30 maio 2008

influenciável...

Dia desses (dias mesmo, diria até meses ou quase anos) assisti a um programa chamado "Você é o que voceê come", que é veiculado pelo canal GNT (TV à cabo ou satélite). Fiquei chocado, assustado, pensativo, macambúzio, dei uma chacoalhada na cabeça e segui com minha vida. Esse fato foi mais uma prova inexorável de que sou um cara pouco influenciável.

Explicando melhor. Um gordo é eleito para ser "humilhado" em rede mundial de televisão. Notem que o humilhado ficou entre aspas e assim ficará. A apresentadora do programa é uma nutricionista (ou coisa assim) que pede ao eleito para anotar tudo - TUDO mesmo - que ele come durante uma semana. Salgadinhos, arroz feijão, carne e até o cafézinho no meio do expediente, tudo bem discriminado em KGs e MLs.

Com o relatório em mãos, a mulher pega todos esses alimentos e põe tudo sobre uma mesa. O convidado do programa é chamado e ao entrar na sala, tem a mesma reação que você terá ao ver a quantidade impressionante de alimentos que uma pessoa ingere durante uma semana. É chocante mesmo. Depois disso ela chega até a examinar a merda do caboclo (é, merda, cocô, fezes, etc), sem deixar de tecer mais comentários "constrangedores"(Olha as aspas ai de novo) sobre o cheiro e a consistência da bagaça.

Aí ela faz um novo cardápio (espalha numa mesa também), que se mostra mais colorido, mais verde e, por óbvio, mais nutritivo. Normalmalmente quem abraça o novo cardápio muda de vida, emagrece, fica mais saudável e até com o cocô mais cheiroso. Eu, infelizmente, nunca fui tocado tão profundamente pelo programa, pois continuo o mesmo relapso gastronomico de sempre. Ao invés de comer alface, fico pensando em detonar coisas gostosas.

Por exemplo, não vejo a hora de "produzir" uma sombremesa que aprendi lá em Prudentópolis. A receita é da minha querida Tia Nair, mãe de coração da minha amada Daniele. Quer saber o tamanho da minha doença gastronômica? Já comprei todos os ingredientes. Só falta o morango...

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Lembrete: Bem, como eu imaginava, apenas amigos e conhecidos leem meu blog. A enquete continua no ar para que vocês provem o contrário. De qualquer forma, dos cinco que participaram da enquete, apenas meu grande amigo LG, o crítico, comenta com frequência... Vamos lá meu povo, não deixem ele ficar se "gavando" sozinho

20 maio 2008

enquete...

Caros, gostaria de pedir que vocês participem da enquente que criei para analisar o perfil do meu leitor. Tenho uma média de 10 visitas por dia e me orgulho muito disso. Gostaria de saber quem é você, minha querida leitora (ou leitor). A enquete celebra a mudança de layout do blog "O Simprão".

Por favor, participem. Abraços e Segue o baile...

ps: Só para lembrar, a enquete está ali do lado direito da sua tela, embaixo do "Simprão Recomenda".

sonho de um fã...

Qual é o sonho de todo fã? Obviamente é conhecer seu ídolo. Eu já fiz isso, em meados de 1998, quando pela primeira vez consegui acesso aos camarins dos Engenheiros do Hawaii e pude cumprimentar, pegar autógrafo e tirar fotos com todos da banda, entre eles o líder Humberto Gessinger.

Em seguida, quando o jornalismo me conquistou/seduziu, passei a imaginar como seria entrevistar esse mesmo ídolo. Já entrevistei diversos músicos e inúmeros jogadores de futebol (o mestre Romário, entre outros). Mas nessa semana tive o prazer de entrevistar o Gessinger. Não cara a cara, tomando um chimarrão, mas valeu a pena. Não pude perguntar aquelas coisas que todo fã gostaria, mas acho que fiz um bom trabalho.

Cliquem AQUI e me dêem suas opiniões. Gostaram da entrevista? Deixa um alô aí nos comentários. Lembrando que a matéria saiu no Caderno G da Gazeta do Povo Online dessa terça-feira (19). o Show acontece na quarta-feira aqui em Curitiba.

14 maio 2008

pubicidade genial...

Pessoal, queria ter comentado isso ainda no domingo, mas preferi postar o texto sobre o Almir Sater. Mas hoje retomo a idéia que tive.

Provavelmente muitos de vocês acompanharam toda a polêmica envolvendo o novo shopping de Curitiba, localizado no bairro Portão. A falta de avarás e liberação dos Bombeiros complicou a vida dos donos do Palladium, mas para mim não foi isso que chamou mais a atenção.

Espalhados por toda cidade, outdoors traziam uma arte bem simples, mas com dizeres brilhantes nas minha modesta opinião. Era assim: "Caríssimo Palladium, seja bem vindo. Shopping Total, tem descontos e muito mais". A coisa toda foi genial. Têm publicitários por aí que merecem um aumento de salário. Gostei mesmo. A sacada foi genial. Aliás, falando um shoppings de decontos, as propagandas do Total são sempre boas, mas não tão boas quanto as do "rival" Polloshop.

Lembro bem que na época da Faculdade existia uma rixa entre jornalistas e publicitários. Confesso que abracei a causa e passei a odiar publicitários (hehehe, brincadeira), mas hoje reconheço a criatividade de alguns caboclos. Na TV a cabo, por exemplo, o programa "Na hora do intervalo" é um dos meus preferidos, pois traz as propagandas mais geniais do mundo. Para quem pode, vale a pena ver. Passa no Multishow.

12 maio 2008

aula de viola...

Então... normalmente eu posto aqui algumas matérias sobre duplas sertanejas que ninguém conhece. Dessa vez, atire a primeira pedra o caboclo que nunca ouviu falar do grande mestre violeiro Almir Sater. Então, bati um amistoso papo com ele na última semana e para esta semana preprarei o texto que está postado aí embaixo.

O cara é fera. Além de um puta violeiro, é boa gente e de conversa fácil. Proseamos por alguns minutos - não por vários por "N" motivos, entre eles uma bateria de celular acabando. Mas rendeu legal e tentei reproduzir com o máximo de cuidado para deixar claro que o show dele na próxima quarta-feira no teatro Guaíra, aqui em Curitiba, será imperdível. Musicalmente e pessoalmente, já que o papo e os causos certamente vão rolar, sempre acompanhados do som delicioso da viola.

Vocês como bons amigos, e eu como um bom político, vamos entrar num acordo. Dá um cliquezinho no link que lhes remete à matéria publicada na Gazeta do Povo Online - Caderno G. Assim vocês ajudam o tio Dudu a ganhar uns views e moral com a chefia. hahaha.

Clique AQUI para ler a matéria

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Almir Sater volta a Curitiba e dá "aula de viola" no Teatro Guaíra
Violeiro sul-matogrossense traz músicas do seu último CD, além de "modas" consagradas da sua carreira11/05/2008 00:00 Eduardo Luiz Klisiewicz

O palco do Teatro Guaira recebe na próxima quarta-feira (14) mais uma aula de viola caipira, musicalidade e talento. O artista – na melhor acepção da palavra – Almir Sater volta à Curitiba para apresentar algumas das canções do seu último CD “7 Sinais” (gravado em 2006), além de presentear o público com suas mais famosas e tradicionais “modas” de viola, como “Tocando em frente”, “Chalana” e “Um violeiro toca”.

A apresentação será no Teatro Guaíra e ainda há ingresssos disponíveis.

Sem rótulos, só música

É bem difícil encontrar alguém que não saiba pelo menos um trecho , por exemplo, da música “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira. Seja em profiles do Orkut, nick names do Messenger ou citações esporádicas, frases como “Ando devagar, porque já tive pressa. E levo esse sorriso, porque já chorei demais” fazem parte do dia-a-dia da maioria dos brasileiros, admiradores ou não das músicas regionais, caipiras ou outro rótulo qualquer.

Hoje, cerca de 30 anos depois que o jovem Almir largou a faculdade de Direito e se encantou com o som carinhoso e companheiro da viola de 10 cordas, a música produzida por ele não ganha mais rótulos, mas chega, na verdade a agrupar muitos deles. É MPB para muitos, caipira para outro tanto e sertanejo por alguns. Mas música de qualidade para todos.

Discípulo do saudoso Tião Carreiro – ídolo de 10 em cada 10 violeiros (sem qualquer receio de exagerar) – Sater relembra com carinho a influência do velho Tião. “Ele foi inspirador de todos da minha geração. Para mim foi decisivo conhecer um violeiro popular, vindo do Norte de Minas, que trabalhou até em circo para chegar onde chegou. O Tião tinha um toque diferenciado, que trazia a fusão do samba com a musica caipira, influenciada com música portuguesa”.

Sem ser radical em relação a novas tecnologias e sons, Almir conserva o bom gosto sertanejo e a tradicional moda de viola, que para muitos remete a alguém ou algum lugar que ficou no passado, mas segue vivo na memória.

Violeiro viajante volta a Curitiba

Novamente em Curitiba, o violeiro resgata a fama de cidade laboratório daqui. “É sempre muito bom tocar aqui. O povo curitibano tem muito bom gosto e Curitiba é famosa pelo seu ponto de vista artístico crítico e de bom gosto. É um prazer estar de volta”.

Sobre o show desta quarta-feira, o músico fala um pouco mais sobre o que está preparando para os fãs curitibanos. “Meus shows são sempre baseados nas minhas canções. Esse é musicalmente um pouco diferente, pois estou trabalhando com acordeom e o baixo acústico, o que é uma novidade. As músicas são minhas músicas. Sou um compositor, um violeiro”.

“Caseiro” por opção, o músico, instrumentista, compositor e cantor sul-matogrossense vira um simples violeiro viajante para garantir conforto e boa vida para os filhos. Apesar de já ter declarado preferir sua fazenda no Mato Grosso do Sul, Sater hoje fixou residência em uma acolhedora casa de campo na Serra da Cantareira, em São Paulo, onde é vizinho do amigo e também grande artista Renato Teixeira.

Criador de gado nas horas vagas, ele lembra que apesar de enorme prazer que lhe proporciona, tocar ainda é sua profissão. “É o meu trabalho. Cria a minha família. É muito prazeroso, mas também tem suas responsabilidades e seus espinhos. Mas vivo da música e gosto muito disso”.

Futuro jogado “nas cordas”

Depois de construir uma carreira sólida e premiada, Sater atingiu sua maturidade como letrista, mas está longe de alcançar essa mesma maturidade como instrumentista. “Sou menino ainda. Tenho muito a tocar. Muita inspiração ainda vai baixar em mim (risos)”.

Almir Sater revela à Gazeta do Povo seu desejo de mergulhar ainda mais no som instrumental. “Sou um violeiro. A maior vitrine que obtive, oque mais me ajudou s ser o que sou hoje foi a viola. Pelo menos 40% do meu show é instrumental e muitas pessoas vão às minhas apresentações justamente buscando o som de viola”.

Um trabalho preferencialmente autoral, 100% instrumental, pode ser o próximo passo de sua carreira. “Eu trabalho muito com motivação. A hora que algo novo me motivar, eu vou e gravo. Estou bem propenso a fazer um trabalho mais instrumental. Com a banda atual tenho tocado muito aqui em casa. Tenho pensando muito, afinal são toques únicos e valiosos”.

