28 setembro 2008

au, au, au...

Tá certo, tudo bem que eu devia ser menos preguiçoso (putz, fiquei na dúvida se preguiçoso se escrevia assim mesmo. Estranho né?) e procurar os detalhes mais precisos da informação, mas o que vale é a intenção.

Vocês viram a propaganda que anda sendo veiculada sobre doação de órgãos? Aquela que o caboclo passa na frente de uma casa e o cachorrinho sai latindo? Então, para quem não sabe, explico um pouco melhor.

O comercial começa com um cachorrinho de olhas pidoncho... Triste, o animalzinho parece tenso e à esperar alguém. Mas nada acontece. De repente, ele levanta as orelhinhas e sai correndo para o portão, como se sentisse a presença do seu dono. Latindo e abanando o rabo, ele sai para fora de casa e late efusivamente para um homem. O transeunte pára, vira de costas e faz cara de desentendido. O cachorro então percebe que não é seu dono. O homem se vira, segue andando, mas volta a olhar para trás como se já conhecesse o cachorro.

Entenderam? O lance é que o homem em questão recebeu algum órgão do antigo dono do dog, que sentiu a presença do ex-dono naquela pessoa estranha.

Sei lá... não gosto muito de cachorros. Talvez porque a partir dos anos que minha memória deixam vivos. Mas não sinto muita afeição pelos vira-latas... 90% são fedidos e lambem teus dedos do pé, normalmente quando voce está de havaianas.

Mas o comercial é espetacular. A singeleza que ele passa te contagia. Simples, sincero, honesto... enfim BELÍSSIMO. Parabéns para quem criou. E vamos doar (DEPOIS DE MORTOS OK?)

23 setembro 2008

na veia...

Sempre fui fã dos Engenheiros do Hawaii. Nunca gostei de algum artista, jogador de futebol, banda ou coisa parecida, como gosto dos EngHaw. Já fui para fila de autógrafos em shoppings, assisti a dois shows seguidos (quase 10 no total), tirei fotos no camarim e guardo autógrafos até hoje. Recortes de jornal e tudo mais.

Minha admiração nasceu pouco antes do ano em que ela se consolidou. Ouvi o LP O Papa é Pop, lançado em 1990 (o ápice do sucesso comercial deles) até "furar". Mas foi em um show, em 1996 (??? acho que era esse o ano), quando eles fizerem um show aqui em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski. A atração da noite mesmo eram os Mamonas Assassinas, mas quem me comoveu foram os Engenheiros.

O CD era o Simples de Coração, o melhor na minha opinião. Talvez não o melhor tecnicamente, ou por outros fatores, mas o que reúne as músicas e a sonoridade que mais me comovem.

O ponto alto da minha relação com os engenheiros foi este ano, quando pude realziar um sonho de adolescente ao entrevistar o Gessinger e publicar uma matéria na Gazeta do Povo. Mais ainda, ao ver minha matéria linkada no site oficial deles (outro sonho de adolescente). Hoje, adulto (?????) já não tenho a mesma ingenuidade e euforia da adolescência, mas sempre me pego voltando um pouco no tempo ao ouvir meus cds dos EngHaw.

Para mostrar, e provar, que o talento deles continua o mesmo, posto a música "no meio de tudo voce". É do último CD deles "Novos Horizontes" (que alias, é o ne de uma das mais belas músicas deles. Os EngHaw deram um tempo e nem sei se voltam mais, mas para mim, certamente, serão eternos... ENGHAW na veia... Aproveitem.

no meio de tudo você (humberto gessinger)

selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é demais
quando chega em casa do trabalho quase vivo

selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é o máximo
liberdade pra escolher a cor da embalagem

nessa selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é normal
entrar na fila, comprar ingresso
pra levar porrada

no meio de tudo, você
me salva da selva...salva da selva

selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é demais
um pouco de silêncio e um copo de água pura

selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é o máximo
se o cara mente mas tem cara de honesto

nessa selva
a gente se acostuma a muito pouco
a gente fica achando que é normal
finge que não vê...diz que não foi nada
e leva mais porrada

no meio de tudo, você
me salva da selva...salva da selva


Quer ouvir a música? Clique AQUI!!!

22 setembro 2008

mini-mundo...

Recebi o texto a seguir por e-mail, do jornalista multipremiado Mauri König, da Gazeta do Povo. Ele nem deve ser muito novo (o texto, nao o Mauri), mas achei bem bacana.

Segue para deleite dos amigos leitores.

A Terra em miniatura

Avaliação interessante e impressionante.

Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, sería algo assim:

Haveria:
- 57 asiáticos
- 21 europeus
- 8 africanos
- 4 americanos

E ainda:
- 52 mulheres
- 48 homens
- 70 não seriam brancos
- 30 seriam brancos
- 70 não cristãos
- 30 cristãos
- 89 heterossexuais
- 11 homossexuais

- 6 pessoas possuiriam 59% de toda riqueza e 6 (sim, 6 de 6) seriam norte americanos. Das 100 pessoas, 80 viveriam em condições sub-humanas. 70 não saberiam ler, 50 sofreriam de desnutrição, 1 pessoa estaria a ponto de morrer e 1 bebê estaria prestes a nascer. Só 1 (sim, só 1) teria educação universitária.

Nesta aldeia, haveria apenas 1 pessoa a possuir um computador.Ao analisar nosso mundo desta perspectiva tão reduzida, se faz mais presente a necessidade de aceitação, entendimento, e educação.

Agora pense...

- Se você se levantou nesta manhã com mais saúde que doenças, então você tem mais sorte do que milhões de pessoas que não sobreviveram nesta semana.

- Se você nunca experimentou os perigos da guerra, a solidão de estar preso, a agonia de ser torturado, ou a aflição da fome,então, você está melhor que 500 milhões de pessoas.

- Se você pode ir à sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto, então você é mais afortunado que 3 bilhões de pessoas no mundo.

- Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça e um lugar onde dormir, você é mais rico que 75% da população
mundial.

- Se você guarda dinheiro no banco, na carteira, e tem algumas moedas em um cofrinho... já está entre os 8% mais ricos deste mundo.

- Se seus pais ainda estão vivos e unidos, você é uma pessoa muito rara.

19 setembro 2008

de volta para o passado...

Que doideira... em 2006, no feriado de 7 de setembro, fui para a praia com os tinos (Tina e Eduardo, casal de amigos). Fiz um ou dois posts sobre a aventura, encarada em época de eleição. Candidatos, panfleteiros, muita sujeira e barulho.

ponto final...

Eis que de repente começam a surgir comentarios naquele post, sobre a briga eleitoreira atual. Alguem deve ter postado aquilo no orkut ou em algum outro blog, sei la. Mas uma discussao de anônimos e correligionários começou. Sem pé nem cabeça, mas o povo tá se degladiando lá, num post de setembro de 2006.

Essa internet impressiona as vezes.

Quanto à discussão em questão, trata-se de uma briga de cabos eleitorais do Dalmora e do Xiquinho, oposição e atual prefeito, respectivamente. Eu prefiro o Dalmora, já que o Xiquinho é da velha política que manda em Matinhos há décadas (se revezou com o Seda muitos anos). Se o Dalmora nao tem cara de político (o pai dele sim, tem mais fama de bom adminsitrador), pelo menos é sanue novo em Matinhos.

Volto em breve para comentarios políticos. Ando querendo falar sobre isso, mas tem faltado coragem para abordar assunto enjoativo como esse.

12 setembro 2008

contra a censura...

Este post terá um tom de protesto. Não que eu precise avisar isso antecipadamente, mas quero deixar bem claro.

Essa semana um amigo enfrentou uma situação inusitada. Estudante de jornalismo na metade do terceiro ano, ele é um cara inteligente, esforçado e determinado. Tem excelentes iniciativas e aparenta estar traçando um caminho promissor no jornalismo. Na ânsia de desenvolver suas habilidade, criou um site para falar das coisas da sua cidade, especificamente, Colombo.

Fala de amenidades, reescreve releases e exercita o seu futuro ofício de viver da escrita. Mas decidiram calar sua voz (bonito isso né?).

De repente ele recebeu uma carta do Sindicato dos Jornalistas do Paraná pedindo que ele justifique e apresente o nome e número de registro do jornalista responsável. Alegando ter recebido denúncia de que o site estaria praticando jornalismo irregularmente, deu prazo de 20 dias para ele se pronunciar, sob pena de ver a denuncia ser encaminhada ao Ministério do Trabalho para sanções cabíveis.

Thiago Costa é o nome da fera. Piá bom, prestativo e parceiro. Quase abandonou o barco dia desses, mas conseguimos demove-lo da idéia, acredito que o jornalismo é dom e carma.

O Sindicato dos Jornalistas, como se não tivesse coisas mais importantes para se preocupar, pediu a retirada do site do ar. O Thiago escreve os textos do Diário de Colombo no pouco tempo que lhe resta entre a faculdade pela manhã e o trabalho na Gazeta do Povo durante a noite, como treinee. Escreve do quarto dele, do seu computador pessoal.

Qual é o objetivo desta atitude do sindicato? Preservar o nosso direito de jornalistas registrados? Ou mostrar que está atento a tudo, numa demosntração desnecessária de zelo? O cara escreve por prazer. Não ganha um centavo com isso.

A justificativa do funcionário do sindicato é que Thiago escreve os textos com Lead. Para quem não sabe, lead é uma palavrinha que significa uma ferramenta da escrita que responde as perguntas O que? Quando? Onde? Como? e Porque? logo no primeiro parágrafo dos textos. Coisa que se ensina na faculdade.

Ou seja, eles reclamaram e proibiram o Thiago de escrever porque ele começa os texos com o LEAD. Diz o sindicato que se o texto fosse um diálogo, não haveria problema, ou "não estariamos tento essa conversa", como falou o membro do sindicato. Outra coisa, medidas cabíveis? Fico imaginando o pessoal do ministério do trabalho lacrando o quarto do Thiago, que é de onde ele escreve. Seria engraçado.

A que conclusão eu chego. Sinceramente achei errada a postura do sindicato. Realmente achei desnecessária uma medida como essa de proibir um exercício de escrever. Acho que eles deviam incentivar atitudes como a do Thiago, que sem pretenção, resolveu falar das coisas da sua gente, comunicar. Simplesmente comunicar.

Respeito muito o pessoal do sindicato, mas acho que tudo poderia ter sido resolvido com uma conversa. Com um aconselhamento. Escrever (seja na faculdade, ou no mercado de trabalho), é um prazer, um dom, um carma. Não se pode impedir ninguem de se expressar. Espero que tudo se resolve bem.

05 setembro 2008

coisa linda...

Já falei sobre algo semelhante aqui, mas hoje reforço. Dia desses comentei sob a beleza da Praça Santos Andrade, no centro da nossa (pelo menos minha) amada Curitiba. Essa semana, num desses dias quentes de inverno (???) fui para meu intervalo diário de 15 minutos por volta das 18h30.

