30 julho 2008

somos insensíveis

Nessa semana, assim como durante um dia na semana passada, estou nos braços da geral. Por um remanejamento na equipe, deixei a editoria de esportes temporariamente e tenho escrito matérias dos mais variados temas. Desde prisão de uma quadrilha, passando por vetos do prefeito Beto Richa, impugnação da candidatura do prefeiro Silvio Barros (também em Maringá) até a confirmação de que os restos mortais achados no Rio de Janeiro eram do padre Adelir de Carli, o padre voador.

Sempre tratei do assunto com um bom humor sádico. Na verdade, como a maioria, acompanhei todo o desenrolar da história pela imprensa (da qual também faço parte) e achei a aventura uma burrada. Como a maioria, ri das inúmeras piadas criadas sobre o fato e achei graça da repercussão internacional do fato.

Mas hoje me dei um tapa na cara. A pauta sobre a confirmação da morte do padre caiu nas minhas mãos e fui atrás dos fatos. Conversei com o Moacir (irmão do padre) e com o bispo de Paranagua (além de alguns outros parentes do padre, como sobrinhos e primos). Cara... somos crueis. Eu senti na voz do Moacir como a morte do Adelir ainda dói e doerá por muito tempo.

Um homem cansado, sofrido e com a missão ingrata de falar sobre a morte do irmão com estranhos do Brasil inteiro. Ao mesmo tempo, que eu engolia seco diante da dor de Moacir, eu sentia um tom de alívio, de "graças a Deus que é ele". Por óbvio a confirmação põe um ponto final na triste história e Adelir ganhará um enterro digno. A dor de uma família, finalmente, poderá se transformar em saudade.

o que "pegou"?

Bem, todos sabem que não sou nem um pouco pontual no quesito atualizações, mas o que me motiva a escrever hoje é algo "encucante", como diria aquele outro. Normalmente recebo em média 10 acessos por dia, dos quais uns 5 são meus (se bem que deixei de entrar todos os dias. Fazia isso para ver se alguém tinha comentado algo, mas deixei de fazer porque agora recebo um e-mail dizendo que alguém comentou).

Mas na segunda-feira houve um verdadeiro BOOM de acessos. Isso quer dizer, aumentou em 400%, indo dos dez para pouco mais de 40 acessos em um só dia. Alguém sabe me explicar porque? Será que publicaram um link para o meu blog em algum lugar? Ou são todos meus leitores? Fiquei curioso, sério mesmo.

De qualquer forma, obrigado povão.

28 julho 2008

vai um dins aí?

Tava meio sem idéias sobre o que escrever para entreter os amigos, quando de repente, não mais que de repente, lembrei dessa foto que tirei no último feriado do ano (em maio) na pequena cidade de Pedro de Toledo, no litoral sul de São Paulo. Fui lá visitar meus primos (daqueles que são distantes na árvore genealógica, mas que são bem pertinhos do coração). Em Pedro de Toledo, a Quinha e o Bentão fixaram residência.

É uma cidade minúscula, cortada por um grande e ainda VIVO rio (que aliás corta também a fazenda Caracol). Lugar simples, de gente friorenta (aqui merece um parentêses especial. Fazia uns 18 graus quando fomos, o que para nós é bastante quente. Eu tava de bermuda e camiseta, enquanto a muié estava desesperada para comprar roupa para calor, já que o frio que esperávamos não apareceu). Resultado? Não achamos nada para calor, porque para eles tava muito frio.

Emfim, Pedro de Toledo é uma cidade de interior, de fazenda, mas que fica a 20 minutos de Peruíbe, que para quem não sabe é praia. Em uma das lojas flagramos esse anúncio promocional aí. Ótimo né? Tive que registrar essa foto sobre a promoção do "Dins", e fiz o mesmo com essa ali embaixo. Não fomos ao ahow, mas o registro fotográfico da banda Chapolândia (A mais chapada do Brasil), não pude deixar de fazer.

21 julho 2008

amor...

Eu tenho andando muito influenciado pela novela Pantanal. A volta do folhetim realmente mexeu comigo. Me levou de volta para um passado não muito distante, mas que me remete a uma porção de coisas boas. Agora, podendo acompanhar a novela desde o começo (por óbvio todos já perceberam que o simprão aqui gosta "duma" novela), tenho visto e relembrado muitas coisas interessantes e passagens marcantes.