Clique AQUI para ler a matéria

08 maio 2008

mais sangue novo sertanejo...

Pegando carona naquela minha mania insuportável de enrolar vocês, vou postar aqui um texto que fiz para o Caderno G da Gazeta do Povo. Dei uma adaptada, pois o show aconteceu nesta quarta-feira. Enfim... os caras são bons pracas... valeu a pena, apesar do frio lascado que estava na cidade e pela pouca presença feminina na Woods (para desgosto dos meus amigos Karlos e Ewandro). Eu, feliz e faceiro com minha Daniele.

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Motivados pelo recém lançado DVD ao vivo, gravado em Uberlândia-MG no começo do ano, a dupla Luiz Cláudio e Giuliano trouxe sua criatividade, boas letras, talento musical e potência vocal para o palco do Wood’s Acoustic Country Bar, em Curitiba.

Diferente de muitas duplas sertanejas, que apenas interpretam canções, Luiz Cláudio e Giuliano são artistas completos. Além de instrumentistas, ambos são compositores de sucesso e Giuliano vem se tornando um dos grandes produtores do meio sertanejo no Brasil.

Com a caneta na mão, Luiz Cláudio – que também se destaca pela belíssima voz - escreveu algumas das canções de maior sucesso do grupo Só Pra Contrariar – de quem foi backing vocal – na década de 90, compôs músicas que foram gravadas por outras duplas, como Gian e Giovani, Chrystian e Ralf e Leandro e Leonardo, além de dividir algumas composições com os padrinhos Bruno e Marrone.

Aliás, um dos pontos altos do novo trabalho é justamente a canção Meu Segredo, que traz uma parceria irresistível entre as duas duplas. Tanto Bruno, quanto Luiz Cláudio, possuem uma característica muito importante para um bom cantor: eles sentem a música e transmitem emoção. Em “Meu Segredo”, por exemplo, o refrão traz um registro emocionante no quesito interpretação de ambos.

Giuliano já produziu vários CDs, entre eles os trabalhos das duplas Gian e Giovani, Mato Grosso e Mathias, Guilherme e Santiago, além do grupo Asa de Águia e da cantora Roberta Miranda. Também é compositor e assina diversas letras do repertório da dupla.

CD que vale o preço

As “boas coisas” do CD ao vivo da dupla, lançado ano passado, não param por aí. “Olhe pra nós dois” e “Eu quero te amar” são de uma beleza que vale por todo o trabalho, que traz ainda a irresistível “Eu sou peão”. Essa música, mais no estilo country agitado, levou a dupla ao sucesso nacional em 2005 como trilha da novela América.

Neste último trabalho, a dupla fez questão de resgatar as boas “modas” sertanejas do passado, passeando pelo clássico “Fuscão preto”, de Almir Rogério, até a boêmia “Som de cristal”, gravada pela dupla Joaquim e Manuel. Relembrou também “Se deus me ouvisse” e “Sorriso mudo” de Chitãozinho e Xororó, e “Só mais uma vez”, cantada por Gilberto e Gilmar.

Clique AQUI para ler a matéria original e AQUI para acessar o site dos caras.

29 abril 2008

papo de busão, o retorno...

Sou assinante da editora Abril. Hoje tenho assinaturas da VIP e também da Playboy. (Já tive da Exame e da Superinteressante). Gosto de ler revistas. Acho um tipo de jornalismo bacana, que pode ao mesmo tempo oferecer reportagens especiais de cinco, sei, dez páginas, como pode trazer uma porção de informações por intermédio de notinhas espalhadas por uma página só. Um exemplo do jornalismo pizza é a Revista da Semana. É uma semanário que traz pequenos textos explicando os fatos mais importantes dos sete dias anteriores.

Morro de vontade de assinar esse periódico (e até devo fazê-lo um dia), pois gosto de saber um pouco de tudo, mesmo que não faça parte do meu dia-a-dia. Mas dai me lembro dos professores da faculdade dizendo que não se pode viver da cultura da pizza, afinal o bom jornalista precisa saber bastante sobre tudo. Não sei se concordo com isso.

Introduzo-os esse textículo para relatar-lhes mais um Papo de Busão.

Voltando para casa com a Serpente Rubra (Alias, outro dia comento mais sobre o bi-articulado e o modo "carrega gado" que os motoristas dirigem estes ônibus) fiquei atento ao papo de três garotas que embarcaram na Estação Passeio Público.

Logo do embarque pesquei o finalzinho de uma conversa entre duas delas. Acho que ouvi o que eu ouvi, mas prefiro acreditar que o cansaço e a música Deslizes, do Fagner (que eu cantarolava mentalmente) tinham atrapalhado minha compreensão.

- Ah guria... cansei, sabe?
- Não acredito.
- É. Acho que foi incompatibilidade de gêneses. Ele era muito grudento. Eu só queria zuar.
- Você é doida.
- Porque?
- O Maikon fazia de tudo por você?
- Mas andava de Inter 2 (Gargalhadas).

A conversa entre as moçoilas continuou e aí chego ao ponto que eu queria. Uma delas, posando de "por dentro" de tudo, disparou:

- Não acredito. Você viu aquele apresentador que foi preso? Que foda né.
- Quem? O que rolou?
- Aquele Ricardo Simões... que foi prefeito. Tava na Band eu acho. Foi preso tentanto roubar 150 mil da rádio que ele trabalhava. Foda meu. Se ferrou.
- (...) Nossa...

Num piscar de olhos, num espirro da estudante cansada sentado na cadeira próxima à porta 3 ou em mais uma freada brusca no motorista louco, a menina emenda.

- E foi o pai mesmo.
- Sério?
- Aham. Confessou.
- E a madrastra?
- Vagabunda. Estrangulou.

Numa virada de página da Revista da Semana...

- Nada do Padre?
- Já era. Vi na tv que ele foi visto perto de Floripa.
- Nossa. Floripa é um tesão.
- Nem fale. Lá que conheci o Maikon. Fomos de busão.

21 abril 2008

som bom pracas...

Minha gente querida. Sei que na hora em que eu mais preciso atualizar esse blog (quando pessoas que nao sao minhas amigas comentam) eu falho. Mas tudo bem. To de folga do trabalho e sem internet em casa, entao a missao de atualizar (em um teclado onde NAO tem o acento TIL) fica bem mais difícil. Mas, para nao deixar tudo às moscas por aqui, replico uma resenha que fiz do CD de uma dupla sertaneja aqui de Curitiba. Os pias, Alvaro e Daniel, sao bem bons. O texto saiu no Caderno G da Gazeta do Povo Online. Se quiserem clicar no link para me gerar views, agradeço hehehe.

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A música brasileira é de uma riqueza tão grande que não carece mais de elogios e citações, tamanho o respeito que conquistou ao longo dos anos. Alguns estilos musicais, como o sertanejo, ainda enfrentam barreiras de preconceito que não condizem com o ecletismo musical brasileiro. O país, mais especificamente algumas cidades como Curitiba, vive chamadas “ondas” de determinados estilos musicais. Mas é bom não confundir com “moda”, que neste caso teria um tom pejorativo.

O “Sertanejo Universitário”, estilo que ganhou o país pelos seus quase pioneiros João Bosco e Vinicius e Cesar Menotti e Fabiano, tem recebido o apoio de mais adeptos a cada ano e artistas que antes se escondiam em bares, churrascarias e boates da cidade, agora podem mostrar seus trabalhos. É o caso de Alvaro e Daniel, que se juntaram há dois anos em Curitiba – cidade de gosto musical “refinado” – mas que aos poucos (queiram ou não) tornou-se um pólo musical deste estilo nas regiões sul e sudeste do país.

DVD Ao vivo

Graças à expansão das casas especializadas em sertanejo e country, hoje é possível escutar em várias rádios da cidade o som da dupla Alvaro e Daniel. Em agosto de 2007 a dupla gravou um DVD no Victoria Villa e neste dia 16 de abril o produto final será lançado no mercado regional

A aposta, de início, é na música “Aqui é seu lugar”, já executada nas rádios de Curitiba há várias semanas. Trata-se de uma moda bem bacana e me arrisco dizer que é uma das melhores desta compilação. Para quem gosta de música romântica, é um prato cheio. Mesmo. Fala de um caboclo que vê uma amizade bonita se transformar em amor. O diferencial é a inclusão da sanfona (ou gaita para alguns) na melodia, o que dá um tom regional e um ritmo muito gostoso.

Ouvi o CD promocional algumas vezes e na penúltima delas fiz algumas considerações para escrever esse texto. Deixei meus escritos de lado e quase uma semana depois ouvi o disco novamente e resolvi terminar minha análise. Nesta última vez fui surpreendido por detalhes que tinham passados desapercebidamente das outras vezes, e isso me deixou bastante satisfeito.
Isso porque algumas das músicas surpreendem com o passar do tempo. É o caso de “Apaga tudo”, que como boa parte delas (não adianta fugir) fala de alguém apaixonado que tenta um recomeço. A letra é bonita e durante os 4min32seg de música, a alternância de ritmos deixa a melodia envolvente.


O disco conta com duas participações especiais. Na primeira delas, “Clarão da Lua”, o vocalista do grupo regional Garotos de Ouro, Victor, garante um tempero muito interessante na música. Novamente a sanfona aparece para deixar tudo “mais colorido”. Na outra participação, a dupla Leo e Giba canta com Alvaro e Daniel na música “Quanto tempo”.

Nas regravações, destaque para “Solidão por perto”, música gravada no último LP/CD da dupla Leandro e Leonardo (O Sonhador, 1996). Canção descontraída e bem leve. A outra é “Pura Magia”, que ficou famosa no meio pela voz da dupla João Neto e Frederico, que na semana passada fez show em Curitiba. É, sem dúvida, uma das músicas imperdíveis deste trabalho.

Ainda falando em regravações, um pout-pouri de “modas” antigas dá o sabor que faltava ao disco e apresenta ao público a versatilidade e talento de Daniel no comando de uma viola. “Sonhei com você”, de Milionário e José Rico, “Paredes Azuis”, famosa na voz de João Mineiro e Marciano, e “Liguei pra dizer que te amo”, que ganhou fama na voz de Alan e Aladim, são cantadas com muito entusiasmo pelo público.

Outras músicas românticas dão o ritmo e a “cara do sertanejo” ao DVD. Destaco “Meu sentimento” e “Eu amo você demais”, que para mim talvez seja a música mais bonita deste trabalho.

Por último, e certamente não menos importante, cito a música “Cowboy Solteiro”, que abre o DVD e é definitivamente a marca da dupla. Música de maior sucesso de Alvaro e Daniel em suas curtas carreiras. Apesar da letra simplória, o ritmo e o refrão deixam o público ligado.
São 22 músicas e DVD Ao vivo de Alvaro e Daniel é uma ótima pedida para quem gosta de sertanejo e vale um pouco mais por ter sido feito por “gente” de Curitiba.


Clique aqui e confira a matéria original.

11 abril 2008

felicidade...

Como medir a felicidade do caboclo? As vezes achamos que alguém é mais feliz que a gente pelo simples fato "dele" ter o que não temos, fazer o que não fazemos ou estar sempre onde não podemos estar - seja por falta de dinheiro, tempo, conhecimento e oportunidade.