Comprei um saco de pipoca saudável (com uns pedaços de bacon que mais parecem lascas de leitão), pedi licença para um caboclo que estava sentado em um dos bancos e recostei meu latifúndio dorsal cansado para "preciar" a paisagem. E que paisagem bacana. Muita gente passava logo à minha frente. Gente de tudo quanto é tipo. Novo, véio, magro, gordo, bonita, gostosa, maloqueiro, crianças, cachorros, pombos e até uma ou outra formiga.

Por incrível que pareça - e que talvez vocês nem acreditem - dava para ouvir o silêncio de Curitiba. Verdade... no meio daquela hora do rush, o barulho da água caindo na cachoeira improvisada do lado da praça Carlos Gomes era ensurdecedor. Não aquele ensurdecedor de doer os ouvidos, mas sim aquele que contrastava com o farfalhar das árvores... Ou o que competia com o riso das crianças... ou o latido do cãozinho feioso.

Tudo ganhou uma cor mais Bonita. Naquela hora do dia onde tudo parece desenhado em cores de sépia, o colorido do início da noite curitibana massageou meus olhos e acalmou meu coração. Tenho orgulho da minha cidade e de poder sentar na praça para apreciar o movimento. Nem o malandro tentando me vender um relógio de procedência duvidosa e nem o malaco que rescendia piga e me pedia um trocado para um marmitex para a família tiram o brilho daquele fim de tarde qualquer.

Coisa linda...

02 setembro 2008

bem simples...

Putz... essa eu devia ter inventado. Voces já acessaram um site chamado Bem Simples? É bem coisa de gente simprona, assim como esse que vos fala. Sério, é muito bacana. Vale a pena dar uma olhada e se surpreender com a série de coisas interessantes que ele apresenta.

Viva o simples, seja simples. Compartilhe conhecimentos e cumprimentos. Seja afetuoso... abrece. Assobie, pois caboclo injuriado e estressado não assobia.

www.bemsimples.com

26 agosto 2008

entendeu?

O tempo que fiquei de fora, atolado em compromissos e problemas na "firma", serviu para que eu pensasse em algumas coisas. Devaneios no campo pessoal, profissional e todos os "als" que devam existir.

Agora tenho olhado as coisas com um olhar um pouco mais sereno. Desde o farfalhar de uma árvore, até o olhar pidoncho de um cãozinho na vitrine de um petshop. De olhar cansado de um idoso qualquer em uma esquina da cidade, até a gargalhada gostosa e avassaladora da minha mulher após qualquer gracejo sem graça que eu faça.

Não sei se o futuro me reserva o que sempre imaginei. Não tenho certeza de nada e talvez esse seja o sentimento que estivesse faltando em mim. Na verdade, para não ser injusto, tenho certeza de algumas coisas sim. Achei minha companheira e estou muito feliz, assim como a comunicação é o meu destino. Mas no restante... sei lá.

É até difícil compreender o que tenho tentado escrever nas últimas 10 linhas, mas acredito que escrevendo, compartilhando, talvez em consiga me compreender. Não sou complexo e nem difícil de se assimilar... sou Simprão... mas também tenho meus problemas.

nos trilhos...

Ufa... eu não matei O Simprão. Fiquei sem acessar o meu blog durante dias e quando tive tempo de voltar, confesso que voltei com medo. Achei que tinha matado o meu blog pelo constrangedor e total abandono a que lhe submeti durante quase 20 dias. Mas ao chegar por aqui, vi que algumas pessoas continuaram acessando e prestigiando o que sai da cabeça desse desmotivado jornalista.

Desmotivado sim... ando meio sem tesão. Mas, isso obviamente tem que mudar. Escrever é minha paixão, comunicar é meu vício e jornalismo é meu ofício. JAMAIS posso deixar de fazê-los. Portanto, isso tem que mudar... NA MARRA.

Cá estou, disposto a compartilhar um pouco mais do que sou para os que me lêem.

Se o Rei estivess por aqui, esses escritos certamente teriam um fundo musical no melhor estilo... "Eu voltei... agora para ficar". Abraços a todos e segue o baile da vida. Linda, embora, por vezes, espinhosa.

11 agosto 2008

pausa... (bem pequena)

Que débito, hein meus amigos. Estou em débito com vocês, mas estou enfrentando uma pequena pausa olímpica. Tá complicado fazer tudo o que se precisa, com ão pouco tempo que se dispõe. Se a inspiração me pegar de jeito, prometo postar algo o mais rápido possível. Abraços e desculpem-me pelo abandono.

30 julho 2008

somos insensíveis

Nessa semana, assim como durante um dia na semana passada, estou nos braços da geral. Por um remanejamento na equipe, deixei a editoria de esportes temporariamente e tenho escrito matérias dos mais variados temas. Desde prisão de uma quadrilha, passando por vetos do prefeito Beto Richa, impugnação da candidatura do prefeiro Silvio Barros (também em Maringá) até a confirmação de que os restos mortais achados no Rio de Janeiro eram do padre Adelir de Carli, o padre voador.

Sempre tratei do assunto com um bom humor sádico. Na verdade, como a maioria, acompanhei todo o desenrolar da história pela imprensa (da qual também faço parte) e achei a aventura uma burrada. Como a maioria, ri das inúmeras piadas criadas sobre o fato e achei graça da repercussão internacional do fato.

Mas hoje me dei um tapa na cara. A pauta sobre a confirmação da morte do padre caiu nas minhas mãos e fui atrás dos fatos. Conversei com o Moacir (irmão do padre) e com o bispo de Paranagua (além de alguns outros parentes do padre, como sobrinhos e primos). Cara... somos crueis. Eu senti na voz do Moacir como a morte do Adelir ainda dói e doerá por muito tempo.

Um homem cansado, sofrido e com a missão ingrata de falar sobre a morte do irmão com estranhos do Brasil inteiro. Ao mesmo tempo, que eu engolia seco diante da dor de Moacir, eu sentia um tom de alívio, de "graças a Deus que é ele". Por óbvio a confirmação põe um ponto final na triste história e Adelir ganhará um enterro digno. A dor de uma família, finalmente, poderá se transformar em saudade.

o que "pegou"?

Bem, todos sabem que não sou nem um pouco pontual no quesito atualizações, mas o que me motiva a escrever hoje é algo "encucante", como diria aquele outro. Normalmente recebo em média 10 acessos por dia, dos quais uns 5 são meus (se bem que deixei de entrar todos os dias. Fazia isso para ver se alguém tinha comentado algo, mas deixei de fazer porque agora recebo um e-mail dizendo que alguém comentou).

Mas na segunda-feira houve um verdadeiro BOOM de acessos. Isso quer dizer, aumentou em 400%, indo dos dez para pouco mais de 40 acessos em um só dia. Alguém sabe me explicar porque? Será que publicaram um link para o meu blog em algum lugar? Ou são todos meus leitores? Fiquei curioso, sério mesmo.

De qualquer forma, obrigado povão.

28 julho 2008

vai um dins aí?

Tava meio sem idéias sobre o que escrever para entreter os amigos, quando de repente, não mais que de repente, lembrei dessa foto que tirei no último feriado do ano (em maio) na pequena cidade de Pedro de Toledo, no litoral sul de São Paulo. Fui lá visitar meus primos (daqueles que são distantes na árvore genealógica, mas que são bem pertinhos do coração). Em Pedro de Toledo, a Quinha e o Bentão fixaram residência.

É uma cidade minúscula, cortada por um grande e ainda VIVO rio (que aliás corta também a fazenda Caracol). Lugar simples, de gente friorenta (aqui merece um parentêses especial. Fazia uns 18 graus quando fomos, o que para nós é bastante quente. Eu tava de bermuda e camiseta, enquanto a muié estava desesperada para comprar roupa para calor, já que o frio que esperávamos não apareceu). Resultado? Não achamos nada para calor, porque para eles tava muito frio.

Emfim, Pedro de Toledo é uma cidade de interior, de fazenda, mas que fica a 20 minutos de Peruíbe, que para quem não sabe é praia. Em uma das lojas flagramos esse anúncio promocional aí. Ótimo né? Tive que registrar essa foto sobre a promoção do "Dins", e fiz o mesmo com essa ali embaixo. Não fomos ao ahow, mas o registro fotográfico da banda Chapolândia (A mais chapada do Brasil), não pude deixar de fazer.

21 julho 2008

amor...

Eu tenho andando muito influenciado pela novela Pantanal. A volta do folhetim realmente mexeu comigo. Me levou de volta para um passado não muito distante, mas que me remete a uma porção de coisas boas. Agora, podendo acompanhar a novela desde o começo (por óbvio todos já perceberam que o simprão aqui gosta "duma" novela), tenho visto e relembrado muitas coisas interessantes e passagens marcantes.

Uma delas me pegou de jeito hoje. Estava assistindo e me deparei com o reencontro do Juventino (personagem do ator Marcos Winter) com a Juma Marruá (Cristiana Oliveira). Depois de matarem a saudade de um tempo em que passaram longe um do outro, a cabocla Juma dispara a frase do mês:

"Se o Juve vai, a Juma morre".

Como sempre digo, para muitos a frase é ridícula e pode não significar nada, mas para mim - que vivo num universo paralelo, onde as coisas simples são as que importam, que realmente me fazem feliz - essa frase é a síntese de um amor.

Percebem como não precisa de muita coisa para se dizer o que você sente por inteiro? Um sentimento que te consome, que te acompanha em todas as horas do dia e que você busca as mais variadas e complicadas formas de se explicar e se fazer entender. Amar não custa nada, mas as vezes se paga um preço muito alto para que o amor se torne felicidade.

Eu amo... e estou a caminho da felicidade plena. Se conselhor prestar para alguma coisa... amem, meus amigos. AMEM muito. Seja o que for, seja quem for. Um homem sem amor é como um jardim sem flor (PUTA QUE PARIU, que fim de texto brega). E segue o baile...

15 julho 2008

quem sabe

Andei pensando sobre o que escrever hoje e pensei: Putz, ontem eu pensei que sabia sobre o que falar, mas resolvi deixar para hoje e acabei esquecendo. Quem sabe amanha em pense em algo, ou deixa para semana que vem. Lá, numa dessas, eu lembre que semana passada achei que fosse ontem, mas que mês que vem ainda pode ser abril. Quem sabe agosto, mas certamente não será mais julho.

As Cores de Abril, por Vinicius de Moraes

As cores de abril
Os ares de anil
O mundo se abriu em flor
E pássaros mil
Nas flores de abril
Voando e fazendo amor

O canto gentil
De quem bem te viu
Num pranto desolador
Não chora, me ouviu
Que as cores de abril
Não querem saber de dor

Olha quanta beleza
Tudo é pura visão
E a natureza transforma a vida em canção

Sou eu, o poeta, quem diz
Vai e canta, meu irmão
Ser feliz é viver morto de paixão

08 julho 2008

o cantor dos cantores...