Uma delas me pegou de jeito hoje. Estava assistindo e me deparei com o reencontro do Juventino (personagem do ator Marcos Winter) com a Juma Marruá (Cristiana Oliveira). Depois de matarem a saudade de um tempo em que passaram longe um do outro, a cabocla Juma dispara a frase do mês:

"Se o Juve vai, a Juma morre".

Como sempre digo, para muitos a frase é ridícula e pode não significar nada, mas para mim - que vivo num universo paralelo, onde as coisas simples são as que importam, que realmente me fazem feliz - essa frase é a síntese de um amor.

Percebem como não precisa de muita coisa para se dizer o que você sente por inteiro? Um sentimento que te consome, que te acompanha em todas as horas do dia e que você busca as mais variadas e complicadas formas de se explicar e se fazer entender. Amar não custa nada, mas as vezes se paga um preço muito alto para que o amor se torne felicidade.

Eu amo... e estou a caminho da felicidade plena. Se conselhor prestar para alguma coisa... amem, meus amigos. AMEM muito. Seja o que for, seja quem for. Um homem sem amor é como um jardim sem flor (PUTA QUE PARIU, que fim de texto brega). E segue o baile...

15 julho 2008

quem sabe

Andei pensando sobre o que escrever hoje e pensei: Putz, ontem eu pensei que sabia sobre o que falar, mas resolvi deixar para hoje e acabei esquecendo. Quem sabe amanha em pense em algo, ou deixa para semana que vem. Lá, numa dessas, eu lembre que semana passada achei que fosse ontem, mas que mês que vem ainda pode ser abril. Quem sabe agosto, mas certamente não será mais julho.

As Cores de Abril, por Vinicius de Moraes

As cores de abril
Os ares de anil
O mundo se abriu em flor
E pássaros mil
Nas flores de abril
Voando e fazendo amor

O canto gentil
De quem bem te viu
Num pranto desolador
Não chora, me ouviu
Que as cores de abril
Não querem saber de dor

Olha quanta beleza
Tudo é pura visão
E a natureza transforma a vida em canção

Sou eu, o poeta, quem diz
Vai e canta, meu irmão
Ser feliz é viver morto de paixão

08 julho 2008

o cantor dos cantores...

Eu nem ia postar nada hoje, mas depois de ouvir mais um banho desse gênio da música brasileira, cá estou. Quem não conhece Zé Luiz Maziotti, conhece um pouco menos da música popular brasileira do que imagina. Esse cara é paulista e já chegou a ser chamado de "O cantor dos cantores". O próprio Chico Pinheiro (o excelente entrevistador desse programa) cita que o Zé seria um dos mais bem guardados segredos da música brasileira, ironizando o fato dele nunca ter explodido musicalmente falando.

Posso dizer que o Zé é meu amigo, mesmo correndo o risco de nem ser lembrado por ele. Mas Já o entrevistei uma vez, conversamos por outras três ou quatro e ele até me agradeceu por uma matéria feita na Gazeta em pleno show no Teatro Paiol. O cara canta demais. Aproveitem.

04 julho 2008

bom remédio...

Recomendo a todos. Essa semana decidi pegar um ônibus diferente, que faria um trajeto diferente e eu precisaria pegá-lo em um local diferente. Sendo mais claro, fui pegar o busão na Praça Santos Andradre, mas eu estava meia hora adiantado. O que eu fiz nesse meio tempo?

Estiquei as canelas, literalmente, sentado em um dos bancos da praça. Era uma noite de temperatura agradável (terça-feira) e fiquei ali, apreciando o movimento. Lugar bonito aquele né? Sabiam? a Praça é linda à noite, com a sede antiga da UFPR ao fundo, o Guaíra do outro e o chafariz recém inaugurado logo à minha frente.

Saquei meu radinho da bolsa e liguei um som, para contrastar com os latidos dos cãezinhos que levavam seus donos para passear, o barulho da água batendo nas pedras do chafariz e o som dos carros passando. Deu ainda mais orgulho de ser curitibano.