Tu vê um cabra andando de jetsky na praia e acha que ele tá bem pra caralho, queimando dinheiro e curtindo a vida. Dai você se pára, pensa e reclama para si mesmo que ralar que nem um camêlo e ter que dar todo o dinheiro suado para o banco (só para cobrir os juros do cheque especial) é coisa de loser. Curiosamente, depois de chutar uma carcaça de coco verde para longe ao desabafar, olha para o lado e vê um casal de velhinhos chupando um picolé apoiados sob suas bicicletas, à toa e dando gargalhadas, tirando um sarro da vida e rindo do idiota de jetsky que acabou de tomar um "caldo".

Nessa semana fui ao Woods bar. O boteco é no meu bairro há anos e nunca tinha ido. Ganhei um par de ingressos e fui com minha amada curtir um show sertanejo. Chegando lá - dois observadores que somos - eu e a muié ficamos acompanhando o movimento do povão. Numa mesinha logo à nossa frente, uma turma de amigos festejava com uma garrafa de Red Label vazia e uma de Black por acabar. Minutos depois o garçon traz um Green Label.

Confesso que fiquei com inveja. Não pela cachaça, afinal não bebo. Mas fiz os cálculos e conclui que para um caboclo comprar garrafas de whiskys 8, 12 e 15 anos, é um privilégio de poucos. O cara temque ter bala na agulha. Pensei que seria bom torrar aproximadamente uns 600 reais só em whisky com os amigos, sem se preocupar com o carnê das Casas Bahia.

Mas logo depois de sentir esse tipo de inveja (vale lembrar que não faltavam belas mulheres ao redor da mesa) - larguei mão de pensar assim. Olhei logo a minha frente, mais precisamente entre meus braços, e vi mulher da minha vida me olhar sorrindo. Antes de me dar um beijo carinhoso, disse que amava e que não sabia mais viver sem mim.

No palco a moda sertaneja rolava solta e deixava o clima mais agradável. O calor da minha gata, seu cheiro indescritível (que fazia o ar fétido de cigarro do local desaparecer), sem hálito, sua sensualidade e sua singeleza.

Dá para parar e pensar: Como fui burro ao pensar, por um instante sequer ao pensar assim.

Sou burro por não ter o discernimento de perceber que a felicidade não pode ser medida por cifrões. Sendo assim, resolvi dar o troco. Não fiquei um segundo sequer sem cobrir minha Daniele de beijos e carinhos. O caboclo do whisky, tenho certeza - se nos percebeu, se resolveu fazer parte das minhas viagens literárias - olhou e pensou: "Meu dinheiro não consegue um beijo daqueles". Se ele não pensou assim, pensei por nós dois.

02 abril 2008

i am david...

Dia desses, especificamente numa segunda-feira, comecei a assistir a um filme por volta das 10 da manhã. É isso mesmo, nesse horário em que a maioria da população trabalha, eu estava embaixo das cobertas vendo um filiminho (ahahah). Lamento se meus horários lhe causam inveja. O filme teve seu nome aportuguesado e óbviamente não lembro o nome. Mas, pesquisando um pouco, achei o nome original: I am David.

Baseado no romance ''North to Freedom'', de Anne Holm, o longa tem como protagonista o ator Jim Caviezel, de quem sou um particular admirador. Acho que ele é um grande profissional e suas atuações como Jesus Cristo no filme Paixão de Cristo, ou sua participação em filmes como Corrente do Bem (apesar de ser quase uma ponta) e Alta Frequência foram bem boas.

Bem, voltando ao filme, ele trata da história de um pia de 12 anos que consegue escapar de um campo de concentração nazista com a ajuda do seu amigo (interpretado por Caviezel) e parte em uma jornada para chegar à Dinamarca. A jornada é complciada, cheia de altos e baixo, descobertas e surpresas. Passa pela descoberta do amor e da amizade de um garoto sofrido, que roubado dos braços da mãe, foi jogado em um campo de concentração. É um filme gostoso de ver. O piá se ferra bastante, mas acha a figura de uma amiga de verdade nos braços acolhedores de uma pintora. Ela ajuda o garoto a chegar ao fim da sua jornada, que apresenta uma reviravolta nos minutos finais que valorizam a atuação discreta do ator bulgaro Hristo Shopov.

Parceiro de Jim Caviezel também em Paixão de Cristo (fez Poncio Pilatos nesse filme), Shopov é daqueles atores que você pega simpatia de graça. Não sei porque, mas acho que apesar de sempre coadjuvante, ele é um grande ator. Participou do filme que relata a vida do Papa João Paulo II "Karol: O Homem que se Tornou Papa" e também de outros títulos de guerra.

Vale a pena assistir a este filme. O Simprão recomenda.

28 março 2008

o amor e a carta...

Para encerrar um breve momento de breguice sertaneja, quero postar mais uma letra de música para vocês. Essa moda eu conheci quando estagiava no estúdio de Rádio do falecido Unicenp. Sem aulas, não tinhamos quase nada para fazer. Entre um jogo de truco online e outro e uma partida de gol a gol com meu amigo Leo, eu curtia umas moda e pensava na minha vida.

A música se chama "A Carta", mas não aquela "Carta" do meu ídolo tremendão Erasmo Carlos, que também foi gravada por Renato Russo. Essa carta foi gravada por esses dois ali embaixo. Milionário e José Rico dão um brilho para qualquer música romântica. Essa sempre me emocionou.

Ela conta a história de um caboclo que estava prestes a deixar a mulher e os filhos para fugir com uma vagabunda qualquer. Assim que terminou a carta, o cara parou e pensou: "Puta que pariu, porque vou sair de casa e deixar para trás uma mulher maravilhosa que eu amo, filhos lindos e uma vida feliz?" O cara manda a mulher fugir sozinha e resolve ficar. Volta, explica toda a história para a mulher que o surpreende dizendo que já sabia, e que iria perdoar.

Para muitos é uma história absurda, que o cara é um canalha e a mulher uma idiota por perdoa-lo. Meu amigo Karlos vai dizer que é música de corno e, alias, a marioria dos meus amigos não gostam nem um pouco do estilo, não só dessa canção, mas do sertanejo romântico como um todo.

Eu vejo diferente. Eu vejo um amor sem limites. Do cara, que foi seduzido pelos prazeres da carne, mas se deu conta do que é importante. E da mulher, que mesmo sabendo de toda a história, resolver por o amor em primeiro lugar.

Não estou dizendo que faria o mesmo que ele, ou ela. Mas em sempre estou do lado do amor. Ele é "o cara". Sempre tem que ser exaltado e privilegiado. E você, o que acha?

A Carta - (Alvaro Socci e Vlaudio Matta)

Estou escrevendo esta carta meio aos prantos
ando meio pelos cantos
pois nao encontrei coragem
de encarar o teu olhar

Está fazendo algum tempo
que uma coisa aqui por dentro
despertou e é tão forte
que eu nao pude te contar

Quando voce ler eu vou estar bem longe
nao me julgue tao covarde
só nao quiz te ver chorar

Perdão amiga são coisas que acontecem
de um beijo nos meninos
pois eu nao vou mais voltar

Como eu poderia dar a ela esta carta
como eu vou deixar pra sempre aquela casa
se eu ja sou feliz, se eu ja tenho amor
se eu ja vivo em paz

E por isso decidi
que eu vou ficar com ela
a minha passagem, por favor cancela
Vá sozinha não vou mais

Quando cheguei no portao da minha casa
como se eu tivesse asas, me senti igual criança
deu vontade de voar

Quase entrei pela janela
minha esposa ali tao bela
dei um forte e longo abraço
e começei a chorar

E com as lagrimas as palavras vinha
me rolavam como pedras
e ela só a me escutar
ao enxugar minhas lagrimas com beijos
revelou que ja sabia
mas iria perdoar

Como eu poderia...


SUGESTÃO - Um vídeo para que os amigos experimentem um pouco do Milionário e José Rico,
com a fantástica "Tribunal do Amor"

ps: tchutchurica, eu te amo.

23 março 2008

gargantas de ouro...

Essa postagem número 100 vem recheada de emoção. Eu, cabôco apaixonado e doente de amor, já tava meio baqueado pela ausência da minha amada neste feriado de Páscoa. Meio sem rumo sem ter o cangote da minha nêga pra dar uns cheiros, fiquei enfurnado dentro de casa e só saí para minha tradicional pelada de sábado.

No sábado, desmanchado na minha cama, fiquei na expectativa de ver o programa Raul Gil, da Band. Assistia muito o "seo" Raul num passado distante, pois adorava o quadro dos calouros. Neste feriado me empolguei a assistir ao programa porque vi na chamadinha durante a semana que meus ídolos Milionário e José Rico estariam lá como os homenageados da vez.

O programa foi uma overdose de emoção. Sério, só quem gosta da "coisa" é capaz de se sentir emocionado com coisas assim. O sertanejo me arrebata mesmo. Acho a poesia popular uma arte que não deveria ser marginalizada como é. Merece ao menos respeito.

Vários depoimentos eram alternados com interpretações de jovens artistas do elenco do Raul Gil (com arranjos de gosto duvidoso, é verdade). Histórias emocionantes, reveladoras e para mim surpreendentes até certo ponto.

Músicas que fizeram parte da minha história, da sua história e da história de 99% da população brasileira. Talvez essa mesma porcentagem saiba cantar ao menos o refrão de "Estrada da Vida", canção que simboliza a força da música sertaneja no país.

Para encerrar o texto (embora ainda queira falar muito mais do Milionário e Zé Rico) fui surpreendido com mais um pouco da dupla. No Faustão, os dois deram mais um show. Várias músicas cantadas ao vivo deram brilho dificilmente visto no programa do Fausto Silva.



Pra voces vai a letra de "Sonhei com Você", letra singela e bela. Simples e real. Carne e osso.

xxx

Depois de muito tempo acordado
Já cansado de tanto sofrer
Esta noite eu dormi um pouquinho
Sonhei com você

Você apareceu em meu quarto
E sorrindo me estendeu a mão
Se atirou em meus braços e beijou-me com emoção.

E matando a paixão recolhida
Num delírio de felicidade
Em soluço você me dizia: Amor que saudade

De repente em menos de um minuto
Você se transformou num vulto
e logo desapareceu

Quando acordei não te vi, que desespero
Minhas lágrimas molharam a fronha do meu travesseiro
Meu bem como é maravilhoso sonhar com você
Amor como é triste acordar e não te ver

xxx

O amor é um sentimento universal caboclada. Arrebenta do mais politizado ao totalmente igorante. Rico e Pobre. Eu e você.

Quer saber mais do M&JR? Clica aqui caboclo

19 março 2008

massa...

Tava querendo falar disso há algum tempo, mas como sempre não o fiz (aliás, se vocês soubessem o tanto de idéias boas que eu tive, mas que vi outros executarem porque me enrolei, cada um me daria um belo de um pé na orelha).

No início dessa semana o comunicador Carlos Massa (vulgo Ratinho) deu o seu "start" no projeto de dominar o mundo (hahaha). As retransmissoras que pertenciam ao ex-governador Paulo Pimentel e integravam o GPP ganharam nouva roupagem e assumiram a identidade de Rede Massa de Comunicação. O véio Pimentel agora só terá seus dois jornais, Tribuna e Estadinho, para comandar.

