bancarmos as despesas desse mimo a um condenado da Justiça.

Porra, eu viajei de avião pela primeira vez na minha vida no ano passado, aos 24 anos. Sempre tive vontade de voar, mas nunca tinha pintado uma oportunidade (nem o dinheiro para tal). Em meados de junho surgiu a promoção da GOL Linhas Aéreas e aproveitando uma semana se folga que tive (graças a muito trabalho e muitas horas extras) comprei ida e volta para Porto Alegre por R$ 25,00 cada trecho. No total, com despesas de taxa de embarque, gastei R$ 80 mais ou menos.

O Beira-Mar gastou 20ão também... mas 20 mil reais em cada trecho. E para que? Para acompanhar o seu julgamento sei lá onde. O presídio de Catanduvas tem todo um sistema de video-conferência para evitar o deslocamento de presos perigosos em casos como esse. Mas alguém da Justiça brasileira permitiu o passeio do Beira-Mar.

As vezes me pergunto porque é que um avião desses não cai durante um trajeto desses. Sei lá... um criminoso perigoso a menos no mundo. Não acham uma boa? Ahhhh.... mas daí perderíamos um avião caríssimo num "acidente" desses. Fazemos assim então. Eu proponho uma vaquinha entre alguns amigos, que falam para amigos dos amigos, etc... daqui a pouco somos milhões. Se cada um doar um realzinho que seja, conseguimos comprar um avião para repor o que cairá "acidentalmente" com criminosos perigosos (não só o Beira-Mar né, que é desperdicio de espaço).

Dai os caras não teriam mais desculpas. Direitos Humanos? Como disse Alborgethi no programa da Luiciana Gimenez certa vez... "Ahhhhh Luciana... Pro INFERNO com os direitos humanos".

... e tenho dito...

obs: Fernaninho? Nada pessoal meu velho. Nada mesmo.

24 fevereiro 2007

matarão o leão...

Foi triste. Há tempos não sentia uma tristeza como essa. Não aquela sentida por um amor perdido ou um ente "morrido", mas aquela tristeza do tipo decepção. Sabem qual?

Não foi só por testemunhar mais uma vitória do imperialismo estadunidense, mas sim por ver mais uam coisa "NOSSA" ser entregue assim, de mão beijada para interesses externos. A tida como iminente venda da "LEÃO JÚNIOR" para a Coca Cola me causa um vazio. Como defensor ferrenho de tudo que é "NOSSO" (com o todo o bairrismo implícito nisso), me senti vilipendiado.

O pior foi que gritei sozinho. No meu trabalho senti a frieza de dois repórteres (cariocas) e uma editora (paulista) que se mostraram indiferentes à negociação. Só encontrei alguém para dividir minha chateação com o amigo Luiz Guilheme Gaertner. Ele dizia "Estou de luto". Também estou. Se adiantasse alguma coisa, vestiria preto para protestar.

Como consumidor diário do Chá Matte moído e tostado, que me rende pelo menos um litro do saboroso líquido (que tomo com prazer, sem considerar a fama de ser um broxante natural). Meu amigo LG acha que eles podem acabar mudando a fórmula ou coisa assim, mas espero que isso não aconteça. Não vou dizer que deixarei de consumir o chá, mas que o Matte Leão nunca mais terá o mesmo gosto... ah, isso não terá.

pra relembrar: Quem não lembra da saudosa propaganda: "Olha o Matte... Matte Leãoooo... Olha o Matte... Matte Limããõooo".

18 fevereiro 2007

domingueira...

Bem... no meio desse carnaval sem folia, cá estou em pleno domingo. Tô triste porque cada um da família foi para um lado e minha amada também viajou. Contudo, se me faltam os beijos dela, me sobra o carinho dos amigos. Boa sessão de Lost na casa do "casal" e excelente convivência diária com o casal dos "vicentinos".

Entre um minuto e outro, penso na Dani. Posto aqui algo que me traz a imagem dela e o gosto dos seus beijos imediatamente. Do alto da minha "breguice" musical, Roupa Nova na veia.

Amar é... (Cleberson Horsth - Ricardo Feghali)

Amar é quando não dá mais pra disfarçar
Tudo muda de valor
Tudo faz lembrar você

Amar é a lua ser a luz do seu olhar
Luz que debruçou em mim
Prata que caiu no mar

Suspirar, sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo pra te ver

O amor é um furacão, surge no coração
Sem ter licença pra entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo

O amor é estação, é inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos, se entregar

Amar é envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão
A canção pra te ninar

06 fevereiro 2007

...tô feliz

Tá chegando hein?
1/4 de século. Não é fácil não moçada. As coisas se encaminham. Estou feliz ao lado de uma guria que caiu dos céus na minha vida. Delicada, simpática, carinhosa, amorosa, gentil, dedicada, engraçada (tira sarro de mim todo o tempo) e linda. Hoje completo duas semanas de um renascimento. Daqui alguns dias serão 25 anos... Tô feliz.