Nenhum maloqueiro passou, ninguém me pediu dinheiro e as pessoas até sorriam ao passar por ali. A noite estava linda (22h30). O dia havia sido cansativo, mas uma dose de "Curitiba" me revigorou. Recomendo.

01 julho 2008

a lista...

Dia desses meu irmão Fernando estava cantarolando essa música e me lembrei como ela é bonita e real. A conheci numa época em que eu contabilizava uma porção de amigos, que hoje "não encontro mais". Sigo bem e faceiro, com meus poucos e excelentes amigos.

Posto para vocês a música do Oswaldo Montenegro. Para quem não conhece e/ou para quem quer relembrar.

A Lista
Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

28 junho 2008

imperdoável...

Imperdoável essa minha ausência. Lamento muito mesmo pessoal, mas como todo blogueiro picareta (putz, são vários) prometo evitar uma janela tão grande sem atualizações.

Hoje a coisa vai à la coice de porco, ou seja, bem curtinho. Um rápido comentário sobre o resultado da enquete que propus há cerca de um mês. A pergunta tinha como objetivo quem lê o blog do Simprão, e para minha enorme satisfação a esmagadora maioria (5 votantes) é amiga do Simprão (a tá, vou falar em terceira pessoa agora.

Um leitor perdido chegou até o blog através do Google, o que é uma coisa bacana. Se ele quis participar da enquete, é porque chegou, viu e gostou. Ou pelo menos suportou.

Para estes meus seis leitores, prometo oferecer um pouco de mim por intermédio dos meus escritos. Que normalmente não acrescentam muita coisa, mas vez ou outra tocam você, nobre leitor, de alguma forma. Viva longa para nós... todos nós. E segue o baile.

18 junho 2008

a lua...

Apesar de considerar pouco provável, espero que algum de vocês, meus leitores, tenha olhado para o céu hoje a noite, por volta da 0h. Na minha região, Bacacheri, podia-se ver uma auréola belíssima ao redor da lua. Coisa de cinema. Tentei fotografar, mas minha maquina é vagabunda demais.

Se algum de vocês viu, tenho certeza que ficou maravilhado com a cena.

15 junho 2008

homenagem...

O dia dos namorados já passou e eu me vi menos romântico que antigamente. Tá certo que com o passar dos meses, a coisa toda (o romantistmo) esfria um pouco. Mas esfria para os dois, não só da parte dos homens como as mulheres gostam de dizer. Aliás, não foi uma nem duas vezes que disseram para minha amada Daniele coisas do tipo: "Ah, ele te dá uma flor agora, espera daqui um ano" ou "Ah... te chama de amorzinho e te faz carinho agora, voce vai ver depois de um tempo".

Desafio vocês a questionarem minha amada se deixei de fazer tais coisas. Não abro porta de carro (afinal ela não é aleijada e não vejo gentileza nenhuma nisso), mas sempre faço meus gracejos. Não tantos quanto eu gostaria, por uma série de fatores, mas como eu sempre digo: "Se eu não cuidar, tem quem cuide". Para não correr o risco de perder para a concorrência, faço o meu.

Não posto nada de novo a seguir, mas resolvi resgatar um dos escritos dos quais mais me orgulho para homenagear minha Daniele. Para coisas novas, me falta criatividade. Então é bom revisitar o passado as vezes.

letaninad

Raios do sol invadem
Cada espaço
Cada veia
Cada vácuo... imediatamente

Luz
Calor
Arrepio.

Não entendo o que se passa
Procuro explicar
Talvez descrever...

Mas é inexplicável
Inteligível.
Indecifrável.

Só se sente
Só me aquece
Só transforma

Entro em curto
Entro em pane.

Me transformo... Que se dane

Antes Sol...
Hoje Dani.

09 junho 2008

emocionante...


Camaradas... eu acho que trabalhar no SBT deve ser a cois amais louca que existe. As mudanças de humor (quando é só isso deve ser tranquilo), de conceitos e "maneiras" de se fazer televisão do patrão Silvio Santos devem acabar com qualquer tipo de rotina que exista.

Mas confesso que duas das últimas mudanças me agradaram (e temo pelas próximas). A primeira foi a estréia do Programa Silvio Santos, que nada mais é que um Topa Tudo por Dinheiro melhorado (????). Com direito a aviãozinho e tudo, o patrão faz os mesmos gracejos de sempre com as "colegas de trabalho", tem cameras escondidas e até videocassetadas.