As mudanças da nova Rede Massa foram sentidas, por enquanto, apenas no visual. Novos cenários, vinhetas, etc. Confesso que logo de cara gostei do slogan "Paixão pelo Paraná", que eu, como "paranista ferrenho", me senti homenageado. Alias, isso eu admiro no Ratinho. Apesar do gosto questionável por atrações bizarras, o cara surgiu do nada (vendia espetinhos na rua) e revitalizou o gênero programa de auditório na televisão brasileira (para depois ele mesmo tirar toda a graça desse tipo de atração). E não me venham com histórias cabulosas do passado dele e de quem ele passou por cima para subir na vida. Fato é que está aí e me é uma figura simpática.

Sempre defendeu o Paraná comoe stado e aqui investiu parte da sua fortuna - multiplicada graças a seu tino para aproveitar boas idéias.

Hoje, amarrado no SBT por questões contratuais (se bem que eu gostaria de me amarrar com vencimentos que beiram a casa dos 000.000,00). Ratinho dá seguimento ao seu plano de extensão que, aparentemente (digo aparentemente) tem como um dos objetivos realizar o sonho ede um de seus filhos: ganhar o posto de governador do estado.

Não entro neste mérito, porque um pai sempre quer o bem e realizar os sonhos dos filhos, mas volto a destacar que o início das atividades da Rede Massa e o renascimento - embora discreto - da CNT, deixam o estado mais forte, mais paranaense e mais independente. Neste ponto, vale lembrar, "ponto" para a RPC, que investe na produção própria de teledramaturgia e outros projetos.

11 março 2008

sertanejo e dor de cabeça...

Neste sábado(8) cerca de 30 mil pessoas compareceram à Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, para curtir a segunda edição do Curitiba Country Festival, que reuniu quatro das melhores duplas sertanejas da atualidade. Pelo palco da Pedreira – tradicional ponto turístico e de encontro para grandes shows – passaram os já consagrados Edson e Hudson e Bruno Marrone, além das duplas “do momento” Victor e Leo, de Minas Gerais, e os paranaenses Hugo Pena e Gabriel.

A chegada

Chegar à Pedreira foi o primeiro desafio. O trânsito em toda a região estava caótico, mas no meio de um mar de gente e de carro, algo curioso chamou a atenção. Indo pela Avenida Mateus Leme, cerca de um quilômetro antes da Rua João Gava (que dá acesso ao local dos shows), uma placa amarela artesanal indicava um “caminho alternativo”. Segui e encontrei outras placas semelhantes espalhadas pelas ruas da região, uma conduzindo até a outra.

A última delas, de um humor ímpar, dizia: “Prepare-se, você vai estacionar daqui 50 metros”. A sugestão de desvio era nada mais do que uma propaganda criativa de um “dono de estacionamento” ligeiro.

Ao chegar próximo à entrada, uma fila enorme, de virar o quarteirão. Só tinham mais panfletos e folders pelo chão e cambistas pelas ruas, do que gente para entrar na Pedreira. Vencida a batalha para entrar, as surpresas. Cerveja a R$ 5 na mão dos ambulantes e R$ 4 nas barracas. Um mísero cachorro quente custava R$ 5.

Mas, fora o preço das “coisas”, sobraram motivos para se animar. Além de música boa (para quem gosta, né), gente muito bonita e animada. Do chamado PA (Palco de Apoio) para trás, pouca gente prestava atenção nos shows. A maioria preferiu exercitar a arte da conquista.

Música boa

As apresentações começaram com uma pontualidade raramente vista em shows na cidade. No palco os marigaenses Hugo Pena e Gabriel fizeram o “esquenta” com a “turma do chapéu”, que cantou junto sucessos como “Inesquecível”, “Mulher você é demais” e o hit “Parece Castigo”, que foi regravada por pelo menos quatro artistas diferentes de 2007 para 2008, além de “Fora do Eixo”, nova música de trabalho da dupla. Edson e Hudson foi a segunda dupla a se apresentar

Pontualidade e rapidez

Após um intervalo de aproximadamente 10 minutos (incomum para shows desse tipo) a dupla Edson e Hudson subiu ao palco. Já na introdução do show os fãs ficaram eufóricos. Solos de guitarra (isso mesmo, guitarra. Hudson, que faz a segunda voz, é um apaixonado pelo Rock, tendo inclusive gravado um cd só instrumental com nomes como Andreas Kisser, do Sepultura) foram ouvidos por alguns minutos antes das músicas começarem.

A dupla, que ainda em março realiza shows em Londres (13), Madrid (14), Porto e Lisboa (17 e 20), cantou desde as músicas mais novas, do CD “Na Arena”, até sucessos como “Azul”, “Te quero pra mim”, “Porta Retrato” entre outras. Além disso, aliás, como foi praxe na apresentação de todas as duplas, cantaram “modas” antigas como “Saudade da minha terra” e “Ainda ontem chorei de saudade”.

Bruno e Marrone deram seqüência à noite de música sertaneja com todos os seus sucessos, que passaram pela já cansativa “Dormi na praça”, músicas novas como “Ficar por Ficar”, “Pra não morrer de amor” e “Castelo de Areia”, além de um pout-pourri com canções mais antigas. “Agora vai”, “Um perdedor” e “Agarrado em mim” emocionaram o público numa sessão violão e voz.
Bruno, que faz dupla com Marrone, chama o "coro" da galera.

Pra fechar

Para encerrar a noite, após apenas mais 15 minutos de intervalo, os mineiros Victor e Leo abriram sua apresentação (encerrando a noite) com a popular “Fada”, que foi seguida por um coro ensurdecedor. Depois vieram outros sucessos como “Vida Boa”, do disco homônimo lançado em 2004, e músicas mais conhecidas como “Telefone Mudo”.

Fim de festa

Na saída um novo caos, que dessa vez entrou na madrugada. Promoções de cervejas, dessa vez valendo duas por R$ 5 ou até três – se fosse bem choradinho. Espetinho de gato (muito saboroso por sinal) a 1 pila e refri a R$ 1,5. Para encerrar a aventura, eu saí da Pedreira revirando todos os lixos que encontrava. Foi o que eu pude fazer, já que na muvuca da saída roubaram a carteira da minha namorada e o principal destino nesses casos – para documentos e coisas que não interessam para os larápios - é a lata de lixo. Mas essa é outra história.

05 março 2008

imperadorrrrrrrr...

O que vou dizer (tá, tô escrevendo, mas não me encham o saco com isso) pode até parecer ua heresia e se algum de vocês "printar" essa página e dizer que eu realmente escrevi, nego. Nego até a morte. Bem, vamos lá. Desculpem a enrolação, mas é uam coisa que cerece de coragem.

Ok... estou pronto. Agora vai:

Eu tava com saudades do Galvão Bueno !!!!!!!!!!

Foda dizer isso né? mas é verdade. Há algum tempo eu não via - ou não prestava a atenção - aos jogos que a globo transmite. Na verdade não por culpa minha, mas porque a RPC tem transmitido os jogos do Paranaense no lugar dos demais estaduais transmitidos pela Globo.

Hoje, assim que cheguei em casa vindo da Vila Capanema, onde assisti a vitória do Paraná sobre o querido Rio Branco, peguei o finalzinho do jogo São Paulo e Audax, pela Libertadores. Não sei se foi pela minha extrema simpatia pelo Adriano, atacante do São Paulo, ou a minha saudade de ver jogos da seleção (saudade?), mas a narração do gol do "imperador" me causou arrepios.

Sei lá. Pode ser que seja a idade... mas gostei de ouvir o Galvão narrando. E, para ser mais sincero ainda, espero voltar a ouvi-lo nas narrações da Fórmula 1. Essas sim, aguardo ansioso.

04 março 2008

piá bão...

Tem caboclo que é BÃO mesmo. Passeando pela internet, me deparei com uma manchete curiosa e vi uma imagem fantástica. Eu, volta e meia - cada vez mais frenquentemente - tenho me perguntado se um dia terei aumento de salário. Já tenho quase três anos de firma e acho que pelo trabalho que faço, merecia um acréscimo nos meus vencimentos (ah tá hahaha. Quem nesse mundão de meu Deus não pensa assim?)

Bom, depois dessa reportagem, fico queito e só volto a pensar em aumento quando eu fizer algo semelhante.

Pense você, solit(d)ário leitor. Ventos fortes. Você no comando de um singelo AIRBUS A320. Aeroporto de Hamburgo. A força do vento é tanta que você começa a pousar, mas o avião se nega a descer "no prumo". Você cosnegue corrigir no braço, ajeita o "bichão" e perde o controle de novo. Toca uma das asas no chão e "pisa" no acelerador. Levanta o "jumbo" de volta, dá meia volta e faz tudo de novo, pousando o bichinho tranquilamente.

Haja culhão (pro motorista e para quem tava de carona no pássaro de metal). Segue para vocês o link da matéria, com o referido vídeo. É sensacional. Dizem que no momento da tentativa de pouso, não se ouviu um pio no avião. Calculem o cagaço dos cabôco...

Cliquem NESTE LINK

Crédito: Portal G1

29 fevereiro 2008

para quem fica o osso...

Não morro de amores pelo Beto Richa - aliás, só votei nele no segundo turno (no primeiro fui com o Rubens Bueno - mas é inegável que ele foi "macho" ao transformar a cidade num canteiro de obras. Apesar do termo canteiro de obras ser usado justamente por políticos para qualificar suas ações, foi bem nisso que a cidade se transformou.

A Linha Verde não foi uma idéia do Beto e nem o dinheiro foi liberado em sua gestão, mas foi ele que teve peito de foder com o trânsito da br-166 (476 se preferirem) por um tempo para que as coisas fluam melhor mais para frente. Passar no trecho urbano da 116 continua complicado nos horários de pico, mas temo em dizer que antes os engarrafamentos eram os mesmos, mas nada era feito.

O Centro de uritiba está realmente um caos, mas quando nos últimos anos não foi? Sei lá. Não quero parecer panfletário - já que nem sei em quem acreditar e votar nas próximas eleições (acreditar? acho que em nenhum), mas reconheço tudo o que é feito, sem orgulho ou revanchismo.

Apesar de achar que o Beto leva fácil, vai ser uma briga interessante. Gleisi posando de boa dona de casa, Greca abrançando os faróis do saber, o Moreira - reitor da UFPR - se sair, o Fábi0 Camargo com seu sorrisão de "smille" e companhias de índole duvidosa. Os nanicos do PSTU, PCB, etc... divertido. Será que o Onaireves Moura vai tentar? E o Jamil NaKad?

Só acho que o próximo prefeito deve terminar essas obras (importantes, repito) e focar em outros alvos. O Esporte da nossa cidade está largado. A saúde melhorou, mais ainda precisa de MAIS. Educação, segurança (apesar de não ser responsa do município). MUito pode ser feito... e PRECISA ser feito. Vamos esperar que o "show" das campanhas começe...

Abraço para todos. E segue o baile...

20 fevereiro 2008

pós, pós quarta de cinzas...

Queria ter postado este texto na época do Carnaval, mas vá lá. Antes de colocar para vocês relembrarem uma letra que deveria ter sido a campeã do Carnaval de 1995, gostaria de lembrar uma figura que merecia melhior reconhecimento no carnaval carioca. Não que o que eu vá escrever mude o rumo da história do mundo, entorte o eixo da terra, suba o preço do dólar ou ou atinja o coração dos leitores.