Eu nem ia postar nada hoje, mas depois de ouvir mais um banho desse gênio da música brasileira, cá estou. Quem não conhece Zé Luiz Maziotti, conhece um pouco menos da música popular brasileira do que imagina. Esse cara é paulista e já chegou a ser chamado de "O cantor dos cantores". O próprio Chico Pinheiro (o excelente entrevistador desse programa) cita que o Zé seria um dos mais bem guardados segredos da música brasileira, ironizando o fato dele nunca ter explodido musicalmente falando.

Posso dizer que o Zé é meu amigo, mesmo correndo o risco de nem ser lembrado por ele. Mas Já o entrevistei uma vez, conversamos por outras três ou quatro e ele até me agradeceu por uma matéria feita na Gazeta em pleno show no Teatro Paiol. O cara canta demais. Aproveitem.

04 julho 2008

bom remédio...

Recomendo a todos. Essa semana decidi pegar um ônibus diferente, que faria um trajeto diferente e eu precisaria pegá-lo em um local diferente. Sendo mais claro, fui pegar o busão na Praça Santos Andradre, mas eu estava meia hora adiantado. O que eu fiz nesse meio tempo?

Estiquei as canelas, literalmente, sentado em um dos bancos da praça. Era uma noite de temperatura agradável (terça-feira) e fiquei ali, apreciando o movimento. Lugar bonito aquele né? Sabiam? a Praça é linda à noite, com a sede antiga da UFPR ao fundo, o Guaíra do outro e o chafariz recém inaugurado logo à minha frente.

Saquei meu radinho da bolsa e liguei um som, para contrastar com os latidos dos cãezinhos que levavam seus donos para passear, o barulho da água batendo nas pedras do chafariz e o som dos carros passando. Deu ainda mais orgulho de ser curitibano.

Nenhum maloqueiro passou, ninguém me pediu dinheiro e as pessoas até sorriam ao passar por ali. A noite estava linda (22h30). O dia havia sido cansativo, mas uma dose de "Curitiba" me revigorou. Recomendo.

01 julho 2008

a lista...

Dia desses meu irmão Fernando estava cantarolando essa música e me lembrei como ela é bonita e real. A conheci numa época em que eu contabilizava uma porção de amigos, que hoje "não encontro mais". Sigo bem e faceiro, com meus poucos e excelentes amigos.

Posto para vocês a música do Oswaldo Montenegro. Para quem não conhece e/ou para quem quer relembrar.

A Lista
Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

28 junho 2008

imperdoável...

Imperdoável essa minha ausência. Lamento muito mesmo pessoal, mas como todo blogueiro picareta (putz, são vários) prometo evitar uma janela tão grande sem atualizações.

Hoje a coisa vai à la coice de porco, ou seja, bem curtinho. Um rápido comentário sobre o resultado da enquete que propus há cerca de um mês. A pergunta tinha como objetivo quem lê o blog do Simprão, e para minha enorme satisfação a esmagadora maioria (5 votantes) é amiga do Simprão (a tá, vou falar em terceira pessoa agora.

Um leitor perdido chegou até o blog através do Google, o que é uma coisa bacana. Se ele quis participar da enquete, é porque chegou, viu e gostou. Ou pelo menos suportou.

Para estes meus seis leitores, prometo oferecer um pouco de mim por intermédio dos meus escritos. Que normalmente não acrescentam muita coisa, mas vez ou outra tocam você, nobre leitor, de alguma forma. Viva longa para nós... todos nós. E segue o baile.

18 junho 2008

a lua...

Apesar de considerar pouco provável, espero que algum de vocês, meus leitores, tenha olhado para o céu hoje a noite, por volta da 0h. Na minha região, Bacacheri, podia-se ver uma auréola belíssima ao redor da lua. Coisa de cinema. Tentei fotografar, mas minha maquina é vagabunda demais.

Se algum de vocês viu, tenho certeza que ficou maravilhado com a cena.

15 junho 2008

homenagem...

O dia dos namorados já passou e eu me vi menos romântico que antigamente. Tá certo que com o passar dos meses, a coisa toda (o romantistmo) esfria um pouco. Mas esfria para os dois, não só da parte dos homens como as mulheres gostam de dizer. Aliás, não foi uma nem duas vezes que disseram para minha amada Daniele coisas do tipo: "Ah, ele te dá uma flor agora, espera daqui um ano" ou "Ah... te chama de amorzinho e te faz carinho agora, voce vai ver depois de um tempo".

Desafio vocês a questionarem minha amada se deixei de fazer tais coisas. Não abro porta de carro (afinal ela não é aleijada e não vejo gentileza nenhuma nisso), mas sempre faço meus gracejos. Não tantos quanto eu gostaria, por uma série de fatores, mas como eu sempre digo: "Se eu não cuidar, tem quem cuide". Para não correr o risco de perder para a concorrência, faço o meu.

Não posto nada de novo a seguir, mas resolvi resgatar um dos escritos dos quais mais me orgulho para homenagear minha Daniele. Para coisas novas, me falta criatividade. Então é bom revisitar o passado as vezes.

letaninad

Raios do sol invadem
Cada espaço
Cada veia
Cada vácuo... imediatamente

Luz
Calor
Arrepio.

Não entendo o que se passa
Procuro explicar
Talvez descrever...

Mas é inexplicável
Inteligível.
Indecifrável.

Só se sente
Só me aquece
Só transforma

Entro em curto
Entro em pane.

Me transformo... Que se dane

Antes Sol...
Hoje Dani.

09 junho 2008

emocionante...


Camaradas... eu acho que trabalhar no SBT deve ser a cois amais louca que existe. As mudanças de humor (quando é só isso deve ser tranquilo), de conceitos e "maneiras" de se fazer televisão do patrão Silvio Santos devem acabar com qualquer tipo de rotina que exista.

Mas confesso que duas das últimas mudanças me agradaram (e temo pelas próximas). A primeira foi a estréia do Programa Silvio Santos, que nada mais é que um Topa Tudo por Dinheiro melhorado (????). Com direito a aviãozinho e tudo, o patrão faz os mesmos gracejos de sempre com as "colegas de trabalho", tem cameras escondidas e até videocassetadas.

A segunda, a melhor de todas (a melhor mesmo, desde a reprise da novela Pista Dupla pela CNT) foi a estréia, nesta segunda-feira, da novela PANTANAL. Isso mesmo caboclada, Pantanal, da Juma Marruá e Zé Inocencio. A obra prima do novelista Benedito Ruy Barbosa. Com uma esmagadora maioria de atores globais, que antes eram desconhecidos (muitos praticamente adolescentes) que hoje são astros graças a essa novela da extinta Manchete.

Me emocionei, juro. Foi muito bom acompanhar o primeiro capitulo dessa saga e pretendo seguir nessa rotina até o fim. O meu maior medo, citado lá em cima, é que o loco do Silvio mude de horário, como ele sempre faz ao seu bel prazer. Confesso que além de me emocionar eu ri. Ri ao ver atores como a Cassia Kiss (uma mulher da flor da idade) e o José Dumondt (O seu Miranda, do Filme 2 filhos de Francisco) sem uma ruga na cara. Claudio Marzo, Paulo Gorgulho... até a Nathalia Timberg era uma quase jovem. E a Carolina Ferraz então? Nem lembrava que ela participou da novela. Uma cara de guria (de fato devia ser uma adolescente na época)..

Bom, fica minha recomendação. Acompanhehm a novela PANTANAL e vejam como se faz uma novela gostosa de se ver. Isso, é claro, até a próxima mudança de humor do "seo" Silvio. Começa por volta das 22h.

04 junho 2008

amigos...

Deixa eu escrever uma coisa pra vocês. Falei sobre estar chateado que todos os meus leitores são amigos (segundo resultado da enquete que fiz). Não é bem por ai meus caros. Tenho muito orgulho de ser lido por todos vocês. Muito mesmo. Ser lido por alguém pelo simples fato de postar um texto é gratificante demais. Escrevo diariamente uma porção de matérias, por prazer também, mas especialmente por dever de ofício. Sou lido por milhares de pessoas todos os dias.

Pessoas que nunca vi, que por vezes não gostam do que escrevo e inclusive - volta e meia - metem o pau através do famoso "comunique erros" da Gazeta. Mas aqui não. Escrevo por prazer de divagar e sou presenteado sempre com a presença de poucos, mais bons amigos. O LG, por exemplo, exagera ao extremo com os elogios. Já mandei ele parar com, pois sou uma fraude mesmo hehehe. Mas ele não pára... só me resta agradecer o carinho de sempre. E sempre o prestigiar também, o que para mim é um grande prazer. A sua capacidade de se indignar (qualidade primordial num ser humano, segundo meu velho pai) nos faz repensar muitas coisas. Sintam a pressão acessando um dos seus blogs. Esse ou esse aqui.

Agora tenho a presença constante do Zé. Moçada, ceis precisavam ter visto o Zé quando ele entrou na Gazeta. Por ser estudante ainda, não é chamado de jornalista. Apenas de treinee, o que é uma puta injustiça. Se bem que ele não precisa desse rótulo, pois é um jornalista de mão cheia. O cara escreve muito bem. Seus escritos me remetem ao Luis Fernando Veríssimo e isso me agrada muito. Querem conhecer? Basta acessar o seu blog, relaiconado na lista logo ali à direita.

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Só para registro, fiz o Merengue da Tia Nair. Caboclada... coisa linda de se ver e saborear. Zé, da próxima vez tento salvar um pouco num potinho para te enviar hehehe.

30 maio 2008

influenciável...

Dia desses (dias mesmo, diria até meses ou quase anos) assisti a um programa chamado "Você é o que voceê come", que é veiculado pelo canal GNT (TV à cabo ou satélite). Fiquei chocado, assustado, pensativo, macambúzio, dei uma chacoalhada na cabeça e segui com minha vida. Esse fato foi mais uma prova inexorável de que sou um cara pouco influenciável.

Explicando melhor. Um gordo é eleito para ser "humilhado" em rede mundial de televisão. Notem que o humilhado ficou entre aspas e assim ficará. A apresentadora do programa é uma nutricionista (ou coisa assim) que pede ao eleito para anotar tudo - TUDO mesmo - que ele come durante uma semana. Salgadinhos, arroz feijão, carne e até o cafézinho no meio do expediente, tudo bem discriminado em KGs e MLs.

Com o relatório em mãos, a mulher pega todos esses alimentos e põe tudo sobre uma mesa. O convidado do programa é chamado e ao entrar na sala, tem a mesma reação que você terá ao ver a quantidade impressionante de alimentos que uma pessoa ingere durante uma semana. É chocante mesmo. Depois disso ela chega até a examinar a merda do caboclo (é, merda, cocô, fezes, etc), sem deixar de tecer mais comentários "constrangedores"(Olha as aspas ai de novo) sobre o cheiro e a consistência da bagaça.