26 janeiro 2007

letaninad....

Vale a pena escrever algo hoje. Talvez o último dia 22 não tenha significado nada para vocês, perdidos que se acham por aqui. Mas para mim foi especial. Talvez hoje eu nem consiga dimensionar a importância da data em questão, mas sei que daqui um tempo vou lembrar do dia 22 de janeiro com muito carinho e, porque não, comemorá-lo.

letaninad

Raios do sol invadem
Cada espaço
Cada veia
Cada vácuo... imediatamente

Luz
Calor
Arrepio.

Não entendo o que se passa
Procuro explicar
Talvez descrever...

Mas é inexplicável
Inteligível.
Indecifrável.

Só se sente
Só me aquece
Só transforma

Entro em curto
Entro em pane.

Me transformo... Que se dane

Antes Sol...
Hoje Dani.

22 janeiro 2007

tá funcionando...

Ano novo, vida nova. Engraçado como as coisas são... Será este meu ano? Naquele papo de promessas e pedidos de Ano Novo, levando em conta também as cores das roupas e coisa e tal, eu venho considerando isso a cada 365 dias que passam. Amarelo = dinheiro (ou estabilidade finacneira), vermelho = amor (quem sabe um novo e verdadeiro amor), branco = paz e assim por diante. As coisas estão dando mais certo do que eu imaginava. Quem viver verá...

Dia desses comprei um CD do Cartola... daqueles de 9,99, duplos da série Bis... Negada (brancada, amarelada, azulada e similares)... coisa linda o tal do CD. Só sambinhas canção de encher os ouvidos e o coração. Alguams músicas eu já conhecia, mas outras eu tive o prazer de ouvir pela primeira vez.

Vai aqui uma amostra do que eu tive o prazer de descobrir.

Peito Vazio (Cartola e Elton Medeiros)

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.

Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos de amigos
E garanto que não beberei nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai

14 janeiro 2007

dorme querida...

Insipirado, ou não (vocês que julguem), rabisquei umas palavrinhas para uma pessoa muito especial. Ela surgiu na minha vida quando eu nem imaginava... Chegou de mansinho, com ousadia e determinação, e me conquistou. A distância, por hora, prejudica o desenrolar da nossa amizade. Mas... o tempo (para quem já esperou tanto), desta vez, é meu aliado.

Dorme querida...

Que a madrugada caia mansa sobre seu corpo
Que o orvalho se forme suave na tua pele
Que refresque teu sono

Quando estiveres relaxada
Que seus pensamentos pairem no infinito
E que encontrem com os meus

Só assim você vai saber o que sinto
E entender porque te adoro

11 janeiro 2007

fênix...

Então... apesar de doente (de cama) estou feliz. Minhas férias estão acabando (já estava entediado) e minha vida vai se ajeitando. O coração está vivo e batendo cada vez mais forte... Mais do que vivo, o coração está encantado... fascinado. Vamos ver como ele termina esse primeiro mês de 2007.

Posto hoje uma letra de um dos meus ídolos, Raimundo Fagner. A poesia é dele e do compositor Carlos Colla. Aproveitem. Recomendo.

Motivos Banais (Fagner e Carlos Colla)

Eu só queria encontrar com vc outra vez
Para fazer tudo aquilo que a gente não fez
Reencontrar o desejo e a paixão
Essas loucuras que meu coração
Só admite sentir quando esta com você

Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais

Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída
Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente

Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais
Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída

Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente

05 janeiro 2007

as mesmas "boas" novas...

O ano virou
Como uma noite qualquer
O "clássico" banho de mar se repetiu

Lavou e levou tudo... de volta

Angústias, que ainda me arrebatam
Objetivos que não foram cumpridos

Tentamos nos enganar novamente
Traço metas e arquiteto projetos complexos
Banhado por cidras barata
E clorifórmios fecais salgados

A companhia fraternal vale a pena
Apesar de mais um ano sozinho

Quem sabe no ano novo que vem
Eu tenha alguém sóbreo nos meus braços
Que pule alto para o meu abraço
E diga "Eu te amo" com hálito fresco

... e que me faça feliz

28 dezembro 2006

reflexões...