Só vou escrever para um dia, se eu estiver certo, vir aqui e gritar: "VIRAM, EU ESTAVA CERTO". Assim como eu ainda espero que um cara surja e mude os rumos das novelas do Brasil (com histórias que não terminem com casamentos, gravidez e o vilão fudido), eu esperava alguém que revolucionasse o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Sim, eu assisto os desfiles. E pior, eu GOSTO. Emfim... tem um caboclo chamado Paulo Barros que está tentando mudar as coisas nos desfiles. Foi ele quem inventou as alegorias humanas, com aqueles carros forrados de gente que fazem movimentos belos e contagiantes.

Ele -assim como o revolucionário, hoje gagá, Joãozinho Trinta - fBarros é um carnavalesco que fez muita boa e bonita nos últimos anos. Nesta temporada foi até censurado pela igreja (que não faz muita coisa que preste e ainda enche o saco). Foi a escola dele (A Viradouro) que levou aquele Bebê extremamente realista neste ano. Bem, o cara é fera e já merece um título de reconhecimento. Pronto, falei.

Segue agora a letra do samba-enredo "Paraná; Esse estado leva a sério o meu país", da Unidos da Ponte.

Fonte da minha inspiração (me leva)
A suave brisa me embala
A natureza, a riqueza dos teus grãos (Paraná)
É jóia rara
Voa gralha azul!
Semeia o pinhão
Os imigrantes fecundaram esse chão
Rainha das flores, musa dos amores
Curitiba, eu te quero muito mais!... (bis)

Tem fandango no samba
Barreado e chimarrão (bis)
Tem porco no rolete, "é do cacete"
É muito bom

Eu vou sambar, a muamba vai passar
Mas esse estado leva a sério o meu Brasil (Brasil, Brasil)
Lindas casas de madeira
De um povo hospitaleiro e tão gentil
Cataratas do Iguaçu
Beleza que fascina os corações

Rua das Flores, o teatro transparente
Delírio de grandes emoções
Gira carrapeta
Muita água vai rolar (bis)
A Boca Maldita falou
Força vem do Paraná

10 fevereiro 2008

adeus Juquinha...

Voces vejam como são as coisas. Eu tava me enrolando para postar as fotos que virão a seguir, sem motivo aparente. Talvez para guardar para um momento especial e acho que esse momento chegou. Estas fotos eu tirei na minha última viagem à Prudentópolis, aquela cidade acolhedora e bela onde nasceu minha amada Daniele.

Esse local é o famoso Bar do Paulinho, que por um acaso é o progenitor da minha amada. Tirei algumas fotos sem compromisso, apenas para registrar o local e suas peculiaridades, afinal adoro o jeito simples e acolhedor do Boteco. Em duas das fotos que vou postar, aparece um senhor franzino, com uma avantajada barriga de cerveja e alguns curativos pelo corpo. A história do seo Juquinha eu não conheço, mas sei que esse foi o íltimo registro fotográfico dele (talvez dos últimos anos).

Nesta semana o seo Juquinha morreu e o Bar do Paulinho ficou mais triste. Aqui vai a minha homenagem ao agora saudoso Juquinha.


O bar do Paulinho


Seo Paulinho mostra seu cantinho palmeirense cheio de orgulho


Aviso dita regra principal do Bar do Paulinho


Ovo de codorna e vina em conserva: combustível sem igual


Juquinha faz sua primeira aparição


Amigos marcam presença todos os dias
Juquinha aponta o céu, o próximo destino
Salames caseiros: iguaria sem igual

Juquinha nas sombras, na luz e na alma do Bar do Paulinho

01 fevereiro 2008

como você pôde...

Essa foi uma indicação da minha irmázinha Ariana ("a mulher", segundo Vinicius de Moraes). Segundo ela a musica náo lhe saiu da cabeça a semana toda. Depois de uma rápida olhada no link do youtube que ela me mandou, concordei e confirmei o quão grudenta é a moda.

Cliquem aqui e prestigiem essa poesia. Depois se perguntem: "Como que cê pôde abandoná eu?"

Abraços e beijos. Bom carnaval.

29 janeiro 2008

essa é boa...

Putz. .. e essa do Romanelli?

O que, vocês não estão sabendo? Então antes de continuar a ler esse post, CLIQUE AQUI e leia a matéria do meu amigo e competentíssimo jornalista Karlos Kohlbach.

O deputado Luiz Claudio Romanelli decidiu tocar o foda-se e "passou batido" por três praças de pedágio no último fim de semana. Isso mesmo, o homem deu um migué e passou sem pagar por três praças de Carambeí até Curitiba. Segundo o distinto deputado, ele é contra o pagamento e decidiu protestar dessa forma.

Mal (ou bem) sabe ele que isso é uma infração de trânsito e rende multa de R$ 127 e pouco, além de 5 pontos na carteira. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, ele sabe muito bem disso, afinal tem mais de R$ 1 mil em multas não pagas registradas no carro que dirigia quando furou os pedágios.

Para piorar ainda mais a situação, o homem confirmou ao meu amigo Karlos - também disse o mesmo na TV - que todos os paranaenses devem fazer o mesmo. PIOR (como se pudesse) ensinou como "burlar" a cancela dos pedágios. Podíamos esperar isso de um governante eleito pelo povo? Por nós? (Nós o cacete, pois não votei nesse senhor).

Por favor... tá duro de aguentar algumas barbaridades destes políticos. Sou contra a cobrança abusiva de pedágios, mas nem por isso vou sair por aí furando cancelas. Já desci pela Graciosa e usei o desvio que tinha na BR 277 para não pagar tarifa, mas não cheguei a esse ponto.

Acho a cobrança de pedágio justa, desde que o preço seja compatível com as obras feitas. Sou a favor do pedágio de manutenção, afinal nenhuma obra de grande monta foi feita nas estradas do Paraná. Mas, a herança deixada pelo Lerner ainda está longe de acabar. O duro é ter que aguentar mais 10 anos desse absurdo.

23 janeiro 2008

justiça...

Só para suitar o assunto, a Fundação Cultural do Paraná percebeu o "crime" que estava para cometer e conviou o Melo a reabrir sua banca na galeria Julio Moreira. Acho que é uma vitória para todos, até para os que nada tem a ver com isso e nem se importam com a notícia. No futuro o mundo para estes pode ser igualmente melhor. Exagerei dizendo que o mundo vai melhorar porque o Melo vai voltar para a galeria? Deixa eu então...

Agora o Melo pode até se dar ao luxo de recusar o convite, mas os humildes prosperam e como eu sempre faço questão de dizer, orgulho é uma BOSTA.

Segue link para mais um post (e uma vitória) do amigo Luiz Cláudio Soares, vulgo Lobão

18 janeiro 2008

é a vida...

As vezes fico pensando se vale realmente a pena nos dedicarmos tanto em nossas vidas pessoais e profissionais. Porque faço essa colocação? Porque nem uma nem duas vezes me vi desamparado por pessoas e/ou empresas que não souberam dar o devido valor a minha dedicação como empregado ou amigo.

Sabe quando você veste a camisa e se doa? Então... as vezes recebemos um belo pé na bunda ou uma “facada” nas costas. No momento, graças a Deus, não estou vivendo uma situação assim (não que eu saiba). Mas cito um post do blog Sobretudo, do meu companheiro e editor Luiz Cláudio Soares (o Lobão) que narra a situação vivida por um comerciante do Largo da Ordem. Vale a pena prestigiar.

Clique aqui conheça o caso da Banca do Melo

11 janeiro 2008

ser humano...

O ser humano é engraçado. Por vezes não demonstra qualquer tipo de emoção e sensibilidade diante de fatos revoltantes e atrocidades doídas para os olhos, mas em outros momentos é pura emoção e doação para “coisas” que não sensibilizam a muitos, mas que arrebatam a tantos outros. Talvez por isso sejamos animais tão fascinantes.

Um velho estadunidense morreu de um tumor cerebral sem nunca ter realizado seu maior sonhos: assistir a um jogo de futebol (o deles, não o nosso) do time do coração. Eu sempre digo que só o futebol (o nosso, não o deles) é capaz de mexer tanto assim com um ser humano, mas nesse caso usemos o esporte para comentar essa notícia.

Como é possível desenvolver um sentimento tão forte - mais forte as vezes que o sentimento por um familiar ou coisa parecida - por um time, uma bandeira ou uma instituição? Ainda mais se você nunca chegou a vê-los ao vivo?

Aconteceu isso nos Estados Unidos. Richard Desrosiers morreu e como ultimo pedido desejou assistir um jogo do seu time, o Steeles da Pensivânia, no estádio Heinz Field, mesmo depois de morto. Morador de New Hampshire, estado vizinho, Richard contou com o ilimitado amor de sua esposa, Kathleen - que o acompanhou por quase 4 décadas – para realizar essa sonho. Ela foi até a praça esportiva do Steelers e com uma urna com parte das cinzas do marido acompanhou o jogo.

O placar da partida pouco importou, mas o gesto da esposa e a força do esporte deram mais algumas provas de que o ser humano é vulnerável a o mais belo dos sentimentos... o Amor.

Segue o link da matéria. O portal G1 classificou o assunto na editoria BIZARRO. Eu colocaria na editoria HUMANO.

02 janeiro 2008

esclarecimentos...

Amigos... primeira postagem o ano.

Hoje estava passeando pelo meu blog quando notei 4 comentarios no texto "Mulher Maraviiiiiillhhhhaaa". Para quem não leu o texto (e pode fazê-lo aqui) eu cito um fato ocorrido em Curitiba no dia 20 de novembro sobre uma mulher que ameaçou se jogar de um prédio na avenida Marechal Deodoro, centro da cidade.

Ninguém havia comentado esse post, que passou teoricamente desapercebido até dias antes do natal, quando segundo alguns dos meu leitores comentou que a mulher voltou ao mesmo local e realmente se jogou do prédio. Um dos comentário, incusive, me classifica de leviano ao tratar do assunto, já que chamei suicidas de covardes (opinião única e exclusivamente minha e que tenho direito de tornar pública para quem quiser ler).

Minha idéia ao abordar o fato foi tratar justamente da curiosidade mórbida que as pessoas (simples, comuns - eu inclusive) de testemunhar um fato como esse. Aprovetei e dei a minha opinião de "comunicador" sobre o suicidio (citei o problema da depressão inclusive). Trascrevi histórias que ouvi das pessoas que acompanhavam o fato e não inventei nada.

Acredito que não precisava escrever esse texto, já que acredito que para a maioria minhas idías foram expressas com clareza, mas se alguém (da familia ou conhecido) se sentiu ofendido, respeito vossa dor e peço desculpas.

Sem mais.... segue o baile da vida. Que 2008 seja alegre e BEM VIVO para todos vocês.

26 dezembro 2007

salware na ativa...

Passado mais um Natal (comemorado por mim, minha amada e seus familiares na acolhedora Prudentópolis), cá estou. Hoje li uma matéria muito bacana. Não por qualquer tipo de qualidade textual inovadora e criativa, mas sim pelo relato de informações nela constada.

A matéria diz respeito a fábrica de chocolates Salware, que tem fortes ligações com o meu estado do Paraná - apesar de ter nascido em terras barrigas-verde. A tradicional marca voltará com tudo ao mercado de chocolates após ter sido dada como falida e fechado as portas em 2006. Um grupo de empresários acreditou no potencial e na tradição da marca e resgatou o nome Salware (que também possui a marca Castor, de coberturas).