A segunda, a melhor de todas (a melhor mesmo, desde a reprise da novela Pista Dupla pela CNT) foi a estréia, nesta segunda-feira, da novela PANTANAL. Isso mesmo caboclada, Pantanal, da Juma Marruá e Zé Inocencio. A obra prima do novelista Benedito Ruy Barbosa. Com uma esmagadora maioria de atores globais, que antes eram desconhecidos (muitos praticamente adolescentes) que hoje são astros graças a essa novela da extinta Manchete.

Me emocionei, juro. Foi muito bom acompanhar o primeiro capitulo dessa saga e pretendo seguir nessa rotina até o fim. O meu maior medo, citado lá em cima, é que o loco do Silvio mude de horário, como ele sempre faz ao seu bel prazer. Confesso que além de me emocionar eu ri. Ri ao ver atores como a Cassia Kiss (uma mulher da flor da idade) e o José Dumondt (O seu Miranda, do Filme 2 filhos de Francisco) sem uma ruga na cara. Claudio Marzo, Paulo Gorgulho... até a Nathalia Timberg era uma quase jovem. E a Carolina Ferraz então? Nem lembrava que ela participou da novela. Uma cara de guria (de fato devia ser uma adolescente na época)..

Bom, fica minha recomendação. Acompanhehm a novela PANTANAL e vejam como se faz uma novela gostosa de se ver. Isso, é claro, até a próxima mudança de humor do "seo" Silvio. Começa por volta das 22h.

04 junho 2008

amigos...

Deixa eu escrever uma coisa pra vocês. Falei sobre estar chateado que todos os meus leitores são amigos (segundo resultado da enquete que fiz). Não é bem por ai meus caros. Tenho muito orgulho de ser lido por todos vocês. Muito mesmo. Ser lido por alguém pelo simples fato de postar um texto é gratificante demais. Escrevo diariamente uma porção de matérias, por prazer também, mas especialmente por dever de ofício. Sou lido por milhares de pessoas todos os dias.

Pessoas que nunca vi, que por vezes não gostam do que escrevo e inclusive - volta e meia - metem o pau através do famoso "comunique erros" da Gazeta. Mas aqui não. Escrevo por prazer de divagar e sou presenteado sempre com a presença de poucos, mais bons amigos. O LG, por exemplo, exagera ao extremo com os elogios. Já mandei ele parar com, pois sou uma fraude mesmo hehehe. Mas ele não pára... só me resta agradecer o carinho de sempre. E sempre o prestigiar também, o que para mim é um grande prazer. A sua capacidade de se indignar (qualidade primordial num ser humano, segundo meu velho pai) nos faz repensar muitas coisas. Sintam a pressão acessando um dos seus blogs. Esse ou esse aqui.

Agora tenho a presença constante do Zé. Moçada, ceis precisavam ter visto o Zé quando ele entrou na Gazeta. Por ser estudante ainda, não é chamado de jornalista. Apenas de treinee, o que é uma puta injustiça. Se bem que ele não precisa desse rótulo, pois é um jornalista de mão cheia. O cara escreve muito bem. Seus escritos me remetem ao Luis Fernando Veríssimo e isso me agrada muito. Querem conhecer? Basta acessar o seu blog, relaiconado na lista logo ali à direita.

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Só para registro, fiz o Merengue da Tia Nair. Caboclada... coisa linda de se ver e saborear. Zé, da próxima vez tento salvar um pouco num potinho para te enviar hehehe.

30 maio 2008

influenciável...

Dia desses (dias mesmo, diria até meses ou quase anos) assisti a um programa chamado "Você é o que voceê come", que é veiculado pelo canal GNT (TV à cabo ou satélite). Fiquei chocado, assustado, pensativo, macambúzio, dei uma chacoalhada na cabeça e segui com minha vida. Esse fato foi mais uma prova inexorável de que sou um cara pouco influenciável.