Aí ela faz um novo cardápio (espalha numa mesa também), que se mostra mais colorido, mais verde e, por óbvio, mais nutritivo. Normalmalmente quem abraça o novo cardápio muda de vida, emagrece, fica mais saudável e até com o cocô mais cheiroso. Eu, infelizmente, nunca fui tocado tão profundamente pelo programa, pois continuo o mesmo relapso gastronomico de sempre. Ao invés de comer alface, fico pensando em detonar coisas gostosas.

Por exemplo, não vejo a hora de "produzir" uma sombremesa que aprendi lá em Prudentópolis. A receita é da minha querida Tia Nair, mãe de coração da minha amada Daniele. Quer saber o tamanho da minha doença gastronômica? Já comprei todos os ingredientes. Só falta o morango...

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Lembrete: Bem, como eu imaginava, apenas amigos e conhecidos leem meu blog. A enquete continua no ar para que vocês provem o contrário. De qualquer forma, dos cinco que participaram da enquete, apenas meu grande amigo LG, o crítico, comenta com frequência... Vamos lá meu povo, não deixem ele ficar se "gavando" sozinho

20 maio 2008

enquete...

Caros, gostaria de pedir que vocês participem da enquente que criei para analisar o perfil do meu leitor. Tenho uma média de 10 visitas por dia e me orgulho muito disso. Gostaria de saber quem é você, minha querida leitora (ou leitor). A enquete celebra a mudança de layout do blog "O Simprão".

Por favor, participem. Abraços e Segue o baile...

ps: Só para lembrar, a enquete está ali do lado direito da sua tela, embaixo do "Simprão Recomenda".

sonho de um fã...

Qual é o sonho de todo fã? Obviamente é conhecer seu ídolo. Eu já fiz isso, em meados de 1998, quando pela primeira vez consegui acesso aos camarins dos Engenheiros do Hawaii e pude cumprimentar, pegar autógrafo e tirar fotos com todos da banda, entre eles o líder Humberto Gessinger.

Em seguida, quando o jornalismo me conquistou/seduziu, passei a imaginar como seria entrevistar esse mesmo ídolo. Já entrevistei diversos músicos e inúmeros jogadores de futebol (o mestre Romário, entre outros). Mas nessa semana tive o prazer de entrevistar o Gessinger. Não cara a cara, tomando um chimarrão, mas valeu a pena. Não pude perguntar aquelas coisas que todo fã gostaria, mas acho que fiz um bom trabalho.

Cliquem AQUI e me dêem suas opiniões. Gostaram da entrevista? Deixa um alô aí nos comentários. Lembrando que a matéria saiu no Caderno G da Gazeta do Povo Online dessa terça-feira (19). o Show acontece na quarta-feira aqui em Curitiba.

14 maio 2008

pubicidade genial...

Pessoal, queria ter comentado isso ainda no domingo, mas preferi postar o texto sobre o Almir Sater. Mas hoje retomo a idéia que tive.

Provavelmente muitos de vocês acompanharam toda a polêmica envolvendo o novo shopping de Curitiba, localizado no bairro Portão. A falta de avarás e liberação dos Bombeiros complicou a vida dos donos do Palladium, mas para mim não foi isso que chamou mais a atenção.

Espalhados por toda cidade, outdoors traziam uma arte bem simples, mas com dizeres brilhantes nas minha modesta opinião. Era assim: "Caríssimo Palladium, seja bem vindo. Shopping Total, tem descontos e muito mais". A coisa toda foi genial. Têm publicitários por aí que merecem um aumento de salário. Gostei mesmo. A sacada foi genial. Aliás, falando um shoppings de decontos, as propagandas do Total são sempre boas, mas não tão boas quanto as do "rival" Polloshop.

Lembro bem que na época da Faculdade existia uma rixa entre jornalistas e publicitários. Confesso que abracei a causa e passei a odiar publicitários (hehehe, brincadeira), mas hoje reconheço a criatividade de alguns caboclos. Na TV a cabo, por exemplo, o programa "Na hora do intervalo" é um dos meus preferidos, pois traz as propagandas mais geniais do mundo. Para quem pode, vale a pena ver. Passa no Multishow.

12 maio 2008

aula de viola...

Então... normalmente eu posto aqui algumas matérias sobre duplas sertanejas que ninguém conhece. Dessa vez, atire a primeira pedra o caboclo que nunca ouviu falar do grande mestre violeiro Almir Sater. Então, bati um amistoso papo com ele na última semana e para esta semana preprarei o texto que está postado aí embaixo.

O cara é fera. Além de um puta violeiro, é boa gente e de conversa fácil. Proseamos por alguns minutos - não por vários por "N" motivos, entre eles uma bateria de celular acabando. Mas rendeu legal e tentei reproduzir com o máximo de cuidado para deixar claro que o show dele na próxima quarta-feira no teatro Guaíra, aqui em Curitiba, será imperdível. Musicalmente e pessoalmente, já que o papo e os causos certamente vão rolar, sempre acompanhados do som delicioso da viola.

Vocês como bons amigos, e eu como um bom político, vamos entrar num acordo. Dá um cliquezinho no link que lhes remete à matéria publicada na Gazeta do Povo Online - Caderno G. Assim vocês ajudam o tio Dudu a ganhar uns views e moral com a chefia. hahaha.

Clique AQUI para ler a matéria

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Almir Sater volta a Curitiba e dá "aula de viola" no Teatro Guaíra
Violeiro sul-matogrossense traz músicas do seu último CD, além de "modas" consagradas da sua carreira11/05/2008 00:00 Eduardo Luiz Klisiewicz

O palco do Teatro Guaira recebe na próxima quarta-feira (14) mais uma aula de viola caipira, musicalidade e talento. O artista – na melhor acepção da palavra – Almir Sater volta à Curitiba para apresentar algumas das canções do seu último CD “7 Sinais” (gravado em 2006), além de presentear o público com suas mais famosas e tradicionais “modas” de viola, como “Tocando em frente”, “Chalana” e “Um violeiro toca”.

A apresentação será no Teatro Guaíra e ainda há ingresssos disponíveis.

Sem rótulos, só música

É bem difícil encontrar alguém que não saiba pelo menos um trecho , por exemplo, da música “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira. Seja em profiles do Orkut, nick names do Messenger ou citações esporádicas, frases como “Ando devagar, porque já tive pressa. E levo esse sorriso, porque já chorei demais” fazem parte do dia-a-dia da maioria dos brasileiros, admiradores ou não das músicas regionais, caipiras ou outro rótulo qualquer.

Hoje, cerca de 30 anos depois que o jovem Almir largou a faculdade de Direito e se encantou com o som carinhoso e companheiro da viola de 10 cordas, a música produzida por ele não ganha mais rótulos, mas chega, na verdade a agrupar muitos deles. É MPB para muitos, caipira para outro tanto e sertanejo por alguns. Mas música de qualidade para todos.

Discípulo do saudoso Tião Carreiro – ídolo de 10 em cada 10 violeiros (sem qualquer receio de exagerar) – Sater relembra com carinho a influência do velho Tião. “Ele foi inspirador de todos da minha geração. Para mim foi decisivo conhecer um violeiro popular, vindo do Norte de Minas, que trabalhou até em circo para chegar onde chegou. O Tião tinha um toque diferenciado, que trazia a fusão do samba com a musica caipira, influenciada com música portuguesa”.

Sem ser radical em relação a novas tecnologias e sons, Almir conserva o bom gosto sertanejo e a tradicional moda de viola, que para muitos remete a alguém ou algum lugar que ficou no passado, mas segue vivo na memória.

Violeiro viajante volta a Curitiba

Novamente em Curitiba, o violeiro resgata a fama de cidade laboratório daqui. “É sempre muito bom tocar aqui. O povo curitibano tem muito bom gosto e Curitiba é famosa pelo seu ponto de vista artístico crítico e de bom gosto. É um prazer estar de volta”.

Sobre o show desta quarta-feira, o músico fala um pouco mais sobre o que está preparando para os fãs curitibanos. “Meus shows são sempre baseados nas minhas canções. Esse é musicalmente um pouco diferente, pois estou trabalhando com acordeom e o baixo acústico, o que é uma novidade. As músicas são minhas músicas. Sou um compositor, um violeiro”.

“Caseiro” por opção, o músico, instrumentista, compositor e cantor sul-matogrossense vira um simples violeiro viajante para garantir conforto e boa vida para os filhos. Apesar de já ter declarado preferir sua fazenda no Mato Grosso do Sul, Sater hoje fixou residência em uma acolhedora casa de campo na Serra da Cantareira, em São Paulo, onde é vizinho do amigo e também grande artista Renato Teixeira.

Criador de gado nas horas vagas, ele lembra que apesar de enorme prazer que lhe proporciona, tocar ainda é sua profissão. “É o meu trabalho. Cria a minha família. É muito prazeroso, mas também tem suas responsabilidades e seus espinhos. Mas vivo da música e gosto muito disso”.

Futuro jogado “nas cordas”

Depois de construir uma carreira sólida e premiada, Sater atingiu sua maturidade como letrista, mas está longe de alcançar essa mesma maturidade como instrumentista. “Sou menino ainda. Tenho muito a tocar. Muita inspiração ainda vai baixar em mim (risos)”.

Almir Sater revela à Gazeta do Povo seu desejo de mergulhar ainda mais no som instrumental. “Sou um violeiro. A maior vitrine que obtive, oque mais me ajudou s ser o que sou hoje foi a viola. Pelo menos 40% do meu show é instrumental e muitas pessoas vão às minhas apresentações justamente buscando o som de viola”.

Um trabalho preferencialmente autoral, 100% instrumental, pode ser o próximo passo de sua carreira. “Eu trabalho muito com motivação. A hora que algo novo me motivar, eu vou e gravo. Estou bem propenso a fazer um trabalho mais instrumental. Com a banda atual tenho tocado muito aqui em casa. Tenho pensando muito, afinal são toques únicos e valiosos”.

Clique AQUI para ler a matéria

08 maio 2008

mais sangue novo sertanejo...

Pegando carona naquela minha mania insuportável de enrolar vocês, vou postar aqui um texto que fiz para o Caderno G da Gazeta do Povo. Dei uma adaptada, pois o show aconteceu nesta quarta-feira. Enfim... os caras são bons pracas... valeu a pena, apesar do frio lascado que estava na cidade e pela pouca presença feminina na Woods (para desgosto dos meus amigos Karlos e Ewandro). Eu, feliz e faceiro com minha Daniele.

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Motivados pelo recém lançado DVD ao vivo, gravado em Uberlândia-MG no começo do ano, a dupla Luiz Cláudio e Giuliano trouxe sua criatividade, boas letras, talento musical e potência vocal para o palco do Wood’s Acoustic Country Bar, em Curitiba.

Diferente de muitas duplas sertanejas, que apenas interpretam canções, Luiz Cláudio e Giuliano são artistas completos. Além de instrumentistas, ambos são compositores de sucesso e Giuliano vem se tornando um dos grandes produtores do meio sertanejo no Brasil.

