07 novembro 2007
sorvete de abacate...
De folga, hoje resolvi dar umas voltas pela cidade para procurar algumas peças para a minha carroça. No meio da tarde, por volta das 16h, resolvi parar um pouco para tomar um sorvete. Tem coisa mais estranha (ou normal?) que parar no meio da tarde para tomar um sorvete?
Pensei, para variar, em pedir uma bola de chocolate (mentira, sempre peço de chocolate) e curtir o silêncio do mundo olhando os carros passarem na velha Erasto Gaertner. Mas ainda na fila do caixa, um senhor (com 50 e tantos anos) já veio proseando com a atendente. Peguei minha ficha e fui esperar minha casquinha. Logo o senhor chegou e sem apresentações foi falando maravilhas do sorvete de abacate. Dizia ele que era um verdadeiro nectar, que eu deveria experimentar.
Como sou um tradicionalista, preferi ficar no meu saborosíssimo "Chocolate pedaçudo". Mas a prosa com o "homem do abacate" não terminou ali. Sentei-me para saborar a tal delícia gelada e meu colega sentou-se na mesma mesa, após, é claro, pedir licença. Adivinha qual foi o assunto? Sorvete.
É impressionante como um assunto banal pode se transformar num grande tema para uma coversa fiada de uma terça-feira a tarde. Debatemos sobre os melhores sorvetes do bairro. Chegamos a conclusão de que o melhor era dali, da Aquarios. Mas também tivemos a mesma opinião sobre o custo benefício daquela sorveteria ali no bairro Tingüi. E de tanto o homem falar no sorvete de abacate, fiquei com vontade de experimentar. Da próxima vez encaro esse. Nas palavras dele, "tem gosto de abacate mesmo, e é bom para o colesterol".
Casquinha terminada, aperto de mão e mais uma amizade de rua comquistada.
Agora, cá entre nós, porque diabos voces se interessariam por uma história sobre dois homens, um com a metade da idade do outro, falando sobre os sorvetes da região norte de Curitiba?
Simples. Porque é disso que a vida é feita caboclada. De um sorvete refrescante numa tarde quente... de um bate papo gostoso sobre amenidades... de uma prosa simpática com um desconhecido... sobre aprender, aproveitar e compartilhar suas experiencias com o próximo, seja ele quem for... de saber que aquele sorvete no meio da tarde de uma terça-feira de dia útil é um prêmio merecido por uma seqüência de trabalho que parecia interminável. O sorvete de terça-feira se transformou em um simbolo de paz de espírito...
Ou não?
Pensei, para variar, em pedir uma bola de chocolate (mentira, sempre peço de chocolate) e curtir o silêncio do mundo olhando os carros passarem na velha Erasto Gaertner. Mas ainda na fila do caixa, um senhor (com 50 e tantos anos) já veio proseando com a atendente. Peguei minha ficha e fui esperar minha casquinha. Logo o senhor chegou e sem apresentações foi falando maravilhas do sorvete de abacate. Dizia ele que era um verdadeiro nectar, que eu deveria experimentar.
Como sou um tradicionalista, preferi ficar no meu saborosíssimo "Chocolate pedaçudo". Mas a prosa com o "homem do abacate" não terminou ali. Sentei-me para saborar a tal delícia gelada e meu colega sentou-se na mesma mesa, após, é claro, pedir licença. Adivinha qual foi o assunto? Sorvete.
É impressionante como um assunto banal pode se transformar num grande tema para uma coversa fiada de uma terça-feira a tarde. Debatemos sobre os melhores sorvetes do bairro. Chegamos a conclusão de que o melhor era dali, da Aquarios. Mas também tivemos a mesma opinião sobre o custo benefício daquela sorveteria ali no bairro Tingüi. E de tanto o homem falar no sorvete de abacate, fiquei com vontade de experimentar. Da próxima vez encaro esse. Nas palavras dele, "tem gosto de abacate mesmo, e é bom para o colesterol".
Casquinha terminada, aperto de mão e mais uma amizade de rua comquistada.
Agora, cá entre nós, porque diabos voces se interessariam por uma história sobre dois homens, um com a metade da idade do outro, falando sobre os sorvetes da região norte de Curitiba?
Simples. Porque é disso que a vida é feita caboclada. De um sorvete refrescante numa tarde quente... de um bate papo gostoso sobre amenidades... de uma prosa simpática com um desconhecido... sobre aprender, aproveitar e compartilhar suas experiencias com o próximo, seja ele quem for... de saber que aquele sorvete no meio da tarde de uma terça-feira de dia útil é um prêmio merecido por uma seqüência de trabalho que parecia interminável. O sorvete de terça-feira se transformou em um simbolo de paz de espírito...
Ou não?
02 novembro 2007
três por um...
Virei um defensor dos motoristas de ônibus.
Donos de inúmeros casos e causos (direitos reservados para meus patrões da RPC TV hehehe), os motoristas são figuras por vezes cizudas e aparentemente de mau-humor, mas muitos se destacam pela simpatia e prosa fácil. Um deles, que dirige o bom e velho Solar, é uma figura rara. Sempre atento ao que acontece no mundo, fala sobre tudo com todos que se permitem uma conversa de passatempo. Conhece muitos dos passageiros pelos nomes e deixa todos em seus "pontos exclusivos", ou seja, pediu para parar, ele pára. Gente muito boa.
Mas enfim, conversava essa semana com o Alemão (não sei o nome dele, mas é um polaco com cara de Prudentópolis) e ele me contava as novas atribuições dos motoristas. Além de terem a obrigação de tocarem uma jornada dupla e simultânea de trabalho, afinal são motoristas e cobradores ao mesmo tempo, agora também são fiscais.
Isso mesmo. A nova tarefa em suas jornadas é fiscalizar se quem passa o cartão de isento nas roletas é mesmo alguem que necessite. É brincadeira isso. Para economizar (sem que a tarifa sofra qualquer tipo de redução em seu valor) os caras param o ônibus no ponto, abrem a porta, recebem o dinheiro, liberam a catraca. Fazem isso quantas vezes forem necessárias. Enquanto isso precisam fechar a porta, receber o dinheiro, liberar a catraca e dirigir.
De repente alguém passa o cartão de isento (que para quem ainda não percebeu, é facilmente indetinficável. Quando ele é encostado na roleta, dispara um sinal intermitente que logo em seguida confirma e liebra a catraca. Para usuarios a liberação é imediata). Então se o motirsta percebe algo diferente, precisa solicitar o cartão e anotar o número, para que a Urbs tome as medidas cabíveis.
Acumulo de três funções para um salário de aproximadamente R$ 800. É brincadeira um negócio desses.
Que se registre isso... e segue o baile.
Donos de inúmeros casos e causos (direitos reservados para meus patrões da RPC TV hehehe), os motoristas são figuras por vezes cizudas e aparentemente de mau-humor, mas muitos se destacam pela simpatia e prosa fácil. Um deles, que dirige o bom e velho Solar, é uma figura rara. Sempre atento ao que acontece no mundo, fala sobre tudo com todos que se permitem uma conversa de passatempo. Conhece muitos dos passageiros pelos nomes e deixa todos em seus "pontos exclusivos", ou seja, pediu para parar, ele pára. Gente muito boa.
Mas enfim, conversava essa semana com o Alemão (não sei o nome dele, mas é um polaco com cara de Prudentópolis) e ele me contava as novas atribuições dos motoristas. Além de terem a obrigação de tocarem uma jornada dupla e simultânea de trabalho, afinal são motoristas e cobradores ao mesmo tempo, agora também são fiscais.
Isso mesmo. A nova tarefa em suas jornadas é fiscalizar se quem passa o cartão de isento nas roletas é mesmo alguem que necessite. É brincadeira isso. Para economizar (sem que a tarifa sofra qualquer tipo de redução em seu valor) os caras param o ônibus no ponto, abrem a porta, recebem o dinheiro, liberam a catraca. Fazem isso quantas vezes forem necessárias. Enquanto isso precisam fechar a porta, receber o dinheiro, liberar a catraca e dirigir.
De repente alguém passa o cartão de isento (que para quem ainda não percebeu, é facilmente indetinficável. Quando ele é encostado na roleta, dispara um sinal intermitente que logo em seguida confirma e liebra a catraca. Para usuarios a liberação é imediata). Então se o motirsta percebe algo diferente, precisa solicitar o cartão e anotar o número, para que a Urbs tome as medidas cabíveis.
Acumulo de três funções para um salário de aproximadamente R$ 800. É brincadeira um negócio desses.
Que se registre isso... e segue o baile.
28 outubro 2007
sem angústias...
Acho que mestre Vinicius de Moraes, como sempre, estava certo.
"Um Poeta só é grande se sofrer"...
Nunca me considerei como tal, ou seja, poeta. Mas minha criatividade para escrever qualquer coisa parecida com poesia anda "zerada". Isso pelo simples motivo de eu estar feliz. Feliz com a mulher que amo.
Vi um indício de "família" neste fim de semana. Talvez por brincar com os primos dela no parque num sábado a tarde ou pelas palavras de meu pai no almoço de domingo. Família... acho que definitivamente estou começando a minha.
Como não ando sofrendo nem angustiado para escrever, recomendo aos amigos uma passadinha nos blogs que indico. O do poeta marginal Aluísio de Paula ou a página pessoal da minha amada prima Juliana, ops, Rayane. Quem sabe o do meu editor respeitável e admirável Lobão? Aproveitem!
"Um Poeta só é grande se sofrer"...
Nunca me considerei como tal, ou seja, poeta. Mas minha criatividade para escrever qualquer coisa parecida com poesia anda "zerada". Isso pelo simples motivo de eu estar feliz. Feliz com a mulher que amo.
Vi um indício de "família" neste fim de semana. Talvez por brincar com os primos dela no parque num sábado a tarde ou pelas palavras de meu pai no almoço de domingo. Família... acho que definitivamente estou começando a minha.
Como não ando sofrendo nem angustiado para escrever, recomendo aos amigos uma passadinha nos blogs que indico. O do poeta marginal Aluísio de Paula ou a página pessoal da minha amada prima Juliana, ops, Rayane. Quem sabe o do meu editor respeitável e admirável Lobão? Aproveitem!
22 outubro 2007
tempo bom...
Vamos "devaneiar" um pouco...
É engraçado como volta e meia nos pegamos dizendo que o tempo passa, que estamos ficando velho e coisa e tal. Amigos vão noivando, casando, engravidando e tudo mais. Chega uma hora que realmente percebe que já chegou até a idade adulta, embora por vezes não queira reconhecer.
Mas pera aí, como um cabra que já viveu 1/4 de século descobre que virou um adulto? Não sei, mas insisto em me sentir uma eterna criança e não faço questão nenhuma de mudar esse pensamento e nem convencer os outros do contrário.
Eu sou eu! Conclusão excelente né? Mas é verdade. Sou um profissional, responsável por tudo que escrevo e ciente das responsabilidades que me cercam no dia-a-dia. Mas nem por isso deixo de ser aquela criança feliz, aquele adolescente emotivo que vive intensamente suas experiências e emoções.
Bem, voltando a realidade. Um dos meus melhores amigos (meu irmao mesmo) Leandro casou com minha outra grande amiga Pati. Meu outro irmão postiço, o Leo, noivou com a queridíssima Zuca. A Gisele, colega de trabalho, está grávida. A Elisa, grande amiga desde o 1.º ano do "ginásio", tem dois filhos e está casada a um monte de tempo. Todos transbordantes de felicidade por essas experiências de vida.
É, o bom e "véio" Simprão tá realmente ficando velho. Que bom...
É engraçado como volta e meia nos pegamos dizendo que o tempo passa, que estamos ficando velho e coisa e tal. Amigos vão noivando, casando, engravidando e tudo mais. Chega uma hora que realmente percebe que já chegou até a idade adulta, embora por vezes não queira reconhecer.
Mas pera aí, como um cabra que já viveu 1/4 de século descobre que virou um adulto? Não sei, mas insisto em me sentir uma eterna criança e não faço questão nenhuma de mudar esse pensamento e nem convencer os outros do contrário.
Eu sou eu! Conclusão excelente né? Mas é verdade. Sou um profissional, responsável por tudo que escrevo e ciente das responsabilidades que me cercam no dia-a-dia. Mas nem por isso deixo de ser aquela criança feliz, aquele adolescente emotivo que vive intensamente suas experiências e emoções.
Bem, voltando a realidade. Um dos meus melhores amigos (meu irmao mesmo) Leandro casou com minha outra grande amiga Pati. Meu outro irmão postiço, o Leo, noivou com a queridíssima Zuca. A Gisele, colega de trabalho, está grávida. A Elisa, grande amiga desde o 1.º ano do "ginásio", tem dois filhos e está casada a um monte de tempo. Todos transbordantes de felicidade por essas experiências de vida.
É, o bom e "véio" Simprão tá realmente ficando velho. Que bom...
16 outubro 2007
não fale com o motorista...
Hoje vou postar uma entrevista que fiz com um certo Senhor João na noite desta segunda-feira. Papo bom, sem interrupções e franco. Sem censuras e cru.
- Noite...
- Noite!
...
- Tranqüilo o movimento?
- Vixi rapaz. Até demais. Sem aula então, sossegado que só.
- Ah, hoje é feriado né?
- Não pra mim
- Nem pra mim.
...
- Mas essa linha parece bem tranquila né?
- Demais até meu filho. Tem dias que viajo sozinho.
- O senhor e Deus né?
- Esse nunca abandona.
...
- É bom guiar esses ônibus pequenos?
- É sim.
- Mais o trabalho dobrou né, afinal vocês tem que dirigir, dar o troco e aguentar passageiro chato e motorista mal educado.
- Isso lá é verdade. Tem cada mala.
- O trabalho dobrou e o salário é o mesmo não é?
- Faz tempo. Não temos aumento pra mais de ano.
- E o sindicato?
- Que sindicato o que. Parei de pagar faz tempo.
- Mas eles não ajudam?
- Que nada, ajudam mais os donos da empresa do que nós.
- O senhor ta brincando né?
- Bem capaz. Malemal dão assistência médica, dentista e essas coisas. Mas nem isso funciona
- Não?
- Esses dias tive que ir pro Sus para conseguir uma ajuda.
- Que absurdo...
- Nosso último aumento foi de uns 3 %. Nem a inflação.
- Fica dificil sustentar uma familia nao fica?
- Não pra mim que já sou aposentado e agora tenho dois salarios. Mas tem piá novo aí que ta lascado. Nem com hora extra consegue pagar as contas.
...
- Qual a a graça do senhor?
- João...
- Bom falar contigo seo João.
- Prosa boa meu filho. Normalmente quando o povo não xinga, entra mudo e sai calado.
...
- Brincadeira hein seo João, não fosse eu aqui o senhor fazia essa viagem sozinho.
- Hoje mesmo fiz dois trajetos sem embarcar ninguém. E olha que antes era carro grande. Hoje do pequeno é mais tranquilo.
- O senhor vai virar ali?
- Na próxima esquina.
- Opa, então vou descer. fica com Deus hein seo João. Bom trabalho.
- Amém. Fica com Deus e bom descanso meu filho. Obrigado pela conversa.
xxx
Sabem, para muitos o papo não acrescentou nada. Mas para mim foi mais um aprendizado. Um cara que está ha 31 anos na mesma profissisão, que já aposentado continua trabalhando e orgulhoso do que faz. Um pai de família (avô já) que teve como maior alegria recente ser transferido dos bi-articulados para um pequeno Coletivo amarelo que vai para o velho Bigorrilho, próximo de onde já havia trabalhado há tempos atrás e conhecia bastante gente.
Pude ver a realidade dos profissionais do transporte coletivo, que ganham R$ 1050, "que com os descontos não dá 800 pilá", disse seo João. De um sindicato que deveria brigar mais pelos seus pares e não atender às pressões dos patrões. De uma categoria que tem a força e o poder de parar a cidade, mas que não o faz talvez justamente por essa falta de representatividade.
Mais um dia em Curitiba...
- Noite...
- Noite!
...
- Tranqüilo o movimento?
- Vixi rapaz. Até demais. Sem aula então, sossegado que só.
- Ah, hoje é feriado né?
- Não pra mim
- Nem pra mim.
...
- Mas essa linha parece bem tranquila né?
- Demais até meu filho. Tem dias que viajo sozinho.
- O senhor e Deus né?
- Esse nunca abandona.
...
- É bom guiar esses ônibus pequenos?
- É sim.
- Mais o trabalho dobrou né, afinal vocês tem que dirigir, dar o troco e aguentar passageiro chato e motorista mal educado.
- Isso lá é verdade. Tem cada mala.
- O trabalho dobrou e o salário é o mesmo não é?
- Faz tempo. Não temos aumento pra mais de ano.
- E o sindicato?
- Que sindicato o que. Parei de pagar faz tempo.
- Mas eles não ajudam?
- Que nada, ajudam mais os donos da empresa do que nós.
- O senhor ta brincando né?
- Bem capaz. Malemal dão assistência médica, dentista e essas coisas. Mas nem isso funciona
- Não?
- Esses dias tive que ir pro Sus para conseguir uma ajuda.
- Que absurdo...
- Nosso último aumento foi de uns 3 %. Nem a inflação.
- Fica dificil sustentar uma familia nao fica?
- Não pra mim que já sou aposentado e agora tenho dois salarios. Mas tem piá novo aí que ta lascado. Nem com hora extra consegue pagar as contas.
...
- Qual a a graça do senhor?
- João...
- Bom falar contigo seo João.
- Prosa boa meu filho. Normalmente quando o povo não xinga, entra mudo e sai calado.