Agora com razão social Chocolates Gralha Azul (mais um ponto no meu conceito, já que homenageia a nossa tão querida ave paranaense) a empresa planeja expandir seu mercado em 2008 com a produção de ovos de páscoa especiais. 2007 está fechando com um lucro de 5$ milhões, exatamente o dinheiro gasto para reabri-la (claro que isso aidna não representa retorno de investimentos, mas é um excelente passo).

Fiquei muito feliz com a notícia e no mesmo instante lembrei de uma passagem bacana. Ainda não postei nada sobre isso aqui, mas o farei em breve, mas dia desses fui no programa de TV da Rosemiriam, o tradicional Mercadão do Automóvel. Realizado no PInheirão desde que me conheço por gente, o programa é pioneiro na venda de carros pela TV. Num passado distante muita gente (crianças, eu pelo menos) queriam participar do programa só para ganhar como brinde uma barra de chocolates da Salware. Dentro de algum tempo isso será possível novamente, já que a Mãe Loira (como diria meu amigo jornalistas Karlos Kolbach) continua na ativa.

É isso... Clique aqui para ler a matéria da minha companheira de "firma" Cinthia Scheffer.

17 dezembro 2007

noite de gala...

Retomando as coisas por aqui.

Dia desses falei sobre a novela Pista Dupla, que a Central Nacional de Televisão (CNT) voltou a transmitir assim que o negócio com o grupo JB fracassou. Além do Pista Dupla, eles também passaram a reprisar os programas Vida de Artista, Fusão e Noite de Gala.

Hoje queria falar um pouco sobre esse último. Apresentado diretamente da Ópera de Arame, tradicional ponto turístico de Curitiba, o programa nasceu sob o comando o hoje deputado Clodovil Hernandes. No mais tradicional formato Talk Show, Clô fez a festa trazendo convidados para entrevistas no mínimo curiosas.

Depois da demissão de Clodovil (mais uma das inúmeras da sa carreira), o programa ficou um pouco escanteado mais voltou para a programação como o comando de Agnaldo Rayol. O formato mudou e agora os convidados eram cantores e cantoras, bandas e grupos musicais. Pelo menos três convidados participavam do programa, que nunca foi ao ar com cadeiras vazias nas platéias. O público lotava a Opera de Arame e o programa era muito gostoso de se ver ao vivo, principalmente porque o ingresso normalmente nao era cobrado.

Eu fui uma vez e tive o prazer de assistir três apresentações marcantes. Primeiro dos Engenheiros do Hawaii, de quem sou fã declarado e quase militante. Só por essa apresentação, que contou ainda com a participação de Gaúcho da Fronteira na música Herdeiro da Pampa Pobre, ja valeria a pena. Mas depois teve ainda o grande Fagner, de quem sou fã em proporção semelhante, e por fim o grande Wando.

De detalhe mais peculiar ficou a atitude da assessoria de Wando, que passou correndo pelas cadeiras distribundo alguns cartazes, que na hora em que o cantor subiu ao palco foram efusivamente levantados. Marketing direto e eficiente. Sentado num banquinho, o grande Wando lábios de mel, puxou várias músicas clássicas e o belo coro de... "Iê, me leva que eu vou com você..."

Vale a pena conferir meus amigos... sintonizem o canal 6 nos domingos as 21h30. Diversão garantida e chance real de me ver empunhando um cartaz do Wando, 10 anos atrás.

10 dezembro 2007

volto já...

Caros... desculpe a falta de atualização... Estou de féias, portanto resolvi parar de escrever por pelo menos uma semana... quero ver se ainda nos próximos dias sairão algumas atualizações... Abraços a tdos

28 novembro 2007

divagações...

Dudu, o defensor das classes oprimidas está de volta. Hoje vamos falar sobre os policiais militares. Acho que só eu tenho a capacidade de defender um cara que foi culpado por um acidente de trânsito, mas tudo bem.

Vocês sabiam que se um policial bater a viatura durante seu expediente ele é o responsável pelo conserto da mesma? Se ele tiver perseguindo um bandido e na perseguição tombar a viatura, é do bolso dele que sairão os 15 mil reais para o conserto? Que nenhuma das viaturas tem seguro?
É meus caros... essa é a realidade. Durante o período que estão nos servindo e nos protejendo, os policiais precisam cuidar para não arranhar as viaturas, senão seus vencimentos serão direta e profundamente atingidos. Não tô falando que nós, cidadãos que pagamos impostos, devemos arcar com mais esse custo. Mas não tem um mísero seguro para as viaturas? Porra, façam me o favor. E tem outra... durante o pós batida, descobri que os caras tem duas viaturas para cuidar de 12 bairros... que segurança é essa?

Outro lado da moeda

Mas, durante a esperaça pelo BPtran, chegou um momento em que cinco viaturas (com dois pms cada) e duas motos estavam no mesmo local. Parecia que eles brotavam do chão. E eu no meio, sob os olhares recriminatórios de quem quer que passava pelo local. "Olha meu filho, se não estudar e comer direitinho, vai terminar como aquele ali ó. Cercado de policiais", disse certamente uma mãe zelosa.

Mais os dos Pms...

Essa foi um cobrador de ônibus que soltou. Ao ver dois policiais mandando ver num caldo de cana, o trocador soltou: "Ah tá... liga no 190 agora e diz que tão roubando a sua casa pra ver se aparece algum deles. Pra tomar caldo de cana sempre tem tempo"... Po, ai acho maldade. Os caras nem podem tomar uma garapa num calor lazarento daqueles? Sei lá... acho que podem sim.

23 novembro 2007

linda demais...

Então. Ontem vi pela terceira vez o 007 Cassino Royale e hoje vi o filme a Cruzada. Ambos filmes excelentes e que recomendo para voces amigos. Mas faço outras duas recomendações sobre essas duas recomendações. A primeira é o desempenho do novo James Bond, interpretado por Daniel Craig. O cara é fera e deu um ar de canastrão que o Bond não tinha. Acho que ficou bem legal...

A outra recomendação, a mais importante delas, está na foto aí embaixo. Ela está nos dois filmes que citei e dá um tempero único em ambos. LINDA demais e é até talentosa. Mas, vale ressaltar e frisar, é LINDA DEMAIS... o nome da belezura é Eva Green... Apreciem a foto da moçoila.


21 novembro 2007

mulher maraviiiiilha...

Vamos analisar a vida... (tarefa super simples). Hoje vinha eu caminhando belo (?) e formoso (?) pela Rua Marechal Deodoro quando vi um amontoado (até aquele momento pequeno) de gente olhando para o céu. Seria um pássaro? Um avião?

Não, não... uma louca que "balangava" as pernas sentada no parapeito de um prédio que fica logo ao lado da galeria Suissa. Bem, pra começar noto uma clara necessidade de atenção da suicida em potencial. Sim, pois afinal o caboclo que quer se matar não precisa de platéia. Mas tarde ficamos sabendo que ela cedeu aos apelos dos policiais e "se entregou".

Mas quero analisar alguns detalhes e fatos observados por esse que vos fala enquanto eu esperava a desgraçada se jogar (obviamente fiquei apenas no "uuuhhhhh", já que a convarde não se jogou [digo covarde porque sou contra o suicídio. Primeiro por motivos óbvios e segundo porque acho que é a maneira mais fácil de se livrar dos problemas. Tudo bem, tem a depressão e tal, mas pra tudo existe uma saída. Essa não é a melhor delas]).

A primeira, e talvez mais hilária, saiu de um senhor que passava por trás de mim. Nem vi seu rosto, já que ele passou, fez o comentário e saiu andando.

- O que tá acontecendo aí?
- Uma mulher que se jogar lá de cima
- Putas que o pariu. Pra trabalhar nêgo não tem disposição, mas pra se matar sim.

(nota do blogueiro: Bem, analisando o comentário desse senhor tenho a dizer: hahahahahahaha).

Mais um comentário foi certeiro. O homem chegou e sem rodeios disparou.

- Puta merda. Só pra foder o trânsito. Deixa que eu subo lá e empurro!

(nota do blogueiro: Esse comentário merece nova análise: haehaehaehaheahe).

Pena que não pude ficar mais tempo, pois já começavam a surgir versões para a história da suicída. Diziam que ela trabalhava lá no prédio mesmo e sempre teve o sonho de voar. Como deu minha hora, tive que ir embora sem ouvir tantas outras versões que eram contadas pelas calçadas da Mal. Deodoro.

Outra coisa que queria comentar era sobre a curiosidade mórbida de todos os transeuntes e o desejo de ser parte da história ao flagrar o vôo final da mulher maravilha. A cena era engraçada e sinto não estar com a minha ex-inseparável máquina fotográfica. Voce olhava para as calçadas e era um mar de gente empunhando celulares e máquinas digitais à espera do salto final. Todos loucos para flagrar a desgraça e tentar vender para a TV ou para o jornal. Todo mundo se ferrou e teve cãimbras nos braços à toa.

15 novembro 2007

80tinha...

Sinceramente não esperava que essa brincadeira fosse tão longe. Essa é a postagem de número 80 deste blog O SIMPRÃO. Coincidentemente nesta quarta-feira atingi o número de 800 leituras (sei lá quantos pageviews e visitas únicas). Tenho gostado de escrever por aqui e espero que o pessoal que entra por aqui quase todos os dias continue me prestigiando e sempre comentando os "qualquer-coisa" que escrevo aqui.

Hoje foi um texto a lá coice de porco, bem curtinho. Bom feriado aos que ficam ou viajam.

12 novembro 2007

o encontro...

Hoje recebi um e-mail do meu grande amigo Luiz Guilherme Gaertner, ou LG para todos (não só os íntimos). Leitor assíduo e participativo desse Blog, ele me mandou um texto que narra mais um capítulo da bonita história de Patrick e Camille (leia mais). Obrigado LG.

Depois de se conhecerem virtualmente, os dois tiveram o primeiro encontro face-a-face. Parece que rolou legal, com coincidências e rostos corados. Não tenho absolutamente nada a ver com isso, mas aqui de Curitiba, do aconchêgo do meu lar, desejo felicidade para o amor.

Leia mais sobre o encontro do casal de NY

09 novembro 2007

piá bom...

Olha que é difícil alguma coisa que venha dos Estados Unidos me chamar a atenção, mas o personagem desta notícia merece. Num mundo machista e feminista (é sim) uma atitude dessas merece meu respeito. Num mundo em que mulheres cada vez mais se encantam por cafajestes e homens que elas mesmo dizem odiar, um bom e velho romântico ganha notícia de primeira página.

O caboclo se apaixonou à primeira vista. Quem nunca passou por isso? É uma sensação muito gostosa e ir atrás dessa paixão é louvável. Pena que a moça não se encantou na mesma proporção, mas ela permitiu o primeiro passo e uma amizade se formou. A partir daí, é com o caboclo.

xxx

Site ajuda jovem dos EUA a encontrar sua musa do metrô
Da Agência EFE


Um jovem romântico americano ganhou destaque nas edições eletrônicas de jornais nova-iorquinos, após criar um site para encontrar uma mulher por quem se apaixonou durante uma viagem de metrô em Nova York. A iniciativa deu parcialmente certo: ele descobriu quem ela é, mas por enquanto sua musa “só quer amizade”. Patrick Moberg, de 21 anos e nascido no estado do Tennessee, avistou uma morena na linha cinco do metrô de Nova York e se apaixonou por ela à primeira vista. Para ele, a jovem era a mulher de seus sonhos. Com o objetivo de encontrá-la, Moberg criou um site no qual desenhou um esboço da garota, com a frase: "vi a menina dos meus sonhos no metrô".