Então... ainda não sei como avaliar 2006. Acho que foi um ano excelente em algumas coisas, como na minha consolidação e solidificação profissional e fortalecimento das minhas amizades, mas nem tanto em outras, já que o coração do nego véio ainda ficou deserto (ou, na verdade, sozinho, mas repleto de intenções e sentimentos).

Acredito, sinceramente, que 2007 tem tudo para ser muito melhor. A perspectiva de crescimento profissional é grande e animadora, mas o foco principal será melhorar como pessoa e tentar compartilhar esse processo todo com alguém que realmente queira, que me entenda e me aceite como companheiro. As perspectivas, em relação a anos anteriores, são bem mais animadoras, eu confesso.

Novos horizontes estão se abrindo. Algumas decepções ainda persistem e surpreendem, mas o quadro tem amplas condições de apresentar uma melhora considerável. As vezes, quando conhecemos pessoas novas, surgem novos sentimentos. E isso, pode acontecer nos lugares, momentos e situações inesperadas.

Quanto a mim, já estou quase ha 30 dias sem comer chocolate (hahaha, agora sim tá um diário virtual). Para muitos pode parecer piada, mas para um doente como eu isso é uma vitória.

Desejo a todos um ano bacana. Quem eu quero bem, sabe disso.

abreijos e que venha 2007, para lavar a alma.
dudu

... e segue o baile.

18 dezembro 2006

raimundo rules...

Como ando sem inspiração, apesar do coração véio começar a demonstrar sinais de vida, resolvi escrever uma homenagem para um dos meus ídalos, Raimundo Fagner. É um poeta do povo... que escreve a poesia do sertão, que abrange do amor ao sofrimento do sertanejo.

Fica aí, então, minha homenagem para Raimundo, o Fagner.

Menos a mim - Fagner e Ferreira Gullar (do disco "Pedras que cantam")

Conheço a aurora com seu desatino
Conheço o amanhecer com o seu tesouro
Conheço as andorinhas sem destino
Conheço rios sem desaguadouros
Conheço o medo do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim

Conheço o ódio e seus argumentos
Conheço o mar e suas ventanias
Conheço a esperança e seus tormentos
Conheço o inferno e suas alegrias
Conheço a perda do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim

Mas depois que chegaste de algum céu
Com teu corpo de sonho e margarida
Pra afinal revelar-me quem sou eu
Posso afirmar enfim
Que não conheço nada desta vida
Que não conheço nada, nada, nada
Nem mesmo a mim

13 dezembro 2006

a lua e eu...

A cidra tá no gelo
Os dias estão passando
Eu estou na merda
Você vivendo à margem

Do que sonho
Do que penso

Monográfica
Concentrada

Sigo insone
Engolindo à seco
Outra madrugada

Fria
Vazia
Interminável

Longos são os dias
Espera, angústia
Sopros de esperança
Loucura minha
Incerteza
Exaustão

Fim de ano
Iminente
Solidão prolongada (prorrogada)

A cidra vai estourar
De novo
Em mais um velho ano novo

06 dezembro 2006

kiss me, my darling...

"It's now or never"... disse Mr. Presley.
Agora ou nunca para acontecer o quê?

O amor?
O cessar da dor?

sinônimos irônicos...

Restos de sonhos...
jogados ali, aqui, no sono.

Já perdi muito tempo tentando encontrar...
Será que não preciso apenas me perder?

No caminho vou tropeçando.
Não me incomodo... as vezes até gosto.
Vez ou outra caio nos braços ou nas graças de alguém.
Nunca nos (nas) dela.

Quem???

Se souberem me avisem... PORRA!

01 dezembro 2006

tudo vai ser diferente...

Roberto um dia falou... "Se você pensa que vai fazer de mim. O que faz com todo mundo que te ama. Acho bom saber que pra ficar comigo... VAI TER QUE MUDAR". Bom... para quem esperava que eu fosse escrever algo relacionado a essas frases do Rei, sinto muito. Só acho elas bonitas hehe.

"você invade
domina
ecoa.
eu?
ressono"


abreijos pros que sonham.

23 novembro 2006

autoretrato...

Cada dia eu durmo mais tarde...
Não sei bem porque, mas a madrugada me consola
Por dentro grito pedindo socorro
Mas nem eu mesmo me escuto.