...
- Brincadeira hein seo João, não fosse eu aqui o senhor fazia essa viagem sozinho.
- Hoje mesmo fiz dois trajetos sem embarcar ninguém. E olha que antes era carro grande. Hoje do pequeno é mais tranquilo.
- O senhor vai virar ali?
- Na próxima esquina.
- Opa, então vou descer. fica com Deus hein seo João. Bom trabalho.
- Amém. Fica com Deus e bom descanso meu filho. Obrigado pela conversa.
xxx
Sabem, para muitos o papo não acrescentou nada. Mas para mim foi mais um aprendizado. Um cara que está ha 31 anos na mesma profissisão, que já aposentado continua trabalhando e orgulhoso do que faz. Um pai de família (avô já) que teve como maior alegria recente ser transferido dos bi-articulados para um pequeno Coletivo amarelo que vai para o velho Bigorrilho, próximo de onde já havia trabalhado há tempos atrás e conhecia bastante gente.
Pude ver a realidade dos profissionais do transporte coletivo, que ganham R$ 1050, "que com os descontos não dá 800 pilá", disse seo João. De um sindicato que deveria brigar mais pelos seus pares e não atender às pressões dos patrões. De uma categoria que tem a força e o poder de parar a cidade, mas que não o faz talvez justamente por essa falta de representatividade.
Mais um dia em Curitiba...
08 outubro 2007
rapidinhas do busão...
Hoje o papo é rápido. Pegando uma carona com o Augusto Stresser (coletivo que uso costumeiramente) pude colher um depoimento e uma cena curiosa. Mais dois momentos do cotidiano de Curitiba.
Primeiro a conversa entre duas mulheres que haviam acabado de embarcar na lotação.
- (risos) Tarde motorista.
- (cara feia pelo retrovisor) ....
- Ai menina (já sentando em um dos bancos). ainda bem que hoje é terça-feira.
- Terça-feira? Tá loca é?
- Claro guria...terça-feira, ainda bem.
- Como assim mulher? Hoje é segunda...
- Ah tá... pra mim é terça.
- Trabalhou ontem?
- Não. Ontem era domingo né.
- Então doida... hoje é segunda.
- Terçaaaaaaa...
- Ah tá... então tá bom. Hoje é terça.
- Claro que é. Sexta não é feriado?
- É
- Então... faça as contas. Para mim já é terça. Um dia a menos pro fim de semana.
Náo é que faz sentido? hehehe. Muito bão.
_____________
A cena eu vi ali na esquina da Presidente Farias com a 13 de maio. Ao passar por ali, um Bi-articulado estava parado, as pessoas descendo. Na frente do ônibus uma marca de amassado e o parabrisas quebrado logo no começo. Fiz a imediada associação com um formato de cabeça. Logo atrás do ônibus, um rabecão do IML.
As mulheres que estavam no ônibus se emocionaram, comentaram sobre a dor da família do "morto" e de toda a violência do trânsito da cidade.
Mais tarde, já na redação, soubemos que na verdade o "vermelhão" bateu no carro do IML e ninguém ficou ferido. O "rabecão" estava indo buscar um "presunto" em algum lugar da cidade, mas estava vazio e assim ficou até seguir sua viagem.
Primeiro a conversa entre duas mulheres que haviam acabado de embarcar na lotação.
- (risos) Tarde motorista.
- (cara feia pelo retrovisor) ....
- Ai menina (já sentando em um dos bancos). ainda bem que hoje é terça-feira.
- Terça-feira? Tá loca é?
- Claro guria...terça-feira, ainda bem.
- Como assim mulher? Hoje é segunda...
- Ah tá... pra mim é terça.
- Trabalhou ontem?
- Não. Ontem era domingo né.
- Então doida... hoje é segunda.
- Terçaaaaaaa...
- Ah tá... então tá bom. Hoje é terça.
- Claro que é. Sexta não é feriado?
- É
- Então... faça as contas. Para mim já é terça. Um dia a menos pro fim de semana.
Náo é que faz sentido? hehehe. Muito bão.
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A cena eu vi ali na esquina da Presidente Farias com a 13 de maio. Ao passar por ali, um Bi-articulado estava parado, as pessoas descendo. Na frente do ônibus uma marca de amassado e o parabrisas quebrado logo no começo. Fiz a imediada associação com um formato de cabeça. Logo atrás do ônibus, um rabecão do IML.
As mulheres que estavam no ônibus se emocionaram, comentaram sobre a dor da família do "morto" e de toda a violência do trânsito da cidade.
Mais tarde, já na redação, soubemos que na verdade o "vermelhão" bateu no carro do IML e ninguém ficou ferido. O "rabecão" estava indo buscar um "presunto" em algum lugar da cidade, mas estava vazio e assim ficou até seguir sua viagem.
03 outubro 2007
nova opção de leitura...
Meus caros... para quem gosta (ou não) do que escrevo (aqui ou na Gazeta do Povo Online) eu criei um novo blog junto com alguns amigos para falar sobre esportes. Todos, sem excessão. Muita crítica e opinião, fotos e espaço para debates e tudo mais.
Se quiserem perder um pouco de tempo, apareçam por lá.
http://www.imparcialouescambau.blogspot.com/
Abraços para todos... e segue o baile.
ps: Não custa lembrar que O SIMPRÃO continua vivo hein, sempre com novas psotagens
Se quiserem perder um pouco de tempo, apareçam por lá.
http://www.imparcialouescambau.blogspot.com/
Abraços para todos... e segue o baile.
ps: Não custa lembrar que O SIMPRÃO continua vivo hein, sempre com novas psotagens
30 setembro 2007
papo de busão...
Dia desses testemunhei uma conversa interessante dentro do bi-articulado. Lotado, como quase sempre, a "expressão" se encaminhava sentindo centro quando uma sacolada na cabeça começou um papo legal. Quando tentou se segurar no ferro superior, um homem se desculpou e acertou uma moça, com seus 30 e poucos anos.
- Desculpa, mas esse ônibus lotado é foda (Homem de quase 40 anos).
- Nem me fale... nem me fale. É todo dia esse inferno mesmo, mas não foi nada.
- Pois é, já pagamos um absurdo de passagem e ainda temos que pegar ônibus lotado às 15h.
- É, mas o prefeito tá com 80% de aprovação. O povo deve estar feliz.
- 80%? Mas fizeram essa pesquisa lá no Batel?
- Tá loco
- Esse prefeito gosta mesmo é de aparecer.
- Vixi, lá em casa as ruas estão um lixo. tudo cheio de buraco
- É, mas lá na BR tãofazendo um monte de coisa
- Para que? É só tapar os buracos que já tá bom.
- E os ônibus lotados
- Ih meu filho, nos somos de classe média. Não temos carro então temos que ir de onibus mesmo. Metro? só pra daqui uns 10 anos.
- Mas ele nao vai ser mais prefeito daqui 10 anos.
- Mas vem outro igual no lugar. Esse povo daqui nunca vai votar na esquerda. Não votaram aquela vez no aleijado. Não vão votar agora
- Tá loco.
- Pois é
- Tchau vizinha. Desculpa a sacolada
- Que é isso. vai com Deus.
xx
Interessante. Só no ônibus tu ouve esses papos... aquele momento do "a pesquisa foi feita no Batel" me tirou um sorriso impossível de esconder.
É isso... abraços e segue o baile
- Desculpa, mas esse ônibus lotado é foda (Homem de quase 40 anos).
- Nem me fale... nem me fale. É todo dia esse inferno mesmo, mas não foi nada.
- Pois é, já pagamos um absurdo de passagem e ainda temos que pegar ônibus lotado às 15h.
- É, mas o prefeito tá com 80% de aprovação. O povo deve estar feliz.
- 80%? Mas fizeram essa pesquisa lá no Batel?
- Tá loco
- Esse prefeito gosta mesmo é de aparecer.
- Vixi, lá em casa as ruas estão um lixo. tudo cheio de buraco
- É, mas lá na BR tãofazendo um monte de coisa
- Para que? É só tapar os buracos que já tá bom.
- E os ônibus lotados
- Ih meu filho, nos somos de classe média. Não temos carro então temos que ir de onibus mesmo. Metro? só pra daqui uns 10 anos.
- Mas ele nao vai ser mais prefeito daqui 10 anos.
- Mas vem outro igual no lugar. Esse povo daqui nunca vai votar na esquerda. Não votaram aquela vez no aleijado. Não vão votar agora
- Tá loco.
- Pois é
- Tchau vizinha. Desculpa a sacolada
- Que é isso. vai com Deus.
xx
Interessante. Só no ônibus tu ouve esses papos... aquele momento do "a pesquisa foi feita no Batel" me tirou um sorriso impossível de esconder.
É isso... abraços e segue o baile
26 setembro 2007
cnt de volta...
Queria comentar isso há algum tempo. Recentemente a CNT, rede de televisão com sede e sangue paranaense, foi arrendada para o grupo que controla o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. Depois de menos de seis meses no ar, o grupo JB decidiu romper o contrato alegando falta de qualidade técnica da CNT, que por sua vez disse ter levado o calote e não ter recebido o valor correspondente pelo "aluguel" das instalações e concessões.
O canal voltou a se chamar CNT (Central Nacional de Televisão) e passou a resgatar alguns programas que marcaram época, pelo menos para o público curitibano. O primeiro, e mais divertido deles, é a novela Pista Dupla, inteiramente rodada em Curitiba e região. O programa foi ao ar em 1996 e não tenho a mínima idéia se deu lucro, mas é super bacana ver uma nvoela ambientada em lugares que passamos todos os dias. Na tela podemos ver até algumas figuras conhecidas, como a filha do poeta Paulo Leminski, Áurea, e o global Raniere Gonzales (ainda mocinho). A qualidade é duvidosa, mas é uma excelente opção de entretenimento.
Outra atração, que vai voltar ao ar em breve, é o programa Tons do Brasil. Apresentado pelo músico Plínio Oliveira, o programa traz atrações musicais que se apresentam ao lado do pianista curitibano ou eu shows solos. É MUITO legal esse programa, pois valoriza nossos artistas e traz sempre boa música. Foi graças ao Tons do Brasil e ao Plínio Oliveira que pude, um belo dia de 2001, assistir um showzaço da Miúcha, pequena grande cantora da Bossa Nova, irmã de Chico Buarque e parceira do mestre Vinicius de Moraes. Tomara que o programa vingue e continue no ar.
Enfim, é isso. Ah, a novela vai ao ar por volta das 22h30.
Abraços... e segue o baile
O canal voltou a se chamar CNT (Central Nacional de Televisão) e passou a resgatar alguns programas que marcaram época, pelo menos para o público curitibano. O primeiro, e mais divertido deles, é a novela Pista Dupla, inteiramente rodada em Curitiba e região. O programa foi ao ar em 1996 e não tenho a mínima idéia se deu lucro, mas é super bacana ver uma nvoela ambientada em lugares que passamos todos os dias. Na tela podemos ver até algumas figuras conhecidas, como a filha do poeta Paulo Leminski, Áurea, e o global Raniere Gonzales (ainda mocinho). A qualidade é duvidosa, mas é uma excelente opção de entretenimento.
Outra atração, que vai voltar ao ar em breve, é o programa Tons do Brasil. Apresentado pelo músico Plínio Oliveira, o programa traz atrações musicais que se apresentam ao lado do pianista curitibano ou eu shows solos. É MUITO legal esse programa, pois valoriza nossos artistas e traz sempre boa música. Foi graças ao Tons do Brasil e ao Plínio Oliveira que pude, um belo dia de 2001, assistir um showzaço da Miúcha, pequena grande cantora da Bossa Nova, irmã de Chico Buarque e parceira do mestre Vinicius de Moraes. Tomara que o programa vingue e continue no ar.
Enfim, é isso. Ah, a novela vai ao ar por volta das 22h30.
Abraços... e segue o baile
20 setembro 2007
alegria...
Ontem o Simprão foi ao Cirque du Soleil. Pra vocês verem como tudo nessa vida é possível, já que normalmente voces não me veriam gastar 400 paus para ir ao "circo".
Vou tentar resumir o espetáculo em uma frase: "Achei muito legal, mas não pagaria R$ 400 nem fudendo".
O convite para assistir ao espetáculo partiu da minha empresa (RPC). O Evento em si valeu mais a pena do que o circo, já que reunir quase 1.700 funcionários do Paraná inteiro não é coisa fácil de se fazer e sequer de se imaginar. Depois de um tradicional frango com polenta do Madalosso, todos fomos assistir ao "Alegria" na noite desta quarta-feira.
Não vou ser babaca e dizer que foi uma bosta, alias, longe disso. É uma coisa bacana de se ver. talentos individuais, sincronia, perfomances únicas e aquele velho misto de malícia e ingenuidade dos palhaços. Alias, começo por eles, os grandes artistas da noite.
A dupla, formada por um artista "importado" e um brasileiro, é hilariante. Desde o começo do show, eles intercalavam cada apresentação dos artistas "sérios" com uma série de brincadeiras, piadas infantis e performances impagáveis. Até o convidado da platéia ajudou e contribuiu para deixar o show ainda mais engraçados. Era, sem sombra de dúvidas, a parte do espetáculo que mais provocava a reação da platéia e nisso creditam-se seus méritos.
Fazendo um apanhado geral, fiquei impressionado com três shows. Primeiro de uma menina com seus bambolês... apesar de ja termos visto isso pela tv, em programas tipo "acredite se quiser" ou "isso é incrível", o visual e a habilidade daquela menina rodando os bambolês realmente foram de encher os olhos. Me lembrei de uma passagem, nesse ultimo feriado de 7 de setembro, em que eu, minha muié e uns amigos tentamos, em vão rodar um único bambole e tinhamos dificuldade para fazê-lo nas maos, imaginem no corpo todo com uns 10 deles.
Depois a apresentação de duas meninas contorcionistas... foi realmente incrível. Em alguns momentos, sem medo de exagerar, não se sabia onde começava uma e terminava outra. Realmente coisa de cinema.
Por fim a apresentação das barras russas. Nesse show acrobatas saltam e fazem piruetas e mortais em uma barra em que mal cabem um dos pés. Sensacional. Técnica e equilibrio total. (alias foi esse show que motivou a melhor apresentação dos palhaços, com participação da platéia).
Enfim, para fechar, foi lindo. Apesar de ser considerado o mais "pobrinho" do Cirque du Soleil, o espetáculo Alegria foi uma experiencia muito legal. Repito, não sei se pagaria 400 paus para vê-lo (provavelmente não), mas valeu muito a pena ter a chance de assitir ao show sem pagar um tostão sequer. hehehe. Obrigado RPC
Um abraço a todos.... e segue o baile, ou melhor, o espetáculo
Vou tentar resumir o espetáculo em uma frase: "Achei muito legal, mas não pagaria R$ 400 nem fudendo".
O convite para assistir ao espetáculo partiu da minha empresa (RPC). O Evento em si valeu mais a pena do que o circo, já que reunir quase 1.700 funcionários do Paraná inteiro não é coisa fácil de se fazer e sequer de se imaginar. Depois de um tradicional frango com polenta do Madalosso, todos fomos assistir ao "Alegria" na noite desta quarta-feira.
Não vou ser babaca e dizer que foi uma bosta, alias, longe disso. É uma coisa bacana de se ver. talentos individuais, sincronia, perfomances únicas e aquele velho misto de malícia e ingenuidade dos palhaços. Alias, começo por eles, os grandes artistas da noite.
A dupla, formada por um artista "importado" e um brasileiro, é hilariante. Desde o começo do show, eles intercalavam cada apresentação dos artistas "sérios" com uma série de brincadeiras, piadas infantis e performances impagáveis. Até o convidado da platéia ajudou e contribuiu para deixar o show ainda mais engraçados. Era, sem sombra de dúvidas, a parte do espetáculo que mais provocava a reação da platéia e nisso creditam-se seus méritos.
Fazendo um apanhado geral, fiquei impressionado com três shows. Primeiro de uma menina com seus bambolês... apesar de ja termos visto isso pela tv, em programas tipo "acredite se quiser" ou "isso é incrível", o visual e a habilidade daquela menina rodando os bambolês realmente foram de encher os olhos. Me lembrei de uma passagem, nesse ultimo feriado de 7 de setembro, em que eu, minha muié e uns amigos tentamos, em vão rodar um único bambole e tinhamos dificuldade para fazê-lo nas maos, imaginem no corpo todo com uns 10 deles.
Depois a apresentação de duas meninas contorcionistas... foi realmente incrível. Em alguns momentos, sem medo de exagerar, não se sabia onde começava uma e terminava outra. Realmente coisa de cinema.
Por fim a apresentação das barras russas. Nesse show acrobatas saltam e fazem piruetas e mortais em uma barra em que mal cabem um dos pés. Sensacional. Técnica e equilibrio total. (alias foi esse show que motivou a melhor apresentação dos palhaços, com participação da platéia).
Enfim, para fechar, foi lindo. Apesar de ser considerado o mais "pobrinho" do Cirque du Soleil, o espetáculo Alegria foi uma experiencia muito legal. Repito, não sei se pagaria 400 paus para vê-lo (provavelmente não), mas valeu muito a pena ter a chance de assitir ao show sem pagar um tostão sequer. hehehe. Obrigado RPC
Um abraço a todos.... e segue o baile, ou melhor, o espetáculo
12 setembro 2007
somos idiotas...
Apesar de não ter votado no "figura", não sou de fugir da responsabilidade e tirar o meu da reta. SOMOS TODOS UNS IMBECIS... Nós votamos nesses políticos e temos muito pouco direito de reclamar da votação que não aceitou o pedido de cassação do senador Renan Calheiros. Os 40 votos contra 35 representam claramente que mais de 50% da população é corrupta.