Com a caneta na mão, Luiz Cláudio – que também se destaca pela belíssima voz - escreveu algumas das canções de maior sucesso do grupo Só Pra Contrariar – de quem foi backing vocal – na década de 90, compôs músicas que foram gravadas por outras duplas, como Gian e Giovani, Chrystian e Ralf e Leandro e Leonardo, além de dividir algumas composições com os padrinhos Bruno e Marrone.

Aliás, um dos pontos altos do novo trabalho é justamente a canção Meu Segredo, que traz uma parceria irresistível entre as duas duplas. Tanto Bruno, quanto Luiz Cláudio, possuem uma característica muito importante para um bom cantor: eles sentem a música e transmitem emoção. Em “Meu Segredo”, por exemplo, o refrão traz um registro emocionante no quesito interpretação de ambos.

Giuliano já produziu vários CDs, entre eles os trabalhos das duplas Gian e Giovani, Mato Grosso e Mathias, Guilherme e Santiago, além do grupo Asa de Águia e da cantora Roberta Miranda. Também é compositor e assina diversas letras do repertório da dupla.

CD que vale o preço

As “boas coisas” do CD ao vivo da dupla, lançado ano passado, não param por aí. “Olhe pra nós dois” e “Eu quero te amar” são de uma beleza que vale por todo o trabalho, que traz ainda a irresistível “Eu sou peão”. Essa música, mais no estilo country agitado, levou a dupla ao sucesso nacional em 2005 como trilha da novela América.

Neste último trabalho, a dupla fez questão de resgatar as boas “modas” sertanejas do passado, passeando pelo clássico “Fuscão preto”, de Almir Rogério, até a boêmia “Som de cristal”, gravada pela dupla Joaquim e Manuel. Relembrou também “Se deus me ouvisse” e “Sorriso mudo” de Chitãozinho e Xororó, e “Só mais uma vez”, cantada por Gilberto e Gilmar.

Clique AQUI para ler a matéria original e AQUI para acessar o site dos caras.

29 abril 2008

papo de busão, o retorno...

Sou assinante da editora Abril. Hoje tenho assinaturas da VIP e também da Playboy. (Já tive da Exame e da Superinteressante). Gosto de ler revistas. Acho um tipo de jornalismo bacana, que pode ao mesmo tempo oferecer reportagens especiais de cinco, sei, dez páginas, como pode trazer uma porção de informações por intermédio de notinhas espalhadas por uma página só. Um exemplo do jornalismo pizza é a Revista da Semana. É uma semanário que traz pequenos textos explicando os fatos mais importantes dos sete dias anteriores.

Morro de vontade de assinar esse periódico (e até devo fazê-lo um dia), pois gosto de saber um pouco de tudo, mesmo que não faça parte do meu dia-a-dia. Mas dai me lembro dos professores da faculdade dizendo que não se pode viver da cultura da pizza, afinal o bom jornalista precisa saber bastante sobre tudo. Não sei se concordo com isso.

Introduzo-os esse textículo para relatar-lhes mais um Papo de Busão.

Voltando para casa com a Serpente Rubra (Alias, outro dia comento mais sobre o bi-articulado e o modo "carrega gado" que os motoristas dirigem estes ônibus) fiquei atento ao papo de três garotas que embarcaram na Estação Passeio Público.

Logo do embarque pesquei o finalzinho de uma conversa entre duas delas. Acho que ouvi o que eu ouvi, mas prefiro acreditar que o cansaço e a música Deslizes, do Fagner (que eu cantarolava mentalmente) tinham atrapalhado minha compreensão.

- Ah guria... cansei, sabe?
- Não acredito.
- É. Acho que foi incompatibilidade de gêneses. Ele era muito grudento. Eu só queria zuar.
- Você é doida.
- Porque?
- O Maikon fazia de tudo por você?
- Mas andava de Inter 2 (Gargalhadas).

A conversa entre as moçoilas continuou e aí chego ao ponto que eu queria. Uma delas, posando de "por dentro" de tudo, disparou:

- Não acredito. Você viu aquele apresentador que foi preso? Que foda né.
- Quem? O que rolou?
- Aquele Ricardo Simões... que foi prefeito. Tava na Band eu acho. Foi preso tentanto roubar 150 mil da rádio que ele trabalhava. Foda meu. Se ferrou.
- (...) Nossa...

Num piscar de olhos, num espirro da estudante cansada sentado na cadeira próxima à porta 3 ou em mais uma freada brusca no motorista louco, a menina emenda.

- E foi o pai mesmo.
- Sério?
- Aham. Confessou.
- E a madrastra?
- Vagabunda. Estrangulou.

Numa virada de página da Revista da Semana...

- Nada do Padre?
- Já era. Vi na tv que ele foi visto perto de Floripa.
- Nossa. Floripa é um tesão.
- Nem fale. Lá que conheci o Maikon. Fomos de busão.

21 abril 2008

som bom pracas...

Minha gente querida. Sei que na hora em que eu mais preciso atualizar esse blog (quando pessoas que nao sao minhas amigas comentam) eu falho. Mas tudo bem. To de folga do trabalho e sem internet em casa, entao a missao de atualizar (em um teclado onde NAO tem o acento TIL) fica bem mais difícil. Mas, para nao deixar tudo às moscas por aqui, replico uma resenha que fiz do CD de uma dupla sertaneja aqui de Curitiba. Os pias, Alvaro e Daniel, sao bem bons. O texto saiu no Caderno G da Gazeta do Povo Online. Se quiserem clicar no link para me gerar views, agradeço hehehe.

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A música brasileira é de uma riqueza tão grande que não carece mais de elogios e citações, tamanho o respeito que conquistou ao longo dos anos. Alguns estilos musicais, como o sertanejo, ainda enfrentam barreiras de preconceito que não condizem com o ecletismo musical brasileiro. O país, mais especificamente algumas cidades como Curitiba, vive chamadas “ondas” de determinados estilos musicais. Mas é bom não confundir com “moda”, que neste caso teria um tom pejorativo.

O “Sertanejo Universitário”, estilo que ganhou o país pelos seus quase pioneiros João Bosco e Vinicius e Cesar Menotti e Fabiano, tem recebido o apoio de mais adeptos a cada ano e artistas que antes se escondiam em bares, churrascarias e boates da cidade, agora podem mostrar seus trabalhos. É o caso de Alvaro e Daniel, que se juntaram há dois anos em Curitiba – cidade de gosto musical “refinado” – mas que aos poucos (queiram ou não) tornou-se um pólo musical deste estilo nas regiões sul e sudeste do país.

DVD Ao vivo

Graças à expansão das casas especializadas em sertanejo e country, hoje é possível escutar em várias rádios da cidade o som da dupla Alvaro e Daniel. Em agosto de 2007 a dupla gravou um DVD no Victoria Villa e neste dia 16 de abril o produto final será lançado no mercado regional

A aposta, de início, é na música “Aqui é seu lugar”, já executada nas rádios de Curitiba há várias semanas. Trata-se de uma moda bem bacana e me arrisco dizer que é uma das melhores desta compilação. Para quem gosta de música romântica, é um prato cheio. Mesmo. Fala de um caboclo que vê uma amizade bonita se transformar em amor. O diferencial é a inclusão da sanfona (ou gaita para alguns) na melodia, o que dá um tom regional e um ritmo muito gostoso.

Ouvi o CD promocional algumas vezes e na penúltima delas fiz algumas considerações para escrever esse texto. Deixei meus escritos de lado e quase uma semana depois ouvi o disco novamente e resolvi terminar minha análise. Nesta última vez fui surpreendido por detalhes que tinham passados desapercebidamente das outras vezes, e isso me deixou bastante satisfeito.
Isso porque algumas das músicas surpreendem com o passar do tempo. É o caso de “Apaga tudo”, que como boa parte delas (não adianta fugir) fala de alguém apaixonado que tenta um recomeço. A letra é bonita e durante os 4min32seg de música, a alternância de ritmos deixa a melodia envolvente.


O disco conta com duas participações especiais. Na primeira delas, “Clarão da Lua”, o vocalista do grupo regional Garotos de Ouro, Victor, garante um tempero muito interessante na música. Novamente a sanfona aparece para deixar tudo “mais colorido”. Na outra participação, a dupla Leo e Giba canta com Alvaro e Daniel na música “Quanto tempo”.

Nas regravações, destaque para “Solidão por perto”, música gravada no último LP/CD da dupla Leandro e Leonardo (O Sonhador, 1996). Canção descontraída e bem leve. A outra é “Pura Magia”, que ficou famosa no meio pela voz da dupla João Neto e Frederico, que na semana passada fez show em Curitiba. É, sem dúvida, uma das músicas imperdíveis deste trabalho.

Ainda falando em regravações, um pout-pouri de “modas” antigas dá o sabor que faltava ao disco e apresenta ao público a versatilidade e talento de Daniel no comando de uma viola. “Sonhei com você”, de Milionário e José Rico, “Paredes Azuis”, famosa na voz de João Mineiro e Marciano, e “Liguei pra dizer que te amo”, que ganhou fama na voz de Alan e Aladim, são cantadas com muito entusiasmo pelo público.

Outras músicas românticas dão o ritmo e a “cara do sertanejo” ao DVD. Destaco “Meu sentimento” e “Eu amo você demais”, que para mim talvez seja a música mais bonita deste trabalho.

Por último, e certamente não menos importante, cito a música “Cowboy Solteiro”, que abre o DVD e é definitivamente a marca da dupla. Música de maior sucesso de Alvaro e Daniel em suas curtas carreiras. Apesar da letra simplória, o ritmo e o refrão deixam o público ligado.
São 22 músicas e DVD Ao vivo de Alvaro e Daniel é uma ótima pedida para quem gosta de sertanejo e vale um pouco mais por ter sido feito por “gente” de Curitiba.


Clique aqui e confira a matéria original.

11 abril 2008

felicidade...

Como medir a felicidade do caboclo? As vezes achamos que alguém é mais feliz que a gente pelo simples fato "dele" ter o que não temos, fazer o que não fazemos ou estar sempre onde não podemos estar - seja por falta de dinheiro, tempo, conhecimento e oportunidade.

Tu vê um cabra andando de jetsky na praia e acha que ele tá bem pra caralho, queimando dinheiro e curtindo a vida. Dai você se pára, pensa e reclama para si mesmo que ralar que nem um camêlo e ter que dar todo o dinheiro suado para o banco (só para cobrir os juros do cheque especial) é coisa de loser. Curiosamente, depois de chutar uma carcaça de coco verde para longe ao desabafar, olha para o lado e vê um casal de velhinhos chupando um picolé apoiados sob suas bicicletas, à toa e dando gargalhadas, tirando um sarro da vida e rindo do idiota de jetsky que acabou de tomar um "caldo".