Explicando melhor. Um gordo é eleito para ser "humilhado" em rede mundial de televisão. Notem que o humilhado ficou entre aspas e assim ficará. A apresentadora do programa é uma nutricionista (ou coisa assim) que pede ao eleito para anotar tudo - TUDO mesmo - que ele come durante uma semana. Salgadinhos, arroz feijão, carne e até o cafézinho no meio do expediente, tudo bem discriminado em KGs e MLs.

Com o relatório em mãos, a mulher pega todos esses alimentos e põe tudo sobre uma mesa. O convidado do programa é chamado e ao entrar na sala, tem a mesma reação que você terá ao ver a quantidade impressionante de alimentos que uma pessoa ingere durante uma semana. É chocante mesmo. Depois disso ela chega até a examinar a merda do caboclo (é, merda, cocô, fezes, etc), sem deixar de tecer mais comentários "constrangedores"(Olha as aspas ai de novo) sobre o cheiro e a consistência da bagaça.

Aí ela faz um novo cardápio (espalha numa mesa também), que se mostra mais colorido, mais verde e, por óbvio, mais nutritivo. Normalmalmente quem abraça o novo cardápio muda de vida, emagrece, fica mais saudável e até com o cocô mais cheiroso. Eu, infelizmente, nunca fui tocado tão profundamente pelo programa, pois continuo o mesmo relapso gastronomico de sempre. Ao invés de comer alface, fico pensando em detonar coisas gostosas.

Por exemplo, não vejo a hora de "produzir" uma sombremesa que aprendi lá em Prudentópolis. A receita é da minha querida Tia Nair, mãe de coração da minha amada Daniele. Quer saber o tamanho da minha doença gastronômica? Já comprei todos os ingredientes. Só falta o morango...

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Lembrete: Bem, como eu imaginava, apenas amigos e conhecidos leem meu blog. A enquete continua no ar para que vocês provem o contrário. De qualquer forma, dos cinco que participaram da enquete, apenas meu grande amigo LG, o crítico, comenta com frequência... Vamos lá meu povo, não deixem ele ficar se "gavando" sozinho

20 maio 2008

enquete...

Caros, gostaria de pedir que vocês participem da enquente que criei para analisar o perfil do meu leitor. Tenho uma média de 10 visitas por dia e me orgulho muito disso. Gostaria de saber quem é você, minha querida leitora (ou leitor). A enquete celebra a mudança de layout do blog "O Simprão".

Por favor, participem. Abraços e Segue o baile...

ps: Só para lembrar, a enquete está ali do lado direito da sua tela, embaixo do "Simprão Recomenda".

sonho de um fã...

Qual é o sonho de todo fã? Obviamente é conhecer seu ídolo. Eu já fiz isso, em meados de 1998, quando pela primeira vez consegui acesso aos camarins dos Engenheiros do Hawaii e pude cumprimentar, pegar autógrafo e tirar fotos com todos da banda, entre eles o líder Humberto Gessinger.

Em seguida, quando o jornalismo me conquistou/seduziu, passei a imaginar como seria entrevistar esse mesmo ídolo. Já entrevistei diversos músicos e inúmeros jogadores de futebol (o mestre Romário, entre outros). Mas nessa semana tive o prazer de entrevistar o Gessinger. Não cara a cara, tomando um chimarrão, mas valeu a pena. Não pude perguntar aquelas coisas que todo fã gostaria, mas acho que fiz um bom trabalho.

Cliquem AQUI e me dêem suas opiniões. Gostaram da entrevista? Deixa um alô aí nos comentários. Lembrando que a matéria saiu no Caderno G da Gazeta do Povo Online dessa terça-feira (19). o Show acontece na quarta-feira aqui em Curitiba.

14 maio 2008

pubicidade genial...

Pessoal, queria ter comentado isso ainda no domingo, mas preferi postar o texto sobre o Almir Sater. Mas hoje retomo a idéia que tive.

Provavelmente muitos de vocês acompanharam toda a polêmica envolvendo o novo shopping de Curitiba, localizado no bairro Portão. A falta de avarás e liberação dos Bombeiros complicou a vida dos donos do Palladium, mas para mim não foi isso que chamou mais a atenção.