Acredito que nossos representantes realmente representam nossos anseios. Se o caboclo que voce votou foi contra principios éticos que voce preza e prega, voce votou errado não? A culpa é nossa... apesar de sermos sempre os culpados por toda a merda que acontece no mundo, tenho que admitir e aceitar a minha parcela de culpa nessa vergonha que foi a absolvição de Renan Calheiros, que é culpado e todas as provas "provam" isso.
Essa metade corrupta da população deveria seguir para Brasília com um cartaz semelhante a um exibido dia desses em uma maratona na capital federal: "Come eu Renan!".
Bah... Porque puniram o Collor?
sei lá...
Acredito que nossos representantes realmente representam nossos anseios. Se o caboclo que voce votou foi contra principios éticos que voce preza e prega, voce votou errado não? A culpa é nossa... apesar de sermos sempre os culpados por toda a merda que acontece no mundo, tenho que admitir e aceitar a minha parcela de culpa nessa vergonha que foi a absolvição de Renan Calheiros, que é culpado e todas as provas "provam" isso.
Essa metade corrupta da população deveria seguir para Brasília com um cartaz semelhante a um exibido dia desses em uma maratona na capital federal: "Come eu Renan!".
Bah... Porque puniram o Collor?
sei lá...
04 setembro 2007
luto...
Na noite desta segunda-feira recebi um duro golpe. Não no fígado, nem na cara muito menos no estômago. Mas sim no coração. A Rádio Clube B2 - AM 1430, terceira rádio fundada no Brasil e a primeiríssima do Paraná foi vendida.Isso, nos tempos de crise financeira e coisa parecida, poderia até ser considerado normal. Contudo, a idéia dos novos donos de enterrar uma das mais tradicionais marcas radiofônicas do país me irrita, me constrange, me enoja e me revolta.
Pelo que soube, de fontes segura de quem está sentindo na pele essa mudança brusca, os novos donos vão centralizar toda a programação em São Paulo. Pelo menos por equanto. Esta idéia me causa náuseas e ao mesmo tempo preocupação, já que toda a equipe de jornalismo e todos os radialistas devem perder seus empregos. Mais um espaço, entre os poucos que existem para o jornalismo, é fechado.
Não consigo conceber a idéia de ver morrer a "Turma do Bate-papo", a "Revista Matinal" e o programa "Os repórteres". A melhor e mais completa cobertura das eleições, vestibulares e grande acontecimentos SEMPRE foram da rádio Clube. Uma bandeira em defesa do bom radialismo e um motivo de orgulho para os paranaense. Morreu e será enterrada sem dó e nem piedade.
Não tenho muito o que fazer, infelizmente, a não ser lamentar.
Por fim, digo que sempre tive um sonho na minha carreira de radialista e repórter esportivo, mas como vocês devem ter percebido, NUNCA mais poderei realizar. Pode até soar trágico, mas morrerei com a frustração de nunca ter realizado o sonho de trabalhar na Rádio Clube Paranaense.
estou triste... e de luto.
30 agosto 2007
23 agosto 2007
devaneios...
O valor do tempo. Andei pensando (pensei parado também) no valor que damos ao tempo. Acabei de falar com meu irmão Leo e ele disse, sorrindo no melhor estilo messenger, que há duas horas atrás estava no Rio de Janeiro. Porra, tem dias que você demora esse tempo para ir do velho Solar até o terminal do Pinheirinho. Trocando em miúdos, o mesmo tempo para atravessar Curitiba de ônibus. Considerando que nossa belíssima cidade é pequena.
Oito meses atrás conheci uma guria. Nos vimos uma vez, trocamos mensagens e telefonemas e um mês depois, na segunda vez que nos encontramos, começamos a namorar. Neste caso o tempo foi bom, já que durante esses 36 dias (entre o dia em que nos conhecemos e o que começamos a namorar) o processo da conquista foi saborisissimo e o resultado está aí. Sete meses de namoro.
Dia desses (na verdade um mês e pouco atrás) fiz dois anos de Gazeta. Caramba, esse tempo também voou. Depois de pelejar e trabalhar por dois anos de graça no meu saudoso Rádio, tive o que sempre pedi desde que inventei de encarar o jornalismo: uma chance. Desde então tô lá, mas sigo louco para alçar voos mais altos. Não só pelo desafio de "realizar", mas para dar up grade na conta bancária, afinal as contas nunca me abandonaram (ão).
Penso que se tivesse uma outra ocupação, não teria tanto tempo para fazer tudo o que quero fazer. Mas, enfim, o meu tempo carece de uma melhor administração. Tenho perdido umas 3 horas por dia dormindo um tempo em que poderia arrumar um jeito de lucrar. Tô pensando nisso, mas não tô conseguindo me encontrar...
Oito meses atrás conheci uma guria. Nos vimos uma vez, trocamos mensagens e telefonemas e um mês depois, na segunda vez que nos encontramos, começamos a namorar. Neste caso o tempo foi bom, já que durante esses 36 dias (entre o dia em que nos conhecemos e o que começamos a namorar) o processo da conquista foi saborisissimo e o resultado está aí. Sete meses de namoro.
Dia desses (na verdade um mês e pouco atrás) fiz dois anos de Gazeta. Caramba, esse tempo também voou. Depois de pelejar e trabalhar por dois anos de graça no meu saudoso Rádio, tive o que sempre pedi desde que inventei de encarar o jornalismo: uma chance. Desde então tô lá, mas sigo louco para alçar voos mais altos. Não só pelo desafio de "realizar", mas para dar up grade na conta bancária, afinal as contas nunca me abandonaram (ão).
Penso que se tivesse uma outra ocupação, não teria tanto tempo para fazer tudo o que quero fazer. Mas, enfim, o meu tempo carece de uma melhor administração. Tenho perdido umas 3 horas por dia dormindo um tempo em que poderia arrumar um jeito de lucrar. Tô pensando nisso, mas não tô conseguindo me encontrar...
14 agosto 2007
reflexão...
Andei pensando sobre o que escrever. Dia desses ia relatar uma mini aventura minha ao Hospital do Trabalhador (leia-se depósito de gente da região Sul de Curitiba), mas fiquei com preguiça. Vê se pode, jornalista com preguiça para escrever. Mas hoje ouvi um relato angustiado de alguém que freqüentou o depósito de gente da região norte de Curitiba (leia-se Hospital do Cajuru) e resolvi retomar o assunto.
Um dos priminhos da minha senhora machucou o pulso e como a criança, pasmem, não tem plano de saúde, o levamos no Hospital do Trabalhador. Por sorte ele é um bebê e o atendimento foi um pouco mais rápido, mas dezenas de pessoas se empilhavam em uma sala de espera apertada no P.S. do Trabalhador. Gente que já estava ali pelo menos duas horas antes de chegarmos e uma hora depois, quando já íamos embora, ainda estavam ali.
O atendimento médico de massa da nossa cidade é precário. Lembro quando sofri um acidente de carro e fiquei muito tempo esperando atendimento na triagem do Cajuru e só consegui agilizar as coisas quando avisei sobre meu plano de saúde. Só assim as coisas andaram e gente menos privilegiada que eu varou a madrugada numa maca qualquer nos corredores do Cajuru.
É difícil imaginar uma solução para o problema e não cabe a mim fazer isso, afinal não ganho os quase 15 mil que um político designado para isso ganha. Mas a mim, como cidadão, cabe a função de reclamar e tornar público a precariedade do sistema de saúde de massa em Curitiba. Apesar da gentileza e boa vontade dos profissionais que lá estão, a falta de pessoal e a estrutura pequena deixam as coisas ainda mais complicadas.
Um dos priminhos da minha senhora machucou o pulso e como a criança, pasmem, não tem plano de saúde, o levamos no Hospital do Trabalhador. Por sorte ele é um bebê e o atendimento foi um pouco mais rápido, mas dezenas de pessoas se empilhavam em uma sala de espera apertada no P.S. do Trabalhador. Gente que já estava ali pelo menos duas horas antes de chegarmos e uma hora depois, quando já íamos embora, ainda estavam ali.
O atendimento médico de massa da nossa cidade é precário. Lembro quando sofri um acidente de carro e fiquei muito tempo esperando atendimento na triagem do Cajuru e só consegui agilizar as coisas quando avisei sobre meu plano de saúde. Só assim as coisas andaram e gente menos privilegiada que eu varou a madrugada numa maca qualquer nos corredores do Cajuru.
É difícil imaginar uma solução para o problema e não cabe a mim fazer isso, afinal não ganho os quase 15 mil que um político designado para isso ganha. Mas a mim, como cidadão, cabe a função de reclamar e tornar público a precariedade do sistema de saúde de massa em Curitiba. Apesar da gentileza e boa vontade dos profissionais que lá estão, a falta de pessoal e a estrutura pequena deixam as coisas ainda mais complicadas.
07 agosto 2007
ê raimundo...
Bom... é evidente e todos já puderam perceber como tenho um gosto musical qualificado. Se você, amigo leitor, não concorda... sinto muito mesmo. Mas, se você tem a mente aberta... aconselho a escutar algumas das coisas que indico por aqui.
Dessa vez volto a prestar reverência ao senhor Raimundo Fagner. Este cearense é de uma musicalidade única e simplicidade comovente. Com versos fáceis, simples e diretos, Fagner consegue cantar o amor e quase sempre as coisas do seu povo com a mesma beleza.
Essa canção que posto logo abaixo se chama PRECISO DE ALGUÉM e faz parte do novo CD de Raimungo Fagner, chamado Fortaleza. Fala da solidão, da desilusão e de tudo que um caboclo ou uma cabocla que já foram judiados de amor sentem. Achei uma canção belíssima e recomendo a todos reservar uns 4 minutos dos seus tempos para ouvi-la e alguns segundos para ler a poesia. Bom proveito.
Preciso de Alguém, por Raimundo Fagner
Quando fiquei só
Tudo ao meu redor
Foi perdendo a graça pra mim
Claro que sofri
Quase enlouqueci
Nunca me senti assim
Mas depois passou, tudo se acalmou
Foi só um momento ruim.
Essas fases más, de falta de paz
De insônia e de botequim.
Mas cansei de vagar, fiquei farto de bar
De perfume vulgar, cigarro e gin.
Eu não tenho ninguém, mas preciso de alguém
Pra evitar o meu fim.
Eu não posso ocultar, o que o amor me fez
Eu não quero passar por tudo outra vez
Pra sofrer e chorar mais uma ilusão
Eu me ajeito com a solidão.
Mas cansei de ficar, completamente só
Essa falta de amar também já sei de cor
Só me resta esperar, que a chama da paixão
Volte ao meu coração...
Dessa vez volto a prestar reverência ao senhor Raimundo Fagner. Este cearense é de uma musicalidade única e simplicidade comovente. Com versos fáceis, simples e diretos, Fagner consegue cantar o amor e quase sempre as coisas do seu povo com a mesma beleza.
Essa canção que posto logo abaixo se chama PRECISO DE ALGUÉM e faz parte do novo CD de Raimungo Fagner, chamado Fortaleza. Fala da solidão, da desilusão e de tudo que um caboclo ou uma cabocla que já foram judiados de amor sentem. Achei uma canção belíssima e recomendo a todos reservar uns 4 minutos dos seus tempos para ouvi-la e alguns segundos para ler a poesia. Bom proveito.
Preciso de Alguém, por Raimundo Fagner
Quando fiquei só
Tudo ao meu redor
Foi perdendo a graça pra mim
Claro que sofri
Quase enlouqueci
Nunca me senti assim
Mas depois passou, tudo se acalmou
Foi só um momento ruim.
Essas fases más, de falta de paz
De insônia e de botequim.
Mas cansei de vagar, fiquei farto de bar
De perfume vulgar, cigarro e gin.
Eu não tenho ninguém, mas preciso de alguém
Pra evitar o meu fim.
Eu não posso ocultar, o que o amor me fez
Eu não quero passar por tudo outra vez
Pra sofrer e chorar mais uma ilusão
Eu me ajeito com a solidão.
Mas cansei de ficar, completamente só
Essa falta de amar também já sei de cor
Só me resta esperar, que a chama da paixão
Volte ao meu coração...
05 agosto 2007
18 julho 2007
é foda...
Em meio a essa loucura do Pan 2007 (pelo menos para mim que vivo diuturnamente as competições) surge mais uam tragédia aérea no país. Cara, que pancada direto no nosso peito. tenho certeza que o acidente fere a todos, não só os familiares das pessoas.
Só tenho a dizer que meu irmão de sangue vai quase toda a semana para São Paulo e e meu imrão psotiço pelo menos umas duas vezes por mês. É de assustar. É de se perguntar de quem é a culpa pelas condições inimagináveis de se manter um aeroporto daquele porte dentro de uma metrópole como Saõ Paulo. É dificil acreditar que uma cidade tão grande e importate como São Paulo tenha um aeroporto encravado no centro e que já tem uma extensa lista de "senões".
Achar um culpado para essa tragédia não será facil, mas surgirão algumas versões. Fato é que a "cagada" repercute no mundo inteiro e mancha um pouco mais a já castigada imagem do país. Sei lá, não costumo escrever esses textos mais políticos e tal (especialidade do meu amigo LG), mas senti necessidade de escrever algo sobre isso e dizer que é muito triste ser testemunha de mais uma desgraça nacional.
enfim...
Só tenho a dizer que meu irmão de sangue vai quase toda a semana para São Paulo e e meu imrão psotiço pelo menos umas duas vezes por mês. É de assustar. É de se perguntar de quem é a culpa pelas condições inimagináveis de se manter um aeroporto daquele porte dentro de uma metrópole como Saõ Paulo. É dificil acreditar que uma cidade tão grande e importate como São Paulo tenha um aeroporto encravado no centro e que já tem uma extensa lista de "senões".
Achar um culpado para essa tragédia não será facil, mas surgirão algumas versões. Fato é que a "cagada" repercute no mundo inteiro e mancha um pouco mais a já castigada imagem do país. Sei lá, não costumo escrever esses textos mais políticos e tal (especialidade do meu amigo LG), mas senti necessidade de escrever algo sobre isso e dizer que é muito triste ser testemunha de mais uma desgraça nacional.
enfim...
05 julho 2007
"mi fudê"...
Bem... certa vez, recém saído do segundo grau e iniciando minha caminhada no curso de jornalismo, resolvi encarar ainda mais o mercado de trabalho em busca da sonhada estabilidade financeira (que até hoje não apareceu). Depois de algumas erradas, chei ao ramo da video-locação e me tornei um Vídeo Indicador (ou aquele caboclo que te indica os blockbusters, afinal tu é ignorante e não gosta de filme cabeça haha. Alias, quando o filme era "cabeça", falávamos assim: "Esse é um filme para um público específico". Na verdade usavamos mais essa frase quando o filme era ruim mesmo).
Enfim... lá, como atendente de locadora, vi de perto o início da era do DVD. Quando chegamos a uma variedade de 50 filmes em DVD na nossa loja, por exemplo, comemoramos bastante. Hoje, com o mercado de locação dominado pelo dvd, a vida de um proprietário de video-locadora ficou bem complicada e testemunhei as dificuldades do meu ex-chefe. Pelas ruas a pirataria corre solta e sem pudores oferendo ao consumidor corrupto (é sim, voce mesmo que compra dvd pirata) filmes que sequer chegaram ao cinema e que pela legislação atual só irão para as prateleiras de locadoras quase um ano depois disso.
A Pirataria é praticada a luz do dia, em frente a órgãos públicos inclusive e ninguém faz nada. Pior... esses comerciantes ainda debocham da fiscalização. Hoje, por exemplo, passei na frente de uma dessas pessoas que gritava assim: "DVD, DVD, DVD... (dai baixou o tom da voz) . Se o fiscal pegar vou mi fudê". Bonito né? Fazer o que.
Para deixar BEM CLARO, friso que não sou hipócrita. Acho que policia deve correr atrás de bandido e não de vendedor de DVD pirata. Para isso existem outros órgãos competentes, que ao invés de combater a origem da pirataria (aí sim mora o problema), são coniventes e vez ou outra levam sua parte desse saboroso bolo de sonegação fiscal.
E segue o baile... Ou seria circo, LG?
Enfim... lá, como atendente de locadora, vi de perto o início da era do DVD. Quando chegamos a uma variedade de 50 filmes em DVD na nossa loja, por exemplo, comemoramos bastante. Hoje, com o mercado de locação dominado pelo dvd, a vida de um proprietário de video-locadora ficou bem complicada e testemunhei as dificuldades do meu ex-chefe. Pelas ruas a pirataria corre solta e sem pudores oferendo ao consumidor corrupto (é sim, voce mesmo que compra dvd pirata) filmes que sequer chegaram ao cinema e que pela legislação atual só irão para as prateleiras de locadoras quase um ano depois disso.
A Pirataria é praticada a luz do dia, em frente a órgãos públicos inclusive e ninguém faz nada. Pior... esses comerciantes ainda debocham da fiscalização. Hoje, por exemplo, passei na frente de uma dessas pessoas que gritava assim: "DVD, DVD, DVD... (dai baixou o tom da voz) . Se o fiscal pegar vou mi fudê". Bonito né? Fazer o que.
Para deixar BEM CLARO, friso que não sou hipócrita. Acho que policia deve correr atrás de bandido e não de vendedor de DVD pirata. Para isso existem outros órgãos competentes, que ao invés de combater a origem da pirataria (aí sim mora o problema), são coniventes e vez ou outra levam sua parte desse saboroso bolo de sonegação fiscal.