Nessa semana fui ao Woods bar. O boteco é no meu bairro há anos e nunca tinha ido. Ganhei um par de ingressos e fui com minha amada curtir um show sertanejo. Chegando lá - dois observadores que somos - eu e a muié ficamos acompanhando o movimento do povão. Numa mesinha logo à nossa frente, uma turma de amigos festejava com uma garrafa de Red Label vazia e uma de Black por acabar. Minutos depois o garçon traz um Green Label.

Confesso que fiquei com inveja. Não pela cachaça, afinal não bebo. Mas fiz os cálculos e conclui que para um caboclo comprar garrafas de whiskys 8, 12 e 15 anos, é um privilégio de poucos. O cara temque ter bala na agulha. Pensei que seria bom torrar aproximadamente uns 600 reais só em whisky com os amigos, sem se preocupar com o carnê das Casas Bahia.

Mas logo depois de sentir esse tipo de inveja (vale lembrar que não faltavam belas mulheres ao redor da mesa) - larguei mão de pensar assim. Olhei logo a minha frente, mais precisamente entre meus braços, e vi mulher da minha vida me olhar sorrindo. Antes de me dar um beijo carinhoso, disse que amava e que não sabia mais viver sem mim.

No palco a moda sertaneja rolava solta e deixava o clima mais agradável. O calor da minha gata, seu cheiro indescritível (que fazia o ar fétido de cigarro do local desaparecer), sem hálito, sua sensualidade e sua singeleza.

Dá para parar e pensar: Como fui burro ao pensar, por um instante sequer ao pensar assim.

Sou burro por não ter o discernimento de perceber que a felicidade não pode ser medida por cifrões. Sendo assim, resolvi dar o troco. Não fiquei um segundo sequer sem cobrir minha Daniele de beijos e carinhos. O caboclo do whisky, tenho certeza - se nos percebeu, se resolveu fazer parte das minhas viagens literárias - olhou e pensou: "Meu dinheiro não consegue um beijo daqueles". Se ele não pensou assim, pensei por nós dois.

02 abril 2008

i am david...

Dia desses, especificamente numa segunda-feira, comecei a assistir a um filme por volta das 10 da manhã. É isso mesmo, nesse horário em que a maioria da população trabalha, eu estava embaixo das cobertas vendo um filiminho (ahahah). Lamento se meus horários lhe causam inveja. O filme teve seu nome aportuguesado e óbviamente não lembro o nome. Mas, pesquisando um pouco, achei o nome original: I am David.

Baseado no romance ''North to Freedom'', de Anne Holm, o longa tem como protagonista o ator Jim Caviezel, de quem sou um particular admirador. Acho que ele é um grande profissional e suas atuações como Jesus Cristo no filme Paixão de Cristo, ou sua participação em filmes como Corrente do Bem (apesar de ser quase uma ponta) e Alta Frequência foram bem boas.

Bem, voltando ao filme, ele trata da história de um pia de 12 anos que consegue escapar de um campo de concentração nazista com a ajuda do seu amigo (interpretado por Caviezel) e parte em uma jornada para chegar à Dinamarca. A jornada é complciada, cheia de altos e baixo, descobertas e surpresas. Passa pela descoberta do amor e da amizade de um garoto sofrido, que roubado dos braços da mãe, foi jogado em um campo de concentração. É um filme gostoso de ver. O piá se ferra bastante, mas acha a figura de uma amiga de verdade nos braços acolhedores de uma pintora. Ela ajuda o garoto a chegar ao fim da sua jornada, que apresenta uma reviravolta nos minutos finais que valorizam a atuação discreta do ator bulgaro Hristo Shopov.

Parceiro de Jim Caviezel também em Paixão de Cristo (fez Poncio Pilatos nesse filme), Shopov é daqueles atores que você pega simpatia de graça. Não sei porque, mas acho que apesar de sempre coadjuvante, ele é um grande ator. Participou do filme que relata a vida do Papa João Paulo II "Karol: O Homem que se Tornou Papa" e também de outros títulos de guerra.

Vale a pena assistir a este filme. O Simprão recomenda.

28 março 2008

o amor e a carta...

Para encerrar um breve momento de breguice sertaneja, quero postar mais uma letra de música para vocês. Essa moda eu conheci quando estagiava no estúdio de Rádio do falecido Unicenp. Sem aulas, não tinhamos quase nada para fazer. Entre um jogo de truco online e outro e uma partida de gol a gol com meu amigo Leo, eu curtia umas moda e pensava na minha vida.

A música se chama "A Carta", mas não aquela "Carta" do meu ídolo tremendão Erasmo Carlos, que também foi gravada por Renato Russo. Essa carta foi gravada por esses dois ali embaixo. Milionário e José Rico dão um brilho para qualquer música romântica. Essa sempre me emocionou.

Ela conta a história de um caboclo que estava prestes a deixar a mulher e os filhos para fugir com uma vagabunda qualquer. Assim que terminou a carta, o cara parou e pensou: "Puta que pariu, porque vou sair de casa e deixar para trás uma mulher maravilhosa que eu amo, filhos lindos e uma vida feliz?" O cara manda a mulher fugir sozinha e resolve ficar. Volta, explica toda a história para a mulher que o surpreende dizendo que já sabia, e que iria perdoar.

Para muitos é uma história absurda, que o cara é um canalha e a mulher uma idiota por perdoa-lo. Meu amigo Karlos vai dizer que é música de corno e, alias, a marioria dos meus amigos não gostam nem um pouco do estilo, não só dessa canção, mas do sertanejo romântico como um todo.

Eu vejo diferente. Eu vejo um amor sem limites. Do cara, que foi seduzido pelos prazeres da carne, mas se deu conta do que é importante. E da mulher, que mesmo sabendo de toda a história, resolver por o amor em primeiro lugar.

Não estou dizendo que faria o mesmo que ele, ou ela. Mas em sempre estou do lado do amor. Ele é "o cara". Sempre tem que ser exaltado e privilegiado. E você, o que acha?

A Carta - (Alvaro Socci e Vlaudio Matta)

Estou escrevendo esta carta meio aos prantos
ando meio pelos cantos
pois nao encontrei coragem
de encarar o teu olhar

Está fazendo algum tempo
que uma coisa aqui por dentro
despertou e é tão forte
que eu nao pude te contar

Quando voce ler eu vou estar bem longe
nao me julgue tao covarde
só nao quiz te ver chorar

Perdão amiga são coisas que acontecem
de um beijo nos meninos
pois eu nao vou mais voltar

Como eu poderia dar a ela esta carta
como eu vou deixar pra sempre aquela casa
se eu ja sou feliz, se eu ja tenho amor
se eu ja vivo em paz

E por isso decidi
que eu vou ficar com ela
a minha passagem, por favor cancela
Vá sozinha não vou mais

Quando cheguei no portao da minha casa
como se eu tivesse asas, me senti igual criança
deu vontade de voar

Quase entrei pela janela
minha esposa ali tao bela
dei um forte e longo abraço
e começei a chorar

E com as lagrimas as palavras vinha
me rolavam como pedras
e ela só a me escutar
ao enxugar minhas lagrimas com beijos
revelou que ja sabia
mas iria perdoar

Como eu poderia...


SUGESTÃO - Um vídeo para que os amigos experimentem um pouco do Milionário e José Rico,
com a fantástica "Tribunal do Amor"

ps: tchutchurica, eu te amo.

23 março 2008

gargantas de ouro...

Essa postagem número 100 vem recheada de emoção. Eu, cabôco apaixonado e doente de amor, já tava meio baqueado pela ausência da minha amada neste feriado de Páscoa. Meio sem rumo sem ter o cangote da minha nêga pra dar uns cheiros, fiquei enfurnado dentro de casa e só saí para minha tradicional pelada de sábado.

No sábado, desmanchado na minha cama, fiquei na expectativa de ver o programa Raul Gil, da Band. Assistia muito o "seo" Raul num passado distante, pois adorava o quadro dos calouros. Neste feriado me empolguei a assistir ao programa porque vi na chamadinha durante a semana que meus ídolos Milionário e José Rico estariam lá como os homenageados da vez.

O programa foi uma overdose de emoção. Sério, só quem gosta da "coisa" é capaz de se sentir emocionado com coisas assim. O sertanejo me arrebata mesmo. Acho a poesia popular uma arte que não deveria ser marginalizada como é. Merece ao menos respeito.

Vários depoimentos eram alternados com interpretações de jovens artistas do elenco do Raul Gil (com arranjos de gosto duvidoso, é verdade). Histórias emocionantes, reveladoras e para mim surpreendentes até certo ponto.

Músicas que fizeram parte da minha história, da sua história e da história de 99% da população brasileira. Talvez essa mesma porcentagem saiba cantar ao menos o refrão de "Estrada da Vida", canção que simboliza a força da música sertaneja no país.

Para encerrar o texto (embora ainda queira falar muito mais do Milionário e Zé Rico) fui surpreendido com mais um pouco da dupla. No Faustão, os dois deram mais um show. Várias músicas cantadas ao vivo deram brilho dificilmente visto no programa do Fausto Silva.



Pra voces vai a letra de "Sonhei com Você", letra singela e bela. Simples e real. Carne e osso.

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Depois de muito tempo acordado
Já cansado de tanto sofrer
Esta noite eu dormi um pouquinho
Sonhei com você

Você apareceu em meu quarto
E sorrindo me estendeu a mão
Se atirou em meus braços e beijou-me com emoção.

E matando a paixão recolhida
Num delírio de felicidade
Em soluço você me dizia: Amor que saudade

De repente em menos de um minuto
Você se transformou num vulto
e logo desapareceu

Quando acordei não te vi, que desespero
Minhas lágrimas molharam a fronha do meu travesseiro
Meu bem como é maravilhoso sonhar com você
Amor como é triste acordar e não te ver

xxx

O amor é um sentimento universal caboclada. Arrebenta do mais politizado ao totalmente igorante. Rico e Pobre. Eu e você.

Quer saber mais do M&JR? Clica aqui caboclo

19 março 2008

massa...

Tava querendo falar disso há algum tempo, mas como sempre não o fiz (aliás, se vocês soubessem o tanto de idéias boas que eu tive, mas que vi outros executarem porque me enrolei, cada um me daria um belo de um pé na orelha).

No início dessa semana o comunicador Carlos Massa (vulgo Ratinho) deu o seu "start" no projeto de dominar o mundo (hahaha). As retransmissoras que pertenciam ao ex-governador Paulo Pimentel e integravam o GPP ganharam nouva roupagem e assumiram a identidade de Rede Massa de Comunicação. O véio Pimentel agora só terá seus dois jornais, Tribuna e Estadinho, para comandar.