Espalhados por toda cidade, outdoors traziam uma arte bem simples, mas com dizeres brilhantes nas minha modesta opinião. Era assim: "Caríssimo Palladium, seja bem vindo. Shopping Total, tem descontos e muito mais". A coisa toda foi genial. Têm publicitários por aí que merecem um aumento de salário. Gostei mesmo. A sacada foi genial. Aliás, falando um shoppings de decontos, as propagandas do Total são sempre boas, mas não tão boas quanto as do "rival" Polloshop.

Lembro bem que na época da Faculdade existia uma rixa entre jornalistas e publicitários. Confesso que abracei a causa e passei a odiar publicitários (hehehe, brincadeira), mas hoje reconheço a criatividade de alguns caboclos. Na TV a cabo, por exemplo, o programa "Na hora do intervalo" é um dos meus preferidos, pois traz as propagandas mais geniais do mundo. Para quem pode, vale a pena ver. Passa no Multishow.

12 maio 2008

aula de viola...

Então... normalmente eu posto aqui algumas matérias sobre duplas sertanejas que ninguém conhece. Dessa vez, atire a primeira pedra o caboclo que nunca ouviu falar do grande mestre violeiro Almir Sater. Então, bati um amistoso papo com ele na última semana e para esta semana preprarei o texto que está postado aí embaixo.

O cara é fera. Além de um puta violeiro, é boa gente e de conversa fácil. Proseamos por alguns minutos - não por vários por "N" motivos, entre eles uma bateria de celular acabando. Mas rendeu legal e tentei reproduzir com o máximo de cuidado para deixar claro que o show dele na próxima quarta-feira no teatro Guaíra, aqui em Curitiba, será imperdível. Musicalmente e pessoalmente, já que o papo e os causos certamente vão rolar, sempre acompanhados do som delicioso da viola.

Vocês como bons amigos, e eu como um bom político, vamos entrar num acordo. Dá um cliquezinho no link que lhes remete à matéria publicada na Gazeta do Povo Online - Caderno G. Assim vocês ajudam o tio Dudu a ganhar uns views e moral com a chefia. hahaha.

Clique AQUI para ler a matéria

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Almir Sater volta a Curitiba e dá "aula de viola" no Teatro Guaíra
Violeiro sul-matogrossense traz músicas do seu último CD, além de "modas" consagradas da sua carreira11/05/2008 00:00 Eduardo Luiz Klisiewicz

O palco do Teatro Guaira recebe na próxima quarta-feira (14) mais uma aula de viola caipira, musicalidade e talento. O artista – na melhor acepção da palavra – Almir Sater volta à Curitiba para apresentar algumas das canções do seu último CD “7 Sinais” (gravado em 2006), além de presentear o público com suas mais famosas e tradicionais “modas” de viola, como “Tocando em frente”, “Chalana” e “Um violeiro toca”.

A apresentação será no Teatro Guaíra e ainda há ingresssos disponíveis.

Sem rótulos, só música

É bem difícil encontrar alguém que não saiba pelo menos um trecho , por exemplo, da música “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira. Seja em profiles do Orkut, nick names do Messenger ou citações esporádicas, frases como “Ando devagar, porque já tive pressa. E levo esse sorriso, porque já chorei demais” fazem parte do dia-a-dia da maioria dos brasileiros, admiradores ou não das músicas regionais, caipiras ou outro rótulo qualquer.

Hoje, cerca de 30 anos depois que o jovem Almir largou a faculdade de Direito e se encantou com o som carinhoso e companheiro da viola de 10 cordas, a música produzida por ele não ganha mais rótulos, mas chega, na verdade a agrupar muitos deles. É MPB para muitos, caipira para outro tanto e sertanejo por alguns. Mas música de qualidade para todos.

Discípulo do saudoso Tião Carreiro – ídolo de 10 em cada 10 violeiros (sem qualquer receio de exagerar) – Sater relembra com carinho a influência do velho Tião. “Ele foi inspirador de todos da minha geração. Para mim foi decisivo conhecer um violeiro popular, vindo do Norte de Minas, que trabalhou até em circo para chegar onde chegou. O Tião tinha um toque diferenciado, que trazia a fusão do samba com a musica caipira, influenciada com música portuguesa”.

Sem ser radical em relação a novas tecnologias e sons, Almir conserva o bom gosto sertanejo e a tradicional moda de viola, que para muitos remete a alguém ou algum lugar que ficou no passado, mas segue vivo na memória.