E segue o baile... Ou seria circo, LG?
28 junho 2007
27 junho 2007
fogo neles...
Então piazada e meininada... Hoje resolvi comentar no blog Idéia Registrada, do meu parceiro Alex Calderari, sobre o assunto do momento: os 5 piás-de-prédios que espancaram uma empregada doméstica no Rio de Janeiro. O fato por si só é revoltante e me envergonho de pertencer a mesma espécie desses sujeitos. Sorte dos macacos...
Em depoimentos e declarações, os cabras disseram que só espancaram a Sirley porque teriam-na confundido com uma prostituta. Ah... Beleza então. Em PUTAS podemos bater? Doméstica não, mas putas sim? Isso me fez lembrar dos caras que "tacaram" fogo no Indío Galdino e disseram que só fizeram isso porque pensaram que ele era um mendigo.
Beleza então minha gente... Vamosa sair por ai espancando putas e tacando fogo nos mendigos. O Centro velho de Curitiba e a moralidade e carater que restam no ser humano ficariam órfãos.
Em depoimentos e declarações, os cabras disseram que só espancaram a Sirley porque teriam-na confundido com uma prostituta. Ah... Beleza então. Em PUTAS podemos bater? Doméstica não, mas putas sim? Isso me fez lembrar dos caras que "tacaram" fogo no Indío Galdino e disseram que só fizeram isso porque pensaram que ele era um mendigo.
Beleza então minha gente... Vamosa sair por ai espancando putas e tacando fogo nos mendigos. O Centro velho de Curitiba e a moralidade e carater que restam no ser humano ficariam órfãos.
25 junho 2007
lima de chupar...
Domingo desses eu estava acompanhando a programação matutina da televisão aberta. Deitado ao lado da minha "dona", zapeei até entrar o Viola Minha Viola... Pena que tava no fim, mas deu para curtir um pouco de música boa e curtir uns "módão". Mudei de canal, passei pelo Pesca Dinâmica (que é bom de se assitir, mas inova muito pouco) e caí na RedeTV. O Programa? Galpão do Teodoro e Sampaio... alguma coisa assim.
O programa é interessante, mas é um festival de propagandas e dis detalhes me chamaram a atençãõ. Além de não ter visto o "Sampaio" em nenhum dos dois programas que eu assisti - o Teodoro apresenta ao lado do seu filho - as propagandas mereceram destaque.
Me lembrei do meu querido Rádio. Quando fechavamos um patrocinio, normalmente com empresas pequenas - que nao tinham material de divulgação - nós mesmos bolávamos o comercial e gravavamos. Em todas as propagandas quem aparecia era o próprio Teodoro (as vezes com o Sampaio), falando que aquele vermífugo para bois é bom ou que aquelas fivelas e selas de cavalo eram as melhores. Mas...
Agora veio o mais sensacional e surpreendente.
Uma propaganda de "LIMA". Como assim "LIMA"? É... LIMA, daquela de "LIMAR" as coisas. Vocês acreditam que alguem faça propaganda de LIMA? Foi sensacional ver aquilo. Anunciando um produto tão velho de uma maneira inovadora à la Polishop. E o melhor, usando um slogan mais ou menos assim: "Lima tcharãrã. Não é a de chupar, mas sim a de amolar". Espetacular...
Ganhei o dia depois dessa... Salvem as coisas simples e os prazeres que ainda são gratuitos. Sejamos todos SIMPRÃOS e SIMPRONAS...
Em homenagem ao meu amigo LG, gostaria de encerrar esse post com uma expressão (palavra, frase ou mantra, como preferirem) que ele adora.... FODA-SE !!!!!! Fodam-se as coisas pseudointelecutais... foda-se o nariz empinado dos padrões pré-estabelecidos... FODA-SE EU, que já nem sei mais o que estou escrevendo. Abraços proceis... e segue o baile.
O programa é interessante, mas é um festival de propagandas e dis detalhes me chamaram a atençãõ. Além de não ter visto o "Sampaio" em nenhum dos dois programas que eu assisti - o Teodoro apresenta ao lado do seu filho - as propagandas mereceram destaque.
Me lembrei do meu querido Rádio. Quando fechavamos um patrocinio, normalmente com empresas pequenas - que nao tinham material de divulgação - nós mesmos bolávamos o comercial e gravavamos. Em todas as propagandas quem aparecia era o próprio Teodoro (as vezes com o Sampaio), falando que aquele vermífugo para bois é bom ou que aquelas fivelas e selas de cavalo eram as melhores. Mas...
Agora veio o mais sensacional e surpreendente.
Uma propaganda de "LIMA". Como assim "LIMA"? É... LIMA, daquela de "LIMAR" as coisas. Vocês acreditam que alguem faça propaganda de LIMA? Foi sensacional ver aquilo. Anunciando um produto tão velho de uma maneira inovadora à la Polishop. E o melhor, usando um slogan mais ou menos assim: "Lima tcharãrã. Não é a de chupar, mas sim a de amolar". Espetacular...
Ganhei o dia depois dessa... Salvem as coisas simples e os prazeres que ainda são gratuitos. Sejamos todos SIMPRÃOS e SIMPRONAS...
Em homenagem ao meu amigo LG, gostaria de encerrar esse post com uma expressão (palavra, frase ou mantra, como preferirem) que ele adora.... FODA-SE !!!!!! Fodam-se as coisas pseudointelecutais... foda-se o nariz empinado dos padrões pré-estabelecidos... FODA-SE EU, que já nem sei mais o que estou escrevendo. Abraços proceis... e segue o baile.
16 junho 2007
viagem real...
Hoje abri o brinquedinho orkut e vi uma mensagem da Analu. Para quem não - acredito que muitos - esta menina era minha caloura (e querida amiga) na faculdade de jornalismo. Ela me deixou um recado com um link para um blog antigo que era mantido por ela e outras duas gurias: Juliana e Flávia. Eu ADORAVA (porque não dizer adoro?) essas três.
Relendo algumas coisas me bateu a mesma nostalgia mencionada pela Analu no scrap do orkut. Já pensei muito nisso e já até cheguei a algumas conclusões, mas tenho que retomar o assunto nem que seja por um breve instante.
As vezes eu (ou você) fica frustrado, triste e até bravo com algumas pessoas que nós considerávamso AMIGASSAS e hoje em dia "nem dão pelota" pra gente. Achamos que a amiazade nem era verdadeira e que as pessoas "mudam". Mas claro que mudam... e isso é tão normal quanto um pum no elevador. Mas em por isso as amizades não era verdadeiras. Vivemos momentos felizes no tempo que ficamos juntos dessas pessoas, mas a vida trata de nos levar por caminhos diferentes. Nem melhores, nem piores... direferente.
Essas pessoas (a quem um dia juramos até lealdade fraternal) passam... e deixam sua marca nas nossas vidas. Deixam saudades... nos trazem nostalgia. Mas passam... infelizmente. Ou não, se considerarmos que lições podem ser tiradas de cada relacionamento de amizade. Foi mais ou menos assim com essas três gurias que citei. Com a Analu mantenho apenas contatos esporádicos por orkut... com a Flávia, nem isso mais (mandei vários recados, mas a resposta não veio infelizmente) e a Ju segue minha amiga querida, mas virtual.
É assim... Pessoas que julgavamos imprescindíveis na nossa vida acabam deixando de ser (e outras que "nem davamos pelota", se revalam grandes amigos pelas mesmas circusntâncias que nos afastam dessas outras pessoas)... mas não por maldade de ninguém... mas pela vida. Nem por isso o carinho não continua o mesmo de outrora... se trombassemos qualquer dia pela rua, é bem possível que o sentimento de amizade ainda esteja fortíssimo... mas precisamos trombar com essas pessoas. Talvez o destino nos apronte alguma surpresa um dia desses.
Relendo algumas coisas me bateu a mesma nostalgia mencionada pela Analu no scrap do orkut. Já pensei muito nisso e já até cheguei a algumas conclusões, mas tenho que retomar o assunto nem que seja por um breve instante.
As vezes eu (ou você) fica frustrado, triste e até bravo com algumas pessoas que nós considerávamso AMIGASSAS e hoje em dia "nem dão pelota" pra gente. Achamos que a amiazade nem era verdadeira e que as pessoas "mudam". Mas claro que mudam... e isso é tão normal quanto um pum no elevador. Mas em por isso as amizades não era verdadeiras. Vivemos momentos felizes no tempo que ficamos juntos dessas pessoas, mas a vida trata de nos levar por caminhos diferentes. Nem melhores, nem piores... direferente.
Essas pessoas (a quem um dia juramos até lealdade fraternal) passam... e deixam sua marca nas nossas vidas. Deixam saudades... nos trazem nostalgia. Mas passam... infelizmente. Ou não, se considerarmos que lições podem ser tiradas de cada relacionamento de amizade. Foi mais ou menos assim com essas três gurias que citei. Com a Analu mantenho apenas contatos esporádicos por orkut... com a Flávia, nem isso mais (mandei vários recados, mas a resposta não veio infelizmente) e a Ju segue minha amiga querida, mas virtual.
É assim... Pessoas que julgavamos imprescindíveis na nossa vida acabam deixando de ser (e outras que "nem davamos pelota", se revalam grandes amigos pelas mesmas circusntâncias que nos afastam dessas outras pessoas)... mas não por maldade de ninguém... mas pela vida. Nem por isso o carinho não continua o mesmo de outrora... se trombassemos qualquer dia pela rua, é bem possível que o sentimento de amizade ainda esteja fortíssimo... mas precisamos trombar com essas pessoas. Talvez o destino nos apronte alguma surpresa um dia desses.
02 junho 2007
surpresa e tristeza...
Então... minhas sextas-feiras não têm sido muito emocionantes. Fazendo pós na noite de sexta e na manhã de sábado, me sobra muito pouco tempo entre as 22h30 de uma noite e as 9h do sia seguinte. Na verdade sobre preguiça também, já que as semanas têm sido corridas pra cacete...
Em casa, pouco antes de falar com a minha dona, ligo a TV e assisto novamente o programa Terra Nativa, que passa na Band. Caboclada... tem sido uma surpresa agradável atrás de outras. Nessa semana tive o prazer de assistir a apresentação do Gian e Giovanni, uma das minhas duplas sertanejas preferidas. É, como eu já disse e tenho orgulho de dizer, gosto de SERTANEJÂO... cantaram umas 4 músicas inteiras e outro tanto numa espécie de pout-pourri. Sensacional... depois vieram "Os Paradas dura", que seriam uma espécie de continuação do saudoso Trio Parada Dura... Valeu bastante pelas músicas tocadas... coisa de primeira.
Hoje tô triste porque não fui ao show do Milionário e José Rico que teve lá nuM "fura bucho" do Sítio Cercado... Adelson Clube Show... trabalhei com o Adelso na Rádio Independência e depois na campanha política de 2004... Tempo Bom... Baumtamém....
Abreijos...
Em casa, pouco antes de falar com a minha dona, ligo a TV e assisto novamente o programa Terra Nativa, que passa na Band. Caboclada... tem sido uma surpresa agradável atrás de outras. Nessa semana tive o prazer de assistir a apresentação do Gian e Giovanni, uma das minhas duplas sertanejas preferidas. É, como eu já disse e tenho orgulho de dizer, gosto de SERTANEJÂO... cantaram umas 4 músicas inteiras e outro tanto numa espécie de pout-pourri. Sensacional... depois vieram "Os Paradas dura", que seriam uma espécie de continuação do saudoso Trio Parada Dura... Valeu bastante pelas músicas tocadas... coisa de primeira.
Hoje tô triste porque não fui ao show do Milionário e José Rico que teve lá nuM "fura bucho" do Sítio Cercado... Adelson Clube Show... trabalhei com o Adelso na Rádio Independência e depois na campanha política de 2004... Tempo Bom... Baumtamém....
Abreijos...
23 maio 2007
eita juca...
Eu gosto de me surpreender as vezes. Meia e volta eu acabo descobrindo músicas maravilhosas no repertório de artistas desconhecidos ou redescobrir granes músicas em talentos não tão desconhecidos assim. Dia desses o Fabião (Fábio Júnior para o público em geral) a gravou a música "Cúmplice", do Juca Chaves. Essa música é aquela mesma, que o Juquinha canta fazendo propaganda do Rick Motel hahaha.Enfim, tosquices à parte... tava ouvindo essa música no Weekendão e olhando para minha dona... e a letra é linda bicho. Poesia delicada, simples e direta. Fala tudo que o cabra normalmente quer falar pra muié, mas fica com medo de passar por piegas. O amor nunca é piegas, seu jaguara. Se tu sente, fala. Não cale... deixa a bagaça fluir.
Segue prôceis a letra da música citada. Muito bom...
Cúmplice, por Juca Chaves.
Eu quero uma mulher que seja diferente
De todas que eu já tive, todas tão iguais
Que seja minha amiga, amante, confidente
A cúmplice de tudo que eu fizer a mais
No corpo tenha o sol, no coração a lua
A pele cor de sonhos, as formas de maçãs
A fina transparência, uma elegância nua
O mágico fascínio, o cheiro das manhãs
Eu quero uma mulher de coloridos modos
Que morda os lábios sempre que for me abraçar
Que o seu falar provoque o silenciar de todos
E o seu silêncio obrigue a me fazer sonhar
Que saiba receber, que saiba ser bem-vinda
Que possa dar jeitinho em tudo que fizer
E que ao sorrir provoque uma covinha linda
De dia uma menina, à noite uma mulher
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
27 anos de Viola
Navegando pela internet li uma notícia muito bacana na Folha Online. O programa "Viola, minha Viola", apresentado pela Inezita Barroso, a primeira dama da música sertaneja, completa 27 anos neste mês. No programa comemorativo a Inezita vai receber as Irmãs Galvão, que chegaram "vivas" aos 60 anos de carreira. No programa, segundo o site da Folha, haverá homenagens para artistas como Tonico e Tinoco, Sérgio Reis, Dominguinhos, Renato Teixeira, Teodoro e Sampaio, Robertinho do Acordeon, entre outros. O programa vai ao ar neste domingo (27), às 9h, na TV Cultura. Boa pedida.obs: Crédito das fotos. Juca Chaves: Site oficial. Inezitta Barroso: Simprão
19 maio 2007
boa pedida...
No sábado passado comentei sobre as bizarrices do Viva a Noite, desenterrado das profundezas do SBT. Hoje vou falar sobre a 3.ª geração de um programa da Bandeirantes chamado Terra Nativa. Antes Terra Sertaneja, o programa foi lançado aproveitando a esteira de sucesso do semanal apresentando por Chitãozinho e Xororó na Rede Record.
Na época da sua estréia a atração era apresentada pelo excelente Sérgio Reis, que apesar não ter as manhas de apresentador, é um puta cantor do nosso famoso e "querido" Sertanejo. Depois de algumas divergências o programa passou para as mãos do cantor Juliano César e hoje é tocado pela dupla neo-sertaneja Guilherme e Santiago.
Como todos sabem sou um defensor ferrenho da música caipira, sertaneja e breganeja. Como a maioria dos músicos desses estilos falam, e eu concordo, éssas são as verdadeiras Músicas Populares Brasileiras (MPB). É lógico o termo MPB é apenas uam nomenclatura, mas se fossemos levar ao pé da letra, o sertanejo era o dono da marca MPB.
A dupla Guilherme e Santiago é bastante interessante. Tem algumas músicas legais e já conquistou uam boa quantidade de fãns. Mas é evidente que a grande atração da "atração" que a dupla apresenta é a enorme lista de músicos, duplas e cantores sertanejos famosos que lá aparecem. Sábado passado, por exemplo, estavam Cesar Menotti e Fabiano, que com a música do Leilão, são á última novidade do meio.
Hoje me surpreendi ao ligar na Band e assistir a dupla Maurício e Mauri. Puta que pariu... coisa boa de se ouvir. Os dois são irmãos de Chitãozinho e Xororó, mas infelizmente tiveram que viver com esse rótulo até hoje. Tiveram algumas boas 5 ou 6 músicas de sucesso e relembra-las nesta sexta-feira foi muito bom. Em seguida entraram no placo as Irmãos Galvão. Bah, foi quase emocionante. As velhinhas continuam com os gogós afinados e mandando ver pérolas como "Cheiro de Relva" e "Calor dos seus abraços".
Se lembrarem e se sentirem tentados a investir no mundo do sertanejo, experimentem (sem pré-conceitos burros) e assistam ao programa. Muito bom para curtir e relembrar
Na época da sua estréia a atração era apresentada pelo excelente Sérgio Reis, que apesar não ter as manhas de apresentador, é um puta cantor do nosso famoso e "querido" Sertanejo. Depois de algumas divergências o programa passou para as mãos do cantor Juliano César e hoje é tocado pela dupla neo-sertaneja Guilherme e Santiago.
Como todos sabem sou um defensor ferrenho da música caipira, sertaneja e breganeja. Como a maioria dos músicos desses estilos falam, e eu concordo, éssas são as verdadeiras Músicas Populares Brasileiras (MPB). É lógico o termo MPB é apenas uam nomenclatura, mas se fossemos levar ao pé da letra, o sertanejo era o dono da marca MPB.
A dupla Guilherme e Santiago é bastante interessante. Tem algumas músicas legais e já conquistou uam boa quantidade de fãns. Mas é evidente que a grande atração da "atração" que a dupla apresenta é a enorme lista de músicos, duplas e cantores sertanejos famosos que lá aparecem. Sábado passado, por exemplo, estavam Cesar Menotti e Fabiano, que com a música do Leilão, são á última novidade do meio.