Calo e tento ocultar o que é evidente...
Que vegeto... que fico impotente diante das oportunidades
A felicidade escorre
Agonizo dentro de uma aparência sorridente
Mas que visceralmente é um NADA

Meia e volta me revolto
Paro tudo e busco um recomeço
Projeto meus ideias nos rostos e vidas de outros
Acabo imerso em mim mesmo... e isso me mata

Na verdade ainda nem sei quem sou
Se sou ou se sei o que é VERDADE
Projeto algo real dentro do Eduardo
Levanto tarde... e acordo como a mesma MENTIRA de sempre

15 novembro 2006

os poetas ainda vivem...

Me peguei vadiando pela internet nesta quarta-feira de madruga... durante a viagem eu conversava com meu brother Eduardo Vicentino e falávamos de músicas bacanas e/ou toscas. Durante o papo e ele mencionou duas. A primeira foi "Gatinha Manhosa", composição individual do grande Erasmo Carlos. A segunda foi algo regurgitado pela tal de Tati Quebra Barraco. Pouco antes, assistindo ao programa do Tom Cavalcante, ouvi a nova música de trabalho da Kelly Key.

Comecei a refletir, como faço com freqüência, sobre as composições e poesias musicadas que temos no Brasil. Durante a "poesia" da ex-senhora Latino (que belo rótulo) pensei: "Nessa hora Vinicius de Moraes vomitou no inferno (porque no céu eu tenho certeza que ele não está)". Como existe porcaria nesse meio. Todos sabem que sou bem eclético e que respeito todos os tipos de música, mas como tem porcaria no mundo.

Por outro lado, lembrei do Erasmo "Tremendão" Carlos. É um cara que eu gosto muito e repeito, acima de tudo. Acho um grande injustiçado no meio musical, já que muitas das suas composições são lembradas apenas pela parceria com o Rei Roberto Carlos. Mas esmiuçando a obra do Erasmo, nos deparamos com uma infinidade de letras bem construídas e belíssimas.

Podemos passar pela singeleza da Gatinha Manhosa ("Um dia gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração"), pela beleza de Palavras ("Eu fiz daquele amor o meu sonho maior, minha razão de tudo. Foi pouco o que restou de tanto que existiu, recordações e nada mais") e pela perspicácia de Mulher ("Mulher, mulher..n na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés").

Enfim... acho que ainda tem gente boa viva por aí, mas a cada dia que passam nascem menos poetas no mundo. Lamentavelmente...

Deixo proceis uma das minhas preferidas. Já tocou em um monte de lugares, inclusive no filme "12 homens e outro segredo", mas cantado em italiano. Aproveitem...

Sentado à beira de um caminho (Erasmo e Roberto Carlos)

Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia de repente você volte para mim
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim
Meu olhar se perde na poeira desta estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você ainda existe
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto seu olhar que eu trago na lembrança

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...

Vem a chuva molha o meu rosto e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança na beira de uma estrada

Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo tudo se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira de um caminho

07 novembro 2006

ingrato...

Comecei escrever um monte de bobagens reclamando das coisas que estariam faltando na minha vida... deletei tudo e agradeci por ainda ter o discernimento de perceber o quão ingrato eu seria de reclamar de qualquer coisa...

01 novembro 2006

mistura de confusões

Negada... to meio sem inspiração para escrever. "Proveitando" essa lacuna criativa, resolvi escrever neste espaço uma das poesias (?) minhas que foram publicadas no livro "Palavra Viva", anuário de poesia do UnicenP, onde me formei jornalista. Foi legal, já que naquele ano (2002) três escritos meus foram publicados e eu me senti um escritor de verdade, dando autógrafos e tudo. Passado esse tempo bonito, chegando a nossa realidade muito menos utópica, jogo as palavras para vocês lerem.

Vale lembrar que quando escrevo algo e não cito a fonte (a mesma regra se aplica para as fotos) quer dizer que pe tudo meu, com direitos reservados à O Simprão S/A (rs).

"Passagem"

À caça do nada
Sigo o caminho
Atalhos
Estradas
Rios e Moinhos
Mochila
Coragem
Cabelos ao vento
A tua imagem
No meu pensamento
Coração vazio
Solidão acesa
Passado sombrio
Passou...
Esqueça.
Uma nova vida, uma vida nova
Te tirar do pensamento
A pior prova.

É engraçado como em certos momentos da vida a gente acredita tão piamente em certas coisas que cegamos para a realidade. Confiamos tanto num sentimento, que esqueçemos de tantos outros. Chegamos, inclusive, a sentir falta de algumas sensações, que na verdade nos agridem, nos fazem mal. É a magia do amor... ou a falta que ele faz.

"Todo um grande amor só é bem grande se for triste" e "Um poeta só é grande se sofrer". Vinicius era foda... mestre. Eu não sou nada... sou uma mentira.