Além disso, pediu ajuda para encontrá-la, apresentando detalhes do encontro dos dois -- como a hora em que a viu -- e a roupa que a jovem vestia. Dois dias depois e com a ajuda de um amigo da jovem, Moberg encontrou sua paixão: Claire Hayton, uma estagiária australiana de uma editora. O desenhista afirmou que não fará mais nenhuma atualização do anúncio via internet. Segundo Moberg, cada um terá que "inventar seu próprio final para a história". O jovem recebeu muitos e-mails de mulheres dispostas a se relacionar com ele. Entre as mensagens, havia a foto de sua paixão, enviada por um amigo. Mas, por enquanto, Claire quer "apenas sua amizade".

Clique aqui e veja a matéria original publicada no portal G1

07 novembro 2007

sorvete de abacate...

De folga, hoje resolvi dar umas voltas pela cidade para procurar algumas peças para a minha carroça. No meio da tarde, por volta das 16h, resolvi parar um pouco para tomar um sorvete. Tem coisa mais estranha (ou normal?) que parar no meio da tarde para tomar um sorvete?

Pensei, para variar, em pedir uma bola de chocolate (mentira, sempre peço de chocolate) e curtir o silêncio do mundo olhando os carros passarem na velha Erasto Gaertner. Mas ainda na fila do caixa, um senhor (com 50 e tantos anos) já veio proseando com a atendente. Peguei minha ficha e fui esperar minha casquinha. Logo o senhor chegou e sem apresentações foi falando maravilhas do sorvete de abacate. Dizia ele que era um verdadeiro nectar, que eu deveria experimentar.

Como sou um tradicionalista, preferi ficar no meu saborosíssimo "Chocolate pedaçudo". Mas a prosa com o "homem do abacate" não terminou ali. Sentei-me para saborar a tal delícia gelada e meu colega sentou-se na mesma mesa, após, é claro, pedir licença. Adivinha qual foi o assunto? Sorvete.

É impressionante como um assunto banal pode se transformar num grande tema para uma coversa fiada de uma terça-feira a tarde. Debatemos sobre os melhores sorvetes do bairro. Chegamos a conclusão de que o melhor era dali, da Aquarios. Mas também tivemos a mesma opinião sobre o custo benefício daquela sorveteria ali no bairro Tingüi. E de tanto o homem falar no sorvete de abacate, fiquei com vontade de experimentar. Da próxima vez encaro esse. Nas palavras dele, "tem gosto de abacate mesmo, e é bom para o colesterol".

Casquinha terminada, aperto de mão e mais uma amizade de rua comquistada.

Agora, cá entre nós, porque diabos voces se interessariam por uma história sobre dois homens, um com a metade da idade do outro, falando sobre os sorvetes da região norte de Curitiba?

Simples. Porque é disso que a vida é feita caboclada. De um sorvete refrescante numa tarde quente... de um bate papo gostoso sobre amenidades... de uma prosa simpática com um desconhecido... sobre aprender, aproveitar e compartilhar suas experiencias com o próximo, seja ele quem for... de saber que aquele sorvete no meio da tarde de uma terça-feira de dia útil é um prêmio merecido por uma seqüência de trabalho que parecia interminável. O sorvete de terça-feira se transformou em um simbolo de paz de espírito...

Ou não?

02 novembro 2007

três por um...

Virei um defensor dos motoristas de ônibus.

Donos de inúmeros casos e causos (direitos reservados para meus patrões da RPC TV hehehe), os motoristas são figuras por vezes cizudas e aparentemente de mau-humor, mas muitos se destacam pela simpatia e prosa fácil. Um deles, que dirige o bom e velho Solar, é uma figura rara. Sempre atento ao que acontece no mundo, fala sobre tudo com todos que se permitem uma conversa de passatempo. Conhece muitos dos passageiros pelos nomes e deixa todos em seus "pontos exclusivos", ou seja, pediu para parar, ele pára. Gente muito boa.

Mas enfim, conversava essa semana com o Alemão (não sei o nome dele, mas é um polaco com cara de Prudentópolis) e ele me contava as novas atribuições dos motoristas. Além de terem a obrigação de tocarem uma jornada dupla e simultânea de trabalho, afinal são motoristas e cobradores ao mesmo tempo, agora também são fiscais.

Isso mesmo. A nova tarefa em suas jornadas é fiscalizar se quem passa o cartão de isento nas roletas é mesmo alguem que necessite. É brincadeira isso. Para economizar (sem que a tarifa sofra qualquer tipo de redução em seu valor) os caras param o ônibus no ponto, abrem a porta, recebem o dinheiro, liberam a catraca. Fazem isso quantas vezes forem necessárias. Enquanto isso precisam fechar a porta, receber o dinheiro, liberar a catraca e dirigir.

De repente alguém passa o cartão de isento (que para quem ainda não percebeu, é facilmente indetinficável. Quando ele é encostado na roleta, dispara um sinal intermitente que logo em seguida confirma e liebra a catraca. Para usuarios a liberação é imediata). Então se o motirsta percebe algo diferente, precisa solicitar o cartão e anotar o número, para que a Urbs tome as medidas cabíveis.

Acumulo de três funções para um salário de aproximadamente R$ 800. É brincadeira um negócio desses.

Que se registre isso... e segue o baile.

28 outubro 2007

sem angústias...

Acho que mestre Vinicius de Moraes, como sempre, estava certo.

"Um Poeta só é grande se sofrer"...

Nunca me considerei como tal, ou seja, poeta. Mas minha criatividade para escrever qualquer coisa parecida com poesia anda "zerada". Isso pelo simples motivo de eu estar feliz. Feliz com a mulher que amo.

Vi um indício de "família" neste fim de semana. Talvez por brincar com os primos dela no parque num sábado a tarde ou pelas palavras de meu pai no almoço de domingo. Família... acho que definitivamente estou começando a minha.

Como não ando sofrendo nem angustiado para escrever, recomendo aos amigos uma passadinha nos blogs que indico. O do poeta marginal Aluísio de Paula ou a página pessoal da minha amada prima Juliana, ops, Rayane. Quem sabe o do meu editor respeitável e admirável Lobão? Aproveitem!

22 outubro 2007

tempo bom...

Vamos "devaneiar" um pouco...

É engraçado como volta e meia nos pegamos dizendo que o tempo passa, que estamos ficando velho e coisa e tal. Amigos vão noivando, casando, engravidando e tudo mais. Chega uma hora que realmente percebe que já chegou até a idade adulta, embora por vezes não queira reconhecer.

Mas pera aí, como um cabra que já viveu 1/4 de século descobre que virou um adulto? Não sei, mas insisto em me sentir uma eterna criança e não faço questão nenhuma de mudar esse pensamento e nem convencer os outros do contrário.

Eu sou eu! Conclusão excelente né? Mas é verdade. Sou um profissional, responsável por tudo que escrevo e ciente das responsabilidades que me cercam no dia-a-dia. Mas nem por isso deixo de ser aquela criança feliz, aquele adolescente emotivo que vive intensamente suas experiências e emoções.

Bem, voltando a realidade. Um dos meus melhores amigos (meu irmao mesmo) Leandro casou com minha outra grande amiga Pati. Meu outro irmão postiço, o Leo, noivou com a queridíssima Zuca. A Gisele, colega de trabalho, está grávida. A Elisa, grande amiga desde o 1.º ano do "ginásio", tem dois filhos e está casada a um monte de tempo. Todos transbordantes de felicidade por essas experiências de vida.

É, o bom e "véio" Simprão tá realmente ficando velho. Que bom...

16 outubro 2007

não fale com o motorista...

Hoje vou postar uma entrevista que fiz com um certo Senhor João na noite desta segunda-feira. Papo bom, sem interrupções e franco. Sem censuras e cru.

- Noite...
- Noite!
...
- Tranqüilo o movimento?
- Vixi rapaz. Até demais. Sem aula então, sossegado que só.
- Ah, hoje é feriado né?
- Não pra mim
- Nem pra mim.
...
- Mas essa linha parece bem tranquila né?
- Demais até meu filho. Tem dias que viajo sozinho.
- O senhor e Deus né?
- Esse nunca abandona.
...
- É bom guiar esses ônibus pequenos?
- É sim.
- Mais o trabalho dobrou né, afinal vocês tem que dirigir, dar o troco e aguentar passageiro chato e motorista mal educado.
- Isso lá é verdade. Tem cada mala.
- O trabalho dobrou e o salário é o mesmo não é?
- Faz tempo. Não temos aumento pra mais de ano.
- E o sindicato?
- Que sindicato o que. Parei de pagar faz tempo.
- Mas eles não ajudam?
- Que nada, ajudam mais os donos da empresa do que nós.
- O senhor ta brincando né?
- Bem capaz. Malemal dão assistência médica, dentista e essas coisas. Mas nem isso funciona
- Não?
- Esses dias tive que ir pro Sus para conseguir uma ajuda.
- Que absurdo...
- Nosso último aumento foi de uns 3 %. Nem a inflação.
- Fica dificil sustentar uma familia nao fica?
- Não pra mim que já sou aposentado e agora tenho dois salarios. Mas tem piá novo aí que ta lascado. Nem com hora extra consegue pagar as contas.
...
- Qual a a graça do senhor?
- João...
- Bom falar contigo seo João.
- Prosa boa meu filho. Normalmente quando o povo não xinga, entra mudo e sai calado.
...
- Brincadeira hein seo João, não fosse eu aqui o senhor fazia essa viagem sozinho.
- Hoje mesmo fiz dois trajetos sem embarcar ninguém. E olha que antes era carro grande. Hoje do pequeno é mais tranquilo.
- O senhor vai virar ali?
- Na próxima esquina.
- Opa, então vou descer. fica com Deus hein seo João. Bom trabalho.
- Amém. Fica com Deus e bom descanso meu filho. Obrigado pela conversa.

xxx

Sabem, para muitos o papo não acrescentou nada. Mas para mim foi mais um aprendizado. Um cara que está ha 31 anos na mesma profissisão, que já aposentado continua trabalhando e orgulhoso do que faz. Um pai de família (avô já) que teve como maior alegria recente ser transferido dos bi-articulados para um pequeno Coletivo amarelo que vai para o velho Bigorrilho, próximo de onde já havia trabalhado há tempos atrás e conhecia bastante gente.

Pude ver a realidade dos profissionais do transporte coletivo, que ganham R$ 1050, "que com os descontos não dá 800 pilá", disse seo João. De um sindicato que deveria brigar mais pelos seus pares e não atender às pressões dos patrões. De uma categoria que tem a força e o poder de parar a cidade, mas que não o faz talvez justamente por essa falta de representatividade.

Mais um dia em Curitiba...

08 outubro 2007

rapidinhas do busão...

Hoje o papo é rápido. Pegando uma carona com o Augusto Stresser (coletivo que uso costumeiramente) pude colher um depoimento e uma cena curiosa. Mais dois momentos do cotidiano de Curitiba.