Hoje me surpreendi ao ligar na Band e assistir a dupla Maurício e Mauri. Puta que pariu... coisa boa de se ouvir. Os dois são irmãos de Chitãozinho e Xororó, mas infelizmente tiveram que viver com esse rótulo até hoje. Tiveram algumas boas 5 ou 6 músicas de sucesso e relembra-las nesta sexta-feira foi muito bom. Em seguida entraram no placo as Irmãos Galvão. Bah, foi quase emocionante. As velhinhas continuam com os gogós afinados e mandando ver pérolas como "Cheiro de Relva" e "Calor dos seus abraços".
Se lembrarem e se sentirem tentados a investir no mundo do sertanejo, experimentem (sem pré-conceitos burros) e assistam ao programa. Muito bom para curtir e relembrar
13 maio 2007
viva a noite...
Há tempos eu tava querendo escrever sobre amenidades, em especial as barbaridades e coisas boas que passam na nossa caixa maldita (televisão) e na caixa dos prazeres (rádio). Meus relatos serviriam para sugerir aos amigos coisas úteis para se ver e ouvir e alertar sobre coisas que não são tão essenciais assim.
Sempre fui um aficionado pelos dois (TV e rádio). Acho que ambos são propagadores de entretenimento e têm seus valores. No rádio tive o prazer inenarrável de trabalhar e quem me conhece sabe o imenso prazer que tinha naquela época e a minha proporcional vontade de voltar. A TV ainda não me conheceu, quem sabe um dia.
xxx
Neste sábado fiquei em casa. Desde que comecei a namorar, acho que esta é a primeira vez que faço isso. Como a minha dona viajou, cá estou. Zapeando pelos canais da TV aberta, já que as opções de filmes na TV a cabo eram pouco atraentes, cheguei ao recém ressuscitado Viva a Noite. O programa conserva as coisas mais interessantes/bizarras da versão original, como uma “mão tosca” que fica dançando no palco, aqueles bambolês que ficam rodando com uma dançarina sacolejando dentro, etc, etc.
Assim que comecei a assistir testemunhei uma entrevista com a mãe da Luciana Gimenez (imaginem que interessante). Mas um pouco antes a atração deu uma aula de cultura e bom entretenimento. Aquela ex-miss que participou de uma das edições do Big Brother, que depois acabou perdendo a “faixa” sabe-se lá porque. Aí perguntada pela apresentadora Gil (ex-vocalista da Banda Beijo, ou coisa parecida) sobre o que a missa fazia que deixava sua mãe feliz (lembrando que sábado é véspera dos dias das mães).
Ela, surpreendentemente, disse que a sua veia se partia de rir quando ela arrotava (sim, arrotar. Aquela coisa que só os homens fazem, já que as mulheres só fazem “burp”) as 5 vogais. Para deleite dos espectadores, ela fez uma demonstração singela do seu talento. Realmente, foi emocionante.
Para diminuir o meu trauma, a atração seguinte foi a dupla Gino e Geno, que como a maioria sabe faz parte do universo da música sertaneja, onde me encontro e me sinto feliz.
Ah... já ia me esquecendo. Para finalizar o programa com chave de ouro (???) teve a dança do passarinho, com direito a música e dança para todos os convidados, balões caindo no palco e o Gugu interpretando a belíssima canção. Só por Deus.
Sempre fui um aficionado pelos dois (TV e rádio). Acho que ambos são propagadores de entretenimento e têm seus valores. No rádio tive o prazer inenarrável de trabalhar e quem me conhece sabe o imenso prazer que tinha naquela época e a minha proporcional vontade de voltar. A TV ainda não me conheceu, quem sabe um dia.
xxx
Neste sábado fiquei em casa. Desde que comecei a namorar, acho que esta é a primeira vez que faço isso. Como a minha dona viajou, cá estou. Zapeando pelos canais da TV aberta, já que as opções de filmes na TV a cabo eram pouco atraentes, cheguei ao recém ressuscitado Viva a Noite. O programa conserva as coisas mais interessantes/bizarras da versão original, como uma “mão tosca” que fica dançando no palco, aqueles bambolês que ficam rodando com uma dançarina sacolejando dentro, etc, etc.
Assim que comecei a assistir testemunhei uma entrevista com a mãe da Luciana Gimenez (imaginem que interessante). Mas um pouco antes a atração deu uma aula de cultura e bom entretenimento. Aquela ex-miss que participou de uma das edições do Big Brother, que depois acabou perdendo a “faixa” sabe-se lá porque. Aí perguntada pela apresentadora Gil (ex-vocalista da Banda Beijo, ou coisa parecida) sobre o que a missa fazia que deixava sua mãe feliz (lembrando que sábado é véspera dos dias das mães).
Ela, surpreendentemente, disse que a sua veia se partia de rir quando ela arrotava (sim, arrotar. Aquela coisa que só os homens fazem, já que as mulheres só fazem “burp”) as 5 vogais. Para deleite dos espectadores, ela fez uma demonstração singela do seu talento. Realmente, foi emocionante.
Para diminuir o meu trauma, a atração seguinte foi a dupla Gino e Geno, que como a maioria sabe faz parte do universo da música sertaneja, onde me encontro e me sinto feliz.
Ah... já ia me esquecendo. Para finalizar o programa com chave de ouro (???) teve a dança do passarinho, com direito a música e dança para todos os convidados, balões caindo no palco e o Gugu interpretando a belíssima canção. Só por Deus.
07 maio 2007
durmo feliz...
Qualquer coisa parecida com o que o mestre poeta Vinícius de Moraes dizia... "Que os perdedores me desculpem, mas ser CAMPEÃO é fundamental". Se neste campeonato os "grandes da capital" fossem dignos de pena, eu até sentiria. Mas o Paranavaí provou que o futebol se ganha no gramado, na bola, na rede blançando. É muito bom ver o triunfo dos mais fracos, dos chamados "menores" ou dos desprestigiados - que na verdade são os que mais trabalham, os que mais se doam e, porque não, os que mais merecem.
A lição aplicada pelo Paranavaí em TODOS neste Campeonato Paranaense 2007 precisa ser assimilada, digerida e eternizada. Plagiando uma frase picareta do nosso esporte mais popular do mundo, "no futebol não tem mais time bobo". E não tem mesmo. Tem trabalho, suor e dedicação. Mas existem os empresários interesseiros também? Oh, de penca. Mas por trás disso têm homens lutando pelo sustento das suas famílias, namoradas, filhos e amantes. Para dar uma casa tão sonhada pela mãe ou para garantir o cachê de uma prostituta amada do meretrício local. Não importa... vencer significa dinheiro no bolso e dignidade para o "eu" de cada um deles.
Como foi bacana ver a felicidade "dessa gente". Do caboclo que chora e arranja desculpa para não viajar 50km e visitar a sogra, mas que encara quase 500 para ver 11 barbados - que ele chama de "meu time" - correndo atrás de uma bola. Homens se abraçando e gritando, eufóricos como crianças, felizes como crianças e realizados como homens. O torcedor apaixonado, o torcedor de ocasião, o torcedor da "cerveja gelada" e do "ei, que jogo é esse que tá passando?". Todos eles, com raríssimas exceções, gritaram "UH, ACP" neste domingo. E com satisfação.
Amauri, o próspero
Recentemente tive um longo papo por telefone com um senhor chamado Amauri Knevitz. Procurado para cobrir a lacuna deixada por seu antecessor (que foi facilmente seduzido pela chance de ser auxiliar técnico de um "dos grandes"), o treinador gaúcho se mostrou um cara simpático, acessível e, acima de tudo, feliz. Falamos sobre o time, o momento único vivido por todos e sobre o futuro. A serenidade que ele demonstrou e a confiança no "TRABALHO" que desenvolveu me surpreendeu. Naquele dia, o senhor Knevitz, de riso franco e fácil, me fez acredita que o "Vermelhinho" poderia levantar o caneco.
Depois de acompanhar toda a trajetória e fazer a cobertura do jogo, só me resta dizer PARABÉNS a todos do Atlético Clube Paranavaí, um legítimo campeão PARANAENSE de futebol. E que venha a Série C.
A lição aplicada pelo Paranavaí em TODOS neste Campeonato Paranaense 2007 precisa ser assimilada, digerida e eternizada. Plagiando uma frase picareta do nosso esporte mais popular do mundo, "no futebol não tem mais time bobo". E não tem mesmo. Tem trabalho, suor e dedicação. Mas existem os empresários interesseiros também? Oh, de penca. Mas por trás disso têm homens lutando pelo sustento das suas famílias, namoradas, filhos e amantes. Para dar uma casa tão sonhada pela mãe ou para garantir o cachê de uma prostituta amada do meretrício local. Não importa... vencer significa dinheiro no bolso e dignidade para o "eu" de cada um deles.
Como foi bacana ver a felicidade "dessa gente". Do caboclo que chora e arranja desculpa para não viajar 50km e visitar a sogra, mas que encara quase 500 para ver 11 barbados - que ele chama de "meu time" - correndo atrás de uma bola. Homens se abraçando e gritando, eufóricos como crianças, felizes como crianças e realizados como homens. O torcedor apaixonado, o torcedor de ocasião, o torcedor da "cerveja gelada" e do "ei, que jogo é esse que tá passando?". Todos eles, com raríssimas exceções, gritaram "UH, ACP" neste domingo. E com satisfação.
Amauri, o próspero
Recentemente tive um longo papo por telefone com um senhor chamado Amauri Knevitz. Procurado para cobrir a lacuna deixada por seu antecessor (que foi facilmente seduzido pela chance de ser auxiliar técnico de um "dos grandes"), o treinador gaúcho se mostrou um cara simpático, acessível e, acima de tudo, feliz. Falamos sobre o time, o momento único vivido por todos e sobre o futuro. A serenidade que ele demonstrou e a confiança no "TRABALHO" que desenvolveu me surpreendeu. Naquele dia, o senhor Knevitz, de riso franco e fácil, me fez acredita que o "Vermelhinho" poderia levantar o caneco.
Depois de acompanhar toda a trajetória e fazer a cobertura do jogo, só me resta dizer PARABÉNS a todos do Atlético Clube Paranavaí, um legítimo campeão PARANAENSE de futebol. E que venha a Série C.
25 abril 2007
o futuro...
Pois é... ando muito pensativo e preocupado com o futuro. Profissional, pessoal, afetivo... mas principalmente financeiro. Estou "amarrado" (porém feliz e satisfeito, diga-se de passagem) em um emprego que não me permite exercer outra função jornalística, como no meu querido e saudoso Rádio, por exemplo. Digo que estou feliz e satisfeito porque faço o que gosto e ganho para isso, mas não poder fazer mais (para consequentemente ganhar mais) é realmente broxante. Adoro trabalhar na Gazeta do Povo e no momento jamais deixaria de trabalhar lá, mas eu posso fazer mais.
Tenho muitas idéias e vontade fazer várias coisas que acrescentariam, e muito, na qualidade de tudo que produzo jornalisticamente. Mas a internet, o web-jornalismo, ainda é o patinho feio do meu grupo de trabalho e todos os meus projetos esbarram na falta de recursos financeiros e, pasmem, de pessoal. É uma pena... O mundo todo foca seus investimentos e atenções para o avanço agudo do web-jornalismo (Clique aqui e veja como o NYTimes está se preparando). Nos resta tentar e tentar... quem sabe a mentalidade muda e nós entramos de vez neste nova era.
Tentando sobreviver e fazer meus poucos tostões renderem decidi virar picareta de carro (risos). Comprar e lucrar na revenda... talvez seja uma saída. Com seus prós - grana no bolso - e contras - de volta para a era do Busão o importante é sobreviver.
Tenho muitas idéias e vontade fazer várias coisas que acrescentariam, e muito, na qualidade de tudo que produzo jornalisticamente. Mas a internet, o web-jornalismo, ainda é o patinho feio do meu grupo de trabalho e todos os meus projetos esbarram na falta de recursos financeiros e, pasmem, de pessoal. É uma pena... O mundo todo foca seus investimentos e atenções para o avanço agudo do web-jornalismo (Clique aqui e veja como o NYTimes está se preparando). Nos resta tentar e tentar... quem sabe a mentalidade muda e nós entramos de vez neste nova era.
Tentando sobreviver e fazer meus poucos tostões renderem decidi virar picareta de carro (risos). Comprar e lucrar na revenda... talvez seja uma saída. Com seus prós - grana no bolso - e contras - de volta para a era do Busão o importante é sobreviver.
10 abril 2007
páscoa bacana...
25 março 2007
alegria...
Hoje é domingão. Resolvi passar por aqui e devolver ao meu BRÓG aquele tom romântico e meloso que tinha há alguns posts. Só queria dizer que sinto que estou realmente amando. No momento ela está longe de mim e isso faz com que meu coração se aperte no peito.
Queria agradecer a todos que falaram com sinceridade - a até aqueles que falavam só para se livrar do problema. Lembro que muitos diziam que quando eu menos esperasse, alguém apareceria na minha vida. Alguém especial, que me amasse como sou (com manias e tudo mais). Alguém que tenha beleza em todos os sentidos, exterior, interior... superior.
Elá é engraçada, simpática, carinhosa, tiradora de sarro, parceira e companheira. Faz uma falta danada e está se tornando essencial. Essa é a Daniele. Meu presente. Amor... obrigado por voce existir. Feliz 2 meses de namoro.
Queria agradecer a todos que falaram com sinceridade - a até aqueles que falavam só para se livrar do problema. Lembro que muitos diziam que quando eu menos esperasse, alguém apareceria na minha vida. Alguém especial, que me amasse como sou (com manias e tudo mais). Alguém que tenha beleza em todos os sentidos, exterior, interior... superior.
Elá é engraçada, simpática, carinhosa, tiradora de sarro, parceira e companheira. Faz uma falta danada e está se tornando essencial. Essa é a Daniele. Meu presente. Amor... obrigado por voce existir. Feliz 2 meses de namoro.
21 março 2007
o fim...
... depois de alguns dias de expectativa o resultado: "MATARAM O LEÃO". Na verdade espero que não matem mesmo. A gente tem o costume de meter o pau e criticar a Coca-Cola e outras multinacionais - principalmente as estadunidenses - mas a maioria de nós é refém deles. E nem reclama. Até gosta.
Espero que o interesse da Coca na Leão Júnior seja pela vontade de ter em seu rol de produtos (que com a aquisição da empresa paranaense chegará a 100 produtos) a qualidade centenária do nosso bom e velho Matte Leão. Tomara que não seja apenas para matar nosso Matte e deixar o campo livre para o Nestea. Se bem que seria uma tremenda burrice, já que além da tradição, o Matte Leão é muito mais gostoso e tem inúmeras variedades.
Sorte e juízo pra Coca... Tomara que não acabem com um dos meus orgulhos, o bom e velho Matte Leão. E segue o baile...
obs: É crendice ou chá matte realmente é broxante? hehehe. Sabe Deus...
Espero que o interesse da Coca na Leão Júnior seja pela vontade de ter em seu rol de produtos (que com a aquisição da empresa paranaense chegará a 100 produtos) a qualidade centenária do nosso bom e velho Matte Leão. Tomara que não seja apenas para matar nosso Matte e deixar o campo livre para o Nestea. Se bem que seria uma tremenda burrice, já que além da tradição, o Matte Leão é muito mais gostoso e tem inúmeras variedades.
Sorte e juízo pra Coca... Tomara que não acabem com um dos meus orgulhos, o bom e velho Matte Leão. E segue o baile...
obs: É crendice ou chá matte realmente é broxante? hehehe. Sabe Deus...
06 março 2007
fernandinho, fernandinho...
E o Beira-Mar viajando pelo Brasil de avião... É engraçado. O problema não é o Beira-Mar... quem sabe ele até seja um bom pai de família. O que me preocupa e me revolta é bancarmos as despesas desse mimo a um condenado da Justiça.
Porra, eu viajei de avião pela primeira vez na minha vida no ano passado, aos 24 anos. Sempre tive vontade de voar, mas nunca tinha pintado uma oportunidade (nem o dinheiro para tal). Em meados de junho surgiu a promoção da GOL Linhas Aéreas e aproveitando uma semana se folga que tive (graças a muito trabalho e muitas horas extras) comprei ida e volta para Porto Alegre por R$ 25,00 cada trecho. No total, com despesas de taxa de embarque, gastei R$ 80 mais ou menos.
O Beira-Mar gastou 20ão também... mas 20 mil reais em cada trecho. E para que? Para acompanhar o seu julgamento sei lá onde. O presídio de Catanduvas tem todo um sistema de video-conferência para evitar o deslocamento de presos perigosos em casos como esse. Mas alguém da Justiça brasileira permitiu o passeio do Beira-Mar.
As vezes me pergunto porque é que um avião desses não cai durante um trajeto desses. Sei lá... um criminoso perigoso a menos no mundo. Não acham uma boa? Ahhhh.... mas daí perderíamos um avião caríssimo num "acidente" desses. Fazemos assim então. Eu proponho uma vaquinha entre alguns amigos, que falam para amigos dos amigos, etc... daqui a pouco somos milhões. Se cada um doar um realzinho que seja, conseguimos comprar um avião para repor o que cairá "acidentalmente" com criminosos perigosos (não só o Beira-Mar né, que é desperdicio de espaço).
Dai os caras não teriam mais desculpas. Direitos Humanos? Como disse Alborgethi no programa da Luiciana Gimenez certa vez... "Ahhhhh Luciana... Pro INFERNO com os direitos humanos".