As mudanças da nova Rede Massa foram sentidas, por enquanto, apenas no visual. Novos cenários, vinhetas, etc. Confesso que logo de cara gostei do slogan "Paixão pelo Paraná", que eu, como "paranista ferrenho", me senti homenageado. Alias, isso eu admiro no Ratinho. Apesar do gosto questionável por atrações bizarras, o cara surgiu do nada (vendia espetinhos na rua) e revitalizou o gênero programa de auditório na televisão brasileira (para depois ele mesmo tirar toda a graça desse tipo de atração). E não me venham com histórias cabulosas do passado dele e de quem ele passou por cima para subir na vida. Fato é que está aí e me é uma figura simpática.

Sempre defendeu o Paraná comoe stado e aqui investiu parte da sua fortuna - multiplicada graças a seu tino para aproveitar boas idéias.

Hoje, amarrado no SBT por questões contratuais (se bem que eu gostaria de me amarrar com vencimentos que beiram a casa dos 000.000,00). Ratinho dá seguimento ao seu plano de extensão que, aparentemente (digo aparentemente) tem como um dos objetivos realizar o sonho ede um de seus filhos: ganhar o posto de governador do estado.

Não entro neste mérito, porque um pai sempre quer o bem e realizar os sonhos dos filhos, mas volto a destacar que o início das atividades da Rede Massa e o renascimento - embora discreto - da CNT, deixam o estado mais forte, mais paranaense e mais independente. Neste ponto, vale lembrar, "ponto" para a RPC, que investe na produção própria de teledramaturgia e outros projetos.

11 março 2008

sertanejo e dor de cabeça...

Neste sábado(8) cerca de 30 mil pessoas compareceram à Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, para curtir a segunda edição do Curitiba Country Festival, que reuniu quatro das melhores duplas sertanejas da atualidade. Pelo palco da Pedreira – tradicional ponto turístico e de encontro para grandes shows – passaram os já consagrados Edson e Hudson e Bruno Marrone, além das duplas “do momento” Victor e Leo, de Minas Gerais, e os paranaenses Hugo Pena e Gabriel.

A chegada

Chegar à Pedreira foi o primeiro desafio. O trânsito em toda a região estava caótico, mas no meio de um mar de gente e de carro, algo curioso chamou a atenção. Indo pela Avenida Mateus Leme, cerca de um quilômetro antes da Rua João Gava (que dá acesso ao local dos shows), uma placa amarela artesanal indicava um “caminho alternativo”. Segui e encontrei outras placas semelhantes espalhadas pelas ruas da região, uma conduzindo até a outra.

A última delas, de um humor ímpar, dizia: “Prepare-se, você vai estacionar daqui 50 metros”. A sugestão de desvio era nada mais do que uma propaganda criativa de um “dono de estacionamento” ligeiro.

Ao chegar próximo à entrada, uma fila enorme, de virar o quarteirão. Só tinham mais panfletos e folders pelo chão e cambistas pelas ruas, do que gente para entrar na Pedreira. Vencida a batalha para entrar, as surpresas. Cerveja a R$ 5 na mão dos ambulantes e R$ 4 nas barracas. Um mísero cachorro quente custava R$ 5.

Mas, fora o preço das “coisas”, sobraram motivos para se animar. Além de música boa (para quem gosta, né), gente muito bonita e animada. Do chamado PA (Palco de Apoio) para trás, pouca gente prestava atenção nos shows. A maioria preferiu exercitar a arte da conquista.

Música boa

As apresentações começaram com uma pontualidade raramente vista em shows na cidade. No palco os marigaenses Hugo Pena e Gabriel fizeram o “esquenta” com a “turma do chapéu”, que cantou junto sucessos como “Inesquecível”, “Mulher você é demais” e o hit “Parece Castigo”, que foi regravada por pelo menos quatro artistas diferentes de 2007 para 2008, além de “Fora do Eixo”, nova música de trabalho da dupla. Edson e Hudson foi a segunda dupla a se apresentar

Pontualidade e rapidez

Após um intervalo de aproximadamente 10 minutos (incomum para shows desse tipo) a dupla Edson e Hudson subiu ao palco. Já na introdução do show os fãs ficaram eufóricos. Solos de guitarra (isso mesmo, guitarra. Hudson, que faz a segunda voz, é um apaixonado pelo Rock, tendo inclusive gravado um cd só instrumental com nomes como Andreas Kisser, do Sepultura) foram ouvidos por alguns minutos antes das músicas começarem.

A dupla, que ainda em março realiza shows em Londres (13), Madrid (14), Porto e Lisboa (17 e 20), cantou desde as músicas mais novas, do CD “Na Arena”, até sucessos como “Azul”, “Te quero pra mim”, “Porta Retrato” entre outras. Além disso, aliás, como foi praxe na apresentação de todas as duplas, cantaram “modas” antigas como “Saudade da minha terra” e “Ainda ontem chorei de saudade”.

Bruno e Marrone deram seqüência à noite de música sertaneja com todos os seus sucessos, que passaram pela já cansativa “Dormi na praça”, músicas novas como “Ficar por Ficar”, “Pra não morrer de amor” e “Castelo de Areia”, além de um pout-pourri com canções mais antigas. “Agora vai”, “Um perdedor” e “Agarrado em mim” emocionaram o público numa sessão violão e voz.
Bruno, que faz dupla com Marrone, chama o "coro" da galera.

Pra fechar

Para encerrar a noite, após apenas mais 15 minutos de intervalo, os mineiros Victor e Leo abriram sua apresentação (encerrando a noite) com a popular “Fada”, que foi seguida por um coro ensurdecedor. Depois vieram outros sucessos como “Vida Boa”, do disco homônimo lançado em 2004, e músicas mais conhecidas como “Telefone Mudo”.

Fim de festa

Na saída um novo caos, que dessa vez entrou na madrugada. Promoções de cervejas, dessa vez valendo duas por R$ 5 ou até três – se fosse bem choradinho. Espetinho de gato (muito saboroso por sinal) a 1 pila e refri a R$ 1,5. Para encerrar a aventura, eu saí da Pedreira revirando todos os lixos que encontrava. Foi o que eu pude fazer, já que na muvuca da saída roubaram a carteira da minha namorada e o principal destino nesses casos – para documentos e coisas que não interessam para os larápios - é a lata de lixo. Mas essa é outra história.

05 março 2008

imperadorrrrrrrr...

O que vou dizer (tá, tô escrevendo, mas não me encham o saco com isso) pode até parecer ua heresia e se algum de vocês "printar" essa página e dizer que eu realmente escrevi, nego. Nego até a morte. Bem, vamos lá. Desculpem a enrolação, mas é uam coisa que cerece de coragem.

Ok... estou pronto. Agora vai:

Eu tava com saudades do Galvão Bueno !!!!!!!!!!

Foda dizer isso né? mas é verdade. Há algum tempo eu não via - ou não prestava a atenção - aos jogos que a globo transmite. Na verdade não por culpa minha, mas porque a RPC tem transmitido os jogos do Paranaense no lugar dos demais estaduais transmitidos pela Globo.

Hoje, assim que cheguei em casa vindo da Vila Capanema, onde assisti a vitória do Paraná sobre o querido Rio Branco, peguei o finalzinho do jogo São Paulo e Audax, pela Libertadores. Não sei se foi pela minha extrema simpatia pelo Adriano, atacante do São Paulo, ou a minha saudade de ver jogos da seleção (saudade?), mas a narração do gol do "imperador" me causou arrepios.

Sei lá. Pode ser que seja a idade... mas gostei de ouvir o Galvão narrando. E, para ser mais sincero ainda, espero voltar a ouvi-lo nas narrações da Fórmula 1. Essas sim, aguardo ansioso.

04 março 2008

piá bão...

Tem caboclo que é BÃO mesmo. Passeando pela internet, me deparei com uma manchete curiosa e vi uma imagem fantástica. Eu, volta e meia - cada vez mais frenquentemente - tenho me perguntado se um dia terei aumento de salário. Já tenho quase três anos de firma e acho que pelo trabalho que faço, merecia um acréscimo nos meus vencimentos (ah tá hahaha. Quem nesse mundão de meu Deus não pensa assim?)

Bom, depois dessa reportagem, fico queito e só volto a pensar em aumento quando eu fizer algo semelhante.

Pense você, solit(d)ário leitor. Ventos fortes. Você no comando de um singelo AIRBUS A320. Aeroporto de Hamburgo. A força do vento é tanta que você começa a pousar, mas o avião se nega a descer "no prumo". Você cosnegue corrigir no braço, ajeita o "bichão" e perde o controle de novo. Toca uma das asas no chão e "pisa" no acelerador. Levanta o "jumbo" de volta, dá meia volta e faz tudo de novo, pousando o bichinho tranquilamente.

Haja culhão (pro motorista e para quem tava de carona no pássaro de metal). Segue para vocês o link da matéria, com o referido vídeo. É sensacional. Dizem que no momento da tentativa de pouso, não se ouviu um pio no avião. Calculem o cagaço dos cabôco...

Cliquem NESTE LINK

Crédito: Portal G1

29 fevereiro 2008

para quem fica o osso...

Não morro de amores pelo Beto Richa - aliás, só votei nele no segundo turno (no primeiro fui com o Rubens Bueno - mas é inegável que ele foi "macho" ao transformar a cidade num canteiro de obras. Apesar do termo canteiro de obras ser usado justamente por políticos para qualificar suas ações, foi bem nisso que a cidade se transformou.

A Linha Verde não foi uma idéia do Beto e nem o dinheiro foi liberado em sua gestão, mas foi ele que teve peito de foder com o trânsito da br-166 (476 se preferirem) por um tempo para que as coisas fluam melhor mais para frente. Passar no trecho urbano da 116 continua complicado nos horários de pico, mas temo em dizer que antes os engarrafamentos eram os mesmos, mas nada era feito.

O Centro de uritiba está realmente um caos, mas quando nos últimos anos não foi? Sei lá. Não quero parecer panfletário - já que nem sei em quem acreditar e votar nas próximas eleições (acreditar? acho que em nenhum), mas reconheço tudo o que é feito, sem orgulho ou revanchismo.

Apesar de achar que o Beto leva fácil, vai ser uma briga interessante. Gleisi posando de boa dona de casa, Greca abrançando os faróis do saber, o Moreira - reitor da UFPR - se sair, o Fábi0 Camargo com seu sorrisão de "smille" e companhias de índole duvidosa. Os nanicos do PSTU, PCB, etc... divertido. Será que o Onaireves Moura vai tentar? E o Jamil NaKad?

Só acho que o próximo prefeito deve terminar essas obras (importantes, repito) e focar em outros alvos. O Esporte da nossa cidade está largado. A saúde melhorou, mais ainda precisa de MAIS. Educação, segurança (apesar de não ser responsa do município). MUito pode ser feito... e PRECISA ser feito. Vamos esperar que o "show" das campanhas começe...

Abraço para todos. E segue o baile...

20 fevereiro 2008

pós, pós quarta de cinzas...

Queria ter postado este texto na época do Carnaval, mas vá lá. Antes de colocar para vocês relembrarem uma letra que deveria ter sido a campeã do Carnaval de 1995, gostaria de lembrar uma figura que merecia melhior reconhecimento no carnaval carioca. Não que o que eu vá escrever mude o rumo da história do mundo, entorte o eixo da terra, suba o preço do dólar ou ou atinja o coração dos leitores.