Primeiro a conversa entre duas mulheres que haviam acabado de embarcar na lotação.

- (risos) Tarde motorista.
- (cara feia pelo retrovisor) ....
- Ai menina (já sentando em um dos bancos). ainda bem que hoje é terça-feira.
- Terça-feira? Tá loca é?
- Claro guria...terça-feira, ainda bem.
- Como assim mulher? Hoje é segunda...
- Ah tá... pra mim é terça.
- Trabalhou ontem?
- Não. Ontem era domingo né.
- Então doida... hoje é segunda.
- Terçaaaaaaa...
- Ah tá... então tá bom. Hoje é terça.
- Claro que é. Sexta não é feriado?
- É
- Então... faça as contas. Para mim já é terça. Um dia a menos pro fim de semana.


Náo é que faz sentido? hehehe. Muito bão.

_____________

A cena eu vi ali na esquina da Presidente Farias com a 13 de maio. Ao passar por ali, um Bi-articulado estava parado, as pessoas descendo. Na frente do ônibus uma marca de amassado e o parabrisas quebrado logo no começo. Fiz a imediada associação com um formato de cabeça. Logo atrás do ônibus, um rabecão do IML.

As mulheres que estavam no ônibus se emocionaram, comentaram sobre a dor da família do "morto" e de toda a violência do trânsito da cidade.

Mais tarde, já na redação, soubemos que na verdade o "vermelhão" bateu no carro do IML e ninguém ficou ferido. O "rabecão" estava indo buscar um "presunto" em algum lugar da cidade, mas estava vazio e assim ficou até seguir sua viagem.

03 outubro 2007

nova opção de leitura...

Meus caros... para quem gosta (ou não) do que escrevo (aqui ou na Gazeta do Povo Online) eu criei um novo blog junto com alguns amigos para falar sobre esportes. Todos, sem excessão. Muita crítica e opinião, fotos e espaço para debates e tudo mais.

Se quiserem perder um pouco de tempo, apareçam por lá.

http://www.imparcialouescambau.blogspot.com/

Abraços para todos... e segue o baile.

ps: Não custa lembrar que O SIMPRÃO continua vivo hein, sempre com novas psotagens

30 setembro 2007

papo de busão...

Dia desses testemunhei uma conversa interessante dentro do bi-articulado. Lotado, como quase sempre, a "expressão" se encaminhava sentindo centro quando uma sacolada na cabeça começou um papo legal. Quando tentou se segurar no ferro superior, um homem se desculpou e acertou uma moça, com seus 30 e poucos anos.

- Desculpa, mas esse ônibus lotado é foda (Homem de quase 40 anos).
- Nem me fale... nem me fale. É todo dia esse inferno mesmo, mas não foi nada.
- Pois é, já pagamos um absurdo de passagem e ainda temos que pegar ônibus lotado às 15h.
- É, mas o prefeito tá com 80% de aprovação. O povo deve estar feliz.
- 80%? Mas fizeram essa pesquisa lá no Batel?
- Tá loco
- Esse prefeito gosta mesmo é de aparecer.
- Vixi, lá em casa as ruas estão um lixo. tudo cheio de buraco
- É, mas lá na BR tãofazendo um monte de coisa
- Para que? É só tapar os buracos que já tá bom.
- E os ônibus lotados
- Ih meu filho, nos somos de classe média. Não temos carro então temos que ir de onibus mesmo. Metro? só pra daqui uns 10 anos.
- Mas ele nao vai ser mais prefeito daqui 10 anos.
- Mas vem outro igual no lugar. Esse povo daqui nunca vai votar na esquerda. Não votaram aquela vez no aleijado. Não vão votar agora
- Tá loco.
- Pois é
- Tchau vizinha. Desculpa a sacolada
- Que é isso. vai com Deus.

xx

Interessante. Só no ônibus tu ouve esses papos... aquele momento do "a pesquisa foi feita no Batel" me tirou um sorriso impossível de esconder.

É isso... abraços e segue o baile

26 setembro 2007

cnt de volta...

Queria comentar isso há algum tempo. Recentemente a CNT, rede de televisão com sede e sangue paranaense, foi arrendada para o grupo que controla o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. Depois de menos de seis meses no ar, o grupo JB decidiu romper o contrato alegando falta de qualidade técnica da CNT, que por sua vez disse ter levado o calote e não ter recebido o valor correspondente pelo "aluguel" das instalações e concessões.

O canal voltou a se chamar CNT (Central Nacional de Televisão) e passou a resgatar alguns programas que marcaram época, pelo menos para o público curitibano. O primeiro, e mais divertido deles, é a novela Pista Dupla, inteiramente rodada em Curitiba e região. O programa foi ao ar em 1996 e não tenho a mínima idéia se deu lucro, mas é super bacana ver uma nvoela ambientada em lugares que passamos todos os dias. Na tela podemos ver até algumas figuras conhecidas, como a filha do poeta Paulo Leminski, Áurea, e o global Raniere Gonzales (ainda mocinho). A qualidade é duvidosa, mas é uma excelente opção de entretenimento.

Outra atração, que vai voltar ao ar em breve, é o programa Tons do Brasil. Apresentado pelo músico Plínio Oliveira, o programa traz atrações musicais que se apresentam ao lado do pianista curitibano ou eu shows solos. É MUITO legal esse programa, pois valoriza nossos artistas e traz sempre boa música. Foi graças ao Tons do Brasil e ao Plínio Oliveira que pude, um belo dia de 2001, assistir um showzaço da Miúcha, pequena grande cantora da Bossa Nova, irmã de Chico Buarque e parceira do mestre Vinicius de Moraes. Tomara que o programa vingue e continue no ar.

Enfim, é isso. Ah, a novela vai ao ar por volta das 22h30.

Abraços... e segue o baile

20 setembro 2007

alegria...

Ontem o Simprão foi ao Cirque du Soleil. Pra vocês verem como tudo nessa vida é possível, já que normalmente voces não me veriam gastar 400 paus para ir ao "circo".

Vou tentar resumir o espetáculo em uma frase: "Achei muito legal, mas não pagaria R$ 400 nem fudendo".

O convite para assistir ao espetáculo partiu da minha empresa (RPC). O Evento em si valeu mais a pena do que o circo, já que reunir quase 1.700 funcionários do Paraná inteiro não é coisa fácil de se fazer e sequer de se imaginar. Depois de um tradicional frango com polenta do Madalosso, todos fomos assistir ao "Alegria" na noite desta quarta-feira.

Não vou ser babaca e dizer que foi uma bosta, alias, longe disso. É uma coisa bacana de se ver. talentos individuais, sincronia, perfomances únicas e aquele velho misto de malícia e ingenuidade dos palhaços. Alias, começo por eles, os grandes artistas da noite.

A dupla, formada por um artista "importado" e um brasileiro, é hilariante. Desde o começo do show, eles intercalavam cada apresentação dos artistas "sérios" com uma série de brincadeiras, piadas infantis e performances impagáveis. Até o convidado da platéia ajudou e contribuiu para deixar o show ainda mais engraçados. Era, sem sombra de dúvidas, a parte do espetáculo que mais provocava a reação da platéia e nisso creditam-se seus méritos.

Fazendo um apanhado geral, fiquei impressionado com três shows. Primeiro de uma menina com seus bambolês... apesar de ja termos visto isso pela tv, em programas tipo "acredite se quiser" ou "isso é incrível", o visual e a habilidade daquela menina rodando os bambolês realmente foram de encher os olhos. Me lembrei de uma passagem, nesse ultimo feriado de 7 de setembro, em que eu, minha muié e uns amigos tentamos, em vão rodar um único bambole e tinhamos dificuldade para fazê-lo nas maos, imaginem no corpo todo com uns 10 deles.

Depois a apresentação de duas meninas contorcionistas... foi realmente incrível. Em alguns momentos, sem medo de exagerar, não se sabia onde começava uma e terminava outra. Realmente coisa de cinema.

Por fim a apresentação das barras russas. Nesse show acrobatas saltam e fazem piruetas e mortais em uma barra em que mal cabem um dos pés. Sensacional. Técnica e equilibrio total. (alias foi esse show que motivou a melhor apresentação dos palhaços, com participação da platéia).

Enfim, para fechar, foi lindo. Apesar de ser considerado o mais "pobrinho" do Cirque du Soleil, o espetáculo Alegria foi uma experiencia muito legal. Repito, não sei se pagaria 400 paus para vê-lo (provavelmente não), mas valeu muito a pena ter a chance de assitir ao show sem pagar um tostão sequer. hehehe. Obrigado RPC

Um abraço a todos.... e segue o baile, ou melhor, o espetáculo

12 setembro 2007

somos idiotas...

Apesar de não ter votado no "figura", não sou de fugir da responsabilidade e tirar o meu da reta. SOMOS TODOS UNS IMBECIS... Nós votamos nesses políticos e temos muito pouco direito de reclamar da votação que não aceitou o pedido de cassação do senador Renan Calheiros. Os 40 votos contra 35 representam claramente que mais de 50% da população é corrupta.

Acredito que nossos representantes realmente representam nossos anseios. Se o caboclo que voce votou foi contra principios éticos que voce preza e prega, voce votou errado não? A culpa é nossa... apesar de sermos sempre os culpados por toda a merda que acontece no mundo, tenho que admitir e aceitar a minha parcela de culpa nessa vergonha que foi a absolvição de Renan Calheiros, que é culpado e todas as provas "provam" isso.

Essa metade corrupta da população deveria seguir para Brasília com um cartaz semelhante a um exibido dia desses em uma maratona na capital federal: "Come eu Renan!".

Bah... Porque puniram o Collor?

sei lá...

04 setembro 2007

luto...

Na noite desta segunda-feira recebi um duro golpe. Não no fígado, nem na cara muito menos no estômago. Mas sim no coração. A Rádio Clube B2 - AM 1430, terceira rádio fundada no Brasil e a primeiríssima do Paraná foi vendida.

Isso, nos tempos de crise financeira e coisa parecida, poderia até ser considerado normal. Contudo, a idéia dos novos donos de enterrar uma das mais tradicionais marcas radiofônicas do país me irrita, me constrange, me enoja e me revolta.

Pelo que soube, de fontes segura de quem está sentindo na pele essa mudança brusca, os novos donos vão centralizar toda a programação em São Paulo. Pelo menos por equanto. Esta idéia me causa náuseas e ao mesmo tempo preocupação, já que toda a equipe de jornalismo e todos os radialistas devem perder seus empregos. Mais um espaço, entre os poucos que existem para o jornalismo, é fechado.

Não consigo conceber a idéia de ver morrer a "Turma do Bate-papo", a "Revista Matinal" e o programa "Os repórteres". A melhor e mais completa cobertura das eleições, vestibulares e grande acontecimentos SEMPRE foram da rádio Clube. Uma bandeira em defesa do bom radialismo e um motivo de orgulho para os paranaense. Morreu e será enterrada sem dó e nem piedade.

Não tenho muito o que fazer, infelizmente, a não ser lamentar.


Por fim, digo que sempre tive um sonho na minha carreira de radialista e repórter esportivo, mas como vocês devem ter percebido, NUNCA mais poderei realizar. Pode até soar trágico, mas morrerei com a frustração de nunca ter realizado o sonho de trabalhar na Rádio Clube Paranaense.

estou triste... e de luto.