... e tenho dito...
obs: Fernaninho? Nada pessoal meu velho. Nada mesmo.
Porra, eu viajei de avião pela primeira vez na minha vida no ano passado, aos 24 anos. Sempre tive vontade de voar, mas nunca tinha pintado uma oportunidade (nem o dinheiro para tal). Em meados de junho surgiu a promoção da GOL Linhas Aéreas e aproveitando uma semana se folga que tive (graças a muito trabalho e muitas horas extras) comprei ida e volta para Porto Alegre por R$ 25,00 cada trecho. No total, com despesas de taxa de embarque, gastei R$ 80 mais ou menos.
O Beira-Mar gastou 20ão também... mas 20 mil reais em cada trecho. E para que? Para acompanhar o seu julgamento sei lá onde. O presídio de Catanduvas tem todo um sistema de video-conferência para evitar o deslocamento de presos perigosos em casos como esse. Mas alguém da Justiça brasileira permitiu o passeio do Beira-Mar.
As vezes me pergunto porque é que um avião desses não cai durante um trajeto desses. Sei lá... um criminoso perigoso a menos no mundo. Não acham uma boa? Ahhhh.... mas daí perderíamos um avião caríssimo num "acidente" desses. Fazemos assim então. Eu proponho uma vaquinha entre alguns amigos, que falam para amigos dos amigos, etc... daqui a pouco somos milhões. Se cada um doar um realzinho que seja, conseguimos comprar um avião para repor o que cairá "acidentalmente" com criminosos perigosos (não só o Beira-Mar né, que é desperdicio de espaço).
Dai os caras não teriam mais desculpas. Direitos Humanos? Como disse Alborgethi no programa da Luiciana Gimenez certa vez... "Ahhhhh Luciana... Pro INFERNO com os direitos humanos".
... e tenho dito...
obs: Fernaninho? Nada pessoal meu velho. Nada mesmo.
24 fevereiro 2007
matarão o leão...
Foi triste. Há tempos não sentia uma tristeza como essa. Não aquela sentida por um amor perdido ou um ente "morrido", mas aquela tristeza do tipo decepção. Sabem qual?Não foi só por testemunhar mais uma vitória do imperialismo estadunidense, mas sim por ver mais uam coisa "NOSSA" ser entregue assim, de mão beijada para interesses externos. A tida como iminente venda da "LEÃO JÚNIOR" para a Coca Cola me causa um vazio. Como defensor ferrenho de tudo que é "NOSSO" (com o todo o bairrismo implícito nisso), me senti vilipendiado.
O pior foi que gritei sozinho. No meu trabalho senti a frieza de dois repórteres (cariocas) e uma editora (paulista) que se mostraram indiferentes à negociação. Só encontrei alguém para dividir minha chateação com o amigo Luiz Guilheme Gaertner. Ele dizia "Estou de luto". Também estou. Se adiantasse alguma coisa, vestiria preto para protestar.
Como consumidor diário do Chá Matte moído e tostado, que me rende pelo menos um litro do saboroso líquido (que tomo com prazer, sem considerar a fama de ser um broxante natural). Meu amigo LG acha que eles podem acabar mudando a fórmula ou coisa assim, mas espero que isso não aconteça. Não vou dizer que deixarei de consumir o chá, mas que o Matte Leão nunca mais terá o mesmo gosto... ah, isso não terá.
pra relembrar: Quem não lembra da saudosa propaganda: "Olha o Matte... Matte Leãoooo... Olha o Matte... Matte Limããõooo".
18 fevereiro 2007
domingueira...
Bem... no meio desse carnaval sem folia, cá estou em pleno domingo. Tô triste porque cada um da família foi para um lado e minha amada também viajou. Contudo, se me faltam os beijos dela, me sobra o carinho dos amigos. Boa sessão de Lost na casa do "casal" e excelente convivência diária com o casal dos "vicentinos".
Entre um minuto e outro, penso na Dani. Posto aqui algo que me traz a imagem dela e o gosto dos seus beijos imediatamente. Do alto da minha "breguice" musical, Roupa Nova na veia.
Amar é... (Cleberson Horsth - Ricardo Feghali)
Amar é quando não dá mais pra disfarçar
Tudo muda de valor
Tudo faz lembrar você
Amar é a lua ser a luz do seu olhar
Luz que debruçou em mim
Prata que caiu no mar
Suspirar, sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo pra te ver
O amor é um furacão, surge no coração
Sem ter licença pra entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação, é inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos, se entregar
Amar é envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão
A canção pra te ninar
Entre um minuto e outro, penso na Dani. Posto aqui algo que me traz a imagem dela e o gosto dos seus beijos imediatamente. Do alto da minha "breguice" musical, Roupa Nova na veia.
Amar é... (Cleberson Horsth - Ricardo Feghali)
Amar é quando não dá mais pra disfarçar
Tudo muda de valor
Tudo faz lembrar você
Amar é a lua ser a luz do seu olhar
Luz que debruçou em mim
Prata que caiu no mar
Suspirar, sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo pra te ver
O amor é um furacão, surge no coração
Sem ter licença pra entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação, é inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos, se entregar
Amar é envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão
A canção pra te ninar
06 fevereiro 2007
...tô feliz
Tá chegando hein?
1/4 de século. Não é fácil não moçada. As coisas se encaminham. Estou feliz ao lado de uma guria que caiu dos céus na minha vida. Delicada, simpática, carinhosa, amorosa, gentil, dedicada, engraçada (tira sarro de mim todo o tempo) e linda. Hoje completo duas semanas de um renascimento. Daqui alguns dias serão 25 anos... Tô feliz.
1/4 de século. Não é fácil não moçada. As coisas se encaminham. Estou feliz ao lado de uma guria que caiu dos céus na minha vida. Delicada, simpática, carinhosa, amorosa, gentil, dedicada, engraçada (tira sarro de mim todo o tempo) e linda. Hoje completo duas semanas de um renascimento. Daqui alguns dias serão 25 anos... Tô feliz.
26 janeiro 2007
letaninad....
Vale a pena escrever algo hoje. Talvez o último dia 22 não tenha significado nada para vocês, perdidos que se acham por aqui. Mas para mim foi especial. Talvez hoje eu nem consiga dimensionar a importância da data em questão, mas sei que daqui um tempo vou lembrar do dia 22 de janeiro com muito carinho e, porque não, comemorá-lo.
letaninad
Raios do sol invadem
Cada espaço
Cada veia
Cada vácuo... imediatamente
Luz
Calor
Arrepio.
Não entendo o que se passa
Procuro explicar
Talvez descrever...
Mas é inexplicável
Inteligível.
Indecifrável.
Só se sente
Só me aquece
Só transforma
Entro em curto
Entro em pane.
Me transformo... Que se dane
Antes Sol...
Hoje Dani.
letaninad
Raios do sol invadem
Cada espaço
Cada veia
Cada vácuo... imediatamente
Luz
Calor
Arrepio.
Não entendo o que se passa
Procuro explicar
Talvez descrever...
Mas é inexplicável
Inteligível.
Indecifrável.
Só se sente
Só me aquece
Só transforma
Entro em curto
Entro em pane.
Me transformo... Que se dane
Antes Sol...
Hoje Dani.
22 janeiro 2007
tá funcionando...
Ano novo, vida nova. Engraçado como as coisas são... Será este meu ano? Naquele papo de promessas e pedidos de Ano Novo, levando em conta também as cores das roupas e coisa e tal, eu venho considerando isso a cada 365 dias que passam. Amarelo = dinheiro (ou estabilidade finacneira), vermelho = amor (quem sabe um novo e verdadeiro amor), branco = paz e assim por diante. As coisas estão dando mais certo do que eu imaginava. Quem viver verá...
Dia desses comprei um CD do Cartola... daqueles de 9,99, duplos da série Bis... Negada (brancada, amarelada, azulada e similares)... coisa linda o tal do CD. Só sambinhas canção de encher os ouvidos e o coração. Alguams músicas eu já conhecia, mas outras eu tive o prazer de ouvir pela primeira vez.
Vai aqui uma amostra do que eu tive o prazer de descobrir.
Peito Vazio (Cartola e Elton Medeiros)
Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos de amigos
E garanto que não beberei nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai
Dia desses comprei um CD do Cartola... daqueles de 9,99, duplos da série Bis... Negada (brancada, amarelada, azulada e similares)... coisa linda o tal do CD. Só sambinhas canção de encher os ouvidos e o coração. Alguams músicas eu já conhecia, mas outras eu tive o prazer de ouvir pela primeira vez.
Vai aqui uma amostra do que eu tive o prazer de descobrir.
Peito Vazio (Cartola e Elton Medeiros)
Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos de amigos
E garanto que não beberei nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai
14 janeiro 2007
dorme querida...
Insipirado, ou não (vocês que julguem), rabisquei umas palavrinhas para uma pessoa muito especial. Ela surgiu na minha vida quando eu nem imaginava... Chegou de mansinho, com ousadia e determinação, e me conquistou. A distância, por hora, prejudica o desenrolar da nossa amizade. Mas... o tempo (para quem já esperou tanto), desta vez, é meu aliado.
Dorme querida...
Que a madrugada caia mansa sobre seu corpo
Que o orvalho se forme suave na tua pele
Que refresque teu sono
Quando estiveres relaxada
Que seus pensamentos pairem no infinito
E que encontrem com os meus
Só assim você vai saber o que sinto
E entender porque te adoro
Dorme querida...
Que a madrugada caia mansa sobre seu corpo
Que o orvalho se forme suave na tua pele
Que refresque teu sono
Quando estiveres relaxada
Que seus pensamentos pairem no infinito
E que encontrem com os meus
Só assim você vai saber o que sinto
E entender porque te adoro
11 janeiro 2007
fênix...
Então... apesar de doente (de cama) estou feliz. Minhas férias estão acabando (já estava entediado) e minha vida vai se ajeitando. O coração está vivo e batendo cada vez mais forte... Mais do que vivo, o coração está encantado... fascinado. Vamos ver como ele termina esse primeiro mês de 2007.
Posto hoje uma letra de um dos meus ídolos, Raimundo Fagner. A poesia é dele e do compositor Carlos Colla. Aproveitem. Recomendo.
Motivos Banais (Fagner e Carlos Colla)
Eu só queria encontrar com vc outra vez
Para fazer tudo aquilo que a gente não fez
Reencontrar o desejo e a paixão
Essas loucuras que meu coração
Só admite sentir quando esta com você
Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais
Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída
Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente
Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais
Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída
Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente
Posto hoje uma letra de um dos meus ídolos, Raimundo Fagner. A poesia é dele e do compositor Carlos Colla. Aproveitem. Recomendo.
Motivos Banais (Fagner e Carlos Colla)
Eu só queria encontrar com vc outra vez
Para fazer tudo aquilo que a gente não fez
Reencontrar o desejo e a paixão
Essas loucuras que meu coração
Só admite sentir quando esta com você
Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais
Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída
Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente
Eu só queria tentar pela ultima vez
Para entender por que foi que esse amor se desfez
Felicidade ficando pra trás
Coisas pequenas motivos banais
Pena que a gente só vê tarde demais
Mais uma vez, eu e você, paixão da minha vida
Mais uma vez, quem sabe talvez
A gente encontre outra saída
Mais uma vez para gente saber que não se amou inutilmente
Mais uma vez a ultima vez a vida deve isso para gente
05 janeiro 2007
as mesmas "boas" novas...
O ano virouComo uma noite qualquer
O "clássico" banho de mar se repetiu
Lavou e levou tudo... de volta
Angústias, que ainda me arrebatam
Objetivos que não foram cumpridos
Tentamos nos enganar novamente
Traço metas e arquiteto projetos complexos
Banhado por cidras barata
E clorifórmios fecais salgados
A companhia fraternal vale a pena
Apesar de mais um ano sozinho
Quem sabe no ano novo que vem
Eu tenha alguém sóbreo nos meus braços
Que pule alto para o meu abraço
E diga "Eu te amo" com hálito fresco
... e que me faça feliz
28 dezembro 2006
reflexões...
Então... ainda não sei como avaliar 2006. Acho que foi um ano excelente em algumas coisas, como na minha consolidação e solidificação profissional e fortalecimento das minhas amizades, mas nem tanto em outras, já que o coração do nego véio ainda ficou deserto (ou, na verdade, sozinho, mas repleto de intenções e sentimentos).
Acredito, sinceramente, que 2007 tem tudo para ser muito melhor. A perspectiva de crescimento profissional é grande e animadora, mas o foco principal será melhorar como pessoa e tentar compartilhar esse processo todo com alguém que realmente queira, que me entenda e me aceite como companheiro. As perspectivas, em relação a anos anteriores, são bem mais animadoras, eu confesso.
Novos horizontes estão se abrindo. Algumas decepções ainda persistem e surpreendem, mas o quadro tem amplas condições de apresentar uma melhora considerável. As vezes, quando conhecemos pessoas novas, surgem novos sentimentos. E isso, pode acontecer nos lugares, momentos e situações inesperadas.
Quanto a mim, já estou quase ha 30 dias sem comer chocolate (hahaha, agora sim tá um diário virtual). Para muitos pode parecer piada, mas para um doente como eu isso é uma vitória.
Desejo a todos um ano bacana. Quem eu quero bem, sabe disso.
abreijos e que venha 2007, para lavar a alma.
dudu
... e segue o baile.
Acredito, sinceramente, que 2007 tem tudo para ser muito melhor. A perspectiva de crescimento profissional é grande e animadora, mas o foco principal será melhorar como pessoa e tentar compartilhar esse processo todo com alguém que realmente queira, que me entenda e me aceite como companheiro. As perspectivas, em relação a anos anteriores, são bem mais animadoras, eu confesso.
Novos horizontes estão se abrindo. Algumas decepções ainda persistem e surpreendem, mas o quadro tem amplas condições de apresentar uma melhora considerável. As vezes, quando conhecemos pessoas novas, surgem novos sentimentos. E isso, pode acontecer nos lugares, momentos e situações inesperadas.
Quanto a mim, já estou quase ha 30 dias sem comer chocolate (hahaha, agora sim tá um diário virtual). Para muitos pode parecer piada, mas para um doente como eu isso é uma vitória.
Desejo a todos um ano bacana. Quem eu quero bem, sabe disso.
abreijos e que venha 2007, para lavar a alma.
dudu
... e segue o baile.
18 dezembro 2006
raimundo rules...
Como ando sem inspiração, apesar do coração véio começar a demonstrar sinais de vida, resolvi escrever uma homenagem para um dos meus ídalos, Raimundo Fagner. É um poeta do povo... que escreve a poesia do sertão, que abrange do amor ao sofrimento do sertanejo.
Fica aí, então, minha homenagem para Raimundo, o Fagner.
Menos a mim - Fagner e Ferreira Gullar (do disco "Pedras que cantam")
Conheço a aurora com seu desatino
Conheço o amanhecer com o seu tesouro
Conheço as andorinhas sem destino
Conheço rios sem desaguadouros
Conheço o medo do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim
Conheço o ódio e seus argumentos
Conheço o mar e suas ventanias
Conheço a esperança e seus tormentos
Conheço o inferno e suas alegrias
Conheço a perda do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim
Mas depois que chegaste de algum céu
Com teu corpo de sonho e margarida
Pra afinal revelar-me quem sou eu
Posso afirmar enfim
Que não conheço nada desta vida
Que não conheço nada, nada, nada
Nem mesmo a mim
Fica aí, então, minha homenagem para Raimundo, o Fagner.
Menos a mim - Fagner e Ferreira Gullar (do disco "Pedras que cantam")
Conheço a aurora com seu desatino
Conheço o amanhecer com o seu tesouro
Conheço as andorinhas sem destino
Conheço rios sem desaguadouros
Conheço o medo do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim
Conheço o ódio e seus argumentos
Conheço o mar e suas ventanias
Conheço a esperança e seus tormentos
Conheço o inferno e suas alegrias
Conheço a perda do princípio ao fim
Conheço tudo, conheço tudo
Menos a mim
Mas depois que chegaste de algum céu
Com teu corpo de sonho e margarida
Pra afinal revelar-me quem sou eu
Posso afirmar enfim
Que não conheço nada desta vida
Que não conheço nada, nada, nada
Nem mesmo a mim
13 dezembro 2006
a lua e eu...
A cidra tá no gelo
Os dias estão passando
Eu estou na merda
Você vivendo à margem
Do que sonho
Do que penso
Monográfica
Concentrada
Sigo insone
Engolindo à seco
Outra madrugada
Fria
Vazia
Interminável
Longos são os dias
Espera, angústia
Sopros de esperança
Loucura minha
Incerteza
Exaustão
Fim de ano
Iminente
Solidão prolongada (prorrogada)
A cidra vai estourar
De novo
Em mais um velho ano novo
Os dias estão passando
Eu estou na merda
Você vivendo à margem
Do que sonho
Do que penso
Monográfica
Concentrada
Sigo insone
Engolindo à seco
Outra madrugada
Fria
Vazia
Interminável
Longos são os dias
Espera, angústia
Sopros de esperança
Loucura minha
Incerteza
Exaustão
Fim de ano
Iminente
Solidão prolongada (prorrogada)
A cidra vai estourar
De novo
Em mais um velho ano novo
06 dezembro 2006
kiss me, my darling...
"It's now or never"... disse Mr. Presley.
Agora ou nunca para acontecer o quê?
O amor?
O cessar da dor?
sinônimos irônicos...
Restos de sonhos...
jogados ali, aqui, no sono.
Já perdi muito tempo tentando encontrar...
Será que não preciso apenas me perder?
No caminho vou tropeçando.