Só vou escrever para um dia, se eu estiver certo, vir aqui e gritar: "VIRAM, EU ESTAVA CERTO". Assim como eu ainda espero que um cara surja e mude os rumos das novelas do Brasil (com histórias que não terminem com casamentos, gravidez e o vilão fudido), eu esperava alguém que revolucionasse o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Sim, eu assisto os desfiles. E pior, eu GOSTO. Emfim... tem um caboclo chamado Paulo Barros que está tentando mudar as coisas nos desfiles. Foi ele quem inventou as alegorias humanas, com aqueles carros forrados de gente que fazem movimentos belos e contagiantes.

Ele -assim como o revolucionário, hoje gagá, Joãozinho Trinta - fBarros é um carnavalesco que fez muita boa e bonita nos últimos anos. Nesta temporada foi até censurado pela igreja (que não faz muita coisa que preste e ainda enche o saco). Foi a escola dele (A Viradouro) que levou aquele Bebê extremamente realista neste ano. Bem, o cara é fera e já merece um título de reconhecimento. Pronto, falei.

Segue agora a letra do samba-enredo "Paraná; Esse estado leva a sério o meu país", da Unidos da Ponte.

Fonte da minha inspiração (me leva)
A suave brisa me embala
A natureza, a riqueza dos teus grãos (Paraná)
É jóia rara
Voa gralha azul!
Semeia o pinhão
Os imigrantes fecundaram esse chão
Rainha das flores, musa dos amores
Curitiba, eu te quero muito mais!... (bis)

Tem fandango no samba
Barreado e chimarrão (bis)
Tem porco no rolete, "é do cacete"
É muito bom

Eu vou sambar, a muamba vai passar
Mas esse estado leva a sério o meu Brasil (Brasil, Brasil)
Lindas casas de madeira
De um povo hospitaleiro e tão gentil
Cataratas do Iguaçu
Beleza que fascina os corações

Rua das Flores, o teatro transparente
Delírio de grandes emoções
Gira carrapeta
Muita água vai rolar (bis)
A Boca Maldita falou
Força vem do Paraná

10 fevereiro 2008

adeus Juquinha...

Voces vejam como são as coisas. Eu tava me enrolando para postar as fotos que virão a seguir, sem motivo aparente. Talvez para guardar para um momento especial e acho que esse momento chegou. Estas fotos eu tirei na minha última viagem à Prudentópolis, aquela cidade acolhedora e bela onde nasceu minha amada Daniele.

Esse local é o famoso Bar do Paulinho, que por um acaso é o progenitor da minha amada. Tirei algumas fotos sem compromisso, apenas para registrar o local e suas peculiaridades, afinal adoro o jeito simples e acolhedor do Boteco. Em duas das fotos que vou postar, aparece um senhor franzino, com uma avantajada barriga de cerveja e alguns curativos pelo corpo. A história do seo Juquinha eu não conheço, mas sei que esse foi o íltimo registro fotográfico dele (talvez dos últimos anos).

Nesta semana o seo Juquinha morreu e o Bar do Paulinho ficou mais triste. Aqui vai a minha homenagem ao agora saudoso Juquinha.


O bar do Paulinho


Seo Paulinho mostra seu cantinho palmeirense cheio de orgulho


Aviso dita regra principal do Bar do Paulinho


Ovo de codorna e vina em conserva: combustível sem igual


Juquinha faz sua primeira aparição


Amigos marcam presença todos os dias
Juquinha aponta o céu, o próximo destino
Salames caseiros: iguaria sem igual

Juquinha nas sombras, na luz e na alma do Bar do Paulinho

01 fevereiro 2008

como você pôde...

Essa foi uma indicação da minha irmázinha Ariana ("a mulher", segundo Vinicius de Moraes). Segundo ela a musica náo lhe saiu da cabeça a semana toda. Depois de uma rápida olhada no link do youtube que ela me mandou, concordei e confirmei o quão grudenta é a moda.

Cliquem aqui e prestigiem essa poesia. Depois se perguntem: "Como que cê pôde abandoná eu?"

Abraços e beijos. Bom carnaval.

29 janeiro 2008

essa é boa...

Putz. .. e essa do Romanelli?

O que, vocês não estão sabendo? Então antes de continuar a ler esse post, CLIQUE AQUI e leia a matéria do meu amigo e competentíssimo jornalista Karlos Kohlbach.

O deputado Luiz Claudio Romanelli decidiu tocar o foda-se e "passou batido" por três praças de pedágio no último fim de semana. Isso mesmo, o homem deu um migué e passou sem pagar por três praças de Carambeí até Curitiba. Segundo o distinto deputado, ele é contra o pagamento e decidiu protestar dessa forma.

Mal (ou bem) sabe ele que isso é uma infração de trânsito e rende multa de R$ 127 e pouco, além de 5 pontos na carteira. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, ele sabe muito bem disso, afinal tem mais de R$ 1 mil em multas não pagas registradas no carro que dirigia quando furou os pedágios.

Para piorar ainda mais a situação, o homem confirmou ao meu amigo Karlos - também disse o mesmo na TV - que todos os paranaenses devem fazer o mesmo. PIOR (como se pudesse) ensinou como "burlar" a cancela dos pedágios. Podíamos esperar isso de um governante eleito pelo povo? Por nós? (Nós o cacete, pois não votei nesse senhor).

Por favor... tá duro de aguentar algumas barbaridades destes políticos. Sou contra a cobrança abusiva de pedágios, mas nem por isso vou sair por aí furando cancelas. Já desci pela Graciosa e usei o desvio que tinha na BR 277 para não pagar tarifa, mas não cheguei a esse ponto.

Acho a cobrança de pedágio justa, desde que o preço seja compatível com as obras feitas. Sou a favor do pedágio de manutenção, afinal nenhuma obra de grande monta foi feita nas estradas do Paraná. Mas, a herança deixada pelo Lerner ainda está longe de acabar. O duro é ter que aguentar mais 10 anos desse absurdo.

23 janeiro 2008

justiça...

Só para suitar o assunto, a Fundação Cultural do Paraná percebeu o "crime" que estava para cometer e conviou o Melo a reabrir sua banca na galeria Julio Moreira. Acho que é uma vitória para todos, até para os que nada tem a ver com isso e nem se importam com a notícia. No futuro o mundo para estes pode ser igualmente melhor. Exagerei dizendo que o mundo vai melhorar porque o Melo vai voltar para a galeria? Deixa eu então...

Agora o Melo pode até se dar ao luxo de recusar o convite, mas os humildes prosperam e como eu sempre faço questão de dizer, orgulho é uma BOSTA.

Segue link para mais um post (e uma vitória) do amigo Luiz Cláudio Soares, vulgo Lobão

18 janeiro 2008

é a vida...

As vezes fico pensando se vale realmente a pena nos dedicarmos tanto em nossas vidas pessoais e profissionais. Porque faço essa colocação? Porque nem uma nem duas vezes me vi desamparado por pessoas e/ou empresas que não souberam dar o devido valor a minha dedicação como empregado ou amigo.

Sabe quando você veste a camisa e se doa? Então... as vezes recebemos um belo pé na bunda ou uma “facada” nas costas. No momento, graças a Deus, não estou vivendo uma situação assim (não que eu saiba). Mas cito um post do blog Sobretudo, do meu companheiro e editor Luiz Cláudio Soares (o Lobão) que narra a situação vivida por um comerciante do Largo da Ordem. Vale a pena prestigiar.

Clique aqui conheça o caso da Banca do Melo

11 janeiro 2008

ser humano...

O ser humano é engraçado. Por vezes não demonstra qualquer tipo de emoção e sensibilidade diante de fatos revoltantes e atrocidades doídas para os olhos, mas em outros momentos é pura emoção e doação para “coisas” que não sensibilizam a muitos, mas que arrebatam a tantos outros. Talvez por isso sejamos animais tão fascinantes.

Um velho estadunidense morreu de um tumor cerebral sem nunca ter realizado seu maior sonhos: assistir a um jogo de futebol (o deles, não o nosso) do time do coração. Eu sempre digo que só o futebol (o nosso, não o deles) é capaz de mexer tanto assim com um ser humano, mas nesse caso usemos o esporte para comentar essa notícia.

Como é possível desenvolver um sentimento tão forte - mais forte as vezes que o sentimento por um familiar ou coisa parecida - por um time, uma bandeira ou uma instituição? Ainda mais se você nunca chegou a vê-los ao vivo?

Aconteceu isso nos Estados Unidos. Richard Desrosiers morreu e como ultimo pedido desejou assistir um jogo do seu time, o Steeles da Pensivânia, no estádio Heinz Field, mesmo depois de morto. Morador de New Hampshire, estado vizinho, Richard contou com o ilimitado amor de sua esposa, Kathleen - que o acompanhou por quase 4 décadas – para realizar essa sonho. Ela foi até a praça esportiva do Steelers e com uma urna com parte das cinzas do marido acompanhou o jogo.

O placar da partida pouco importou, mas o gesto da esposa e a força do esporte deram mais algumas provas de que o ser humano é vulnerável a o mais belo dos sentimentos... o Amor.

Segue o link da matéria. O portal G1 classificou o assunto na editoria BIZARRO. Eu colocaria na editoria HUMANO.

02 janeiro 2008

esclarecimentos...

Amigos... primeira postagem o ano.

Hoje estava passeando pelo meu blog quando notei 4 comentarios no texto "Mulher Maraviiiiiillhhhhaaa". Para quem não leu o texto (e pode fazê-lo aqui) eu cito um fato ocorrido em Curitiba no dia 20 de novembro sobre uma mulher que ameaçou se jogar de um prédio na avenida Marechal Deodoro, centro da cidade.

Ninguém havia comentado esse post, que passou teoricamente desapercebido até dias antes do natal, quando segundo alguns dos meu leitores comentou que a mulher voltou ao mesmo local e realmente se jogou do prédio. Um dos comentário, incusive, me classifica de leviano ao tratar do assunto, já que chamei suicidas de covardes (opinião única e exclusivamente minha e que tenho direito de tornar pública para quem quiser ler).

Minha idéia ao abordar o fato foi tratar justamente da curiosidade mórbida que as pessoas (simples, comuns - eu inclusive) de testemunhar um fato como esse. Aprovetei e dei a minha opinião de "comunicador" sobre o suicidio (citei o problema da depressão inclusive). Trascrevi histórias que ouvi das pessoas que acompanhavam o fato e não inventei nada.

Acredito que não precisava escrever esse texto, já que acredito que para a maioria minhas idías foram expressas com clareza, mas se alguém (da familia ou conhecido) se sentiu ofendido, respeito vossa dor e peço desculpas.

Sem mais.... segue o baile da vida. Que 2008 seja alegre e BEM VIVO para todos vocês.