Violeiro viajante volta a Curitiba

Novamente em Curitiba, o violeiro resgata a fama de cidade laboratório daqui. “É sempre muito bom tocar aqui. O povo curitibano tem muito bom gosto e Curitiba é famosa pelo seu ponto de vista artístico crítico e de bom gosto. É um prazer estar de volta”.

Sobre o show desta quarta-feira, o músico fala um pouco mais sobre o que está preparando para os fãs curitibanos. “Meus shows são sempre baseados nas minhas canções. Esse é musicalmente um pouco diferente, pois estou trabalhando com acordeom e o baixo acústico, o que é uma novidade. As músicas são minhas músicas. Sou um compositor, um violeiro”.

“Caseiro” por opção, o músico, instrumentista, compositor e cantor sul-matogrossense vira um simples violeiro viajante para garantir conforto e boa vida para os filhos. Apesar de já ter declarado preferir sua fazenda no Mato Grosso do Sul, Sater hoje fixou residência em uma acolhedora casa de campo na Serra da Cantareira, em São Paulo, onde é vizinho do amigo e também grande artista Renato Teixeira.

Criador de gado nas horas vagas, ele lembra que apesar de enorme prazer que lhe proporciona, tocar ainda é sua profissão. “É o meu trabalho. Cria a minha família. É muito prazeroso, mas também tem suas responsabilidades e seus espinhos. Mas vivo da música e gosto muito disso”.

Futuro jogado “nas cordas”

Depois de construir uma carreira sólida e premiada, Sater atingiu sua maturidade como letrista, mas está longe de alcançar essa mesma maturidade como instrumentista. “Sou menino ainda. Tenho muito a tocar. Muita inspiração ainda vai baixar em mim (risos)”.

Almir Sater revela à Gazeta do Povo seu desejo de mergulhar ainda mais no som instrumental. “Sou um violeiro. A maior vitrine que obtive, oque mais me ajudou s ser o que sou hoje foi a viola. Pelo menos 40% do meu show é instrumental e muitas pessoas vão às minhas apresentações justamente buscando o som de viola”.

Um trabalho preferencialmente autoral, 100% instrumental, pode ser o próximo passo de sua carreira. “Eu trabalho muito com motivação. A hora que algo novo me motivar, eu vou e gravo. Estou bem propenso a fazer um trabalho mais instrumental. Com a banda atual tenho tocado muito aqui em casa. Tenho pensando muito, afinal são toques únicos e valiosos”.

Clique AQUI para ler a matéria

08 maio 2008

mais sangue novo sertanejo...

Pegando carona naquela minha mania insuportável de enrolar vocês, vou postar aqui um texto que fiz para o Caderno G da Gazeta do Povo. Dei uma adaptada, pois o show aconteceu nesta quarta-feira. Enfim... os caras são bons pracas... valeu a pena, apesar do frio lascado que estava na cidade e pela pouca presença feminina na Woods (para desgosto dos meus amigos Karlos e Ewandro). Eu, feliz e faceiro com minha Daniele.

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Motivados pelo recém lançado DVD ao vivo, gravado em Uberlândia-MG no começo do ano, a dupla Luiz Cláudio e Giuliano trouxe sua criatividade, boas letras, talento musical e potência vocal para o palco do Wood’s Acoustic Country Bar, em Curitiba.

Diferente de muitas duplas sertanejas, que apenas interpretam canções, Luiz Cláudio e Giuliano são artistas completos. Além de instrumentistas, ambos são compositores de sucesso e Giuliano vem se tornando um dos grandes produtores do meio sertanejo no Brasil.

Com a caneta na mão, Luiz Cláudio – que também se destaca pela belíssima voz - escreveu algumas das canções de maior sucesso do grupo Só Pra Contrariar – de quem foi backing vocal – na década de 90, compôs músicas que foram gravadas por outras duplas, como Gian e Giovani, Chrystian e Ralf e Leandro e Leonardo, além de dividir algumas composições com os padrinhos Bruno e Marrone.

Aliás, um dos pontos altos do novo trabalho é justamente a canção Meu Segredo, que traz uma parceria irresistível entre as duas duplas. Tanto Bruno, quanto Luiz Cláudio, possuem uma característica muito importante para um bom cantor: eles sentem a música e transmitem emoção. Em “Meu Segredo”, por exemplo, o refrão traz um registro emocionante no quesito interpretação de ambos.