Não me incomodo... as vezes até gosto.
Vez ou outra caio nos braços ou nas graças de alguém.
Nunca nos (nas) dela.
Quem???
Se souberem me avisem... PORRA!
Agora ou nunca para acontecer o quê?
O amor?
O cessar da dor?
sinônimos irônicos...
Restos de sonhos...
jogados ali, aqui, no sono.
Já perdi muito tempo tentando encontrar...
Será que não preciso apenas me perder?
No caminho vou tropeçando.
Não me incomodo... as vezes até gosto.
Vez ou outra caio nos braços ou nas graças de alguém.
Nunca nos (nas) dela.
Quem???
Se souberem me avisem... PORRA!
01 dezembro 2006
tudo vai ser diferente...
Roberto um dia falou... "Se você pensa que vai fazer de mim. O que faz com todo mundo que te ama. Acho bom saber que pra ficar comigo... VAI TER QUE MUDAR". Bom... para quem esperava que eu fosse escrever algo relacionado a essas frases do Rei, sinto muito. Só acho elas bonitas hehe.
"você invade
domina
ecoa.
eu?
ressono"
abreijos pros que sonham.
"você invade
domina
ecoa.
eu?
ressono"
abreijos pros que sonham.
23 novembro 2006
autoretrato...
Cada dia eu durmo mais tarde...
Não sei bem porque, mas a madrugada me consola
Por dentro grito pedindo socorro
Mas nem eu mesmo me escuto.
Calo e tento ocultar o que é evidente...
Que vegeto... que fico impotente diante das oportunidades
A felicidade escorre
Agonizo dentro de uma aparência sorridente
Mas que visceralmente é um NADA
Meia e volta me revolto
Paro tudo e busco um recomeço
Projeto meus ideias nos rostos e vidas de outros
Acabo imerso em mim mesmo... e isso me mata
Na verdade ainda nem sei quem sou
Se sou ou se sei o que é VERDADE
Projeto algo real dentro do Eduardo
Levanto tarde... e acordo como a mesma MENTIRA de sempre
Não sei bem porque, mas a madrugada me consola
Por dentro grito pedindo socorro
Mas nem eu mesmo me escuto.
Calo e tento ocultar o que é evidente...
Que vegeto... que fico impotente diante das oportunidades
A felicidade escorre
Agonizo dentro de uma aparência sorridente
Mas que visceralmente é um NADA
Meia e volta me revolto
Paro tudo e busco um recomeço
Projeto meus ideias nos rostos e vidas de outros
Acabo imerso em mim mesmo... e isso me mata
Na verdade ainda nem sei quem sou
Se sou ou se sei o que é VERDADE
Projeto algo real dentro do Eduardo
Levanto tarde... e acordo como a mesma MENTIRA de sempre
15 novembro 2006
os poetas ainda vivem...
Me peguei vadiando pela internet nesta quarta-feira de madruga... durante a viagem eu conversava com meu brother Eduardo Vicentino e falávamos de músicas bacanas e/ou toscas. Durante o papo e ele mencionou duas. A primeira foi "Gatinha Manhosa", composição individual do grande Erasmo Carlos. A segunda foi algo regurgitado pela tal de Tati Quebra Barraco. Pouco antes, assistindo ao programa do Tom Cavalcante, ouvi a nova música de trabalho da Kelly Key.
Comecei a refletir, como faço com freqüência, sobre as composições e poesias musicadas que temos no Brasil. Durante a "poesia" da ex-senhora Latino (que belo rótulo) pensei: "Nessa hora Vinicius de Moraes vomitou no inferno (porque no céu eu tenho certeza que ele não está)". Como existe porcaria nesse meio. Todos sabem que sou bem eclético e que respeito todos os tipos de música, mas como tem porcaria no mundo.
Por outro lado, lembrei do Erasmo "Tremendão" Carlos. É um cara que eu gosto muito e repeito, acima de tudo. Acho um grande injustiçado no meio musical, já que muitas das suas composições são lembradas apenas pela parceria com o Rei Roberto Carlos. Mas esmiuçando a obra do Erasmo, nos deparamos com uma infinidade de letras bem construídas e belíssimas.
Podemos passar pela singeleza da Gatinha Manhosa ("Um dia gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração"), pela beleza de Palavras ("Eu fiz daquele amor o meu sonho maior, minha razão de tudo. Foi pouco o que restou de tanto que existiu, recordações e nada mais") e pela perspicácia de Mulher ("Mulher, mulher..n na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés").
Enfim... acho que ainda tem gente boa viva por aí, mas a cada dia que passam nascem menos poetas no mundo. Lamentavelmente...
Deixo proceis uma das minhas preferidas. Já tocou em um monte de lugares, inclusive no filme "12 homens e outro segredo", mas cantado em italiano. Aproveitem...
Sentado à beira de um caminho (Erasmo e Roberto Carlos)
Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia de repente você volte para mim
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim
Meu olhar se perde na poeira desta estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você ainda existe
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto seu olhar que eu trago na lembrança
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...
Vem a chuva molha o meu rosto e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança na beira de uma estrada
Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo tudo se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira de um caminho
Comecei a refletir, como faço com freqüência, sobre as composições e poesias musicadas que temos no Brasil. Durante a "poesia" da ex-senhora Latino (que belo rótulo) pensei: "Nessa hora Vinicius de Moraes vomitou no inferno (porque no céu eu tenho certeza que ele não está)". Como existe porcaria nesse meio. Todos sabem que sou bem eclético e que respeito todos os tipos de música, mas como tem porcaria no mundo.
Por outro lado, lembrei do Erasmo "Tremendão" Carlos. É um cara que eu gosto muito e repeito, acima de tudo. Acho um grande injustiçado no meio musical, já que muitas das suas composições são lembradas apenas pela parceria com o Rei Roberto Carlos. Mas esmiuçando a obra do Erasmo, nos deparamos com uma infinidade de letras bem construídas e belíssimas.
Podemos passar pela singeleza da Gatinha Manhosa ("Um dia gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração"), pela beleza de Palavras ("Eu fiz daquele amor o meu sonho maior, minha razão de tudo. Foi pouco o que restou de tanto que existiu, recordações e nada mais") e pela perspicácia de Mulher ("Mulher, mulher..n na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés").
Enfim... acho que ainda tem gente boa viva por aí, mas a cada dia que passam nascem menos poetas no mundo. Lamentavelmente...
Deixo proceis uma das minhas preferidas. Já tocou em um monte de lugares, inclusive no filme "12 homens e outro segredo", mas cantado em italiano. Aproveitem...
Sentado à beira de um caminho (Erasmo e Roberto Carlos)
Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia de repente você volte para mim
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim
Meu olhar se perde na poeira desta estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de você ainda existe
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto seu olhar que eu trago na lembrança
Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Que eu existo, que eu existo...
Vem a chuva molha o meu rosto e então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com meu pranto
Olho pra mim mesmo, me procuro e não encontro nada
Sou um pobre resto de esperança na beira de uma estrada
Carros, caminhões, poeira, estrada, tudo tudo se confunde em minha mente
Minha sombra me acompanha e vê que eu estou morrendo lentamente
Só você não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho
Esperando a vida inteira por você sentado à beira de um caminho
07 novembro 2006
ingrato...
Comecei escrever um monte de bobagens reclamando das coisas que estariam faltando na minha vida... deletei tudo e agradeci por ainda ter o discernimento de perceber o quão ingrato eu seria de reclamar de qualquer coisa...
01 novembro 2006
mistura de confusões
Negada... to meio sem inspiração para escrever. "Proveitando" essa lacuna criativa, resolvi escrever neste espaço uma das poesias (?) minhas que foram publicadas no livro "Palavra Viva", anuário de poesia do UnicenP, onde me formei jornalista. Foi legal, já que naquele ano (2002) três escritos meus foram publicados e eu me senti um escritor de verdade, dando autógrafos e tudo. Passado esse tempo bonito, chegando a nossa realidade muito menos utópica, jogo as palavras para vocês lerem.
Vale lembrar que quando escrevo algo e não cito a fonte (a mesma regra se aplica para as fotos) quer dizer que pe tudo meu, com direitos reservados à O Simprão S/A (rs).
"Passagem"
À caça do nada
Sigo o caminho
Atalhos
Estradas
Rios e Moinhos
Mochila
Coragem
Cabelos ao vento
A tua imagem
No meu pensamento
Coração vazio
Solidão acesa
Passado sombrio
Passou...
Esqueça.
Uma nova vida, uma vida nova
Te tirar do pensamento
A pior prova.
É engraçado como em certos momentos da vida a gente acredita tão piamente em certas coisas que cegamos para a realidade. Confiamos tanto num sentimento, que esqueçemos de tantos outros. Chegamos, inclusive, a sentir falta de algumas sensações, que na verdade nos agridem, nos fazem mal. É a magia do amor... ou a falta que ele faz.
"Todo um grande amor só é bem grande se for triste" e "Um poeta só é grande se sofrer". Vinicius era foda... mestre. Eu não sou nada... sou uma mentira.
Vale lembrar que quando escrevo algo e não cito a fonte (a mesma regra se aplica para as fotos) quer dizer que pe tudo meu, com direitos reservados à O Simprão S/A (rs).
"Passagem"
À caça do nada
Sigo o caminho
Atalhos
Estradas
Rios e Moinhos
Mochila
Coragem
Cabelos ao vento
A tua imagem
No meu pensamento
Coração vazio
Solidão acesa
Passado sombrio
Passou...
Esqueça.
Uma nova vida, uma vida nova
Te tirar do pensamento
A pior prova.
É engraçado como em certos momentos da vida a gente acredita tão piamente em certas coisas que cegamos para a realidade. Confiamos tanto num sentimento, que esqueçemos de tantos outros. Chegamos, inclusive, a sentir falta de algumas sensações, que na verdade nos agridem, nos fazem mal. É a magia do amor... ou a falta que ele faz.
"Todo um grande amor só é bem grande se for triste" e "Um poeta só é grande se sofrer". Vinicius era foda... mestre. Eu não sou nada... sou uma mentira.
26 outubro 2006
bah... de arrepiar
Caboclada... se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de música, e estão aí meus amigos (será que estão mesmo?) que não me deixam mentir. Tive o prazer de ouvir em primeira mão todas as músicas que estarão no CD da banda AGENTE X, do meu irmão Vinícius (chitão, para todos).
É lógico que qualquer comentário que eu faça estará recheado de carinho fraternal, mas a qualidade das composições, melodias, arranjos... enfim, o CD como um todo, ficou DO CARALHO. Só consegui ouvir uma vez apenas, mas tive que parar na faixa 7 e repeti-la pelo menos 9 vezes. Já tinha ouvido uma versão no violão tocada e cantada pelo Guilherme, irmão do chitão (e meu brother) num barzinho por aí.
Mas... Bicho, a música é DO CARALHO. Além de me identificar com letra e melodia, ela me arrepiou. Poucas músicas, pouquíssimas eu diria, conseguiram tal feito. Por exemplo, isso acontece sempre que escuto Piano Bar, do Engenheiros. Ou então quando ouço o Hino Nacional. É engraçado (e talvez louco) tentar comparar essas coisas, mas eu ouvi "Mochila nas Costas", do Agente X, e me arrepiei... da mesma forma.
Mando a letra para quem quiser ler agora... queria por o áudio... quem sabe mais além. Deleitem-se com a simplicidade e amplitude dessa letra.
É lógico que qualquer comentário que eu faça estará recheado de carinho fraternal, mas a qualidade das composições, melodias, arranjos... enfim, o CD como um todo, ficou DO CARALHO. Só consegui ouvir uma vez apenas, mas tive que parar na faixa 7 e repeti-la pelo menos 9 vezes. Já tinha ouvido uma versão no violão tocada e cantada pelo Guilherme, irmão do chitão (e meu brother) num barzinho por aí.
Mas... Bicho, a música é DO CARALHO. Além de me identificar com letra e melodia, ela me arrepiou. Poucas músicas, pouquíssimas eu diria, conseguiram tal feito. Por exemplo, isso acontece sempre que escuto Piano Bar, do Engenheiros. Ou então quando ouço o Hino Nacional. É engraçado (e talvez louco) tentar comparar essas coisas, mas eu ouvi "Mochila nas Costas", do Agente X, e me arrepiei... da mesma forma.
Mando a letra para quem quiser ler agora... queria por o áudio... quem sabe mais além. Deleitem-se com a simplicidade e amplitude dessa letra.
Mochila nas Costas (por Guilherme Scheffer)
Num campo de girassol
É onde busco o teu rosto
Mas não se vê
Já sinto falta de você
Já que moramos tão perto
Ali no mesmo hemisfério
No horizonte eu vejo a chuva chegar
Eu bato a porta, saio pra te buscar!
Pra te levar par onde não tenha frio
Algum lugar onde eu possa ficar junto a ti
Morar numa cabana em Marte
Mochila nas costas...
Morrer de rir do mundo inteiro
Mostrar um sentimento verdadeiro
21 outubro 2006
éle éle...
18 outubro 2006
corrente de amigos...
Bem meus amigos... essa é uma daquelas horas em que toda ajuda é importante. Nos idos de "faz tempo pra caralho", precisamente na 3.ª série do primeiro grau, conheci um caboclo que com o passar dos anos só cresceu em importância na minha vida. O cenário foi mudando e mesmo passando por escolas e colégios diferentes, nossa amizade se fortaleceu e amadureceu na medida certa.Hoje, me considero uma testemunha ocular da luta que o Vinicius (ou Chitão, como preferirem) travou em busca de um sonho. Sonho que foi construído a duras penas, com muitas portas na cara e pedras no caminho, mas que aos poucos está próximo da realidade. Com um CD de músicas próprias praticamente pronto, Chitão, seu (meu) irmão Guilherme e toda a família Agente X está a um passo da concretização de um projeto que já dura ao menos 10 anos.
Esta é a hora dos amigos deles, dos amigos dos amigos, conhecidos e desconhecidos darem as suas contribuições. Finalistas em um concurso de bandas promovidos pelo Grupo Paulo Pimentel (GPP) - ficaram entre as 12 bandas classificadas entre as quase 200 inscritas - eles precisam do apoio de todo mundo na votação que acontece por email.
É simples. Basta mandar um email para mailto:festivalgpp@cssmusic.com.br.com.br e colocar no campo "ASSUNTO" e também no "CORPO DO TEXTO", o nome AGENTE X.
Querem conhecer um pouco mais sobre a banda? Acesse o site deles ali nos meus links preferidos ou clique em www.agentex.com.br. Não percam, na seção de donwloads, a oportunidade de ouvir a música ANNA. Acessem e se surpreendam. Não esqueçam, peça a ajuda dos seus conhecidos e vamos fazer uma enxurrada de emails para os caras do concurso.
Obrigado pela ajuda de todos... forte abraço.
E segue o baile...
obs: Participem de uma corrente que presta para alguma coisa
12 outubro 2006
desalento...
Bah! Hoje tava desabafando com alguns amigos sobre a vida e suas (minhas) frustrações.
Mais tarde um pouco pensei em deixar um recado para uma guria que estimo e admiro muito. Pensando em escrever algo que faça sentido e passe pra ela o que quero dizer, dei de cara com esse texto. Não preciso dizer que o autor é meu mestre Vinicius de Moraes... o resto deixa com a "VIDA". Ela deve, ou deveria, cuidar do resto.

Desalento
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
Mais tarde um pouco pensei em deixar um recado para uma guria que estimo e admiro muito. Pensando em escrever algo que faça sentido e passe pra ela o que quero dizer, dei de cara com esse texto. Não preciso dizer que o autor é meu mestre Vinicius de Moraes... o resto deixa com a "VIDA". Ela deve, ou deveria, cuidar do resto.

Desalento
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
07 outubro 2006
Bruno, Marrone e os Andaimes
Mesmo estando um verdadeiro arremedo de gente, já que estou castigado pelo cansaço, busquei forças e nesta quinta-feira que passou fui ao show da dupla Bruno e Marrone. Contando com a presteza da minha ex-colega da Rádio Independência, Inês Dumas, me credenciei e fui até o Rancho Matei Manzi.
Logo de cara o primeiro contratempo da noite. Um acidente na frente da entrada para o referido Rancho nos obrigou, eu e meu amigo Eduardo Leonardo Ribeiro Vicentino, a pegar um desvio e entrar pela estrada dos fundos. Por uma estradinha de chão - que me jogou no peito uma saudade de Campo Mourão - entramos, literalmente, mato a dentro com minha
viatura. Poucos metros a frente o fluxo de veículos parou graças a quantidade de carros que ia para o local.
Minutos depois cruzamos com um caboclo no meio dessa estrada que dizia: “Ae galera... o estacionamento lá em cima é 25 contos. Pega a direita aqui (numa bifurcação) que é só 15ão”. Fomos no certo, ou seja, o estacionamento “oficial”. “Apenas” 40 minutos depois percorremos mais alguns metros e chegamos até o “estacionamento” (não se preocupem com as “aspas”... vou usar elas muitas vezes). Para as nossas gargalhadas, o estacionamento era 15ão, não os 25 contos anunciados pelo caboclo lá no meio da estrada. Boa tática.
Mais uns 15 minutos e estacionamos o carro. Estacionamos não é a palavra mais certa, já que apenas equilibramos a viatura num morro que chamaram de estacionamento, mas vá lá. Na portaria... nada de lista de imprensa. Depois de uns 10 minutos conseguimos entrar após o OK da minha colega Inês.
Depois de andar por algumas escadas de madeira, descobri que já estava no local do show apenas pelo número de pessoas que estavam concentradas embaixo de uma lona, pois nada que tinha neste espaço lembrava um palco (ou coisa assim).
E ele tem razão. Nunca tinha visto tanta mulher bonita por metro quadrado. Por isso, e pela música, o show valeu muito a pena.
... continua...
(Na foto, tirada pelo Vicentino, vemos o olhar maroto do 2.ª voz Marrone: "As mulheres do Paraná são as mais linda do Brasil". Concordamos com você Marrone)
Logo de cara o primeiro contratempo da noite. Um acidente na frente da entrada para o referido Rancho nos obrigou, eu e meu amigo Eduardo Leonardo Ribeiro Vicentino, a pegar um desvio e entrar pela estrada dos fundos. Por uma estradinha de chão - que me jogou no peito uma saudade de Campo Mourão - entramos, literalmente, mato a dentro com minha
viatura. Poucos metros a frente o fluxo de veículos parou graças a quantidade de carros que ia para o local.Minutos depois cruzamos com um caboclo no meio dessa estrada que dizia: “Ae galera... o estacionamento lá em cima é 25 contos. Pega a direita aqui (numa bifurcação) que é só 15ão”. Fomos no certo, ou seja, o estacionamento “oficial”. “Apenas” 40 minutos depois percorremos mais alguns metros e chegamos até o “estacionamento” (não se preocupem com as “aspas”... vou usar elas muitas vezes). Para as nossas gargalhadas, o estacionamento era 15ão, não os 25 contos anunciados pelo caboclo lá no meio da estrada. Boa tática.
Mais uns 15 minutos e estacionamos o carro. Estacionamos não é a palavra mais certa, já que apenas equilibramos a viatura num morro que chamaram de estacionamento, mas vá lá. Na portaria... nada de lista de imprensa. Depois de uns 10 minutos conseguimos entrar após o OK da minha colega Inês.
Depois de andar por algumas escadas de madeira, descobri que já estava no local do show apenas pelo número de pessoas que estavam concentradas embaixo de uma lona, pois nada que tinha neste espaço lembrava um palco (ou coisa assim).
E ele tem razão. Nunca tinha visto tanta mulher bonita por metro quadrado. Por isso, e pela música, o show valeu muito a pena.
... continua...
(Na foto, tirada pelo Vicentino, vemos o olhar maroto do 2.ª voz Marrone: "As mulheres do Paraná são as mais linda do Brasil". Concordamos com você Marrone)
Bruno, Marrone e os Andaimes II
(Na imagem, podemos ver o que a esmagadora maioria viu. Uma dupla sertaneja entre andaimes e ferros)... continuando.
Deixamos as dúvidas para trás e fomos para a “coletiva” com a dupla. Ambos simpáticos e acessíveis. Papo legal, rápido, mas legal. Fiquei surpreso com a baixa estatura do vocalista Bruno. O tamanho dele - semelhante ao da minha amiga Ariana - é inversamente proporcional ao seu talento vocal.
Depois de um bate papo rápido, sob a pressão da produção, fomos nos “acomodar” no meio do povão. Pronto. Começou a minha total frustração. Quando o show já ia começar, descobri que atrás de um monte de ferro empilhado e andaimes, ali mesmo onde achei que não existia um palco, existia um “palco”.
Não sei bem por quais motivos, um “camarote” artesanal foi erguido bem diante do público através de andaimes de construção civil. Quem viu o show com perfeição foram os afortunados que estavam na área VIP, porque o povão via pequenos flash’s de Bruno e Marrone quando eles passavam atrás de vigas de metal. A outra opção era assistir o show pelos dois telões instalados, mas sinceramente poderia comprar um DVD da dupla por 10ão. Com os outros 30 reais fazia um churrasco com os amigos.
Os fãs pouco se importaram e o coro que acompanhava as músicas era uníssono. Eu, particularmente, me diverti e cantei várias canções, já que o repertório da dupla é muito bom e empolgante. Fiquei decepcionado porque a estrutura do local é ridícula. Não sei se aqueles andaimes estão sempre ali, pois nunca tinha ido a um show naquele local, mas fiquei revoltado por todos que gastaram seu dinheiro para ver um show do conjunto Bruno, Marrone e os Andaimes.
Conversando com alguns seguranças do local, ficamos sabendo que a própria dupla se queixou da estrutura. Foi um dos shows mais bacanas que já assisti, mas no pior lugar para se fazer um show em Curitiba.
29 setembro 2006
matinhos beach - cap. final (política)

Esse cartaz estava em uma das sacadas da praia de Guaratuba. Podia resumir toda a campanha eleitoral 2006, porque o que tinha de caboclo chato na praia no feriado de 7 de setembro era brincadeira.
Depois do fim do horário eleitoral e após os debates da Globo ficou uma sensação de vazio. Não sei bem porque, mas acho que essa campanha foi a mais sem graça que já presenciei. Nos debates, como sempre, o Requião deu o seu show... ninguém sabe debater no Paraná... Esta é a oposição mais fraca que já vi. Os caras tinham um caso como o do Rasera nas mãos... e não fizeram NADA. Meu Deus... no debate o Osmar Dias teve duas chances de abordar o assunto, mas nada fez. Tocar no assunto em horarios eleitorias, sem chance de réplica do adversário, é MUITO fácil. Outra... a pergunta era sobre Funcionalismo Público... e ninguém perguntou sobre o Nepotismo para o Requião... não entendo mais nada.
Já no debate dos presidenciáveis, o Lula escapou de uma boa. Se tivesse ido ao confronto, como eu acho que deveria, ia tomar paulada de tudo quanto é lado. Ficaram os outros três trocando gentilezas e sendo "políticos"... chegou até a irritar. Bonito mesmo, de coração, foi ver a Heloísa se emocionando na hora de dar "tchau lilica". Gosto da HH... mas não vai dar pra ela.
Acho que o negócio é votar no Pedro Lauro para deputado federal... CA$$INOS no Brasil hehehe.
... e segue o baile.
22 setembro 2006
18 setembro 2006
o direito ao FODA-SE
Sinceramente não sei se o texto é mesmo de autoria do Millor Fernandes, mas esse é o crédito que veio nele. Eu já o conhecia, mas tornei a recebe-lo hoje através da minha mãe (é, aquela mãe mesmo... que tem uma tatuagem. Uma não... duas hehe). É hilário... tenho certeza de que todo mundo já usou uma dessas palavrinhas para resumir um sentimento. Divirtam-se.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não''! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ''Não, absolutamente não!'' o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porranenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao ''foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE. Millor Fernandes
... e segue o baile!
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não''! E tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ''Não, absolutamente não!'' o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porranenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ''foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao ''foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e FODA-SE. Millor Fernandes
... e segue o baile!
14 setembro 2006
matinhos beach - cap.02
Bem... voltando ao assunto Matinhos Beach. Depois da história sobre o senhor Esterlio, trago para vocês um causo não menos curioso que o do cabo eleitoral do candidato Gomyde.
Passeando com meu possante pela selvagem Aveninda Atlântica, pude ver diversas coisas curiosas e presenciar fatos pitorescos. Em um destes casos avistei dois ou três moçoilos- de-peitos-nús, lei-a "Tigrada sem camisa" distribuindo adesivos da candidata a deputada federal Renata Bueno.
Para quem não sabe, a senhorita Renata é filha do insistente candidato a governador Rubens Bueno. Enfim... Os caboclos distribuíam adesivos para as raparigas transeuntes no calçadão, mas, da mesma forma, esticavam seus braços seboros e tatuados para entregar o "mimo" dos adesivos aos motoristas.
Até aí, tudo normal. Quando eu passava por um dos quebra-molas da rua, um dos piás esticou o braço e me entregou um dos adesivo da candidata, entre os muitos que ele segurava. Até, de novo, tudo normal. Só que junto com o adesivo veio uma frase no mínimo curiosa: "Aí parceiro! Não vota nela não. Essa Renata é mó nojenta".
Não sei bem o que pensei na hora, mesmo porque o riso era incontrolável, mas no mesmo instante lembrei do Senhor Esterlio e seu "candidato" Ricardo Gomyde (para quem não lembra, leia o post alí embaixo". O que está havendo? Será que a situação está tão ruim assim que nem os cabos eleitorais acreditam em seus candidatos? Claro que não... sei que o senhor Esterlio falou aquilo de coração, mas o cara que me deu aquele adesivo da Renata Bueno no mínimo era um frustrado que que não conseguiu alguns minutos de prazer com ela.
Mas sei lá... dá pra perder uns 48 segundos pensando nessas duas situações.
Adesivos, parte 2.
Só pra eu não esquecer. Passeando por Guaratuba ganhei outro adesivo de um grupo de cabos eleitorais do Requião. Divertido foi ver que nos adesivos constava o nome de Hermas Brandão como vice de Requião. O TRE anulou a coligação PMDB/PSDB há semanas, mas mesmo assim os adesivos estão nas ruas... será que faltou dinheiro para novos adesivos? hehehe... na verdade os velhos encalharam... (sem qualquer referência aos cabelos brancos do Hermas).
... e segue o baile.
Passeando com meu possante pela selvagem Aveninda Atlântica, pude ver diversas coisas curiosas e presenciar fatos pitorescos. Em um destes casos avistei dois ou três moçoilos- de-peitos-nús, lei-a "Tigrada sem camisa" distribuindo adesivos da candidata a deputada federal Renata Bueno.
Para quem não sabe, a senhorita Renata é filha do insistente candidato a governador Rubens Bueno. Enfim... Os caboclos distribuíam adesivos para as raparigas transeuntes no calçadão, mas, da mesma forma, esticavam seus braços seboros e tatuados para entregar o "mimo" dos adesivos aos motoristas.
Até aí, tudo normal. Quando eu passava por um dos quebra-molas da rua, um dos piás esticou o braço e me entregou um dos adesivo da candidata, entre os muitos que ele segurava. Até, de novo, tudo normal. Só que junto com o adesivo veio uma frase no mínimo curiosa: "Aí parceiro! Não vota nela não. Essa Renata é mó nojenta".
Não sei bem o que pensei na hora, mesmo porque o riso era incontrolável, mas no mesmo instante lembrei do Senhor Esterlio e seu "candidato" Ricardo Gomyde (para quem não lembra, leia o post alí embaixo". O que está havendo? Será que a situação está tão ruim assim que nem os cabos eleitorais acreditam em seus candidatos? Claro que não... sei que o senhor Esterlio falou aquilo de coração, mas o cara que me deu aquele adesivo da Renata Bueno no mínimo era um frustrado que que não conseguiu alguns minutos de prazer com ela.
Mas sei lá... dá pra perder uns 48 segundos pensando nessas duas situações.
Adesivos, parte 2.
Só pra eu não esquecer. Passeando por Guaratuba ganhei outro adesivo de um grupo de cabos eleitorais do Requião. Divertido foi ver que nos adesivos constava o nome de Hermas Brandão como vice de Requião. O TRE anulou a coligação PMDB/PSDB há semanas, mas mesmo assim os adesivos estão nas ruas... será que faltou dinheiro para novos adesivos? hehehe... na verdade os velhos encalharam... (sem qualquer referência aos cabelos brancos do Hermas).
... e segue o baile.
11 setembro 2006
matinhos beach - cap. 01
O primeiro capítulo dessa história conta a história do sábio Senhor Esterlio.
Logo que cheguei na controversa Matinhos Beach, que mistura veranistas em busca de paz com aventureiros atrás de agito, fui dar uma volta pela cidade.
Movimentada por causa da MatinFest (evento que reuniu apresentações culturais, shows e comidas típicas) e pela enxurrada de cabos eleitorais dos mais variados tipos, a cidade litorânea estava, por incrível que pareça, atraente. Pelo calçadão principal estavam dispostas “mesas de botecos” em todos os espaços livres. Era difícil até para andar. No passeio tive a agradabilíssima companhia dos meus amigos Tina e Tino, além de minha mãe e minha vó. Mergulhamos naquele mar de gente.
Lá pelas tantas, na entrada de um espaço onde expositores mostravam produtos artesanais fabricados na região, me deparei com um senhor de baixa estatura e bem vestido. Nas mãos, o senhor de nome curioso, Esterlio, tinha um maço de jornais que continham propaganda política do candidato a deputado federal Ricardo Gomyde. Com um sorriso nos lábios me ofereceu um exemplar.
Tal fato não teria muita importância se o gesto do senhor Esterlio não viesse acompanhado de uma frase que resume grande parte dos políticos brasileiros. Sem nomear ninguém, já que não tenho embasamento de provas para tal, mas o que aquele senhor com seus 60 e poucos anos disse devia ter me deixado com vergonha, não ter me feito rir.
“Vote nesse guri aqui. Ele é muito bom. É jovem... e AINDA não aprendeu a roubar”.
Não é o Gomyde o foco da questão. É a história política do Brasil que me preocupa. Foi isso que motivou o senhor Esterlio a proferir tais palavras.
É uma verdade, que devia nos envergonhar, mas que nos faz rir.
e como eu ri...

Logo que cheguei na controversa Matinhos Beach, que mistura veranistas em busca de paz com aventureiros atrás de agito, fui dar uma volta pela cidade.
Movimentada por causa da MatinFest (evento que reuniu apresentações culturais, shows e comidas típicas) e pela enxurrada de cabos eleitorais dos mais variados tipos, a cidade litorânea estava, por incrível que pareça, atraente. Pelo calçadão principal estavam dispostas “mesas de botecos” em todos os espaços livres. Era difícil até para andar. No passeio tive a agradabilíssima companhia dos meus amigos Tina e Tino, além de minha mãe e minha vó. Mergulhamos naquele mar de gente.
Lá pelas tantas, na entrada de um espaço onde expositores mostravam produtos artesanais fabricados na região, me deparei com um senhor de baixa estatura e bem vestido. Nas mãos, o senhor de nome curioso, Esterlio, tinha um maço de jornais que continham propaganda política do candidato a deputado federal Ricardo Gomyde. Com um sorriso nos lábios me ofereceu um exemplar.Tal fato não teria muita importância se o gesto do senhor Esterlio não viesse acompanhado de uma frase que resume grande parte dos políticos brasileiros. Sem nomear ninguém, já que não tenho embasamento de provas para tal, mas o que aquele senhor com seus 60 e poucos anos disse devia ter me deixado com vergonha, não ter me feito rir.
“Vote nesse guri aqui. Ele é muito bom. É jovem... e AINDA não aprendeu a roubar”.
Não é o Gomyde o foco da questão. É a história política do Brasil que me preocupa. Foi isso que motivou o senhor Esterlio a proferir tais palavras.
É uma verdade, que devia nos envergonhar, mas que nos faz rir.
e como eu ri...

(ps. só uma explicação, não que eu precise fazer isso. Não tenho absolutamente nada contra o Gomyde, pelo contrário. Acho que é um cara novo que ainda pode crescer. Espero.)
09 setembro 2006
prévia...
Meus caros... tenho algumas imagens interessantes e informações curiosas sobre minha atual aventura em Matinhos Beach. Mas... esqueci, pra variar, o cabo da minha máquina fotográfica. Assim fica complicado a dar a dinâmica que eu gostaria de dar a esse blog. Enfim... posso garantir que a enxurrada de aventureiros políticos é no mínimo nauseante.
Aguardem com fé... abreijos... segue o baile.
Aguardem com fé... abreijos... segue o baile.
02 setembro 2006
"eu volteeeei. agora pra ficar"
Minha gente... e não é que o homem está vivo, e ainda por cima serelepe? A Folha de São Paulo Online publicou uma matéria hoje (sábado) falando que o ex-presidente Fernando Collor de Mello está na disputa por uma vaga no senado de Alagoas.
Olha que acho que ele tem muita chance de ganhar hein? Não se esqueçam que para a prefeitura de Maceió ele quase levou.
Collor estréia no horário eleitoral e pede para não ficar só
O candidato ao Senado Fernando Collor de Mello (PRTB) estreou hoje no horário eleitoral gratuito de Alagoas com velhos bordões da época em que foi presidente da República. Ele iniciou sua fala com o "minha gente" e encerrou pedindo ao eleitorado: "Não me deixem só".
Com espaço de 25 segundos diários, o programa de Collor hoje foi o último a ser exibido no bloco da tarde do horário eleitoral de TV.Apesar do tempo escasso, ele conseguiu dizer que hoje era o dia do reencontro dele com o "povo, com a esperança e a fé" e que decidiu disputar a vaga para o Senado por insistência de seus aliados. Leia a matéria completa no site da Folha Online.
É meus irmãos... como diria Humerto Gessinger, "Os tempos são outros, os erros os mesmos".
abraços e... Segue o baile.
Olha que acho que ele tem muita chance de ganhar hein? Não se esqueçam que para a prefeitura de Maceió ele quase levou.
Collor estréia no horário eleitoral e pede para não ficar só
O candidato ao Senado Fernando Collor de Mello (PRTB) estreou hoje no horário eleitoral gratuito de Alagoas com velhos bordões da época em que foi presidente da República. Ele iniciou sua fala com o "minha gente" e encerrou pedindo ao eleitorado: "Não me deixem só".
Com espaço de 25 segundos diários, o programa de Collor hoje foi o último a ser exibido no bloco da tarde do horário eleitoral de TV.Apesar do tempo escasso, ele conseguiu dizer que hoje era o dia do reencontro dele com o "povo, com a esperança e a fé" e que decidiu disputar a vaga para o Senado por insistência de seus aliados. Leia a matéria completa no site da Folha Online.
É meus irmãos... como diria Humerto Gessinger, "Os tempos são outros, os erros os mesmos".
abraços e... Segue o baile.
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