Giuliano já produziu vários CDs, entre eles os trabalhos das duplas Gian e Giovani, Mato Grosso e Mathias, Guilherme e Santiago, além do grupo Asa de Águia e da cantora Roberta Miranda. Também é compositor e assina diversas letras do repertório da dupla.

CD que vale o preço

As “boas coisas” do CD ao vivo da dupla, lançado ano passado, não param por aí. “Olhe pra nós dois” e “Eu quero te amar” são de uma beleza que vale por todo o trabalho, que traz ainda a irresistível “Eu sou peão”. Essa música, mais no estilo country agitado, levou a dupla ao sucesso nacional em 2005 como trilha da novela América.

Neste último trabalho, a dupla fez questão de resgatar as boas “modas” sertanejas do passado, passeando pelo clássico “Fuscão preto”, de Almir Rogério, até a boêmia “Som de cristal”, gravada pela dupla Joaquim e Manuel. Relembrou também “Se deus me ouvisse” e “Sorriso mudo” de Chitãozinho e Xororó, e “Só mais uma vez”, cantada por Gilberto e Gilmar.

Clique AQUI para ler a matéria original e AQUI para acessar o site dos caras.

29 abril 2008

papo de busão, o retorno...

Sou assinante da editora Abril. Hoje tenho assinaturas da VIP e também da Playboy. (Já tive da Exame e da Superinteressante). Gosto de ler revistas. Acho um tipo de jornalismo bacana, que pode ao mesmo tempo oferecer reportagens especiais de cinco, sei, dez páginas, como pode trazer uma porção de informações por intermédio de notinhas espalhadas por uma página só. Um exemplo do jornalismo pizza é a Revista da Semana. É uma semanário que traz pequenos textos explicando os fatos mais importantes dos sete dias anteriores.

Morro de vontade de assinar esse periódico (e até devo fazê-lo um dia), pois gosto de saber um pouco de tudo, mesmo que não faça parte do meu dia-a-dia. Mas dai me lembro dos professores da faculdade dizendo que não se pode viver da cultura da pizza, afinal o bom jornalista precisa saber bastante sobre tudo. Não sei se concordo com isso.

Introduzo-os esse textículo para relatar-lhes mais um Papo de Busão.

Voltando para casa com a Serpente Rubra (Alias, outro dia comento mais sobre o bi-articulado e o modo "carrega gado" que os motoristas dirigem estes ônibus) fiquei atento ao papo de três garotas que embarcaram na Estação Passeio Público.

Logo do embarque pesquei o finalzinho de uma conversa entre duas delas. Acho que ouvi o que eu ouvi, mas prefiro acreditar que o cansaço e a música Deslizes, do Fagner (que eu cantarolava mentalmente) tinham atrapalhado minha compreensão.

- Ah guria... cansei, sabe?
- Não acredito.
- É. Acho que foi incompatibilidade de gêneses. Ele era muito grudento. Eu só queria zuar.
- Você é doida.
- Porque?
- O Maikon fazia de tudo por você?
- Mas andava de Inter 2 (Gargalhadas).

A conversa entre as moçoilas continuou e aí chego ao ponto que eu queria. Uma delas, posando de "por dentro" de tudo, disparou:

- Não acredito. Você viu aquele apresentador que foi preso? Que foda né.
- Quem? O que rolou?
- Aquele Ricardo Simões... que foi prefeito. Tava na Band eu acho. Foi preso tentanto roubar 150 mil da rádio que ele trabalhava. Foda meu. Se ferrou.
- (...) Nossa...

Num piscar de olhos, num espirro da estudante cansada sentado na cadeira próxima à porta 3 ou em mais uma freada brusca no motorista louco, a menina emenda.

- E foi o pai mesmo.
- Sério?
- Aham. Confessou.
- E a madrastra?
- Vagabunda. Estrangulou.

Numa virada de página da Revista da Semana...

- Nada do Padre?
- Já era. Vi na tv que ele foi visto perto de Floripa.
- Nossa. Floripa é um tesão.
- Nem fale. Lá que conheci o Maikon. Fomos de busão.